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13 maio 2024

Como gostaria…


 

Como gostaria que só houvessem dias de sol, risos e gargalhadas, abraços sentidos e muita alegria.

Como gostaria que a chuva varresse o mal da alma, limpasse a sujidade do mundo e lavasse os homens das suas loucuras.

Como gostaria que a tristeza e o cansaço tirassem férias permanentes e fossem habitar um planeta distante e nunca mais nos batesse á porta.

Como gostaria que os ventos fortes levassem a guerra, a fome, a dor e nunca mais voltassem a habitar a alma da gente.

Gostaria que tanta coisa fosse diferente, mas será que a Humanidade também o quer e deseja?

Olho para o mundo atual e vejo o que não quero, sinto o que não quero e dói-me a alma por todos nós, pobres de espírito que pensamos que a Terra é nossa e a podemos destruir, que os outros são seres descartáveis que podemos matar a nosso belo prazer.

A nossa passagem por este planeta é curta, como tal, porque não amar, perdoar, construir, abraçar e ter dias imensos de sol?

Como gostaria que fossemos menos egoístas, pois todas as vidas importam…

02 abril 2023

Tu...


Tu foste a minha maior alegria e a minha maior desilusão.

Ainda me lembro, como se fosse hoje, o nosso encontro, o nosso abraço, aquela sensação única de que tinha encontrado a minha alma gémea.

Contigo descobri sensações únicas, descobri o amor, descobri e vivi coisas que nunca tinha vivido. Entreguei-me por inteiro, dei-me a alguém como nunca me tinha dado.

O que vivemos foi único, mas também vivi as maiores desilusões, as maiores sensações de abandono, a traição, e acima de tudo o saber que só eu amei, que foi uma via de sentido único.

Depois deste tempo todo, questiono-me se valeu a pena, se me devia ter entregue assim, se devia ter amado como amei

Talvez sim, talvez não, mas a verdade é que não me arrependo, apesar das lágrimas que chorei, do abandono que senti, das noites de solidão, sempre pensei no que vivi de bom, dos risos, dos abraços, das alegrias partilhadas e foi tudo isso que me fez seguir em frente.

Hoje, não tenho arrependimentos no coração, no entanto, com o conhecimento e a experiência que tenho e transporto, não viveria, novamente, o que vivi contigo.

Porque, tu foste o meu sol, mas também, foste o meu lado negro que me fez sofrer como ninguém.

E, tu, continuas a viver no meu coração, apesar de tudo…


 

14 setembro 2021

Vida de Aposentada

 


Há quem diga que quando nos aposentamos (reformamos) a nossa vida melhora, vamos, finalmente, viver aquilo que não vivemos enquanto trabalhamos, vamos, finalmente, fazer aquela viagem que adiamos para quando nos reformarmos, realizar aqueles projetos que adiamos, enfim…

Que ilusão, digo eu, por experiência própria, que me encontro reformada, há 2 meses e…nada.

Aposentei-me voluntariamente, porque, para além de não conseguir dar mais de mim ao Ensino Público, tenho uma mãe idosa ao meu cuidado, então, sonhos, viagens e projetos, ficaram em standby, aguardando dias melhores, porque, em primeiro lugar e para além de tudo, está quem precisa de mim…minha mãe, que só me tem a mim.

E…convenhamos, nunca estamos preparados para sermos mães de nossas mães.

Já é complicado aposentarmo-nos antes do tempo, porque trabalhar em Monodocência, nunca foi valorizado pelo Ministério da Educação e pelos nossos pares dos outros graus de ensino. Ser uma doente oncológica que trabalhava e dava o seu melhor pelas crianças, mesmo não conseguindo fazer muita coisa, pelas crianças fazia tudo e vê-las sorrir era o meu melhor prémio, mesmo com dores e indisposições diárias.

Sinto saudades dos abraços e dos sorrisos das crianças, mas não me arrependo de me ter aposentado, porque dei sempre o meu melhor, mesmo quando não podia.

Hoje, aposentada, sou mãe de minha mãe e por ela, dou o meu melhor todos os dias.

Sonhos e projetos???

