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sábado, 9 de julho de 2016

Sobre o dia em que a princesa saiu do castelo e foi ver reino sem a família


 Há tempos minha filha planeja viajar com a turma de escola e dormir fora de casa. Viver esta experiência, era realmente um sonho que ela acalentava com muito coração. Eu tentava convencê-la por vários argumentos, de que ela era muito pequena para isso. Que quando fosse um pouco maior, eu permitiria, sem problemas.

 Para vocês entenderem, na escola dela há saídas de campo para cidades históricas, onde estudantes têm a oportunidade de conhecer lugares e vivenciar situações cotidianas e a própria viagem, sem a presença de sua família.

 Sim, há uma equipe da escola e da empresa que promove as viagens culturais, presente com os grupos o tempo todo.Pois bem, minha filha só foi porque o pai deixou!!! Se dependesse apenas de meu coração materno e protetor, lógico que ela não teria ido. No entanto, me senti impedindo-a de viver importante exercício de independência, caso negasse. E então chegou o dia...

Na verdade, teve todo o preparo para o grande dia... Desde a semana antes, quando tentava aliviar a ansiedade dela, doida por arrumar a mala, escolher o que levaria, inclusive a mala, eu ainda tentava convencê-la a desistir (sempre em vão, diga-se de passagem...). Por ela, para três dias, carregaria suprimentos para trinta (ou noventa...)

Lembrei de amigas blogueiras que viajam com bagagem enxuta e consegui reduzir o conteúdo para o suprimento de quatro ou cinco dias, considerando a idade da pessoa e as possíveis intercorrências às quais criança está suscetível... Difícil convencer uma menina vaidosa a repetir roupa. Difícil convencer menina vaidosa a compor looks práticos e adaptados... Mas foi, vencemos esta etapa.

Então, na véspera da viagem, fizemos nossa checagem final e fomos dormir cedo. Ela foi né... Quem disse que eu consegui? Precisávamos sair de casa ao redor de 05:40, para estar na escola às 06:00, pois o ônibus partiria às 06:30...

Dia 1: O ônibus saiu da escola às 07:15. Recebi a primeira ligação dela às 08:54, onde fizeram a primeira parada.
13:24 - recebi a segunda chamada, quando chegaram no hotel. Estavam organizando as bagagens e indo almoçar por ali mesmo.
19:05 - outra chamada: "mãe, estamos indo jantar, tá tudo bem tá! Te amo!
22:39 - Eu liguei! Falamos rápido pois ela estava já no quarto, exausta e se preparando para dormir... 

Comecei a ficar realmente tensa, por pensar como passaria a noite a minha pequena princesa? Como seria se, do nada ela tivesse um pesadelo, uma dor ou simplesmente um sobressalto e se assustasse? Azar o meu, contentasse em estar longe pois ela estava bem. Estava feliz e se preparando para mais um dia de sua aventura longe de casa. Depois de chorar talvez perto de uns dois litros de lágrimas, me acalmei e fui deitar. Costumo deixar meu telefone no silencioso durante a noite, mas neste dia, não fiz isso. Vai que minha filha ligasse, precisasse falar comigo? 

"avião sem asa, fogueira sem brasa, sou eu, assim sem você..." *
Dia 2
13:42 - Recebi a primeira ligação dela... Acreditem, coisa de um minuto antes da ligação, passei em frente à escola dela e coincidentemente, no rádio começou a tocar uma música que ela gosta e apresentou pra mim. Certo que me deu um aperto e nó no peito, mas disse a mim mesma: eu não vou chorar, e de fato, não chorei...Até atender o telefone. Sabe estas coisas de telepatia, transmissão de pensamento, conexão espiritual? Isso tudo e mais a simbiose mãe-filha.
Foi muito importante escutá-la, e poder mais uma vez dizer o quanto a amo e agradecer por ela pensar em mim...
20:26 - Filha ligou. Surgiu uma situação em que ficou muito desconfortável, desprotegida e necessitada de meu colo. Conversamos, acalmei ela e senti que ficou melhor.
22:42 - Liguei para ver como ela estava e desejar boa noite, fazendo já o link com o terceiro dia - quando então ela retornaria para a casa.

