(retirado da net)
Espreitem o Pé de Vento [23/Março/04] sem medo ou sustos, pois é apenas uma leve brisa que sopra do coração.
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04 janeiro 2020
07 setembro 2013
09 fevereiro 2012
Campanha
É preciso saber dizer NÃO...caso contrário educamos crianças que crescem a pensar que tudo lhes é permitido e quando forem adultos serão egoistas, entre outras coisas e por sua vez, como irão educar seus próprios filhos?
Pensem nisso Pais e Educadores...dizer NÃO é educar com AMOR e sentido de responsabilidade.
27 outubro 2011
Inclusão
É necessário que a escola desenvolva processos de inovação e mudança que respondam com eficácia a todos os alunos.
A atenção às diferenças individuais, seja qual for a sua origem, numa escola inclusiva, exige currículos abertos e flexíveis, capazes de responder às necessidades comuns ao conjunto da população escolar.
É necessário que haja diferenciação, adaptação e individualização curricular às necessidades e características de cada aluno, em especial dos alunos com NEE. Todos os alunos deverão ter os mesmos direitos e oportunidades, incluindo o direito à diferença e a uma educação adaptada às suas necessidades.
Os princípios básicos para a intervenção, fundamentam-se em detectar e intervir o mais cedo possível, ter um optimismo razoável, baseando-nos nas capacidades e recursos que a criança tem, oferecendo-lhe situações e experiências que permitam o seu desenvolvimento, gerar uma dinâmica de êxitos no trabalho a realizar, para que a criança se sinta capaz de vencer as dificuldades.
Proporcionar um ensino individualizado, aceitar as diferenças, reconhecer o que a criança é capaz de fazer e respeitar o seu ritmo.
Em todo este processo é fundamental o desenvolvimento de um trabalho de cooperação entre os diferentes intervenientes no processo educativo.
Importará também ajudar a família a desenvolver comportamentos e práticas conducentes ao reforço das suas capacidades e competências e ao fortalecimento das relações pais/filhos, no sentido de uma optimização do ambiente familiar que seja facilitador do desenvolvimento das crianças.
Uma abordagem de parceria baseada nos pontos fortes, assim como uma resposta às necessidades específicas das crianças e das famílias, são fundamentais para a inclusão com sucesso das crianças com Necessidades Educativas Especiais.
"O sucesso educativo de todos só é possível com a colaboração de todos."
(Diogo, 1998)
Autoria: Ana Lourenço
11 março 2011
Medo de dormir sozinho
É frequente que durante a noite apareçam alguns problemas no sono das crianças: antes dos cinco anos elas não distinguem a realidade do sonho e podem ter pesadelos que as levem a acordar, chorar e gritar.
Pode fazer perguntas ao seu filho sobre o medo que sente ou sobre aquilo que sonhou e explicar-lhe que aquilo que teme por estar sozinho não faz mal.
Fique com a criança até ficar mais calma, tranquilizando-a, lembrando que os pais estão sempre no quarto. Pode explorar o quarto com ele, explicando, por exemplo, que não existem monstros debaixo da cama ou no escuro. Pode também contar uma história em que exista uma fada do sono que o protege durante a noite e que um boneco de estimação afasta os medos.
Ao explorar os medos do seu filho, está a ajudá-lo a ultrapassar os seus receios. É útil manter bons hábitos de sono, como não ver muita televisão antes de dormir nem ter muitos brinquedos no quarto. É bom associar sentimentos de calma à hora do sono. Se o problema se agravar, consulte o pediatra.
Texto: Fernando Lima Magalhães, psicólogo clínico
04 junho 2010
As crianças e as dificuldades de aprendizagem
É importante que todos os envolvidos no processo educativo estejam atentos a essas dificuldades, observando se são momentâneas ou se persistem por algum tempo.
As dificuldades podem advir de factores orgânicos ou mesmo emocionais e é importante que sejam descobertas a fim de auxiliar a resolver e facilitar o desenvolvimento do processo educativo, percebendo a que factores estão associadas e como podemos ajudar a criança.
O termo “Dificuldades de Aprendizagem” refere-se a um grupo de perturbações, manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e uso da compreensão auditiva, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estas dificuldades são intrínsecas, presumivelmente devem-se a disfunções do sistema nervoso central, e podem ocorrer ao longo da vida.
Algumas dificuldades de aprendizagem são:
Hiperactividade
A hiperactividade é um problema de ordem neurológica, que trás consigo sinais evidentes de inquietude, desatenção, falta de concentração e impulsividade.
Dislexia
A dislexia é uma perturbação da linguagem que se manifesta na dificuldade de aprendizagem da leitura e da escrita, isto é, na dificuldade de distinção ou memorização de letras ou grupos de letras, e problemas de ordenação, ritmo e estruturação das frases, afectando tanto a leitura como a escrita.
Disortografia
A disortografia constitui uma dificuldade da escrita, que pode manifestar-se independentemente de haver ou não alterações na leitura. Muitas vezes constitui-se como um conjunto de erros da escrita, feitos de forma sistemática, que afectam a palavra mas não o seu traçado ou grafia e que podem provocar a total ilegibilidade dos escritos.
