A bolha da IA e seu conservadorismo inerente
Comentário sobre o podcast de Ed Zitron com Cory Doctorow e Brian Merchant, e de duas citações, uma de Francis M. Wilhoit e outra do capiroto, Milton Friedman.
O mito do “pensamento asiático não sistemático” em universidades brasileiras
Este artigo examina como o eurocentrismo acadêmico continua a negar a existência de pensamento sistemático na Ásia pré-moderna, apesar de evidências robustas da filosofia budista indiana (sécs. II-X), da escola Nyāya, e dos sistemas administrativos chineses. Discutimos as raízes hegelianas e marxistas desse viés, seu impacto no ensino superior brasileiro, e como a descolonização do conhecimento exige reconhecer tradições intelectuais não-ocidentais. A análise confronta mitos sobre “atraso asiático” com exemplos concretos de sofisticação lógica, epistemológica e política que rivalizam — e por vezes superam — contribuições europeias, propondo um diálogo intercultural verdadeiramente igualitário.
Estoicismo e budismo: parentes distantes ou equívoco persistente?
Análise das diferenças entre budismo e estoicismo, explorando conceitos como nirvana, logos, amor fati e pratītyasamutpāda. O texto discute por que o budismo rejeita a ideia de estrutura inerente, comparando a visão madhyamaka com o racionalismo estoico e a metafísica materialista.
Conselho de um farsante degenerado praticante do darma
Khenpo Ngawang Palzang (Khenpo Ngaga), reconhecido como uma emanação de Vimalamitra, destacou-se como um dos mais profundos mestres dzogchen dos últimos séculos. Herdeiro da linhagem Longchen Nyingthig através de Nyoshul Lungtok Tenpai Nyima, seu comentário seminal sobre a obra de Patrul Rinpoche tornou-se texto fundamental no Vajrayana. Sua poesia — marcada por uma humildade quase radical, como nos versos autobiográficos onde se declara “um farsante degenerado” — encapsula a paradoxal união entre alta realização e autodepreciação genuína, característica dos grandes mestres tibetanos. Como professor de figuras como Tulku Arik (guru raiz de Chagdud Tulku Rinpoche), Khenpo Ngaga exemplificou como a franqueza sobre as próprias falhas pode ser um caminho de sabedoria, transformando até a confusão e o arrependimento em veículos para a compaixão.
O pesadelo está sendo televisado: o mundo segundo Adam Curtis
Um mergulho profundo na obra de Adam Curtis — do labirinto audiovisual de HyperNormalisation à crítica devastadora de The Century of the Self, The Trap, Bitter Lake e outros — revelando como suas narrativas misturam arte, política e psicologia para expor o colapso de nossas mitologias modernas.
Do sutra ao mahāsandhi — os doze elos no Madhyāntavibhāga de Maitreya
Este estudo investiga os doze elos do surgimento dependente no Madhyāntavibhāga de Maitreya (com comentários de Asaṅga), demonstrando como o tratado os reinterpreta não como uma sequência causal, mas como camadas de ilusão que, quando desconstruídas, revelam a mente não dual do Mahāsandhi (Dzogchen). Integrando perspectivas nyingma, o texto argumenta que os elos samsáricos nunca estiveram separados da sabedoria primordial (ye shes). Além de deslocar interpretações literalistas do pratītyasamutpāda, o artigo defende a união entre sutra (Mādhyamaka/Yogācāra) e tantra (Dzogchen), mostrando como a filosofia mahāyāna pode ser um guia para a prática direta do reconhecimento (rig pa).
Tess e a revaloração industrial
A nobreza original destruída por sonhos de grandeza. A cobiça industrial devastando a mulher-natureza, e fazendo uso de família, religião e capital na rapina da inocência do mundo. Um comentário sobre Tess (1979), filme do criminoso julgado Roman Polanski, baseado no proto-feminista Thomas Hardy.
