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fevereiro 26, 2010

vamos falar de anime: as estrelas do inverno

na verdade, o conjunto das séries interessantes deste inverno resulta em pouco mais que uma mão cheia de animes, entre as quais durara!, nodame cantabile: finale, ookami kakushi, katanagatari, sora no woto, to aru kagaku no railgun e kimi ni todoke. à medida que estas forem chegando ao fim, vou falando delas.

comecemos pelo excelente to aru kagaku no railgun, un spin-off de to aru majutsu no index (2008/2009),que posso resumir assim: são miúdas com poderes e outras que ambicionam tê-los patrulham uma cidade onde pululam desafios em forma de gente com a mania da grandeza. mas se inicialmente, via a série pelo desfilar de diferentes poderes, agora percebo que é afinal uma anime de elogio à amizade, que é comprovada cada vez que alguém ameaça uma das miúdas ou mesmo uma ameaça mais geral: o resultado é sempre uma acção conjunta, não importa os poderes ou a ausência deles, que reforça os laços que as unem e a empatia com os fãs.




realizador: nagai tatsuyuki (episode director em chobits, honey & clover, mushi-shi, mai-HiME, shigofumi, toradora!)

storyboarders (entre outros):
- tachibana hideki (bleach, ghost in the shell, read or die)
- yamauchi shigeyasu (blood+, cowboy bebop, casshern sins)
- nakatsu tamaki (fullmetal alchemist, petopeto-san, ouran high school host club)

designer de personagens: tanaka yuuichi (code geass, haibane renmei, kemonozume, mind game, paradise kiss, spirited away)

na primeira parte (até ao ep. 14), o génerico e o fecho musicais são da autoria de fripSide, ambas as músicas electrificantes, bem de acordo com a figura central da história.

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vamos voltar a falar de anime: temporada da primavera 2010

se, por um lado, a produção tem vindo a ser reduzida, por razões que se prendem com a conjuntura económica japonesa (e também com uma adesão, por vezes absurda, a "modas" ocidentais que condicionam a realização de anime de qualidade), há que salientar que se torna mais fácil distinguir o que pode ser digno de guardar e passar a amigos e aquilo que será obliterado em minutos.

em abril, começam hakuoki - shinsengumi kitan (aventura de samurais, anime de cariz mais histórico), senkou no night raid (espionagem), black rock shooter (fantasia), working! (comédia), yojouhan shinwa taikei (slice of life).

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fevereiro 11, 2009

bōnen no xamdou


e agora? porquê nós? porque eles? temos mesmo de lutar uns contra os outros?
quando é que isto vai acabar? há quantos anos nos arrastamos, em batalhas infindáveis, indecisivas, insanas, teimosas?


ainda sei quem sou. sim, eu sei quem sou, onde nasci e cresci, e lembro-me de tudo. lembro-me de ti. lembro-me de nós. não sei onde estou, se vou voltar a ver-te, por isso vou escrever-te. onde quer que eu vá, vou escrever-te, vou contar-te as minhas aventuras, vou sentir a tua falta, mas quando nos encontrarmos, conto-te tudo de novo e aí vais perceber.


na guerra, há sempre amigos que se perdem. o importante é acreditar numa causa nobre e defendê-la. a guerra em si nunca é nobre.

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novembro 25, 2008

ainda estamos a falar de anime


é a mais recente co-produção da manglobe (samurai champloo, ergo proxy) e da caliente latino, chama-se michiko to hatchin e não lhe falta dinamismo, cor e capacidade de suscitar empatia.

comecemos pela música, paixão de shinichiro watanabe (realizador de cowboy bebop, samurai champloo) já anteriormente testada em mind game: fervilhante, ruidosa, levemente evocativa de 007 e seus genéricos.



o realizador, sayo yamamoto, escreveu os argumentos de death note e samurai champloo (e alguns episódios de ergo proxy e kemonozume), podia ter ido para uma ilha paradisíaca, mas decidiu escrever uma história séria, crua e sensual, na qual acompanhamos ritos de passagem e de crescimento de uma miúda arrancada do seu quotidiano abusador mas também as desventuras de uma mulher livre, linda e sem medo da morte, que enfrenta a sociedade com a mesma brutalidade com que aquela trata as suas crias.