Disgrafia
A disgrafia é uma alteração da escrita que a afecta na forma ou no significado, sendo do tipo funcional. Há uma perturbação na componente motora do acto de escrever, provocando compressão e cansaço muscular, que por sua vez são responsáveis por uma caligrafia deficiente, com letras pouco diferenciadas, mal elaboradas e mal proporcionadas.
Discalculia
Discalculia é um transtorno adquirido da habilidade para realizar operações matemáticas, depois de estas se terem desenvolvido e consolidado. Encontra-se sobretudo em crianças, é de carácter evolutivo ou desenvolvimental, não resulta de uma lesão e associa-se sobretudo a dificuldades de matemática.
A influências das causas emocionais
Hoje em dia é muito comum vermos crianças e adolescentes sendo rotulados com estas patologias apenas porque apresentam alguma agitação, nervosismo e inquietação, factores que podem advir de causas emocionais. É por isso muito importante que o diagnóstico seja feito por um profissional capacitados e que o “rótulo” não seja utilizado, quer tenha ou não fundamento.
Os professores são sem dúvida profissionais muito importantes no processo de identificação e descoberta destes problemas, porém não possuem formação específica para fazer tais diagnósticos, que devem ser feitos por médicos especialistas ou psicólogos. Há que saber determinar as causas por detrás dos problemas de aprendizagem. Depois há que ter as ferramentas correctas para corrigir essas causas. Se existe dificuldade em aprender, há que determinar exactamente as razões pelas quais isso acontece. Só depois se pode fazer algo para resolver a situação.
Desmotivação e frustração
Crianças com dificuldades de aprendizagem geralmente apresentam desmotivação e incómodo com as tarefas escolares gerados por um sentimento de incapacidade, que leva à frustração. É fundamental valorizar o que a criança sabe para fortalecer sua auto-estima, mostrando-lhe o quanto ela é boa em tarefas nas quais tem habilidade e incentivando-a a desenvolver outras tarefas nas quais não é tão boa.
Criar um ambiente adequado para que a criança desenvolva o estudo e estabelecer limite de horários para a realização das tarefas é também muito importante. As causas variam muito de pessoa para pessoa e de situação para situação. No entanto hoje em dia já se sabe bastante acerca destas e de outras patologias, suas causas e soluções apesar de ainda muito pouco faladas.
(fonte: http://familia.sapo.pt/crianca/educacao/mae_ideal/1005238.html )
16 maio 2010
O que é feito da infância?
Trocaram o baloiço de pneu pelo computador. As brincadeiras na rua pelas conversas ao telemóvel.
As crianças de hoje parecem afastadas dos propósitos da infância. Devemos preocupar-nos? Ao sábado de manhã, João, 4 anos, tem o seu ritual bem estudado. Acorda sozinho, dirige-se à sala, liga o DVD, coloca o seu filme preferido no aparelho, acende a televisão e senta-se confortavelmente no sofá. Quando o leitor de DVD chegou a casa, foi a irmã, Ana, 11 anos, que o ligou à televisão e sintonizou o respectivo canal, mesmo antes que os pais descobrissem as instruções em português.
Situações iguais ou semelhantes a estas surpreendem-nos todos os dias. As crianças de hoje parecem dotadas de capacidades que antes não estavam, supostamente, relacionadas com a infância e, ao mesmo tempo, parece que perderam outras que sempre estiveram associadas aos mais novos. As novas tecnologias, os ritmos loucos do dia-a-dia, o acesso fácil a todo o tipo de informação, o excesso de consumo, o medo provocado pela alegada insegurança nas ruas. Todas estas transformações no mundo actual têm, obviamente, influência sobre as crianças. E é habitual ouvir pais, educadores e responsáveis a desabafarem entre suspiros: «As crianças estão a crescer depressa de mais!» Não é essa, no entanto, a opinião da pedopsiquiatra Ana Vasconcelos: «As crianças não estão a crescer depressa de mais. Estão a crescer em conformidade com a vida que os pais têm. O bicho homem tem a capacidade de se adaptar e é isso que está a acontecer.»
Para Ana Vasconcelos, «a infância não está assim tão diferente do que era, se tivermos em conta as características do nosso mundo, que são muito peculiares». Uma dessas características é a massificação. «Os miúdos que hoje me aparecem nas consultas são crianças para quem a massificação não resulta. Neste momento, generalizam-se demasiado as coisas e acaba-se com a individualidade de cada um.» Ana Vasconcelos sugere, por isso, que os «pais questionem mais as suas situações» e, sobretudo, que não generalizem. «É preciso que cuidem do seu jardim, antes de olharem para o do vizinho. Os pais não têm assim tantos filhos que precisem de generalizar. Podem, em vez disso, partir do individual para o geral.» «As crianças nascem sempre preparadas da mesma maneira e, se há uma área que está em défice, elas tendem a procurar o equilíbrio dessa área», afirma Joana Fernandes, assessora do primeiro ciclo do ensino básico.
Num mundo dominado por muita tecnologia e inúmeras solicitações, onde poderão as crianças procurar o equilíbrio? «Tenho notado uma predisposição e uma abertura das crianças pequenas para uma linguagem mais simbólica», refere a professora, destacando a receptividade para o desenvolvimento da componente espiritual e do sentido da vida. «E isto não tem nada a ver com religiões, tem simplesmente a ver com aquilo que é a natureza e com os ritmos naturais», explica. O paradoxo é que num ambiente com tantas solicitações e controlo, as ausências também são muitas. Na opinião de Joana Fernandes, os adultos estão ausentes para além da ausência física:
«Aquilo que toda a criança precisa, em qualquer época, é de referências claras, sejam elas quais forem. Para isso, o adulto tem de fazer o exercício da sua autoridade e daquilo que representa, para que se constituam referências», afirma, sublinhando: «As crianças precisam de saber quem é o adulto.»