Quem sabe? Um dia…

angelis


20 fevereiro 2021

Dualidades...

(foto de Ana Filipa Scarpa)

Ás vezes tenho saudades de tempos passados, de alegrias partilhadas, de risos soltos, de abraços apertados.

Outras vezes, quero que me esqueçam, que não se lembrem de mim, que eu seja aquela nuvem chuvosa que passou, descarregou as suas gotas de chuva, vos molhou o coração e partiu para bem longe.

Dualidades existenciais que habitam dentro de mim e que muitas vezes lutam entre si, cada uma tentando vencer e colocando-me num campo de batalha que me retira as forças.

Quem não sente essas dualidades existenciais?

O confinamento a que estamos todos sujeitos, trouxe a cada um de nós fragilidades que o dia a dia escondia, na azafama diária para a qual não tínhamos tempo para pensar, e olhar para essas fragilidades.

Não tenho receio de admitir minhas fragilidades, não tenho medo de falar nas minhas dualidades e batalhas interiores e ninguém deve ter esse receio, esse medo, pois somos Humanos, temos sentimentos, temos forças que estão a ser levadas ao limite de nós mesmos.

Um dia, todos nós iremos rir descontroladamente, iremos abraçar com todas as forças da nossa alma.

Até lá, lutemos e não deixemos que as nossas dualidades levem a melhor sobre nós mesmos.

 angelis


25 novembro 2020

Incertezas


 

Hoje o dia está cinzento e chove lá fora e isso não é bom para o humor de ninguém.

O mundo vive de incertezas, de mortes, de infeções, de perdas de emprego, instabilidade, medo generalizado, que faz um apelo constante ao que o ser humano tem de pior.

E, enquanto não se mudarem comportamentos, ideias, formas de ser e estar, o mundo não mudará e o ser humano continuará neste círculo vicioso em que nada aprende e tudo perde.

Governantes de todo o mundo não conseguem ver, ou não querem ver o que se passa, economias entram em rotura, e depois? De que vão viver?

É preciso um vírus como o covid-19 para despertar as mentalidades?

Parece que não está a surtir efeito, pois a segunda vaga chegou e comportamentos não mudaram, as pessoas, na sua generalidade, continuam a ter comportamentos de risco, achando que o vírus não as irá infetar, que não é nada com elas, até quando?

Olhamos para a fome em África? Claro que não, que morram, não é nada connosco, não há interesses económicos a defender. Olhamos para os genocídios e conflitos armados? Claro que não, só se tivermos armas para vender ou o petróleo estiver em causa.

Somos uma raça egoísta por natureza, então, só nos preocupamos se tocar no nosso real umbigo, caso contrário, os outros que se defendam.

Podíamos aprender tantos com os animais, esses ditos seres irracionais, mas que, mesmo que sejam maltratados por nós, perdoam, confiam e amam incondicionalmente.

Mas não, nós é que somos os seres superiores, pensantes e racionais e onde nos leva essa racionalidade?

Hoje chove, e as incertezas do futuro, cobrem o planeta e todos devíamos pensar no que queremos SER e no que pretendemos deixar ás gerações futuras.

EU SOU…O QUE TU ÉS???

 

17 agosto 2019

Sinto-me...


Sinto como que uma parte de mim estivesse quebrada e eu não tenho a cola certa para colar esses pedaços que se quebraram.
A estrada da vida, com seus buracos, altos e baixos, cruzamentos, escolhas, mágoas, feridas mal curadas, abandonos, criticas, julgamentos precipitados de quem menos se espera, a falta de apoio, porque mostramos ser fortes o tempo todo, leva-nos a não termos um abraço na hora certa, um apoio quando mais precisamos, e quando estamos mais fragilizados é quando mais nos atacam e pisam.
Sinto-me quebrada, partida por dentro, uma parte de mim, não tem conserto, depois das tempestades por que passei, dobrei, quebrei, e apesar da outra parte de mim ser segura de si, optimista, alegre, sorridente, essa parte, não consegue consertar a parte que se quebrou e que eu tenho guardado, escondido, ao longo do tempo, mas que me sufoca, me retira as forças, me esgota.
Difícil de entender? Talvez sim, mas em cada um de nós habita sempre um lado mais obscuro, mais negro, aquele que a vida vai quebrando com os seus embates.
Se aprendi algo? Muito, a caminhada da vida faz-se só, daí quebrarmos, partirmos, mas o aprendizado é imenso e crescemos e transformamos o outro lado de nós em Esperança, em Paz, em Fé.
Mas, não deixo de me sentir quebrada, partida por dentro e sem a cola certa para unir os pedaços partidos.

angelis

08 janeiro 2019

Não...