o desenvolvimento dos personagens ficou a cargo de hiroshi shimizu, responsável de animação em flcl - furi kuri, kemonozume, fullmetal alchemist, the girl who leapt through time, ghost in the shell: stand alone complex 2nd gig, my neighbours the yamadas, cat soup, princess mononoke. o que podemos esperar das suas criações? crescimento individual diferenciado por parte de cada personagem, autonomia, sentido de humor.

seiki tamura, que fez parte dos departamentos artísticos de lucky star, metropolis, the girl who leapt through time, princess mononoke, ghost in the shell: solid state society, grave of the fireflies e melancholy of haruhi suzumiya, é aqui director artístico.

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Blogger Tiago Franco disse...

Cara Cassandra:
- já viste o teaser do animé do Miyamoto Musashi?
- já viste quem vai fazer de Spike no Cowboy Bebop? (ele não é suficientemente elegante...)

26/12/08 17:28  

diz ...

outubro 08, 2008

anime outonal



hoje vi o 1º episódio de uma outra série que estreou há dias, to aru majutsu no index, com muitos elementos tsundere, mas também com mistérios, duelos com poderes psíquicos e pelo que vemos no genérico, uma miúda com uma katana, o que é sempre porreiro.
normalmente, não me sentiria atraída por este tipo de contexto, mas a arte está excelente. vi e gostei muito do que vi.



é preciso dizer que o responsável pelo desenho dos personagens, yuichi tanaka, trabalhou na animação em chobits, beck, paradise kiss, kemonozume, howl's moving castle, mind game, ghost in the shell, spirited away e em the cat returns, entre outros. já tetsuya kawaka, director de animação desta nova produção da j.c. staff, também participou em fullmetal alchemist e em ghost hunt.

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outubro 06, 2008

anime outonal



começou nova época e nesta primeira semana estrearam algumas séries interessantes.
vou falar-vos de toradora!, cujo realizador é tatsuyuki nagai (dirigiu alguns episódios de chobits, honey & clover, mushishi, mai-HiME, mai otome, shigofumi), e cujo designer de personagens é masayoshi tanaka (director de animação em chobits, mushishi e mai-HiME).

a nível da caracterização, está excelente, cada personagem muito rico e muito diferente do seguinte, mas o conjunto forma a base necessária para uma boa anime acerca da vida académica.
decididamente a continuar a ver, porque a energia dos principais personagens é antagónica, o que faz prever grandes aventuras.



tem algo de haruhi suzumiya e kyon: o personagem masculino tem alguns problemas de sociabilização, mas é mais prático e realista que a personagem feminina, aqui algo diminuta e sem curvas mas com um bokken e uma direita potentes. devo avisar que esta história não tem nada de divino, extraterrestre ou simplesmente esquisito.



por enquanto. só saiu o 1º episódio.

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março 20, 2008

só agora me dei conta de o denominador comum a todas as animes e séries japonesas que me emocionaram e marcaram é a amizade ou, mais especificamente, a evolução de vários personagens com histórias e atitudes diversas em direcção a uma relação de amizade muito profunda e significativa.
as histórias de amor são ligeiramente enjoativas, as lutas pela salvação do planeta terra ou a destruição de planos maléficos para acabar com a raça humana podem chegar a ser aborrecidos (e provocar sono em casos extremos), mas a amizade excita-me.

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Blogger r.e. disse...

às vezes parece que a amizade reúne a essência da nossa natureza total. como se a espécie só sobrevivesse por esse elo e não pela reprodução biológica. A amizade é um hino à própria existência. J.

24/3/08 18:34  
Anonymous Anónimo disse...

A amizade é mais uma categoria para a empatia natural que nós seres humanos temos uns pelos outros, não fossemos animais de comunidade como muitos outros. O amor força extremos, a amizade serena. A amizade é amar de outro modo, com outras condições.
A empatia é que torna possível a reprodução, o cuidar dos filhos, o formar de comunidades que por sua vez fortalecem a existência individual de cada um. Faz parte de quem somos. Os conceitos pouco importam, muito variam e mal definem.

