Sonntag, 11. September 2011
Freitag, 26. August 2011
A propósito da crónica de António Lobo Antunes que saiu na Visão, no dia 18.
Na segunda-feira faz 6 anos que o meu pai morreu. Seria um dos mortos que esteve em Almeirim, se fosse um dos que esteve lá com o Lobo Antunes, mas não esteve. O meu pai foi à guerra e, apesar dela, teve uma daquelas vidas invisíveis, que só tocam, apertam ou surpreendem quem está por perto. Mas vomitou imenso. O meu pai vomitou sem o dom de saber escrever.
Eu, com 12, 13 anos ia passar os sábados ali para os lados do Largo de Camões, onde se juntavam uns quantos paraquedistas, a jogar às cartas e tal. Toda a gente fingia acreditar que a guerra já tinha acabado. Cresci com ela, com a alma doente do meu pai e com um peso na consciência em relação a África, que perdura até hoje. É a vida. D e facto, é uma bela crónica, como quase todas as que leio do Lobo Antunes.
Montag, 8. August 2011
a "Súplica" de Miguel Torga na minha boca
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
---------------------------------------------------
Não se iludam. Estou a pensar em 3 pessoas.
E a sentir imensa vontade de engolir grandes goles de água salgada.... Afogar-me nisso de sentir. E não me deixam. Cabrões.
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
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Não se iludam. Estou a pensar em 3 pessoas.
E a sentir imensa vontade de engolir grandes goles de água salgada.... Afogar-me nisso de sentir. E não me deixam. Cabrões.
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estado de espírito
Montag, 1. August 2011
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filosofia dominical
Sonntag, 3. Juli 2011
Samstag, 2. Juli 2011
Freitag, 3. Juni 2011
Samstag, 7. Mai 2011
Freitag, 29. April 2011
Real - idade !!!!
Ok, quem é que ainda não está farto de ouvir
a conversa do Mourinho e do Guardiola???
Agora eu, menina que adora a verdade,
passei-me com este VÍDEO da página do Real...
Tiro o chapéu ao Mourinho e a todos (Ferdinand, por exemplo)
os que viram o lance correctamente, apesar da rapidez.
A verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade :)
a conversa do Mourinho e do Guardiola???
Agora eu, menina que adora a verdade,
passei-me com este VÍDEO da página do Real...
Tiro o chapéu ao Mourinho e a todos (Ferdinand, por exemplo)
os que viram o lance correctamente, apesar da rapidez.
A verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade :)
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vídeos
Donnerstag, 28. April 2011
Kant ia adorar tomar um chá com a D. Amélia
"o próprio sol é que me acompanha!"
quem me dera ver a vida assim!
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filosofia dominical,
vídeos
Mittwoch, 27. April 2011
um conto de fadas é um conto de fadas é um conto de fadas
Na sexta-feira estarei agarrada à televisão a ver o casamento real :)
Não sei se é o lado feminino, o lado infantil ou o lado maternalista que mais se enfeitará dentro de mim. Também não quero saber.
Quando a princesa Diana foi para a Escócia em lua de mel, a minha mãe copiou uma das camisolas que ela trazia vestida, numa reportagem da Hola. Lembro-me da reportagem como se tivesse folheado a revista ontem. E lembro-me do entusiasmo e da precisão da minha mãe, ao escolher o tom de castanho mais aproximado ao castanho espanhol impresso, ao tricotar a camisola para depois combinar – como na revista – o decote com uma saia que a minha tia lhe teve de fazer, a condizer com a princesa, com a revista, com a monarquia.
A minha mãe nunca pareceu uma princesa.
Mas pelo fim que levaram ambas, suponho que reconhecia nela a mesma impotência, antes mesmo de o mundo dar por isso – em ambas.
Casaram e a minha amiga inglesa mandou-nos uma colher foleiríssima [palavra muito em voga nos dias de hoje ;) ].
Tiveram filhos e eu vi-os crescer.
Divorciaram-se e eu pensei o mesmo.
E depois morreu, aquela princesa universal, muito mais universal que a Amidala.
Cresci com aquela família inglesa, sabendo que não era a minha, que não era o que eu queria, que nunca seria nada do que eu achava necessário ao mundo. Mas há um enlevo de que não me liberto, uma ternura estranha quando olho para aquelas pessoas de papel, que existem e não existem. O anacronismo é tal, que é como se os contos de fadas não fossem histórias de ler à noite, mas histórias do tamanho das nossas vidas.
Hoje, sabendo que na sexta-feira vou ver televisão, não me compreendo, não me percebo, tenho até dó de mim. Mas sei que na sexta me estou nas tintas para mim e serei a minha mãe, por um anacrónico e maluco par de horas.
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estado de espírito
Montag, 25. April 2011
turismo político
Um casal dinamarquês, Pia e Ifinn Taube, "apaixonou-se" pelo 25 de Abril no ano passado, quando esteve de férias em Portugal, e este ano voltou e os dois até já sabem dizer "a luta continua", ainda que num português cheio de sotaque.tirado daqui
"E é tão preciso", disse Pia Taube em inglês.
De férias de novo em Portugal, estas marcadas propositadamente para participar no 25 de Abril e 1.º de Maio, o casal gostava agora de alugar uma casa em Lisboa.
Tudo porque "Portugal ainda é muito original e o socialismo ainda tem significado, o que já não acontece na Dinamarca".
era o que faltava!
turismo político do norte da europa.
estamos quilhados!!!!!
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política
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política
Freitag, 22. April 2011
Páscoa
de Paulo José Miranda
Esforça-te para que saibam que o mundo começou de vez
Estende uma palavra amável ao transeunte
E o luxo anacrónico de um sorriso
Àquele que falar mal de ti
Perdoa-o com a ternura de falar bem dele
Segue pela rua não esquecendo nunca
Essa missão dura e difícil que tens pela frente
Ainda que te esbofeteiem, te espezinhem, te humilhem
És e serás sempre o profeta do humano
Aquele que anuncia a chegada do mundo.
livros de Paulo José Miranda AQUI
de Paulo José Miranda
Esforça-te para que saibam que o mundo começou de vez
Estende uma palavra amável ao transeunte
E o luxo anacrónico de um sorriso
Àquele que falar mal de ti
Perdoa-o com a ternura de falar bem dele
Segue pela rua não esquecendo nunca
Essa missão dura e difícil que tens pela frente
Ainda que te esbofeteiem, te espezinhem, te humilhem
És e serás sempre o profeta do humano
Aquele que anuncia a chegada do mundo.
livros de Paulo José Miranda AQUI
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poemas
Donnerstag, 21. April 2011
Mittwoch, 13. April 2011
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fotos
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