"tô louca pra te ver chegar, tô louca pra te ter nas mãos...Deitar no teu abraço, retomar o pedaço que falta no meu coração..."*
Dia 3
13:15 - Recebi chamada dela! Já tinham almoçado e estavam se preparando para a partida, que seria às 14:00h. 
14:10 - "mãe, estamos no ônibus!"

Então minha sexta-feira ganhou um gás! Fiquei animada, fazendo coisas com meu tempo de forma que em nenhum minuto sequer, parei de lembrar dela e veio como um filme, o misto de todos os sentimentos que experimentei nestes dias em que estivemos longe.

Fui lembrando de momentos felizes e ao mesmo tempo de nossas pequenas desavenças. Pensei nela por tudo o que ela gosta, fala, traz para minha vida. Me dei conta de que meu bebê-menina cresceu. Minha guriazinha queria ver o mundo pelos próprios olhinhos e lá estava. Afastada cerca de quatro horas de distância de mim e ao mesmo tempo tão perto e tão longe... Em alguns momentos pensei que meu peito fosse explodir de tanto que ele se espremeu em mim... Apertado, saudoso, sozinho e ao mesmo tempo satisfeito por estar resistindo bravamente sem me deixar ficar triste. Aliás, não havia espaço para tristeza, nem por questões físicas dentro de um peito comprimido de saudade, nem por razões evidentes de que ela estava de fato muito feliz...

Quando o ônibus chegou e logo em seguida avistei minha filha, fui invadida de todo o turbilhão de saudade que compactei em algum arquivo tipo zip. Então ela veio e pude abraçá-la, sentir o cheirinho dela, pegar no cabelo, colocar ela no meio do meu abraço mais apertado e terno que poderia dar. Choramos as duas, e confessamos uma à outra: estava morrendo de saudade!!!!

Houve mãe que me disse: agora nem é hora de lágrimas! É  para sorrir, e não chorar! Né, Ligia? Mas estas lágrimas eram o desaguar de alívio, do reencontro, da nossa união reintegrada novamente. E ali mesmo ela já vinha contando 23449898989898989 novidades, imagina que uma boquinha era pouca para tanta palavra!

Chegando em casa, preparei o prato predileto dela. Escutei ela dizer que não quer mais saber de viajar sem mim. Que não quer mais sentir tanta fome e saudade como sentiu neste passeio. Faz de conta que acreditei na parte do não querer mais viajar sozinha... E então, mais uma vez nos abraçamos e reforçamos para nós duas o quanto cada uma cresceu nestes dias. Como foi importante vivermos este episódio de vida e dele tirar as melhores aprendizagens. Contei pra ela que crescer dói...Que nós duas havíamos ficado doloridas porque crescemos e com isto, conquistamos amadurecimento, as duas.

Eu disse a ela que não vou impedi-la de sair de novo. Que venci a dor infindável do primeiro dia e me orgulhei de mim mesma, por querer superar algo o qual me parecia impossível. E cá estou, trazendo este relato para que vocês saibam que ao mesmo tempo em que mães são fortes e corajosas e tranquilas para verem sua prole voar sozinha, mães são choronas e não têm esta facilidade de desprendimento - mas superam, tá?! Eu serei sempre a chorona que desaba no primeiro dia, sofre, se ausenta do mundo, faz questão de virar mais enroscada que caracol para dentro de si e tudo isso aí que contei para vocês. Porém, nos dias que seguem, uso este sofrer todo para me fortalecer, me mostrar como sou capaz de respirar e ressurgir bem forte, bem firme e pronta para seguir esta nova eu construída. Com certeza já não sou a mesma que era até há três dias. E minha princesa, agora pode sair do castelo com a maior tranquilidade do planeta, pois sabe ser princesa e com certeza também não é a mesma que deixei entrar naquele ônibus, na quarta-feira passada.






 
 p.s: Meu coração agora está completinho mais uma vez...
* música de Claudinho & Buchecha

 
            

 

 

sábado, 12 de julho de 2014

Escrevendo mais um capítulo, alimentando meu currículo da maternagem!