Temos que aprender a dizer "NÃO" a muita coisa nas nossas vidas e começar a dizer "SIM" a outras tantas, até encontrarmos aquele equilíbrio interior que servirá para manter acesa a nossa luz espiritual.
Dá trabalho? Claro que sim, mas se, renovamos promessas a cada novo ano e nada fazemos...não saímos do local/sítio onde nos posicionamos.

E...NUNCA, mas NUNCA nos esqueçamos de...OUSAR SER FELIZES!!!

07 novembro 2018

Eu já...



Eu já fiz e senti tudo isso e quem não o fez e não o sentiu? Faz parte do nosso aprendizado e crescimento, enquanto seres humanos e estou grata à VIDA por tudo o que senti e passei de bom e menos bom.
No entanto, não desisti de mim, NUNCA e isso é o mais importante, não desistirmos de nós mesmos e seguirmos em frente, levantar-mo-nos, curarmos as feridas, escolher um novo caminho, novas e frescas opções e VIVER.
SEJAM FELIZES!!!

angelis

11 novembro 2017

Em paz…


Às vezes, precisamos de um pouco de Paz e sossego, depois de termos passado momentos ou situações menos boas nas nossas VIDAS, pois nossas forças físicas e emocionais esgotam-se.
Nada melhor que, fazermos um saco de viagem (já com hotel e destino marcado) e partirmos para um fim de semana só para nós.
Esvaziar a mente, relaxar o corpo, deixar correr o Tempo, deitar fora as mazelas que só o Tempo pode curar e aproveitar o local escolhido para interiorizarmos essa Paz, essa Serenidade, que sempre esteve dentro de nós, mas que as vivências menos agradáveis, as sufocaram, as colocaram fora do sitio. Passear a pé, saboreando os raios solares, tirar fotos, dedicarmo-nos a leitura salutar e até ir à feira local (como fui hoje) e me diverti imenso, faz um bem imenso ao Espirito e sentimo-nos renovados e questionamos: onde estão os problemas e as aflições que me trouxeram até aqui?
Estou num local que adoro, que me traz uma Paz de Espirito incrível, num hotel fantástico, Inatel Cerveira Hotel, com um serviço maravilhoso e um restaurante, uiiiii…onde a gastronomia é de nos perdermos…
Problemas e situações desagradáveis, iremos ter sempre, ao longo da nossa VIDA, mas se podermos, de vez em quando, tirar um pouco de Tempo para nós mesmos e para fazermos um refresh à mente e ao corpo, só “lucraremos” com tal e enfrentaremos a VIDA com um sorriso e mais Força, Animo e Alegria.
E, não se esqueçam…OUSEM SER FELIZES!!!

08 janeiro 2017

A caminho de casa


(foto de Gonçalo Ramos) 

De regresso a casa, após um dia fantástico, em excelente companhia, meus pensamentos divagam por estradas tortuosas.
Não há teorias de psicólogos, psiquiatras, life coaching, ou outra coisa qualquer que nos prepare para os eventos e embates da VIDA, por muito que nos achemos preparados e com forças para os enfrentar.
Cada dia é um desafio duro à nossa resistência física, mas acima de tudo, à nossa resistência psicológica e moral e muitas vezes caímos, esgotados e sem forças.
Vermos, sentirmos e nada podermos fazer, a não ser estarmos presentes e darmos o nosso melhor e muitas vezes nem isso chega…verga-nos de uma forma tão dura, tão desgastante, que se tivéssemos o condão de trocarmos de lugar…trocaríamos sem hesitar e ficaríamos mais tranquilos, mais felizes, porque então, seriamos nós a suportar a dor, o sofrimento, a perda de tudo e não doeria a duplicar… E, imersa nestes pensamentos, perco-me de mim mesma, porque desejaria fazer mais e melhor, mas as forças falham, o sentido da VIDA perde-se e a única coisa que resta é a FÉ e é a essa FÉ que me agarro, que me sustenta, que me mantém de pé, que me dá lucidez para continuar.
A caminho de casa…o pensamento perdeu-se algures e fugiu por aí…