27/3/08 03:46  
Blogger cassandra disse...

lamento, tiago: o teu comentário foi apagado pela inadmissibilidade da tua teoria na minha filosofia de vida. sem margem para recurso.

29/3/08 00:03  
Blogger ... disse...

Andas a revelar-me um poucochinho do bom Oriente, dona Cassandra.
Fico consonante.

29/3/08 02:29  

diz ...

dezembro 19, 2007

encontro

quero organizar um encontro com gente que gosta de anime.
a ideia era jantarmos num sítio porreiro e em conta.
quantos mais melhor, já se sabe. digam coisas.
tiago franco: és o convidado nº 1, atreve-te a não aparecer!

n.b.: para 2008, em data ainda a determinar.

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Blogger Salsa Latrina disse...

Oh Cassandra, mas isso não é um grande risco? A palavra espalha-se e acabas a jantar com umas dezenas de imberbes que vão ejacular mal partilhem uma mesa com uma mulher.

20/12/07 13:32  
Blogger cassandra disse...

bem, poderia ser um risco, mas eu vou estar à entrada do restaurante a fazer perguntas aleatórias sobre anime. e quem não souber responder não é otaku, portanto, não entra. os otakus imberbes em tensão pré-ejaculatória são adoráveis :) e dou-me melhor com eles do que com a maioria das mulheres.

20/12/07 23:10  
Blogger Tiago Franco disse...

Eu gosto muito de anime, mesmo. Mas é só isso. Não sei palavras japonesas (excepto aquela "paka"; é assim que se escreve?...)
De facto, eu ainda digo animê, mesmo sabendo que se diz anime.
Não sei o que é otaku... comigo, era "chiqueiro" garantido.
Por isso é melhor assegurares mais uns quantos aficionados a sério. Desde que não sejam cromos, hei-de aprender uma data de coisas e dar-lhes seguimento.
(Não é por acaso que já aqui vim pedir opinião sobre a bonecada)

Por isso Cassandra, conta apenas com a minha presença bem intencionada.

PS: olha, convida o Paulo Ribeiro do Deusa do Lar, que pelo menos dos filmes ele gosta. Talvez ele viesse.

1/1/08 23:48  
Blogger Tiago Franco disse...

E claro, muchas gracias por el convite.

(depois, era fixe dizer aquela cena que os japoneses dizem antes de comer)

1/1/08 23:50  
Blogger cassandra disse...

eu digo animê também, tiago, alás, os japoneses dizem animê. e digo itadakimasu antes de comer também, mesmo em restaurantes, o que causa por vezes algum embaraço a amigos presentes. a palavra a que achas piada é "baka" e significa estúpido. "otaku" é a pessoa que anda sempre em cima de nova informação seja em relação a animê ou a computadores ou jogos pc e seja uma espécie de enciclopédia andante e viva no que respeita a assuntos da sua especialidade. já assegurei aficcionados e pelo menos um cromo. vou ver do paulo ribeiro, não o conheço mas conheço o deusa do lar. aparece.

3/1/08 09:58  
Anonymous Anónimo disse...

eu devo conseguir falhas todas as perguntas aleatórias e já passei a parte imberbe... e agora, que faço?

3/1/08 19:17  
Blogger cassandra disse...

apareces na mesma: tu és o gajo com estilo, tens de vir!