Texto de Patrícia Lamúrias/Revista Pais & Filhos
29 março 2010
A violência da ignorância
Quaisquer que sejam as suas causas, as duas mortes recentes de um aluno e de um professor estão relacionadas com a violência nas escolas. Multiforme, ela nasce e desenvolve-se invariavelmente entre os alunos, contra eles próprios ou contra os professores. Raramente destes contra aqueles.
Estas mortes não são casos «excepcionais» (a não ser pelo carácter trágico do acontecimento), mas inserem -se num contexto geral de indisciplina, desrespeito e violação geral das regras que devem assegurar uma aula normal e mesmo das regras tácitas de conduta de um ser em sociedade. Estou certo que a grande maioria dos portugueses ignora o que se passa nessas aulas - onde o clima «bárbaro» não permite às vezes a mínima aprendizagem.
Não estou a dramatizar. Esta situação verdadeiramente patogénica — que provoca as mais variadas doenças psíquicas e somáticas nos docentes, depressões, stress, síndromas de pânico, traumas, sentimentos de repulsa e desistência perante a perspectiva de continuar a viver «esta vida e esta profissão» (no dizer de tantos professores) — levou milhares deles a aposentar-se antecipadamente, mesmo sofrendo graves penalizações materiais.
Para este clima contribui, certamente, um sem-número de factores — desde a «demissão dos pais» à própria violência que atrai os adolescentes, etc. Mas vem também da progressiva desagregação da autoridade dos professores e de uma política laxista e ignorante do que é ensinar e educar, feita mais para reduzir as despesas do Estado e facilitar a vida aos pais do que para formar e transmitir conhecimento aos filhos. Uma política que tanto deseja uma «sociedade do conhecimento» e que pouco ou nada faz para impedir a desdignificação ou «dessacralização» do conhecimento. A violência que circula livremente nas escolas deriva também da ignorância dos alunos e da negligência (ignorância) dos responsáveis.
COMO MODIFICAR ESTA SITUAÇÃO? Antes de mais, é preciso que se diga a verdade sobre a realidade concreta, quotidiana da vida escolar. Dizer a verdade sobre uma situação desastrosa. Para tanto, é preciso vencer o que se tornou quase um hábito, um modo geral de fazer política que é dar-nos uma imagem sempre positiva, sem falhas, boa e tendencialmente perfeita do nosso país em todos os domínios. E porque não se diz a verdade? Se é exacto que o discurso político, por natureza, não é um discurso de verdade, esta pode e deve ser dita esporadicamente, em momentos de crise, por exemplo, e sobre matérias limitadas. Se o fizesse, o Governo ganharia credibilidade e receberia uma adesão maior.
Não o faz porque tem medo que o mal confessado contamine a imagem inteira da sua governação e a exponha a uma condenação global — o que é certamente um fantasma permanente. Mas, não o fazendo, comporta-se exactamente como os que o criticam sempre (com o discurso do «bota abaixo»), tão criticados, por sua vez, pelo próprio Governo. São afinal dois discursos complementares — ambos rígidos, dogmáticos, dizendo sempre o bem indefectível ou o mal radical em que vivemos. Mantendo-se os dois, porém, no plano da não-verdade da retórica política que não restitui fielmente a nossa realidade, respondem, afinal, ao que o povo (e parte) também quer ouvir.
QUE SE COMECE POR DIZER a verdade sobre a situação que se vive nas nossas escolas — e um novo ânimo acordará, talvez, ainda forças nos mais desesperados. Mudar o espírito da educação, restituir a autoridade dos docentes, dar-lhes condições (materiais e imateriais) para ensinar, valorizar o conhecimento com uma cultura exigência, recusando a falsa democracia do facilitismo — tudo isto, que não existe pode contribuir para transformar o clima de violência que se desenvolve actualmente nas nossas escolas.
ENSAIO, José Gil
VISÃO 18 DE MARÇO DE 2010
Estas mortes não são casos «excepcionais» (a não ser pelo carácter trágico do acontecimento), mas inserem -se num contexto geral de indisciplina, desrespeito e violação geral das regras que devem assegurar uma aula normal e mesmo das regras tácitas de conduta de um ser em sociedade. Estou certo que a grande maioria dos portugueses ignora o que se passa nessas aulas - onde o clima «bárbaro» não permite às vezes a mínima aprendizagem.
Não estou a dramatizar. Esta situação verdadeiramente patogénica — que provoca as mais variadas doenças psíquicas e somáticas nos docentes, depressões, stress, síndromas de pânico, traumas, sentimentos de repulsa e desistência perante a perspectiva de continuar a viver «esta vida e esta profissão» (no dizer de tantos professores) — levou milhares deles a aposentar-se antecipadamente, mesmo sofrendo graves penalizações materiais.