Antes que vocês perguntem ou pensem, respondo: não estou grávida! Embora agora Hexamãe... Calma, vou contar tudo!
Quem acompanha minha trajetória por aqui, ou pelo Face, sabe que há cerca de quarenta dias atrás perdi meus dois amores caninos com o intervalo de três dias entre a partida de um e outro. Chorei, choro, sofri, sofro ainda. É recente o fato, e creio que ainda vá demorar para que eu possa me acostumar com a ausência deles, principalmente quando chego da rua: momento que era marcado por latidos e pulos de felicidade - embora nos últimos tempos era mais a Meggy quem latia quase "bufando", sem maiores histerias. Mas era assim que eu havia acostumado com eles, ao longo dos dezesseis anos em que convivemos juntos.

Ok, não vou falar da falta que eles fazem pra mim, mas de uma novidade por aqui! Tão logo eles se foram, eu pensei que não ia voltar a querer pets. Já imaginava apenas a dor da morte e não meus sorrisos e prazeres pela vida com eles. Foi ótimo que mudei de ideia, e decidi que minha vida precisa de bichinhos de estimação. Meu trio humano também sentiu falta de nossos peludinhos.

Então comecei a procurar por filhotes de Lhasa Apso aqui pelo RJ. Não tinha referências, não conhecia criadores, não sabia de muita informação sobre o assunto este por aqui. Até que a internet veio a me ajudar... Foi então que decidi pelo canil de uma pessoa que me inspirou toda a segurança que eu desejava para adquirir um novo bebê Lhasa.

Confesso que inicialmente fiquei tentada a adotar um bichinho abandonado. Mas (in)felizmente, meu coração bate fortemente pelos peludinhos Lhasas... Eu amo cuidar da pelagem, sou fascinada pelas características de comportamento deles, por eles e tudo o que são. E de certa forma, seguir com um Lhasa por perto, diz ao meu coração que estarei sempre conectada com minha duplinha inicial. 

E assim, ao final do mês de maio, tomei a decisão e reservei minha nova filha Lhasa. Ela nasceu dia 10/05. Só estaria disponível para entrega quando completasse dois meses. Para mim estaria ótimo, pois estava saindo de viagem com a família e só retornaria ao final do mês de junho. E para conter a ansiedade da gurizada?




Conseguimos ir aos pouquinhos serenando as expectativas... Alimentamos sonhos, fortalecemos nossa imaginação quanto aos planos que queríamos realizar com nossa menininha canina. E tão logo chegamos de viagem, começamos a preparar o território para a vinda da nossa peludinha. Compramos cama, cercado, brinquedos e produtos para higiene e cuidados. A filha humana estava simplesmente enlouquecida para comprar vestidos e botinhas para a irmã-dog. Vestidinhos eu deixei, mas botinhas consegui deixar para mais tarde, sob demanda..

Finalmente chegou o grande dia! Poderíamos trazer nossa bichinha para casa! Porque até então, a criadora acalmava a minha ansiedade enviando fotos da pequenina. Para que pudéssemos acompanhar o crescimento dela até podermos acompanhar ao vivo, com a gente.


Assim, nasceu para nós a nossa Fridda! Fridda lembra Freddy...Fridda nasceu quase junto com o dia do irmão Lhasa que ela não conheceu, ele era dia 08 de maio... Fridda é guria, para ser mimosa como nos era a Meggy. 

Quem tem a oportunidade de viver a vida de um Lhasa com ele ao lado, não consegue pensar em ter outra raça...Até pode vir a ter outras raças, mas sempre terá a comparação com um cão de temperamento suficientemente equilibrado: independente, amoroso, inteligente, brincalhão, fofo, personalidade forte, amigo, sensível, LHASA APSO!