3/1/08 23:44  

diz ...

dezembro 14, 2007

tenho de falar sobre esta anime

falo-vos hoje de uma anime cuja qualidade é bastante superior às restantes, no desenho, na animação e no argumento: ef - a tale of memories.
no entanto, o episódio 10, que acabei de ver, foi uma grande desilusão porque foi uma seca tremenda!
senão, vejamos: rapariga x encontra rapaz w na cama com rapariga y. rapariga x encontra rapaz z, que dá porrada no rapaz w. rapaz w percebe tudo e vai desculpar-se com a rapariga x que lhe confessa os seus sentimentos. rapariga y entretanto pôs-se em fuga, mas, num impulso, liga ao rapaz w.



até aqui tudo perfeitamente normal, ainda que um pouco aborrecido para o que esta série me tinha habituado.
eis senão quando me vejo forçada a assistir, durante 4 minutos e 18 segundos a uma sequência de imagens cronometrada, oscilando entre um cemitério à luz do pôr-do-sol e um painel digital com uma sequência numérica decrescente.



a ideia até é engraçada, em termos conceptuais. se durasse 1 minutos, no máximo dos máximos. assim, foi simplesmente aborrecido e idiota: porque razão está uma cabine telefónica num cemitério? e como é que o rapaz a descobriu de onde estava a rapariga b a telefonar e chegou lá a tempo de ainda a encontrar?

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dezembro 06, 2007

nippon koma

as intenções da culturgest são excelentes. na verdade, indiciam uma realidade estranha em portugal: existe alguém com poderes, num cargo que exige responsabilidade e conhecimentos, e esse alguém trabalha bem.
organizar uma mostra de cinema japonês que atraia público na cidade de lisboa não é difícil, mas quando se selecciona sobretudo anime e documentários, corre-se um risco bizarro, e é por isso que elogio o trabalho e a vontade dessa pessoa influente e culta (não sei quem é, se é uma pessoa colectiva ou não, mas pouco importa).
no entanto, não podia deixar passar algumas falhas nesta mostra.

comecemos pelo folheto informativo da mesma.

i. na página 2 do pdf disponibilizado no site, podemos ler que o filme 5 centímetros por segundo, de shinkai makoto, tem a duração de 87 minutos. ora, é falso. o filme tem exactamente 63 minutos de duração, créditos incluídos. assim está registado no dvd que tenho com o filme e assim informa a wikipédia e o site www.imdb.com;

ii. para meu espanto, e na mesma página, li, pela 1ª vez na vida, fantasma na concha - complexo solitário volume 1. inacreditável, não é? bom, é positivo: a pessoa responsável pela produção do folheto é, certamente, original e divertida;

iii. na página 12 do mesmo folheto, podemos ler, numa espécie de sinopse do melhor filme de animação deste ano, tekkon kinkreet, que esta animação "deixa de lado [os] estereótipos a favor de características mais realistas e europeias", algo que apenas alguém que não viu o filme pode escrever, porque o filme é muito muito asiático e novo-asiático. de ocidental tem a fluidez do movimento - mas a produtora é a sony, eles pagaram para terem lá os melhores a tratar disso! -, os desenhos, os diálogos, a caracterização, a trama, é tudo tão intenso e oriental que esta frase de folheto informativo chega a ser insultuosa.

no primeiro dia da mostra, pude assistir a uma conferência intitulada «anime e documentários japoneses» pela professora hirano kyoko. foi ligeiramente aborrecida, pelo simples facto de já ter lido tudo quanto ela disse no folheto informativo. a única informação nova era de cariz biográfico, sobre os realizadores mais relevantes da história da anime e do cinema documental japonês.
mais importante que isso, foi, aquando das perguntas que o público pôde fazer à professora, a mesma ter admitido não conhecer o trabalho do realizador shinkai makoto. e no entanto, esta investigadora já analisou mais de 800 filmes japoneses realizados entre 1986 e 2004, segundo informação daquele folheto.

por fim, quer-me parecer que esta mostra podia ser mais rica, no que respeita à quantidade de fimes, documentários e anime. a qualidade não esteve em falta aqui.