Para este clima contribui, certamente, um sem-número de factores — desde a «demissão dos pais» à própria violência que atrai os adolescentes, etc. Mas vem também da progressiva desagregação da autoridade dos professores e de uma política laxista e ignorante do que é ensinar e educar, feita mais para reduzir as despesas do Estado e facilitar a vida aos pais do que para formar e transmitir conhecimento aos filhos. Uma política que tanto deseja uma «sociedade do conhecimento» e que pouco ou nada faz para impedir a desdignificação ou «dessacralização» do conhecimento. A violência que circula livremente nas escolas deriva também da ignorância dos alunos e da negligência (ignorância) dos responsáveis.
COMO MODIFICAR ESTA SITUAÇÃO? Antes de mais, é preciso que se diga a verdade sobre a realidade concreta, quotidiana da vida escolar. Dizer a verdade sobre uma situação desastrosa. Para tanto, é preciso vencer o que se tornou quase um hábito, um modo geral de fazer política que é dar-nos uma imagem sempre positiva, sem falhas, boa e tendencialmente perfeita do nosso país em todos os domínios. E porque não se diz a verdade? Se é exacto que o discurso político, por natureza, não é um discurso de verdade, esta pode e deve ser dita esporadicamente, em momentos de crise, por exemplo, e sobre matérias limitadas. Se o fizesse, o Governo ganharia credibilidade e receberia uma adesão maior.
Não o faz porque tem medo que o mal confessado contamine a imagem inteira da sua governação e a exponha a uma condenação global — o que é certamente um fantasma permanente. Mas, não o fazendo, comporta-se exactamente como os que o criticam sempre (com o discurso do «bota abaixo»), tão criticados, por sua vez, pelo próprio Governo. São afinal dois discursos complementares — ambos rígidos, dogmáticos, dizendo sempre o bem indefectível ou o mal radical em que vivemos. Mantendo-se os dois, porém, no plano da não-verdade da retórica política que não restitui fielmente a nossa realidade, respondem, afinal, ao que o povo (e parte) também quer ouvir.
QUE SE COMECE POR DIZER a verdade sobre a situação que se vive nas nossas escolas — e um novo ânimo acordará, talvez, ainda forças nos mais desesperados. Mudar o espírito da educação, restituir a autoridade dos docentes, dar-lhes condições (materiais e imateriais) para ensinar, valorizar o conhecimento com uma cultura exigência, recusando a falsa democracia do facilitismo — tudo isto, que não existe pode contribuir para transformar o clima de violência que se desenvolve actualmente nas nossas escolas.
ENSAIO, José Gil
VISÃO 18 DE MARÇO DE 2010
11 março 2010
"Um dia, num mundo..."
"Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão jardins de infância!"

Para Pais (com filhos no Jardim de Infância) e Educadores
1. "Proibido insultar o jardim de infância chamando-lhe "escolinha". Em primeiro lugar, porque é uma escola. Em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem Brincar com Aprender.
2. É proibido que os pais imaginem que o jardim de infância serve para aprender a ler e contar. Ele é útil para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o corpo, com a música e com a pintura. E para brincar. Uma criança que não brinque deve preocupar mais os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manhã ao chegar.
3. O jardim de infância assusta as crianças sempre que os pais - como quem sossega nelas os medos deles por mais um dia de jardim de infância - lhes repetem: " Hoje vai correr tudo bem!"
4. Os pais estão proibidos de despedir-se muitas vezes das crianças, ao chegarem todos os dias. E é bom que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se agarrarem ao pescoço deles, com se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre.
5. É proibido que as crianças vão dia-sim dia-não ao jardim de infância. E que vão, simplesmente, quando os seus caprichos infantis vão de férias. E que não vão " só porque sim". O jardim de infância não é um trabalho para os mais pequenos. É uma bela oportunidade para os pais não se esquecerem que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo tempo.
6. No jardim de infância não é obrigatório comer até à última colher; nem dormir todos os dias. E não é nada mau que uma criança se baralhe e chame pai/mãe ao educador/a (ou vice-versa).
7. Os pais estão obrigados a estar a horas quando se trata duma criança regressar a casa. Prometer e faltar devia dar direito a que os pais fossem sujeitos classificados como tendo necessidades educativas especiais.
8. Os pais não podem exigir aos filhos relatórios de cada dia de jardim de infância. Mas estão autorizados a ficar preocupados se as crianças forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, até, mais aflitas, sempre que regressam de lá. E estão, ainda, autorizados a proibir que o jardim de infância só se abra para eles durante as festas.
9. O jardim de infância é uma escola de pais. E um lugar onde os educadores são educados pelas crianças. Um lugar onde todos se educam uns aos outros não é uma escola como as outras. É um jardim de infância.
10. Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão jardins de infância!"
Por Eduardo Sá (Psicólogo)
Para Pais (com filhos no Jardim de Infância) e Educadores
1. "Proibido insultar o jardim de infância chamando-lhe "escolinha". Em primeiro lugar, porque é uma escola. Em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem Brincar com Aprender.
2. É proibido que os pais imaginem que o jardim de infância serve para aprender a ler e contar. Ele é útil para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o corpo, com a música e com a pintura. E para brincar. Uma criança que não brinque deve preocupar mais os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manhã ao chegar.
3. O jardim de infância assusta as crianças sempre que os pais - como quem sossega nelas os medos deles por mais um dia de jardim de infância - lhes repetem: " Hoje vai correr tudo bem!"