13 novembro 2016

Estás de partida…


Estás de partida, cansado, doente, desgastado por uma VIDA nem sempre fácil, uma VIDA de trabalho, de preocupações, de entrega á Família e a tudo o que te rodeia.
Estás de partida e eu gostaria de te dizer tanta coisa, de parar o tempo, de ter um tempo e espaço só nosso em que pudesse abraçar-te e pudesses descansar dessa VIDA desgastada.
Estás de partida e eu não sei como me despedir, como te deixar partir, como preencher esse vazio que vai ficar depois de partires.
Sei quem és, como viveste, reconheço teus defeitos e valorizo tuas qualidades.
Fizeste de mim a Pessoa e Mulher que sou hoje, e não to disse vezes suficientes, mas tu sabes disso. Estás de partida para a tua condição Ser Espiritual, liberto da carne e dos grilhões que te prendem a este Mundo, no entanto a Saudade já se faz sentir e ainda cá estás.
Estás de partida e tudo farei, enquanto cá estiveres, para te sentires bem, feliz e reconfortado.
E, quando partires, sentir-me-ei feliz por regressares á Pátria Espiritual e sei que um dia te verei novamente.
Estás de partida e celebrarei, todos os dias a tua VIDA e a oportunidade de contigo poder caminhar esta, e quem sabe, as próximas VIDAS.

12 agosto 2016

A cidade onde moro…

(imagem retirada do Google)

Não moro nesta cidade (Alfena) porque gosto, ou porque sempre quis aqui viver, moro aqui e vivo aqui pelas circunstâncias da VIDA, que para este artigo não interessam nada.
Confesso que, esta cidade me intriga bastante, pois, mesmo no local onde resido, existe um eco ponto (fantástico, dirão) que muitos utilizam para separação de lixos (óptimo, nada a contrapor) e outros tantos, aproveitam para colocar os mais diversos despejos, desde tanques de cimento, sofás velhos, lixos de obras, etc, etc.
Existe também um moloque (penso que é assim que se chama o contentor redondo e grande de lixo doméstico) junto do eco ponto e estas 2 coisas juntas, geram uma lixeira incrível. O contentor de lixo domestico é despejado diariamente, quanto ao eco ponto e aos lixos adjacentes a conversa é outra e não sei de quem é a responsabilidade, só sei que a sujeira se mantém meses a fio, mesmo quando o eco ponto é despejado, os outros lixos mantém-se.
Na época de férias escolares, pois á minha beira tenho a EB 2 3 de Alfena, não vejo um único varredor da Junta de Freguesia e as ruas acumulam lixo e sujeira, para não falar dos terrenos baldios com vegetação seca e a monte. Afinal, nas férias escolares, os papás dos meninos não vêem as ruas sujas, já que não há aulas.
No geral, é uma cidade rural, mas poderia ser uma cidade limpa e mais bem cuidada e não é pelo facto de a rua por detrás do prédio onde moro não ter saída, que deve estar suja, com lixo e cheia de ervas, os terrenos cheios de mato seco, o eco ponto cheio de lixo e a rua principal, onde tem a escola, só ser varrida (e mal) em altura de aulas.
A quem pedir responsabilidades? Moro cá há pouco tempo e parece-me que, quem vive cá há mais tempo, ou mesmo quem é de cá não quer saber…vou fazer eu o quê?
É um simples desabafo…e estou com sorte de o mato ressequido, dos terrenos baldios aqui á beira de casa, não terem pegado fogo, aí queria ver o pessoal daqui a mexer o traseiro…queria mesmo…