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dezembro 04, 2007

comecei a ver...




texhnolyze (2003)

argumentos contra
os onze minutos iniciais do 1º episódio não têm qualquer diálogo ou monólogo e, na verdade, nada faz muito sentido, nesta abertura, de maneira que vou ter de ver o 2º episódio para saber se a história tem qualquer coisa que me interesse sem ser a estética.

argumentos a favor
o director, hamazaki hirotsugo, realizou também shigurui (na lista a ver na próxima semana, já tenho 8 episódios) e fez o storyboard do 7º episódio de paranoia agent.

da sua equipa de assistentes de direcção, fizeram parte tsuruoka koujirou, yamamoto sayo e hirao takayuki: o primeiro fez parte da equipa de animação de my neighbors the yamadas, princess mononoke e spirited away e esboçou o 6º episódio de paranoia agent; o segundo fez os storyboards (e realizou alguns dos episódios) de death note, ergo proxy, kemonozume, gunslinger girls, abenobashi mahoh shotengai, rozen maiden-traümend
e samurai champloo; o último participou na realização do 1º episódio de paranoia agent, da realização de death note e o principal reaponsável pela série futakoi alternative.

o argumento de texhnolyze é da responsabilidade de honaka chiaki (que também assinou astro boy, ayakashi, kino's travels, ghost hound, air gear, serial experiments lain e the big o), takagi noboru (baccano!, jigoku shoujo futakomori e koi kaze) e konuta takeshi.

os storyboarders foram hamazaki hiroshi (responsável pelo desenho de personagens em bride of deimos e outlanders, foi também director de animação em paranoia agent), yamamoto sayo - que já referi anteriormente - e o grande hiramatsu tadashi, responsável técnico pela animação em ghost in the shell: stand alone complex, gits: sac - the laughing man,
gits: sac - solid state society, gits 2: innocence, beck, dennou coil, flcl - furi kuri (também autor do storyboard e do layout), kemonozume, kareshi kanojo no jijou (his and her circumstances), abenobashi mahoh shotengai, mushi-shi, neon genesis evangelion: the end of evangelion, now and then, here and there, paranoia agent, tengen toppa gurren-lagann, this ugly and beautiful world e neko no ongaeshi.

posso afirmar que deixei de ter dúvidas.

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novembro 29, 2007

a anime da treta vs. a anime de qualidade

alguém me disse que acharia a anime strawberry panic engraçada. pois é. enganaram-me e enganaram-se: achei alguma piada à miúda mais velha a beijar a recém-chegada ao liceu no primeiro episódio.
porém, se todos os episódios são uma repetição enfadonha e sem consistência do primeiro, então que raio de anime é que eu ando a ver? que história deveria existir aqui?

*****
vi, em três dias, e pela primeira vez, os 26 episódios de my-hime.



fiquei de rastos. fascinada, seduzida, deliciada, embebida em lágrimas, de rastos portanto, porque me envolvi emocionalmente com cada uma das personagens.
e porquê? a resposta é simples: houve crescimento psicológico, muito bem calculado por hiroyuki yoshino (também escreveu o argumento de code geass) e noboru kimura (autor de solty rei), a história tem um ritmo muito bom e as acções em cada episódio acarretam consequências visíveis em termos de caracterização, sendo que nada é descurado, no seguimento de cada pequena história.

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Blogger Ricardo Meneses disse...

Mai Hime é TÃO bom!
uma das minhas preferidas, no meu top 5
yeah

19/12/07 13:14  

diz ...

novembro 24, 2007

anime do mês

por gerar gargalhadas, minami-ke ganha o prémio.



são três irmãs muito diferentes: a mais velha, haruka, é uma excelente cozinheira, uma grande desportista, e muito muito bonita; kana, a do meio, orgulhosa das suas notas embaraçosas porque provam que é humana, está sempre a arranjar sarilhos e nunca pensa nas consequências das suas acções; chiaki, a mais nova, muito crítica - rude mesmo -, responsável e estudiosa, é também o alvo preferido de kana.



a manga é de coharu sakuraba, o mesmo autor de kyou no go no ni (hoje na turma 5-2, é a tradução aproximada - curiosidade: chiaki anda na turma 5-2 em minami-ke), e o estilo é sensivelmente o mesmo: histórias independentes em cada episódio, sobre os mais variados temas, sobretudo os que afectam crianças e adolescentes ou os que despertam a sua curiosidade.



o realizador da anime é masahiko ohta, que trabalhou também em chobits, my-hime, my-otome, gunslinger girl, ichigo mashimaro (mais uma anime com o mesmo estilo e história) e rozen maiden, entre outros.

mesmo dizendo isto tudo, é provável que não sintam curiosidade. pois fazem mal. a anime é muito melhor do que eu poderia alguma vez descrever aqui.

obs.: em janeiro começará a ser transmitida uma versão alternativa de minami-ke, feita por um outro estúdio.