4. Os pais estão proibidos de despedir-se muitas vezes das crianças, ao chegarem todos os dias. E é bom que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se agarrarem ao pescoço deles, com se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre.
5. É proibido que as crianças vão dia-sim dia-não ao jardim de infância. E que vão, simplesmente, quando os seus caprichos infantis vão de férias. E que não vão " só porque sim". O jardim de infância não é um trabalho para os mais pequenos. É uma bela oportunidade para os pais não se esquecerem que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo tempo.
6. No jardim de infância não é obrigatório comer até à última colher; nem dormir todos os dias. E não é nada mau que uma criança se baralhe e chame pai/mãe ao educador/a (ou vice-versa).
7. Os pais estão obrigados a estar a horas quando se trata duma criança regressar a casa. Prometer e faltar devia dar direito a que os pais fossem sujeitos classificados como tendo necessidades educativas especiais.
8. Os pais não podem exigir aos filhos relatórios de cada dia de jardim de infância. Mas estão autorizados a ficar preocupados se as crianças forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, até, mais aflitas, sempre que regressam de lá. E estão, ainda, autorizados a proibir que o jardim de infância só se abra para eles durante as festas.
9. O jardim de infância é uma escola de pais. E um lugar onde os educadores são educados pelas crianças. Um lugar onde todos se educam uns aos outros não é uma escola como as outras. É um jardim de infância.
10. Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão jardins de infância!"
Por Eduardo Sá (Psicólogo)
01 fevereiro 2010
A indisciplina nas escolas (vista por F. Savater)
Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.
'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.
'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.
Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..
'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.
Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.
A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.
'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.
'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.
14 outubro 2009
14 setembro 2009
Jô Soares, a propósito da profissão - Professor
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um “Adesivo”.
Precisa faltar, é um “turista”.
Conversa com os outros professores, está “malhando” nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou “água-benta”.
É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.
(Jô Soares)
07 junho 2009
O que uma Educadora deve ter...
Uma paciência de anjo, para a todos educar.
Olhos à volta da cabeça, para tudo poder ver.
Resposta automática, para a todos responder.
Microfone incorporado, para tudo registar.
Umas costas bem largas, para tudo isto aguentar.
Ouvidos com controlo de intensidade, para não ficar com a cabeça atordoada.
E uma voz bem resistente, para não ter de ficar calada.
Oito braços como um polvo, para a todos ajudar.
E um coração de criança, para tudo apreciar.
Um bom filtro nasal, para aos maus cheiros resistir.
E um enorme bom humor, para tudo encarar a rir!
Mais 10 dedinhos de fada, que ajudem a trabalhar…
E umas pernas de atleta, para os mais pequenos apanhar.
Conhecimentos de informática, para usar o computador.
E também de medicina, para aliviar a dor.
Precisa também de ter muita cultura geral.
E nas áreas científicas, não poderá dar-se mal…
Biologia, Matemática e também Meteorologia.
Para além de Físico-química e também Geografia.
Tem de saber Psicologia, para lidar com as pessoas.
E dizer, sem magoar, às vezes coisas menos boas…
Enfim, uma Educadora à medida da necessidade,
Só feita por encomenda, não vos parece verdade?
Adaptação livre de texto encontrado na internet - Maria Jesus Sousa - Educadora de Infância
05 dezembro 2008
Estou farta!!!
Estou farta de ouvir falar da avaliação, que os professores não querem ser avaliados, que são uns malandros, não trabalham, têm horários reduzidos.
Estou farta de ouvir achincalhar os professores, por pretensos sabedores da verdade sobre a classe.
Estou farta de ser o capacho da sociedade, de ser desrespeitada pela tutela, pelas crianças, pelos pais das crianças e pela sociedade em geral.
Mas, porque há sempre um mas…será que sabem que os Educadores de Infância trabalham a vida toda com o horário lectivo completo?
Será que sabem que não temos redução de horário, seja qual for a circunstância, idade, tempo de serviço?
Será que sabem que as actividades lectivas dos jardins de infância pertencentes ao Ministério da Educação são até dia 24 de Dezembro, inclusivé? Será que sabem que trabalhamos mais 1 semana no Natal, mais 1 semana na Páscoa e até 15 de Julho com as crianças?
Será que sabem que não temos as pretensas férias que nos acusam de ter? Eu trabalho até à vespera de entrar de férias, como qualquer trabalhador, independente do sector de actividade. E que, regresso ao meu posto de trabalho, no 1º dia útil, após o gozo das férias e lá me mantenho a cumprir o meu horário lectivo?
Será que sabem que sou tão licenciada como qualquer outro professor, estou integrada na mesma carreira e sujeita às mesmas regras mas não tenho as mesmas regalias?
Será que sabem que, para a sociedade em geral e para a maioria dos pais em particular, somos consideradas amas e temos que os substituir na educação e nos principios que têm que vir de casa?
Será que sabem que, as reuniões com os encarregados de educação se realizam à noite? Hoje, por exemplo tenho reunião de encarregados de educação às 21h no jardim de infância onde trabalho. Será que sabem que também sou gente, tenho familia e mereço descansar e retemperar energias?
Estou farta que falem mal da minha profissão e me considerem “lixo”, “professorzeca”
CHEGA…BASTA…informem-se 1º. E depois falem…assim NÃO!!!
Estou farta de ouvir achincalhar os professores, por pretensos sabedores da verdade sobre a classe.