08 agosto 2016

Quando os papéis se invertem…


Nós, filhos, estamos habituados a ver-nos, eternamente, como crianças que precisamos que cuidem de nós. E claro que quem melhor para cuidar e tratar de nós que os nossos Pais?
Estamos habituados a que sejam eles que nos levem ao médico, que sejam eles que nos levem ao hospital quando estamos doentes, que cuidem e tratem da gente/filhos e sabe tão bem, não é verdade? Mesmo reclamando, quando não fazem o nosso prato predilecto, ou aquela sobremesa que faziam quando éramos crianças, é bom termos os nossos Pais a cuidarem de nós e eu que o diga, pois foram eles que trataram e cuidaram de mim quando fiz os tratamentos do cancro da mama.
Agora, quando os papeis se invertem e são eles a precisarem de nós? Como nos sentimos?
 Confesso que, mesmo estando, minimamente, preparada para tal, é sempre um choque, quando nossos Pais chegam a nossa casa debilitados, a precisarem fazer exames médicos e termos que ser nós, filhos a marcar os exames, a termos que ser nós, filhos, a termos que ir, com eles ao hospital, em breve, muito breve, fazer os exames e esperar que não seja nada grave.
Entretanto, olhamos para eles, com “olhos de ver” e, pela 1ª vez (se calhar, não será a 1ª vez) reparamos que estão idosos, perderam as forças, e precisam dos filhos.
E, aí, os papéis invertem-se e nós, filhos, estamos preparados para sermos Pais dos nossos Pais?! Penso que nenhum filho está preparado para essa troca, mas ela é feita, mesmo não estando preparados, pois é a Lei da VIDA e seríamos filhos muito ingratos se, na hora em que nossos Pais mais precisam de nós, os abandonássemos, e não cuidássemos deles com o mesmo Amor e Carinho com que eles cuidaram de nós a VIDA toda.
Mas, convenhamos…não estamos preparados para essa inversão de papéis!!!

10 junho 2016

Eu não...

Confesso que sou fã dos Minions. Adoro estes bonecos amarelos e loucos e vi o filme (legendado) e delirei com a loucura deles :) :) fazer o quê?
A VIDA é curta demais, para nos preocuparmos com o que possam pensar de nós, só porque "curtimos" banda desenhada, ou gostamos de "dar uma de loucos"...
Afinal não diz o ditado:"de são e de louco, todos temos um pouco"...se não é assim, é mais ou menos, qualquer coisa parecida :)
Devemos apreciar as pequenas coisas da VIDA, saborear aqueles momentos que não se repetem, mesmo que sejam apenas ver um filme que adoramos, comer aquele gelado com aqueles sabores especiais, dormir até tarde, observar as estrelas, numa noite de luar, um abraço apertado de um/a AMIGO/A...aquela fancesinha especial que adiamos porque engorda...ahhhh...deixemo-nos disso...apreciemos a VIDA e os seus momentos únicos que, podem não se repetir NUNCA mais...
Por isso...eu não sofro de loucura. Desfruto a cada minuto, pois a VIDA é demasiado especial para não o fazer.

02 julho 2015

Prisioneira


Hoje, sinto-me prisioneira dos meus fantasmas, passados e presentes, que me acorrentam, que me aprisionam, me enjaulam e sufocam.
Dançam, á minha volta, uma dança macabra, sussurrando palavras esquecidas, factos vividos que não quero recordar, avivando feridas mal saradas.
De repente…a música fica insuportável, o seu canto estoura-me os ouvidos, a visão fica nublada e as lembranças tornam-se um bolo amargo difícil de digerir.
Passado é passado – grito eu, desesperada e farta dessa lenga lenga.
Não volto a viver o que vivi, as lembranças, boas ou más, são parte de mim, mas os fantasmas posso expulsá-los.
No entanto, hoje, sinto-me sem forças, esgotada, farta de lutar contra os meus fantasmas, contra todos os que me assombram a VIDA.
Hoje, sinto-me como se estivesse numa cela de uma qualquer cadeia, presa por pecados cometidos contra todos.
Pecados, ou erros sociais, morais, ou outros que queiram imputar-me, não interessa, pois sinto o peso dos fantasmas, meus e dos outros a empurrar-me para um abismo que não é meu, que eu não quero.
Enjaulada…
Prisioneira…
Acorrentada…

12 dezembro 2014

A dias felizes...