The Gaucho (música do álbum Doha, 2016)
Lançada em 2016, “The Gaucho” é uma música que reinventa a figura tradicional do gaúcho através de uma lente pós-moderna: mistura referências a Borges, Jupiter Apple e o imaginário dos pampas para criticar estereótipos coloniais. A letra oscila entre o épico (“veias abertas do macho sul-americano”) e o irônico (“hipsters cultos de bravata”), enquanto a tradução proposta equilibra regionalismos (“gurias”, “chimarrão”) com licenças poéticas. Trata-se de um manifesto sobre identidade, resistência e a beleza brutal do Sul — onde o “espaço liminal” entre história e mito vira território de luta.
Recomendações de livros sobre budismo
Esta página apresenta uma seleção cuidadosamente organizada de livros recomendados para todos os níveis de interesse no budismo. Desde obras introdutórias de autores renomados como Chagdud Tulku Rinpoche e Dzongsar Jamyang Khyentse, passando por livros intermediários e para prática, até biografias inspiradoras e estudos aprofundados. A lista inclui também títulos sobre simbolismo budista e temas fundamentais como morte e morrer. A indicação é útil para iniciantes que buscam uma introdução sólida e para praticantes que desejam aprofundar seu conhecimento do darma. Ideal para quem procura um guia confiável e pessoal na vasta literatura budista.
Reparo eletrizante: troca de disjuntores
A força solar que circula pelas veias de cobre. Seus controladores magnético-térmicos datados sendo substituídos. De nema para din. O poder da destruição dos plásticos para conformá-los à realidade concreta.
O que é imune à análise
Se pegamos duas visões díspares e apenas tentamos fazer com que uma funcione com a outra, nunca vai funcionar. A união no sentido do caminho do meio, é o fato de que vacuidade e aparência são dois aspectos de uma mesma coisa.
O valentão precisa cair
Neste texto contundente, Dzongsar Khyentse Rinpoche denuncia a manipulação dos valores democráticos e a permanência do colonialismo sob novas formas. Ele compartilha sua própria desilusão com a narrativa liberal e o uso estratégico da liberdade, revelando como até o budismo é forçado a se adequar à lógica hegemônica do ocidente moderno.
A lâmina afiada do cirurgião gentil
Uma oferenda poética em doze versos para Dzongsar Khyentse Rinpoche—em doses iguais de homenagem e irreverência, devoção e crítica. Dos pisos cobertos de pipoca aos céus do Dzogchen, os versos seguem um mestre que escapa a qualquer rótulo, mas permanece profundamente enraizado na linhagem. Para quem cansou de darma diluído, este é um bisturi de lucidez envolto no manto da poesia.
Livros que me moldaram — retrato parcial de uma vida em cento e tantas leituras
Esta é uma seleção pessoal dos livros que mais me marcaram ao longo da vida — talvez apenas 2 a 5% de tudo que li, mas certamente os que deixaram rastros mais profundos. Incluo desde leituras de infância até obras filosóficas, espirituais e ficcionais que moldaram meu olhar. Alguns são clássicos, outros menos conhecidos, mas todos têm algo em comum: foram importantes, provocadores, inesquecíveis. Há uma página separada para livros budistas, outra para livros sobre ativismo e política, e também uma lista dos livros que estou lendo no momento. Nesta, o critério é simples: marcaram. Mudaram. Fizeram diferença. E, muitas vezes, encantaram.
Conselho de Tromge Tulku Arik
Tromge Tulku Arik, um dos lamas raiz de Chagdud Rinpoche, fala com dureza e compaixão sobre a morte, a prática superficial e a urgência de viver com autenticidade. Até recentemente não se sabia de um texto de Tromge Tulku Arik existir.
Além da separação e da unidade: autoridade religiosa e resistência não dual
Ensaio que confronta a lógica da separação na teologia cristã com a resposta não dual do darma; discute autoridade, heresias e práticas cristãs não duais, colonialismo, o conceito de sanga, sexualidade no vajrayāna, escândalos institucionais — tudo numa leitura decolonial e gramsciana.