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novembro 19, 2007

a anime mais pervertida é colorida









colorful (16 episódios de 7 minutos)

realizador: ryutaro nakamura
director artístico: yukio abe

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outubro 28, 2007

vamos falar de anime - notícias

as boas notícias são: a axn vai passar anime e uma delas é samurai champloo!

as más: as restantes séries têm, a mais recente 3 anos, a mais antiga 9 anos, e nenhuma delas tem qualidade ou interesse suficientes para serem cool, alternativos ou clássicos (a única classificação que justificaria este diastema temporal).

foram baratas, certamente. parece que é o criterio mais valioso e lucrativo para as tvs.
se arriscassem, como os canais japoneses, teriam resultados muito mais variados e interessantes.

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outubro 01, 2007

vamos falar de anime - nova temporada

estão a acabar as séries que fizeram o verão no universo da anime: darker than black, seto no hanayome, school days, claymore, seirei no moribito, lovely complex, nagasarete airantou, entre outras, mas já circulam na web pistas sobre o que aí vem, nesta nova temporada:

ef - a tale of memories: romance, vida de estudantes, mais do género slice-of-life
blue drop - tenshitachi no gikyoku: guerra, amizade
ghost hound: sobrenatural, terror (a minha aposta pessoal, que ando um pouco farta de coisas cor-de-rosa)
shion no ou: mistério, crime
mokke: sobrenatural, amizade,
seinen, fantasia
sketchbook - full color's [sic]: slice-of-life, amizade
moyasimon: bizarro (um miúdo vê bactérias a olho nu) - o desenho é muito fixe
shakugana no shana 2: magia, fantasia
genshiken 2: slice-of-life, amizade, universo otaku
code geass 2
: mecha, drama

p.s.: afinal o toppa gurren lagann é muito bom, mas mesmo muito bom. tanto quanto flcl ou darker than black ou bleach. e em hd!

p.s. 2: a sequela com haruhi suzumiya só chega em janeiro.

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Blogger Tiago Franco disse...

Cara Cassandra

Já viste o filme Toki wo Kakeru Shoujo?
Eu achei aquilo espectacular, mas não sei bem porquê.

12/10/07 22:54  
Blogger cassandra disse...

vi sim, e senti o mesmo. grande, né?

15/10/07 10:25  

diz ...

setembro 25, 2007

anime da discórdia

sailormoon.
eu compreendo. sailormoon? ?
sim, claro que compreendo.
fez parte da nossa infância ou adolescência. todas no liceu queriam ter um ceptro brilhante e gritar no pátio "pelo poder da lua" e chamar o rapaz dos seus sonhos de "mascarado", com a vozinha tremida de cana rachada.
o que não compreendo é que, hoje em dia, miúdas que começam a apreciar anime e que gostam de fazer cosplay (em portugal), continuem a admirar aquela idiotice de anime!
fazia sentido, na altura em que passou pela primeira na tv portuguesa, gostar: tinha miúdas com mamas que se semi-despiam sempre que achavam que alguém ou alguma coisa estava em perigo e a kitschness de todos os elementos daquela série era demasiado forte para não nos rendermos a ela.
mas agora, em 2007, com animes fabulosas, desde o poderoso flcl - furi kuri que poucos conhecem até ao actualíssimo darker than black, porquê ver uma série cujo nível de entretenimento é equiparável ao de uma partida de ténis de mesa em que um dos jogadores conta piadas o tempo todo e o outro inventa histórias para enriquecer a sua vida?

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julho 27, 2007

mais uma anime (não, ainda não estou farta)

a série do momento é kenko zenra kei sueibu umisho (abreviado: umisho).
mar, sol, miúdas, escola, doçura, brincadeira.






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julho 13, 2007

imperdível, a anime estival school days!