Estou farta de ser o capacho da sociedade, de ser desrespeitada pela tutela, pelas crianças, pelos pais das crianças e pela sociedade em geral.
Mas, porque há sempre um mas…será que sabem que os Educadores de Infância trabalham a vida toda com o horário lectivo completo?
Será que sabem que não temos redução de horário, seja qual for a circunstância, idade, tempo de serviço?
Será que sabem que as actividades lectivas dos jardins de infância pertencentes ao Ministério da Educação são até dia 24 de Dezembro, inclusivé? Será que sabem que trabalhamos mais 1 semana no Natal, mais 1 semana na Páscoa e até 15 de Julho com as crianças?
Será que sabem que não temos as pretensas férias que nos acusam de ter? Eu trabalho até à vespera de entrar de férias, como qualquer trabalhador, independente do sector de actividade. E que, regresso ao meu posto de trabalho, no 1º dia útil, após o gozo das férias e lá me mantenho a cumprir o meu horário lectivo?
Será que sabem que sou tão licenciada como qualquer outro professor, estou integrada na mesma carreira e sujeita às mesmas regras mas não tenho as mesmas regalias?
Será que sabem que, para a sociedade em geral e para a maioria dos pais em particular, somos consideradas amas e temos que os substituir na educação e nos principios que têm que vir de casa?
Será que sabem que, as reuniões com os encarregados de educação se realizam à noite? Hoje, por exemplo tenho reunião de encarregados de educação às 21h no jardim de infância onde trabalho. Será que sabem que também sou gente, tenho familia e mereço descansar e retemperar energias?
Estou farta que falem mal da minha profissão e me considerem “lixo”, “professorzeca”
CHEGA…BASTA…informem-se 1º. E depois falem…assim NÃO!!!
05 outubro 2005
Dia Mundial do Professor
Comemora-se hoje o Dia Mundial do Professor. Mas que é feito desta profissão tão dignificante, tão importante para as crianças e jovens?
O que têm feito com os professores?
Não pretendo abrir polémicas, deixar queixumes, apenas lembrar o dia de hoje, e que professores somos todos os dias e sabe Deus, muitas vezes, em que condições.
Sou Educadora de Infância há 23 anos e nunca lamentei a profissão que escolhi. Gosto do que faço, pelas crianças, futuros homens e mulheres de amanhã, vale a pena o esforço, a dedicação, o sacrifício.
Temos perante nós, novos desafios, novas mudanças, novas exigências e mais uma vez vamos mostrar que somos capazes, que somos profissionais dignos e competentes, não só hoje, como todos os dias, independentemente do que exijam de nós.
Professores não são os únicos responsáveis
Aos professores, o Presidente da República dirigiu-lhes «uma palavra de muito apreço, apoio e incentivo», sublinhando que os docentes devem ser envolvidos nas decisões que lhes dizem respeito e «não podem ser responsabilizados por todos os problemas, iludindo os deveres da família e da sociedade».
Mas lembrou-lhes que os desafios que a profissão enfrenta só podem ser vencidos «no interior».
«A responsabilidade docente não termina no final de cada aula. Define-se num compromisso ético com a vida escolar de cada criança. É isto que caracteriza, e que dignifica, os melhores professores», disse.
(fonte TSF Online)

ORAÇÃO DO PROFESSOR
Senhor, quero agradecer-Vos a grande missão de ensinar para a qual me chamaste.
Comprometo-me convosco a educar para a vida, a semear ciência e virtude no coração dos meus alunos.
Aceitai o meu trabalho de professor, feito com enormes dificuldades nos dias em que vivemos.
Grandes são os desafios da educação, mas também são encorajadoras as metas a alcançar.
Proponho-me a trabalhar para ajudar os meus alunos a atingir uma esmerada educação, para caminharem sempre por caminhos rectos.
Agradeço-Vos também os êxitos já alcançados e o caminho percorrido.
Que eu tenha coragem para recomeçar todos os dias.
Enchei-me de humildade e de paciência para poder ser bom comunicador e ser bem aceite pelos meus alunos.
O dom da vida que Vós me destes é maravilhoso.
Deixai-me vive-lo para utilidade de meus semelhantes.
O que têm feito com os professores?
Não pretendo abrir polémicas, deixar queixumes, apenas lembrar o dia de hoje, e que professores somos todos os dias e sabe Deus, muitas vezes, em que condições.
Sou Educadora de Infância há 23 anos e nunca lamentei a profissão que escolhi. Gosto do que faço, pelas crianças, futuros homens e mulheres de amanhã, vale a pena o esforço, a dedicação, o sacrifício.
Temos perante nós, novos desafios, novas mudanças, novas exigências e mais uma vez vamos mostrar que somos capazes, que somos profissionais dignos e competentes, não só hoje, como todos os dias, independentemente do que exijam de nós.
Professores não são os únicos responsáveis
Aos professores, o Presidente da República dirigiu-lhes «uma palavra de muito apreço, apoio e incentivo», sublinhando que os docentes devem ser envolvidos nas decisões que lhes dizem respeito e «não podem ser responsabilizados por todos os problemas, iludindo os deveres da família e da sociedade».
Mas lembrou-lhes que os desafios que a profissão enfrenta só podem ser vencidos «no interior».