O ioga da recitação imperfeita: sabedoria da linguística budista
Este artigo examina o equilíbrio entre pronúncia precisa e devoção sincera no Vajrayana. Através de histórias humorísticas e ensinamentos de mestres como Chagdud Rinpoche, exploramos desafios linguísticos — de brasileiros com consoantes aspiradas até ‘erros’ que ainda frutificam. Descubra por que algoritmos não substituem recitação humana, como bagagem cultural afeta nossa prática, e o que debates antigos revelam sobre a busca espiritual moderna.
Buddhaḥ, Budão ou Buda? — o cavalo de Troia da fonética colonialista
Uma análise crítica mostra como “Buddha” é fruto do colonialismo linguístico e por que “Buda” representa uma escolha histórica, política e fonética legítima no Brasil.
Começando a estruturar “Lady of the Wisdom Fire”
Começando a estrutura de uma música lenta, com baixo, bateria, órgão, piano elétrico, duas guitarras e violão. A música está 1/3 pronta, sem o vocal, mas o resto vai envolver muito copia e cola.
Livros que me marcaram
Esta é uma seleção pessoal dos livros que mais me marcaram ao longo da vida — talvez apenas 2 a 5% de tudo que li, mas certamente os que deixaram rastros mais profundos. Incluo desde leituras de infância até obras filosóficas, espirituais e ficcionais que moldaram meu olhar. Alguns são clássicos, outros menos conhecidos, mas todos têm algo em comum: foram importantes, provocadores, inesquecíveis. Há uma página separada para livros budistas, outra para livros sobre ativismo e política, e também uma lista dos livros que estou lendo no momento. Nesta, o critério é simples: marcaram. Mudaram. Fizeram diferença. E, muitas vezes, encantaram.
Como começar um centro de darma em sua cidade
Viajar continuamente em busca do darma pode se tornar impossível, então como fazer com que o darma se instale próximo de você?
Centros de Darma que Recomendo
Uma seleção pessoal e criteriosa de professores e centros budistas autênticos, baseada na convivência direta com mestres qualificados do vajrayana. Apresenta nomes como Chagdud Rinpoche, Dzongsar Khyentse Rinpoche e instituições como Chagdud Gonpa e Siddharta’s Intent. Também lista canais no YouTube com ensinamentos em português e centros no Brasil com professores autorizados. O texto alerta sobre falsos mestres e explica os critérios usados para as recomendações, ressaltando a importância de discernimento e responsabilidade. Inclui ainda uma lista de pessoas confiáveis que atuam como intérpretes e instrutores em várias cidades. Oferece contexto para quem busca o darma com seriedade e cuidado, e orientações claras sobre o tipo de ajuda que o autor pode ou não fornecer. Uma referência para quem deseja evitar distorções e encontrar fontes legítimas do ensinamento.
Padmasambhava “parece comigo”
Cartão de Guru Rinpoche da estátua no mosteiro de Samye que foi destruída pela revolução cultural. Guru Rinpoche teria abençoado essa estátua dizendo que era parecida com ele, e então ficou conhecida como “parece comigo”. Contém também trechos de um tesouro de Karma Lingpa sobre os benefícios de recitar o mantra do guru.
Budismo, engajamento político e direitos humanos
Análise das tensões entre perspectivas budistas e noções ocidentais de direitos humanos, com atenção especial aos riscos de má interpretação no contexto brasileiro. O texto examina como críticas válidas à luz do darma podem ser instrumentalizadas por narrativas conservadoras, explorando a relação da classe média brasileira com violência, privilégios e nostalgia autoritária. Inclui reflexões sobre compatibilidade entre prática espiritual e engajamento político, além de dilemas pessoais diante dessas complexidades.
Slavoj Žižek: Velhacaria Hipster
Quão sólidas são, de fato, as críticas de Slavoj Žižek ao budismo? Neste texto, analisamos como suas declarações sobre a tradição budista — muitas vezes provocativas, cínicas e performáticas — revelam mais sobre sua postura enquanto figura midiática do que sobre o próprio darma. Entre mal-entendidos conceituais e oposição teatral, mostramos que o budismo que Žižek combate talvez nunca tenha existido. Um convite à crítica séria — e ao fim da caricatura fácil.