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maio 21, 2007

vamos falar de anime: bakumatsu kikansetsu irohanihoheto ii

esta foi a melhor série do inverno passado, a única que realmente me prendeu a atenção, uma animação com contexto histórico, e cujo lançamento no japão foi muito discreto.

mas este contexto histórico em breve se revela exigente (a ponto de alguns fãs da série andarem constantemente a ir à wiki verificar nomes de personagens e batalhas). portanto discreto, sim, até um certo ponto - a partir do momento em que começou a ser falado nos múltiplos sites sobre anime japonesa, o «discreto» foi ao ar.

até porque, ao longo do primeiro episódio, percebemos que a teatralidade do cenário e dos personagens é tanta que a série não continuaria despercebida por muito mais tempo.














teve o seu melhor período entre os episódios 1 e 13, é verdade, e senti alguma desorientação no argumento depois disso, como se quisessem puxar diversos fios que ligariam a pontos diversos e inconvergentes num mapa abstracto. todos os personagens têm um valor imenso, sobretudo os secundários cuja presença abrilhantaram a série: tayu, o médico, o ajudante de hijikata, o grupo de 4 guerreiros de elite ingleses e mesmo o arrogante nakaya jubei. hijikata e a sua evolução, representada pela viagem para norte, para um fim infeliz mas honrado, é mesmo sublime. e o contraponto apresentado por kanna, face a youjirou, é também ele muito bem elaborado e rico em pormenores, como a referência constante à mãe, e à cena passada, em que a mãe segue viagem para longe dele e uma pedra do caminho trilhado pela carruagem da mãe o atinge no rosto, directamente num olho, ferindo-o com gravidade. esta insistência num determinado momento da vida é reveladora da mudança gradual que se vai operando em kanna, desde a compostura lúcida dos primeiros episódios ao desvario final.














tenho a certeza de que kanna e kakunojo têm a mesma mãe, e que, quase de certeza, ela e youjirou partilharam algumas brincadeiras de infância. ficam por responder muitas perguntas, sobretudo sobre ibaragi sousetsu: quem é, porque razão o tratam, ao longo da série, com tanta deferência, e como pôde ele escrever as peças que a trupe levou à cena? dez anos. ele deveria ter cerca de dez anos quando a mãe o abandonou. como a canção que kakunojo entoa aqui e ali.

o sensei ibaragi sousetsu é realmente um vilão inacreditável, cheio de recursos e conhecimentos prévios e estranhos. obviamente, fica por explicar a sua origem assim como a origem do seu conhecimento, mas percebemos que ele não pode ser completamente maléfico porque tayu, a gueixa que, sucessivamente, segue a trupe e os seus espectáculos, fá-lo apenas porque a peça é escrita por aquele a quem ela refere sempre como sensei.

se inicialmente é uma anime muito contextualizada, em termos histórico-sociais, depressa resvala para o campo do surreal, com kakunojo a vestir a pele de joana d'arc, convocando à insurgência do povo por uma causa desesperada.

em termos técnicos, a produção tem critérios muito elevados e tanto a arte (desenho) como a animação estão bem acima do padrão habitual de animação para tv (mesmo que japonesa). os cenários são muito bons e harmonizam-se sempre com a acção e os personagens são fluidos e cheios de realismo. como se isso não bastasse, a banda sonora é simplesmente esmagadora: é só ouvir com umas colunas fixes e verão! é tudo muito bem orquestrado, desde a introdução ao tema final, passando pelas músicas de ligação, para nos transmitir a ambiência. resumindo: o núcleo da história é, na verdade, muito ingénuo e simples, sem grandes surpresas no decorrer da acção mas aquelas histórias secundárias, que nos vão apresentando os muitos personagens da série é que a tornam preciosa.

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Blogger João Neto disse...

Esta série passou na TV ou viste via DVDs/DivXs?

Infelizmente não conheço muita anime, mas das que vi gosto especialmente do Ghost in the Shell e do Evangelion.

13/6/07 12:06  
Blogger cassandra disse...

passou num canal de tv gratuito, no japão.

16/6/07 18:48  

diz ...