O canil de onde veio nossa pequenina é o Christal Kramer, da criadora Ana Kramer. Lugar que ao conhecer, já fui encantada pelas melhores impressões em tudo o que diz respeito à limpeza, saúde dos animais, profissionalismo e compromisso com a criação. Por estas razões, recomendo e indico ela aqui no Rio para quem quiser povoar sua vida com um belíssimo e maravilhosamente saudável exemplar da raça Lhasa.

A nossa Fridda é um encanto! O cheirinho dela encheu nossa sexta-feira de alegria, oxigênio de vida e felicidade. Ela amou o trio humano e sentiu que aqui será a nossa mimosa muto da mimada! E daqui para diante terei vários capítulos para imprimir com meu amor e este sentimento que meu marido me define: "tu nasceu com a necessidade de estar sempre cuidando de algum filhote, filhos, alguém". Concordo, ser mãe é mais forte do que eu... 




E minha filha de número três canina, seis no total, é a princesa de uma família que há pouco trazia lágrimas de saudades nos olhos, mas de hoje em diante faz e fará nossos olhos brilharem pelo renascimento, por  um novo começo. Viva Fridda!!!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Uma carta para a Meggy

Pois é minha gorducha... um mês se passou.
Os primeiros dias foram os piores, os dias em que mais chorei pela tua ausência. Foram os momentos que só a presença do Freddy atenuava a minha saudade tua...

Nestes trinta dias que passaram, fizemos algumas coisas até que muito interessantes, diria que ajudaram muito a não pensar na tua partida. Viajamos, estivemos em tua terra natal. Ah, nesta viagem as coisas começaram a ficar doloridas quando sem mais nem menos, éramos acometidos por alguma lembrança, imagem ou simplesmente pensamentos.

Não teve como não chorar ao contar de tua partida para as pessoas que te amaram junto com a gente, desde tua vinda para nossas vidas... Não escapei das lágrimas, ao lembrar que tu partiste assim tão repentinamente sem ao menos dar tempo ao meu coração...

E ao ver cada Lhasa no domingo do Brique da Redenção, era como se eu pudesse te sentir ali junto com a gente, através da energia, do amor que sempre te dei... Olha, não eram poucos. Há treze anos atrás eras tu, nossa guriazinha que passeava no meu colo, ali, no sol, na delícia de um domingo em Porto Alegre.

Eu quero te contar que a pior de todas as partes foi voltar para a casa. Chegar sem a perspectiva de esperar tua volta. De não sentir a murrinha que tanto eu gostava, de ti, minha peludinha... Ah, mas eu então caí em mais lágrimas... O filme da tua partida veio com força total, e meu coração apertado e dolorido só pensava se tu estás bem, se tu ainda lembras de mim, onde quer que tu estejas...

Então minha Memé, este primeiro mês eu passei. Não sei se venci, mas suportei tua ausência apenas reforçando para mim mesma uma certeza: um dia a gente vai se reencontrar e vou poder te dar meu colo, meu sempre amor e não mais as lágrimas de saudade.

Te amo, minha filha peluda! Quero que tu estejas latindo, pulando, correndo e com um coraçãozinho muito saudável batendo aí, no céu dos cãezinhos!



domingo, 18 de agosto de 2013

Mais uma estrela no céu...

Hoje passei o dia todo elaborando escrever um post sobre viver e morrer. Queria ter o poder de, através de palavras e meu carinho, trazer paz e conforto para o coração das pessoas que por aqui ficam quando outras partem para o não mais voltar.

Pensei em várias coisas, dentre elas que eu sempre procuro me apegar às boas lembranças que vivi com aqueles que se vão, que se foram. Costumo pedir também para as pessoas com quem convivo, a quem me solidarizo, que cultivem as lindas recordações, às mais belas coisas felizes que puderem ser evocadas. Acredito nisso, porque penso que podemos fortalecer nossa saudade através das boas energias e não de uma tristeza que se uma vez abraçada, enraiza-se sem prazo de diluição.