Diretrizes de mídia social para quem se supõe aluno do vajrayana
Este texto de Dzongsar Khyentse Rinpoche oferece orientações claras para supostos praticante sdo vajrayana sobre como navegar nas redes sociais sem comprometer os princípios do caminho tântrico. Ele explica a importância do sigilo — não por segredo, mas para proteger o praticante de distorções como o materialismo espiritual e a exibição de supostas ‘realizações’. Com dicas práticas, desde evitar postar imagens tântricas e mantras até refletir sobre a motivação por trás das postagens, o texto enfatiza a humildade, o respeito por outras tradições budistas e a necessidade de preservar a integridade do vajrayana. Uma leitura essencial para quem deseja alinhar sua presença online com a ética do darma.
Recomendações para a prática budista
Este guia direto oferece orientações essenciais para quem deseja estruturar uma prática budista séria, mesmo sem acesso fácil a centros ou professores. Ele cobre desde como encontrar um professor qualificado e rezar por conexões espirituais, até como montar um altar, fazer oferendas e cultivar uma rotina diária com motivação, prática e dedicação de mérito. Também alerta contra práticas solitárias antes de consolidar uma base em grupo e sugere como lidar com o excesso de métodos. Ideal para iniciantes sinceros e para quem deseja revisitar fundamentos com lucidez, o texto equilibra humor, experiência pessoal e conselhos tradicionais da linhagem Nyingma.
Continuidade no darma: keep going
Este texto explora os ensinamentos essenciais de Chagdud Rinpoche sobre a prática budista tibetana, com ênfase no princípio do ‘keep going’. Através de memórias pessoais, reflexões sobre retiros espirituais e explicações de termos como khadro e nyam, o autor compartilha insights sobre como manter a continuidade no caminho espiritual. Inclui relatos tocantes da convivência com Rinpoche e orientações práticas para superar obstáculos na meditação e na vida cotidiana.
“A substância”: o duplo e o terror corporal sob o olhar do macho
Uma homenagem ao cinema de terror cabeçudo no viés feminista metamodernista. Uma alegoria ultraestética para o isolamento da objetificação. Uma Dorian Gray cuja turpitude moral é se ver como os outros a vêem. O poder do tempo sobre uma gostosa que se autoconsome na tentativa de preencher as expectativas irreais do olhar do macho. A redução de uma vida à busca de amor vampirizando-vampirizada na objetificação. Cronenberg e Lynch, a destruição do olhar teratogênico do macho via sátira.
Um mapa mental público
Este é o site pessoal e portfólio de Padma Dorje, Eduardo Pinheiro, um tradutor, programador, youtuber e músico que segue os passos do Buda, vive em Porto Alegre, e se interessa por budismo1Em especial a madhyamaka (prasangika, svatantrika, yogachara-svatantrika), o vajrayana (em particular a relação com ao uso peculiar da linguagem, “linguagem crepuscular”, sadhanas e hagiografias “secretas”), o dzogchen (e por extensão a tradição nyingma, particularmente os linhagens e termas Longchen Nyingthig, Khyentse, Dudjom, Chokgyur, Longsal e Taksham, as termas do norte e o movimento rimê; e também a relação entre sutra, tantra, dzogchen, zen budismo e taoísmo), polêmicas tais como as preferidas de Mipham Rinpoche e Gorampa, as críticas de Gedun Chöpel ao realismo, shentong-rangtong, a noção absurda de budismo “não engajado” (que surje em contraposição à noção de “budismo engajado”), meta-ética budista, budismo e sexualidade (a suposta advertência de Atisha ao tantra monástico), budismo e gênero, budismo e filosofia (nontologia, antimetafísica, antirrealismo, nominalismo), budismo e capitalismo/consumo, budismo e política, budismo e colonialismo, budismo e racismo/othering, distorções na