Mostrar mensagens com a etiqueta Cannonball Adderley. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cannonball Adderley. Mostrar todas as mensagens

sábado, 7 de março de 2015

#188 - ALL BLUES, Miles Davis

Considerado por muitos o maior álbum de jazz de sempre (o que quer isto signifique), Kind Of Blue (1959) reúne um naipe de assombro: além do próprio Miles (trompete), Cannonball Adderley (sax alto, segundo solo), John Coltrane (sax tenor, o terceiro a solar) e uma secção rítmica do outro mundo: Bill Evans (piano, quarto solo), Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria), impressionante nos 11'33'' -- o único sobrevivente desta gravação e que eu tive a sorte de ver tocar, no Estoril, há alguns anos.
Em baixo, Miles Davis superstar aos 65 anos, em França, em 1991, ano que foi também o da sua morte. Pontificam Chick Corea (piano) e Dave Holland (contrabaixo), mas atenção também aqui ao trabalho do baterista, Al Foster, forçosamente diferente do de Cobb. Aliás, não se pode comparar a filigrana sonora permitida pelo conforto do estúdio com o resultado dum concerto ao ar livre para milhares de pessoas. O melhor é ouvir os dois.

sábado, 15 de março de 2014

#66 ONE FOR DADDY-O, Cannonball Adderley, Royce Murray

A entrada inspiradíssima do piano de Hank Jones, trompete e sax alto a par até ao arranque a plenos pulmões de Julian Adderley; depois, Miles Davis, cheio de coolness; o balanço contínuo da secção rítmica. Terceiro solo, o piano a desenvolver o fraseado inicial. Imparáveis, novos solos de Julian, Miles e Hank, para terminar com os riffs com que os sopros abriram, Miles perguntando a Alfred Lion, o produtor: "Era isto que querias, Alfred?..." O tema é de Nat Adderley.
Em baixo, o quarteto de Royce Murray.




sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

#60 SOMETHIN' ELSE - Cannonball Adderley

Art Blakey
O tema é de Miles, que sola primeiro; segue-se Julian Cannonball, depois em diálogo, sempre sustentados impecavelmente pela secção rítmica, Jones, Jones & Blakey. O solo de Hank é exquisite; e é dos diabos o speed de Art Blakey nos pratos, pelo minuto 3'58"...


sábado, 22 de dezembro de 2012

#6 LOVE FOR SALE -- Cannonball Adderley, Carmen McRae


De Cole Porter (1930); em Somethin' Else, de Cannonball Adderley (1958).
Hank Jones sempre discreto, Art Blakey sincopado, mesmo com as vassouras, Miles Davis dá a frase, e o swing do contrabaixo de Sam Jones anuncia o formidável arranque de Julian C.A., que sola, ouvindo-se a ele e a Charlie Parker. 
Em baixo, magnífica, Carmen McRae na televisão (1962).


domingo, 2 de dezembro de 2012

#3 AUTUMN LEAVES / LES FEUILLES MORTES -- Cannonball Adderley, Yves Montand


Cannonball Adderley, «Autumn Leaves» (Joseph Kosma). Primeira faixa de Somethin' Else (1958).
Julian C.A., sax alto; Miles Davis, trompete; Hank Jones, piano; Sam Jones, contrabaixo; Art Blakey, bateria.
Quinteto superlativo, a forma como a secção rítmica inicia, com os sopros sotto voce -- diria eu, ou não, se soubesse alguma coisa de música -- agarram-me logo. Depois, o diálogo Miles / Julian, mantêm-me sempre numa expectativa interessada; ao mesmo tempo, o beat constante mas nunca monótono de Blakey e Jones (Sam). O final de Hank Jones, piano que não quer sair, empurrado suavemente pelos  sopros. Maravilhoso.

Em baixo, Yves Montand em 1951, na versão original, «Les Feuilles Mortes», com letra de Jacques Prévert.