«A responsabilidade docente não termina no final de cada aula. Define-se num compromisso ético com a vida escolar de cada criança. É isto que caracteriza, e que dignifica, os melhores professores», disse.
(fonte TSF Online)
ORAÇÃO DO PROFESSOR
Senhor, quero agradecer-Vos a grande missão de ensinar para a qual me chamaste.
Comprometo-me convosco a educar para a vida, a semear ciência e virtude no coração dos meus alunos.
Aceitai o meu trabalho de professor, feito com enormes dificuldades nos dias em que vivemos.
Grandes são os desafios da educação, mas também são encorajadoras as metas a alcançar.
Proponho-me a trabalhar para ajudar os meus alunos a atingir uma esmerada educação, para caminharem sempre por caminhos rectos.
Agradeço-Vos também os êxitos já alcançados e o caminho percorrido.
Que eu tenha coragem para recomeçar todos os dias.
Enchei-me de humildade e de paciência para poder ser bom comunicador e ser bem aceite pelos meus alunos.
O dom da vida que Vós me destes é maravilhoso.
Deixai-me vive-lo para utilidade de meus semelhantes.
10 setembro 2005
Educação e Qualidade
Seria de perguntar à Sra. Ministra da Educação se sabe o que quer dizer esta dupla “Educação/Qualidade”, e mais…se conhece Paulo Freire.
Bom, se calhar poucos o conhecem…mas um dos seus livros “Politica e Educação” tem um capitulo dedicado a este tema “Educação e Qualidade”, que aconselho vivamente, a quem de direito ler, informar-se e depois “amandar” as leis cá para fora.
Mas criticas à parte… falemos do que realmente representa a qualidade na educação.
Paulo Freire (1921-1997) representa um dos maiores e mais significativos educadores do século XX. Sua pedagogia mostra um novo caminho para a relação entre educadores e educandos. Caminho este que, consolida uma proposta politico – pedagógica elegendo educador e educando como sujeitos do processo de construção do conhecimento mediatizados pelo mundo, visando a transformação social e construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária.
Como estudioso, activista social e trabalhador cultural, Freire desenvolveu, mais do que uma prática de alfabetização, uma pedagogia crítico – libertadora. Na sua proposta, o acto de conhecimento tem como pressuposto fundamental a cultura do educando; não para cristalizá-la, mas como “ponto de partida” para que ele avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da história. É através da relação dialógica que se consolida a educação como prática da liberdade.
É ao coração de homens e mulheres que fala Paulo Freire: chama-nos a compreender o mundo, olhando-o de forma crítica, carinhosa, mas não ingénua.
É um olhar claro, real, amoroso, com humildade e em conjunto.
Divulgar suas obras é não permanecer no silêncio, é continuar o diálogo, é partilhar.
“Eu gostaria de ser lembrado como alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a água, a vida.” (Paulo Freire)
Haja quem lhe siga o exemplo, nomeadamente todos os profissionais de educação, aqueles que podem dizer que são bons profissionais e que neste momento se vêm ultrajados na sua dedicação á profissão, ás crianças e jovens que lhes são confiados em mais um ano lectivo.
Paulo Freire é um exemplo a seguir, como o são todos os professores e educadores, que anonimamente dão o seu sangue, suor e lágrimas á camisola que vestiram, á causa a que se dedicaram.
Para todos, um excelente ano escolar e que apesar de tudo o que nos atiram para cima, possamos mostrar mais uma vez que somos PROFISSIONAIS DIGNOS.
angelis
Bom, se calhar poucos o conhecem…mas um dos seus livros “Politica e Educação” tem um capitulo dedicado a este tema “Educação e Qualidade”, que aconselho vivamente, a quem de direito ler, informar-se e depois “amandar” as leis cá para fora.
Mas criticas à parte… falemos do que realmente representa a qualidade na educação.
Paulo Freire (1921-1997) representa um dos maiores e mais significativos educadores do século XX. Sua pedagogia mostra um novo caminho para a relação entre educadores e educandos. Caminho este que, consolida uma proposta politico – pedagógica elegendo educador e educando como sujeitos do processo de construção do conhecimento mediatizados pelo mundo, visando a transformação social e construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária.
Como estudioso, activista social e trabalhador cultural, Freire desenvolveu, mais do que uma prática de alfabetização, uma pedagogia crítico – libertadora. Na sua proposta, o acto de conhecimento tem como pressuposto fundamental a cultura do educando; não para cristalizá-la, mas como “ponto de partida” para que ele avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da história. É através da relação dialógica que se consolida a educação como prática da liberdade.
É ao coração de homens e mulheres que fala Paulo Freire: chama-nos a compreender o mundo, olhando-o de forma crítica, carinhosa, mas não ingénua.
É um olhar claro, real, amoroso, com humildade e em conjunto.
Divulgar suas obras é não permanecer no silêncio, é continuar o diálogo, é partilhar.
“Eu gostaria de ser lembrado como alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a água, a vida.” (Paulo Freire)
Haja quem lhe siga o exemplo, nomeadamente todos os profissionais de educação, aqueles que podem dizer que são bons profissionais e que neste momento se vêm ultrajados na sua dedicação á profissão, ás crianças e jovens que lhes são confiados em mais um ano lectivo.
Paulo Freire é um exemplo a seguir, como o são todos os professores e educadores, que anonimamente dão o seu sangue, suor e lágrimas á camisola que vestiram, á causa a que se dedicaram.