E assim, este ano de 2013 vem levando amigos, familiares, familiares de amigos... E levou minha tia querida... Há poucos dias, em meu aniversário falamos pela última vez. Na noite de hoje, vim a saber que ela foi hospitalizada desde a manhã e estava aguardando resultados de exames. A notícia seguinte foi a da partida dela...

Esta tia é a irmã mais nova de meu pai. Leonina como eu, havia feito aniversário dia 29 de julho. Partiu no dia do aniversário da mãe dela, 18 de agosto... Agora juntas podem estar fazendo a festa lá no céu...Olhando por nós que por aqui ficamos...

Costumávamos falar por telefone algumas vezes... Em nossos aniversários era certo... Pessoalmente, nos encontramos há quase três anos atrás, no aniversário do meu pai e eu nem imaginava que meu pequeno caçula já estava em meu ventre. Fora isso, meu pai costumava dizer que ela sempre me incluía em suas orações e pensamentos positivos para a vida...

O que eu sei da minha tia é que era uma mulher que cultivava unhas grandes e sempre bem pintadas e com esmaltes coloridos, espalhafatosos - eu tenho bem a quem puxar... Era uma mulher de bom coração, cuidava do meu pai e assumia por vezes, cuidados quase que de uma mãe para ele. Ela não teve filhos, mas amava as sobrinhas e sobrinhos. Sempre enviava alguma lembrancinha de aniversário, Natal ou quando queria fazer um agradinho... Ela não era de estar sempre nas festas da criançada, mas no da minha princesa em 2007 ela estava.


Então, que minha avó Olga e minha tia Ione, juntas possam matar as saudades de todo este tempo e façam brilhar muito fortemente as luzes dos céus de agosto...Descansa, tia! Ficaremos por aqui com saudades, sentindo falta de tuas brincadeiras e parceria. Mas também tranquilos porque saberemos que tu e a vó estarão aí, colando estrelinhas nas unhas e cuidando para que o sol se mantenha sempre forte, para iluminar a gente por aqui...

Fica em paz!



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Blogagem Musical: Música que te faz chorar

A proposta da Dani Moreno para hoje é uma música que me faz chorar... Bem, eu tenho muitas mais músicas que me fazem vibrar, sorrir, viajar, dançar, berrar e alguns outros verbos de 1a conjugação, mas o chorar...

Tem música que apesar da triste melodia, não chega a me afetar ou gerar lágrimas. Tem música super bacana, dançante que me leva a algum momento marcante da minha vida e hummm, aí que mora o perigo!

Mas que me faça chorar mesmo, tem uma que se eu escutar vou me debulhar, é a De tanto amor.


Vou avisando que não sou nem um pouco fã do Roberto Carlos. Aliás, juro que nem sabia que esta canção era dele...Mas por que eu choro com ela? Porque minha mãe sempre cantarolava ela a esmo, eu pequena escutava e nada me afetava. Porém, um dia já quando eu sabia que viria embora para o Rio, no som ambiental de um supermercado, estava tocando esta música. 

Meu coração apertou tão forte, bateu aquele terror da saudade que estaria por vir, de toda aquela letra que não era pelo romantismo, mas pelo choro que eu não poderia conter devido à distância que fisicamente estava nascendo desde então...

É isso, a gente chora, elabora, aprende, às vezes supera, mas infelizmente eu não posso ver este vídeo(aliás, as imagens são terríveis), diria que escutar a trilha, pois sim, esta música faz minha alma saudosa da minha família e principalmente da minha mãe, se derramar em pranto da falta que tenho de estar com ela em todos os dias. Ela está viva, mas a distância traz uma dorzinha muito da incomodativa!

Ok, eu tinha bônus da blogagem anterior, então para não entristecer demais, junto com a triste vou colocar uma que me faz ficar feliz:





sábado, 2 de fevereiro de 2013

Fim da bagunça de férias: a tia tem que voltar para casa...

