Regra básica das histórias infantis:
para que os maus vençam, basta que os bons fiquem sentados sem fazer nada.

Não compro mais nada que diga "Made in China". Vou mandar cartas - cartas, e não emails - às Zaras, Pull & Bears e Mangos deste país a explicar-lhes que não ponho lá os pés enquanto não deixarem de vender coisas feitas com mão de obra chinesa (leia-se mão de obra infantil que trabalha 14 horas por dia). O mesmo conta para as Pollux, Brás & Brás e outras empresas portuguesas que muito inocentemente compram as coisas vindas de fora, da fonte mais barata possível. E para as muitas ramificações do grupo Sonae. E para o El Corte Ingléz, onde já não comprava nada de qualquer maneira porque têm uma secção nojenta de casacos de pêlo de animal, mas acho que ainda não sabem e portanto vão ficar a saber que têm menos uma cliente. Não compro mais nada sem confirmar a proveniência na respectiva etiqueta. Já boicotava a economia chinesa desde há algum tempo, intermitentemente, mas desta é de vez. Um dia eles vão boicotar a nossa bolsa de valores, por isso só me estou a adiantar. E não só vou boicotar, como vou chatear toda a gente até à medula para que boicotem. Até aderirem ao boicote, ou terem que cortar as etiquetas da roupa antes de virem para ao pé de mim. Be afraid.
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