adaptação do budismo à modernidade e ao capitalismo tardio pós-apocalíptico, budismo e tradução, budismo e multiculturalismo, etc., cultura anglófila e ianque2Americana, science fiction (clássica, surrealista, new wave, cyberpunk), contracultura, geração beat, tensões étnicas e arte, blues, swinging London, Inglaterra vitoriana, sátira, wit, William Blake, Finnegans Wake, Aldous Huxley, Vonnegut, K. Dick, Samuel R. Delany, J. G. Ballard, Asimov, Heinlein, Cory Doctorow, Douglas Rushkof, XKCD., teoria estética japonesa3Wabi-sabi, iki, shakuhashi., nuberu bagu4Hiroshi Teshigahara, Shohei Imamura, Masahiro Shinoda., teoria do humor5Análise do humor, stand-up, biografia e humor, faux pas, teoria ôntico-epistêmica do humor, antihumor, non sequitur, nonsense, ritual clown, onomasti komodein, parrésia e humor; Steven Wright, Garry Shandling, Richard Pryor, Noel Fielding, Matt Berry, David Mitchel, Bo Burnan, John Wilson, Ramy Youssef, Richard Lewis, Albert Brooks, Mel Brooks, Donald Glover, Hank Green, Hannah Einbinder, Taylor Tomlimson, Dave Foley, Larry David, Stephen Colbert, Jon Stewart, Seth Meyers; Corporate, Dead Pixels, Dr. Katz, IT Crowd, Silicon Valley, Peep Show, Broad Ciy, Seinfeld, High Maintenance, Rick and Morty, Kids in the Hall, Monty Python., seitas e falsos gurus6Lavagem cerebral, linguagem de seita, assimetria em relacionamentos, narcisismo espiritual, materialismo espiritual, misticismo quântico, “drogas sagradas”, paranoia e violência em seitas, causas do abuso sistêmico, religião e cultos, media sobre cultos e nostalgia, cultos e negócios, capitalismo e corporações, cultos e desenraizamento., nostalgia nuclear, etnometodologia e gonzo, economia da atenção7Comodificação do tempo, poluição da atenção, mind kipple, externalismos existenciais, cultura ADHD, consumo consciente, heurística e deficiências tecnológicas., usabilidade, democracia direta, crenças cultistas de gente absurdamente rica8Saber ganhar dinheiro como suposto marcador de superioridade intelectual ou moral, aceleracionismo, a-longo-prazismo, altruísmo efetivo, trans-humanismo, emergentismo, darwinismo social, eugenia, etc., teoria da propriedade (especialmente propriedade intelectual)9Partido Pirata, bens imateriais, bens pelos quais não se compete, lucros presumidos, micropatronagem., capitalismo tardio pós-apocalíptico10Extinção em massa, mudança climática, “Pipikismo”, “pessoalidade corporativa” e accountability, corporações como algorítmos, desumanização em massa, humanização das máquinas, propaganda, antropomorfização da IA para ganho político, seitas, religiões e movimentos políticos em torno de IA, desinformação em massa, idiotas úteis que acreditam em conspirações geradas por algorítmos, precarização do trabalho; Noam Chomsky, Naomi Watts, David Graber., cripto-anarquismo11Cypherpunks, neutralidade de rede, direito de consertar, direito à anonimidade, guerra dos dispositivos de computação geral., distopias121984, Brave New World, Utopia, Cândido, Brazil, Soylent Green, etc., linguística13Psicolínguística, evidential markers, modalidades epistêmicas, epistemic mood, mirativo, autoantônimos, impacto cultural da hipótese de Sapir-Whorf. e filosofias da mente14Autoengano, acesso privilegiado, inteligência artificial, zumbis, argumentos contra o funcionalismo, o emergentismo e o epifenomenalismo., da linguagem15Argumentos da linguagem privada, divisão do trabalho linguístico, contextualismo semântico, antiessencialismo, linguagem indireta, ironia. e da ciência16Antirrealismo, problemas do fisicalismo e do reducionismo, causação vs. correlação, epistemologia da estatística., bem como “metafilosofia”17Racismo filosófico, natureza dos problemas filosóficos, antifilosofia (principalmente como algo “bom”)..
