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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Chegou a vez do caçula: Bem-Vindo à Educação Infantil!

Lá vou eu de novo, experimentar na alma e na mente o ingresso de um filho na escola. Já vivi o filme duas outras vezes antes, mas costumo dizer, o protagonista varia! Embora o contexto se apresente de forma semelhante, nossas expectativas seguem estruturadas como uma tabelinha de comparação entre todos os filhos até aqui, ou quase isso...

Da primeira vez, era tudo novo. Para mim segue exatamente o que se passa com as mães de primeira viagem hoje: surpresas, angústias, espera, expectativas, vazio, segurança, tranquilidade, insegurança... Por mais que a experiência já tenha sido oportunizada, o filho é outro e o momento também mudou.

Há quase dez anos atrás eu estava lá, esperando como seria deixar meu filho em um ambiente onde não estariam nem eu nem o pai ou qualquer outra pessoa de nossa família, apenas deste novo espaço aonde estávamos depositando totalmente a nossa confiança. Processo difícil de ser estruturado para uma mãe, que até ali tinha no filho o companheiro, o tudo de todas as horas. Sim, a adaptação seria para mim também.

Mais tarde uns anos, veio a vez da filha. E lá estava a mãe dela, fragilizada, insegura, cheia de vontade de interromper o processo e levar a pequena para a casa, aconchegá-la num lugar bem quentinho dentro do coração e de lá tirar apenas quando ela estivesse verdadeiramente pronta para a vida. Mas não, isso seria injusto demais com ela e comigo também... Não posso ficar à mercê de meus pensamentos doidos e por isso, me deixei levar pela razão mesmo - e ela fez o processo todo bem direitinho. E eu? Novamente aprendi a lidar com o vazio, com a falta que a presença da minha filhota fazia em minhas tardes, minha rotina diária.

E agora, cinco anos depois estou aqui contando para vocês... É a vez do caçula. Lá venho eu, igualzinha aos momentos anteriores, porém mais velha, com um leque de episódios para incluir neste novo relato e ao mesmo tempo, servirem como suporte para acolher a mim mesma nesta nova jornada familiar...

A escola é a mesma onde estudam a irmã e o irmão. Houve um elemento novo no cenário - foi construída uma nova sede para a Educação Infantil. Não fica tão perto da antiga, mas também não é tão longe assim. É longe o bastante para que a irmã possa visitá-lo no recreio, mas é perto o suficiente para que o irmão possa estar acompanhando e vivenciando a conquista do irmãozinho neste período de adaptação.

E que meu pequeno possa usar esta oportunidade para conhecer crianças da mesma faixa de idade, espaços novos para seus aprendizados e essencialmente, meu maior desejo é o de que ele seja muito feliz nesta nova etapa que inicia em sua vida!




terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ai ai ai ai ...tá chegando a hora do caçula ir pra escola...

O fato de ter vivido esta experiência duas vezes antes, não simplifica esta terceira. Cada criança é um momento da gente, uma mãe diferente e ao mesmo tempo, a mesma mãe de sempre...

Da primeira vez havia a novidade, na segunda a expectativa e na terceira inevitavelmente a comparação/curiosidade. O primogênito e a filha ingressaram com dois anos quase três. O caçula também irá com esta idade. Eu considero um momento interessante no sentido de que a fala já cresceu bastante, estão sem ou quase sem as fraldas e conseguem ser um pouquinho menos bebês.

Pedro Bernardo nunca conheceu uma mamadeira, largou a chupeta com um ano e dez meses, usa fraldas ainda mas já está demonstrando desconforto com elas e quando tem fome pede comida, aliás, é bem comilãozinho... A interação dele com o irmão e a irmã é constante. Assim como está bem, em instantes já brigam e desfilam palavrões dentro dos diálogos nem tão amigáveis assim.  O irmão, com sua vasta experiência do alto de seus onze anos engorda um vocabulário nada saudável do caçula. A irmã, com muito carinho o tempo todo atenua os ânimos e acolhe as manhas do irmãozinho...

Mas é chegada a hora de sair do casulo, hora de socializar com o pessoal da mesma idade e de novas relações, novos aprendizados. E eu como mãe grudada e apaixonada pela prole, venho tentando romper as linhas para poder soltar as asinhas do meu passarinho... Estou me treinando desde julho, saindo mais, aprendendo a fazer coisas por mim e acreditar que meu pequeno fica bem com minha fiel escudeira - nossa Lu. No início vem aquela sensação de que se está fazendo algo errado, vocês não têm noção de como meu coração se culpava pelas cerca de quatro horas em que eu me afastava e ele ficava em casa, aos poucos isso foi diminuindo. Duas vezes por semana, durante quatro semanas...

Pois bem, na segunda-feira dia 21, ele teve a oportunidade de fazer uma Vivência Pedagógica na escola onde estudará. É um espaço que já conhece através das inúmeras idas da dupla maior. Eu quis esta instituição porque tem, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Não gosto da ideia de ter que ficar mudando de escola, a exceção de uma necessidade ou algum problema. Fora isso considero a construção da história educacional como um porto seguro para o processo de aprendizagem se desenvolver de forma tranquila. Enfim, me agrada a possibilidade de se fazer história em um lugar onde está registrada cada etapa do próprio processo de escolarização.

Assim, ao chegar lá na manhã do dia 21, tudo já era diferente. Pedro Bernardo dorme até tarde nas manhãs, e isso eram 08:00! Ele tomou banho, bebericou um pouco de leite e estava meio sonolento, meio sem conexão, dormindo acordado. Inicialmente ele só queria brincar em uma área (Casa Sustentável) onde já fez o percurso várias vezes brincando com a irmã, o irmão ou explorando sozinho(comigo de sombra). Mas não foi possível percorrer o quintal porque estava acontecendo uma aula e falei que não poderíamos atrapalhar a turma...
março de 2013
Havia uma professora de música tocando violão e incluindo o nome de cada criança em suas cantigas, uma doçura só! Nem assim, ele se sentiu mais solto... Então acompanhamos o grupo até a sala de aula e ao respectivo quintal onde as crianças desta turma costumam brincar.

Pedro aos poucos foi conversando com a equipe de professoras, estagiárias e babás. Em seguida estava longe de mim e do pai, mas voltava rapidinho para certificar que estávamos por ali. 

Vimos nosso bebê ficar lá atrás no tempo: temos um menininho crescido! Ele abraçou amigos, interagiu com as pessoas, conheceu brincadeiras e teve a liberdade de explorar um novo espaço, com novos estímulos. Isso que foi apenas a primeira vez, já ficamos satisfeitos com o que vimos.



Pedro Bernardo está pronto para ir para a escola, quem tem que se preparar para dosar o apego é a Mamytri mesmo!


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