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Sunday, May 27, 2012

{Red My Lips}

Tudo tem um fluxo e um refluxo. Tudo se manifesta por oscilações compensadas. A medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda. O ritmo é a compensação. Em Bergen, terra dos Kings Of Convenience, no mês mais seco chove tanto como no mês mais húmido em Lisboa. O ritmo é a compensação. Tudo o que sobe desce.

Thursday, November 5, 2009

Been There, Done That

Kings of Convenience, Coliseu Lisboa, 4 Novembro 2009

Simples, sereno, descontraído, simples, bonito, fluente, já disse simples? Acho que nunca tinha visto o Coliseu tão despido e simultaneamente tão cheio de alma. Duas pessoas normais, sem vedetismos, como qualquer um de nós encheram o palco do Coliseu para deslumbrar uma casa alimentada pela música cristalina vinda do norte da Europa. A primeira parte foi entregue à chilena Javiera Mena que se descolou do seu habitual electropop para mostrar o seu lado mais intimista, fazendo acompanhar-se só de piano e de guitarra. Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe entraram em palco, depois de pedirem 40 minutos sem fotografias e começaram logo por criar a boa empatia com o público, empatia essa que se estendeu até ao fim do concerto. Revelaram-se uns verdadeiros entertainers e fizeram o que quiseram do público, sempre simpáticos, sempre cool e muito, muito à vontade para falar, desde a refeição que tinham comido à tarde até agradecerem aos portugueses por recebê-los tão bem. Por alguma razão Lisboa é a capital europeia onde já tocaram mais vezes, 4 ao todo, facto constatado pelo próprio Erlend.

Para ajudar a festa e a discorrer o repertório de canções, os noruegueses contaram com a participação de dois convidados de luxo – um alemão no violino e um italiano no contra-baixo – que contribuiram para o espectáculo ser completo e ainda mais efusivo emocionalmente. Passaram em revista todos os êxitos dos três álbuns, dando especial ênfase ao novo trabalho “Declaration of Dependence” como seria de esperar. O público, a príncipio meio tímido e talvez constrangido por tamanha simplicidade, acabou por ser aprendiz dos dois “nerds musicais” que ensinaram como acompanhar o ritmo da música com um singelo estalar de dedos, evitando as constantes palmas que acabavam por abafar as melodias. Assim foi, palmas só no fim das canções e acabaram por ser inevitáveis quando os músicos convidaram as pessoas para subir ao palco para acompanhar Erlend nas suas danças descoordenadas mas muito engraçadas. Depois de músicas como “Know-How”, sem Feist mas muito bem acompanhado por um público afinado, “I Don’t Know What I Can Save You From”, “Homesick”, “Mrs. Cold” ou “Boat Behind” entre muitas outras, o fim aproximava-se em ambiente de total ramboia e foi com um divertido “I’d Rather Dance With You” que os noruegueses saíram de palco. Mas as palmas, os gritos, o bater do pé foram tão altos que eles não resistiram e voltaram. Ou melhor, voltou Bøe que silenciou e maravilhou o Coliseu para (en)cantar uma versão muito própria de “Corcovado” de Tom Jobim. Um português timido, trémulo mas encantador vestiu a canção com nova vida. Sempre bem disposto confessou que se estavam a divertir muito e que, por isso iam cantar mais umas quantas. Chamou os colegas e o encore estava garantido para tocar a esquecida “Cayman Islands”. Agradeceram, saíram e deixaram saudades logo no minuto a seguir.

Ficou comprovado que quando se é muito bom a fazer o que se faz, não são necessários atributos secundários para embelezar o por si só já é bonito. Música e vozes afinadas, muito afinadas e em perfeita harmonia são o forte dos Kings of Convenience. Simples e lindo, encantador e mágico foi o ambiente que se viveu ontem à noite no Coliseu durante quase duas horas. E podia ter durado mais porque estávamos como se estivessemos em casa, na sala, relaxados no sofá a contemplar uma coisa bela, que se vê, ouve e... sente. Thank you!

Kings of Convenience, Rule My World


(esta é a faixa número 5 do álbum novo, especialmente referenciada por Eralend Øye e que ontem teve uma versão mais funky. Mas o original é igualmente bonito)

Thursday, September 24, 2009

Song for Today [#231]


Enquanto contamos os dias para o lançamento do novo álbum, Declaration of Independance, podemos matar a ansiedade com mais uma música e um novo vídeo, Boat Behind. Para hoje, recomendo vivamente uma viagem com Øye e Bøe que já garantira um álbum mais adulto e mais maduro que os dois anteriores, carregado de influências da Bossa-Nova. Pop rítmica, sem percursão nem bateria , única e simplesmente adorável. Espera-se um grande disco! E dia 4 de Novembro lá estaremos para os aplaudir uma vez mais.

Kings of Convenience, Boat Behind

Thursday, July 23, 2009

Song for Today [#206]


E o (longo) período de carência chegou ao fim. Convenientemente, os Reis estão de volta e sabe tão bem voltar a ouvi-los no registo que melhor lhes fica. o álbum propriamente dito só nos chega em Outubro, mas já andam por aí algumas músicas a pairar. Não fugindo à regra, permanecem num tom muito próprio, música apaziguadora com lindas melodias que nos fazem ouvir e ouvir o disco de trás para a frente, sem nunca nos fartarmos. Mrs. Cold é o primeiro single a ser conhecido e faz antever uma volta em grande, directamente da Noruega.

Kings of Convenience, Mrs. Cold

Wednesday, October 22, 2008

Song for Today

Nome Kings of Convenience
Música Homesick
Xuke's Note É como estou hoje - doente em casa! Pareceu-me a desculpa ideal para por os Kings of Convenience nesta rubrica já que nunca mais lançam nada novo.Promessas leva-as o vento, mas o facto é que mal podemos esperar pelo novo trabalho desta dupla norueguesa. Géniosinhos da música, não há nada mais sexy!!!

Kings of Convenience, Homesick

Saturday, June 7, 2008

Covers@xukebox

Simplesmente surpreendente



Clap clap clap para Sirs Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe.
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