Destaques
• Em Algumas respostas sobre o Budismo se encontram cerca de 800 perguntas e respostas sobre a pouco entendida tradição (que sequer é fácil definir como religião, ciência ou filosofia). Outros textos sobre o assunto podem ser encontrados na seção Budismo.
• Escrito originalmente no fim dos anos 90, uma crítica do suposto uso legítimo de drogas alucinógenas (“psicodélicos”, “enteógenos”) no contexto religioso causou intenso debate em vários fóruns em português, e vai desde o questionamento do relativismo cultural até a questão da definição de espiritualidade.
• Uma lista com links para todos meus artigos escritos sob encomenda e publicados em outros sites.
No mapa do site podem ser encontrados todos os cerca de 170 artigos organizados por categorias. Tenha em mente que este site contém mais de 260.000 palavras, que se impressas resultariam um livro de mais ou menos 600 páginas (estes números não incluem os links para artigos externos pelo mesmo autor, o que dobraria as quantias).
Tecnologia
Este site foi originalmente desenvolvido em PHP 5.4 em 2003. Em 2023 foi começado o refatoramento para PHP 8.2, que ainda está em andamento (se você perceber alguma coisa esquisita em algum canto, avise por e-mail). A velocidade no lado do servidor é garantida por um parsing que “compila” dinamicamente e consolida boa parte do conteúdo e a estrutura (árvore de categorias/crumbs, palavras-chave/tags) antes do upload, escrevendo quase tudo em html simples ou arquivos dsv legíveis e editáveis (você edita um, altera no outro, e vice-versa), o que elimina a necessidade de acesso a um banco de dados e o uso exagerado de lógica de programação durante o carregamento das páginas — bem como torna a edição muito rápida, porque não há um CMS complexo como o Wordpress no backend, só arquivos de texto em um tipo de markup. O PHP roda em parte diretamente do editor de texto (Sublime Text) e automaticamente faz o upload das partes que foram alteradas (texto editado, e mudanças de categorias/palavras-chave). Do lado do servidor há muito pouca lógica, e do lado do cliente muito pouco Javascript.
Definição de “tzal”
Tzal (tibetano transliterado em wylie rtsal, grafado foneticamente tanto como tsal quanto como tzal, e algumas vezes como tsel, skt. prabala) significa energia externa, habilidade, trabalhar, funcionar, dinâmica existencial, potência, poder, projeção externa, criatividade, reflexão, poder de manifestação, destreza, agilidade, força, feito, talento, ato, exibição, poder de manifestação da natureza da mente. Indica a capacidade própria da energia de se manifestar ou se projetar externamente, como um cristal iluminado por um raio de luz produz inúmeros arcos de luz coloridos ao seu redor.18Fonte: definição de tzal, em inglês. Esta discussão, também em inglês, é igulmente relevante.
1. ^ Em especial a madhyamaka (prasangika, svatantrika, yogachara-svatantrika), o vajrayana (em particular a relação com ao uso peculiar da linguagem, “linguagem crepuscular”, sadhanas e hagiografias “secretas”), o dzogchen (e por extensão a tradição nyingma, particularmente os linhagens e termas Longchen Nyingthig, Khyentse, Dudjom, Chokgyur, Longsal e Taksham, as termas do norte e o movimento rimê; e também a relação entre sutra, tantra, dzogchen, zen budismo e taoísmo), polêmicas tais como as preferidas de Mipham Rinpoche e Gorampa, as críticas de Gedun Chöpel ao realismo, shentong-rangtong, a noção absurda de budismo “não engajado” (que surje em contraposição à noção de “budismo engajado”), meta-ética budista, budismo e sexualidade (a suposta advertência de Atisha ao tantra monástico), budismo e gênero, budismo e filosofia (nontologia, antimetafísica, antirrealismo, nominalismo), budismo e capitalismo/consumo, budismo e política, budismo e colonialismo, budismo e racismo/othering, distorções na adaptação do budismo à modernidade e ao capitalismo tardio pós-apocalíptico, budismo e tradução, budismo e multiculturalismo, etc.