Para todos, um excelente ano escolar e que apesar de tudo o que nos atiram para cima, possamos mostrar mais uma vez que somos PROFISSIONAIS DIGNOS.
angelis
05 setembro 2005
TOLERÂNCIA ZERO
Inicio de ano lectivo…fim de férias…aiiiiiiiiiii…socorro!!!
Ando imensamente atarefada com o arranque do ano lectivo, e as novidades que a Sr.ª Ministra da Educação “atira” para os professores são de “matar” qualquer um.
Estamos pior que os condutores com o novo código das estradas, pois a ordem da senhora é: - TOLERÂNCIA ZERO.
O “recado” da Inspecção da Educação é: - TOLERÂNCIA ZERO.
Será que os professores são assim tão maus condutores? Será que os professores são assim tão infractores?
Claro que há abusos, claro que nem sempre o ano escolar corre da melhor forma…mas somos seres humanos, logo somos falíveis, passíveis de errar…ou será que temos que ser infalíveis, de aço e sem vida própria?
Agora a educação é uma estrada, na qual os condutores/professores têm que ser penalizados a todo o instante?
Perdoem-me o desabafo, mas cheguei há pouco da reunião de apresentação e recepção aos professores, no agrupamento de escolas a que pertenço e assustei-me com as perspectivas para este ano lectivo.
Não tarda nada somos proibidos de faltar, somos proibidos de estar doentes.
Sou educadora de infância há 23 anos, todos eles dedicados ao ensino público. Andei 17 anos da minha vida profissional a saltar de escola em escola a cada novo ano lectivo…sempre me empenhei e dediquei à profissão. Falhei, como toda a gente falha…mas passarem-me cartão vermelho, mas dizerem-me que tenho tolerância zero…meus amigos…é demais.
Este desabafo já vai longo…e não é mais que um simples desabafo de alguém que se sente frustrado, de alguém que vê que o seu esforço e dedicação merecem apenas duas palavras TOLERÂNCIA ZERO
angelis
Ando imensamente atarefada com o arranque do ano lectivo, e as novidades que a Sr.ª Ministra da Educação “atira” para os professores são de “matar” qualquer um.
Estamos pior que os condutores com o novo código das estradas, pois a ordem da senhora é: - TOLERÂNCIA ZERO.
O “recado” da Inspecção da Educação é: - TOLERÂNCIA ZERO.
Será que os professores são assim tão maus condutores? Será que os professores são assim tão infractores?
Claro que há abusos, claro que nem sempre o ano escolar corre da melhor forma…mas somos seres humanos, logo somos falíveis, passíveis de errar…ou será que temos que ser infalíveis, de aço e sem vida própria?
Agora a educação é uma estrada, na qual os condutores/professores têm que ser penalizados a todo o instante?
Perdoem-me o desabafo, mas cheguei há pouco da reunião de apresentação e recepção aos professores, no agrupamento de escolas a que pertenço e assustei-me com as perspectivas para este ano lectivo.
Não tarda nada somos proibidos de faltar, somos proibidos de estar doentes.
Sou educadora de infância há 23 anos, todos eles dedicados ao ensino público. Andei 17 anos da minha vida profissional a saltar de escola em escola a cada novo ano lectivo…sempre me empenhei e dediquei à profissão. Falhei, como toda a gente falha…mas passarem-me cartão vermelho, mas dizerem-me que tenho tolerância zero…meus amigos…é demais.
Este desabafo já vai longo…e não é mais que um simples desabafo de alguém que se sente frustrado, de alguém que vê que o seu esforço e dedicação merecem apenas duas palavras TOLERÂNCIA ZERO
angelis
19 outubro 2004
25 passos para conseguir um filho mal educado...
25 passos para conseguir um filho mal-educado
1. Satisfaça sempre todos os seus desejos, apetites e prazeres.
2. Dê-lhe sempre tudo o que ele pedir.
3. Ria-se quando ele disser palavrões ou se comportar inadequadamente.
4. Dê-lhe todo o dinheiro que ele queira gastar.
5. Deixe-o vestir-se e pentear-se como quiser.
6. Deixe-o ler tudo o que quiser.
7. Se ele estragou ou destruiu, não faz mal.
8. Desculpe-o sempre dos disparates que faz ou diz.
9. Não restrinja as suas actividades com horários ou rotinas.
10. Deixe-o ver tudo o que quiser.
11. Nunca o repreenda.
12. Recolha tudo o que ele deixar espalhado e desarrumado.
13. Autorize a que faça gazeta quando quiser.
14. Não o faça emendar um erro.
15. Não se incomode com mentiras ou omissões.
16. Garanta a sua privacidade dando-lhe um espaço sobre o qual apenas ele tem autoridade.
17. Defenda-o sempre em caso de conflito.
18. Deixe-o ver tanta televisão quanta quiser e todos os programas que quiser.
19. Não o obrigue a comer o que não quer ou não gosta.
20. Discuta sempre na presença do seu filho.
21. Se ele roubar, garanta que não é apanhado.
22. Não o obrigue a conviver (estar) com a família.
23. Deixe-o incomodar terceiros sem restrições.
24. Não o obrigue a pedir desculpa.
25. Deixe-o fazer o que quiser, sempre que quiser.
angelis
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