Lembro-me, ainda hoje, da fantástica surpresa que me fizeste, naquele fim de semana.
Só me disseste: - Faz um saco de roupa para nós, pois vamos sair!!!
Perguntei-te para onde e tu sorriste: - Surpresa, confia em mim, minha querida!!!
Claro que confio no meu amor, como tal, fiz o saco, deixei as minhas "meninas" entregues aos meus Pais e lá fomos os dois, para a surpresa que me preparaste.
Só posso descrever como maravilhosa e como foi incrível o fim de semana. O local escolhido, o hotel, tudo estava fantástico, para uma escapadinha romântica.


Tiraste-me imensas fotos, e eu adorei posar para elas, pois após 1 ano mau para ambos, uns dias de sol, longe de tudo e só para nós, foi algo de muito bom, e que hajam muito dias assim...FELIZES!!!


Paisagens encantadoras à beira mar, melhor? Impossível, não achas? Um tempo excelente, companhia fantástica, pois estarmos com o nosso companheiro de tantos anos, é o melhor que podemos ter ao nosso lado :)


E o serviço no hotel? O restaurante do mesmo? De fazer crescer água na boca!!! Quem quiser desfrutar de uma escapadinha romântica e de sabores únicos...Hotel Meira  em Vila Praia de Âncora, recomendamos!!! Que mais dizer, meu querido?
 A VIDA é para ser vivida e lembrada com dias felizes, com pequenas/grandes coisas que fazem a diferença no nosso dia a dia.
Foi um fim de semana inesquecível, como são todos os dias que caminho ao teu lado.
Celebremos a VIDA com muitos dias felizes!!!

02 novembro 2014

Porque hoje é domingo...

Já choveu...
Já trovejou...
Agora, faz sol...
E, este tempo maluco, põe toda a gente maluca e com a cabeça fora do sítio!!!
Por isso...que tal andar à roda ao sabor de uma música e apregoar o AMOR?
Sim, o AMOR!!!
Tão esquecido, tão pouco sentido, tão pouco praticado e dito: - amo-te!!!
Vá lá, dancem...amem, abracem, beijem, rodopiem ao sabor do sol, da chuva, do vento ou das tempestades, isso não interessa, o que interessa é que...OUSEM SER FELIZES!!!

 

19 outubro 2014

Escrever...


Escrever é uma catarse para mim. escrevo porque me apetece, escrevo o que sinto, o que vejo ao meu redor, o que me vai na alma, os meus sonhos, as minhas histórias, reais ou não...cabe ao leitor decidir...
Politica? De vez em quando, se me apetece dar uma opinião.
Futebol? NUNCA!!! Não sou fã, nem adepta, embora torça por um clube (não vou dizer qual).
Emoções, sentimentos, sem dúvida, pois fazem parte da VIDA e sem eles, seremos pessoas ocas, sem motivação.
Escrevo à "moda antiga", aqui o novo acordo ortográfico não entra e quem manda no meu blogue sou eu e ponto final.
Escrita solta, escrita poética, poemas, criticas, opiniões...seja o que for, faz parte de mim.
Lê quem quer, opina quem quer e eu publico os comentários que achar que devo publicar, se forem sinceros, respeitosos e estiverem devidamente identificados.
Estarei por aqui, enquanto me apetecer, me der prazer escrever, pois quando se passa por uma doença como o cancro, deixamos de ter "paninhos quentes" com certas coisas.
Escrevo novas e melhores páginas na minha VIDA e posso dizer que sou uma SOBREVIVENTE, que segue em frente na VIDA, com FÉ e ESPERANÇA e que SORRI todos os dias.
Hoje, fui buscar ao baú do Youtube esta música.
Viram o filme? Eu vi!!!
Então, para além da escrita, também a música faz parte dos meus dias e quis partilhar esta relíquia, por isso, vamos lá curtir a música e acima de tudo a VIDA!!!

 

Decisões

  Há decisões que tomamos que afetam a nossa vida e a vida dos outros, mas que mesmo assim temos que as tomar para bem de nós mesmos e dos o...