2. ^ Americana, science fiction (clássica, surrealista, new wave, cyberpunk), contracultura, geração beat, tensões étnicas e arte, blues, swinging London, Inglaterra vitoriana, sátira, wit, William Blake, Finnegans Wake, Aldous Huxley, Vonnegut, K. Dick, Samuel R. Delany, J. G. Ballard, Asimov, Heinlein, Cory Doctorow, Douglas Rushkof, XKCD.
3. ^ Wabi-sabi, iki, shakuhashi.
4. ^ Hiroshi Teshigahara, Shohei Imamura, Masahiro Shinoda.
5. ^ Análise do humor, stand-up, biografia e humor, faux pas, teoria ôntico-epistêmica do humor, antihumor, non sequitur, nonsense, ritual clown, onomasti komodein, parrésia e humor; Steven Wright, Garry Shandling, Richard Pryor, Noel Fielding, Matt Berry, David Mitchel, Bo Burnan, John Wilson, Ramy Youssef, Richard Lewis, Albert Brooks, Mel Brooks, Donald Glover, Hank Green, Hannah Einbinder, Taylor Tomlimson, Dave Foley, Larry David, Stephen Colbert, Jon Stewart, Seth Meyers; Corporate, Dead Pixels, Dr. Katz, IT Crowd, Silicon Valley, Peep Show, Broad Ciy, Seinfeld, High Maintenance, Rick and Morty, Kids in the Hall, Monty Python.
6. ^ Lavagem cerebral, linguagem de seita, assimetria em relacionamentos, narcisismo espiritual, materialismo espiritual, misticismo quântico, “drogas sagradas”, paranoia e violência em seitas, causas do abuso sistêmico, religião e cultos, media sobre cultos e nostalgia, cultos e negócios, capitalismo e corporações, cultos e desenraizamento.
7. ^ Comodificação do tempo, poluição da atenção, mind kipple, externalismos existenciais, cultura ADHD, consumo consciente, heurística e deficiências tecnológicas.
8. ^ Saber ganhar dinheiro como suposto marcador de superioridade intelectual ou moral, aceleracionismo, a-longo-prazismo, altruísmo efetivo, trans-humanismo, emergentismo, darwinismo social, eugenia, etc.
9. ^ Partido Pirata, bens imateriais, bens pelos quais não se compete, “roubo” de lucros presumidos, micropatronagem.
10. ^ Extinção em massa, mudança climática, “Pipikismo”, “pessoalidade corporativa” e accountability, corporações como algorítmos, desumanização em massa, humanização das máquinas, propaganda, antropomorfização da IA para ganho político, seitas, religiões e movimentos políticos em torno de IA, desinformação em massa, idiotas úteis que acreditam em conspirações geradas por algorítmos, precarização do trabalho; Noam Chomsky, Naomi Watts, David Graber.
11. ^ Cypherpunks, neutralidade de rede, direito de consertar, direito à anonimidade, guerra dos dispositivos de computação geral.
12. ^ 1984, Brave New World, Utopia, Cândido, Brazil, Soylent Green, etc.
13. ^ Psicolínguística, evidential markers, modalidades epistêmicas, epistemic mood, mirativo, autoantônimos, impacto cultural da hipótese de Sapir-Whorf.
14. ^ Autoengano, acesso privilegiado, inteligência artificial, zumbis, argumentos contra o funcionalismo, o emergentismo e o epifenomenalismo.
15. ^ Argumentos da linguagem privada, divisão do trabalho linguístico, contextualismo semântico, antiessencialismo, linguagem indireta, ironia.
16. ^ Antirrealismo, problemas do fisicalismo e do reducionismo, causação vs. correlação, epistemologia da estatística.
17. ^ Racismo filosófico, natureza dos problemas filosóficos, antifilosofia (principalmente como algo “bom”).
18. ^ Fonte: definição de tzal, em inglês. Esta discussão, também em inglês, é igualmente relevante.
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