Hoje é o último sábado das férias da gurizada. Segunda-feira, mais um ano letivo terá início. Está chegando a hora de sentar a primeira parte da poeira - porque depois do Carnaval é que a coisa começa prá valer!
Este janeiro teve a visita muito especial da minha irmã mais velha e que, pela primeira vez ficou mais tempo conosco. Ela sempre costumava visitar em passagens rápidas de fim-de-semana, ou no máximo cinco dias. Desta vez ela nos presenteou com duas semanas de muita alegria!

Quem mora longe da família, sabe que em muitos momentos é ótimo estar longe de palpites, intromissões e convivências desnecessárias de alguns familiares ou pessoas mais próximas. Mas ao mesmo tempo, sabe quão confortante e feliz é ter a visita de pessoas queridas, que só trazem bons momentos e serão responsáveis por gostosas lembranças...

A visita da tia Milène foi assim: bagunça, carinho, parceria, risadas, muitas fotos, brincadeiras, sabe assim, o significado de querideza total? Pois é! O tempo não colaborou em nada para que pudéssemos tomar um banho de piscina ou mar - tá bom, não serei injusta com ele, até que ele contribuiu com dois dias. Mas não é que coincidiram com a data de compromissos com hora marcada e que tivemos que abdicar das atividades aquáticas?!

A Manu estava realizadíssima porque a tia ama maquiagem, brincou com ela e ainda por cima: é uma tia linda, mais linda que a Barbie!

dupla linda




pose para foto
















Como a gente pode não sentir falta de uma irmã que enche de carinho e atenção, cada um dos sobrinhos?

dupla linda
trocando de mãe

E assim, na manhã deste sábado chegou a hora da carruagem virar abóbora e nossa TiaFadaBarbie pegar uma carona no carro de asas e voar de volta para a casa dela, lá no sul, longinho da gente aqui...

A gente fica triste, morre de saudade, mas guarda fortemente um desejo de que tu venhas loguinho loguinho para nos ver novamente. Tem uma lista de passeios que a gente precisa fazer contigo e que sabemos, aos pouquinhos iremos realizando um a um, em cada vinda tua!

Hoje é um dia feliz para a família que cheia de saudade estará te esperando no Salgado Filho, e um dia muito saudoso para nós que aqui ficamos, do lado de cá do vôo, da ponta de cá da saudade...

Vem de novo, vem mais vezes, vem o tempo que tu quiseres, mas vem!!!!! 

As primeiras vinte e quatro horas são as mais doloridas de se lidar quando alguém vai embora...A gente sabe que nos veremos muitas e muitas vezes, mas sempre o coração aperta e cede espaço a todo um vazio sem tamanho...

Tá bom, prometo não fechar meu post com tristeza! Prometo!
Estaremos por aqui olhando e rindo muito das fotos que tiramos, das bobeiras que aprontamos! Ficaremos curtindo as lembranças intensamente de maneira que elas não se esgotem, mas que estejam prontas para a qualquer momento serem substituídas por outras bem fresquinhas, estas que a gente vai ter quando tu voltares a cada vez para cá, para nos ver e ficar com a gente!

Não demora e vem sempre!!!!!!

Te amamos TiaMilène dos nossos corações!!!!














sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Um post de saudade

Hoje faz exatos 16 anos que Renato Russo partiu... Não se sabe ao certo para que lugar ele foi, porque ao mesmo tempo que ausente, ele está por aqui há bem mais do que 16 anos. Mesmo que tenha saído, não foi completamente embora...
A música que embalava as reuniões-dançantes da época de muitas leitoras (e leitores), suscitava questionamentos sociais, despertava discussões e pensares nos deixou órfãos do ídolo, do mentor de muitas possibilidades, de tantas inquietações.
A genialidade de um jovem cantor, rebelde, inconformado com a política e tantas outras vertentes sociais, culturais e comportamentais, agora descansa adormecida por uma partida prematura demais para se aceitar assim, ainda que 16 anos depois.
Se Renato tivesse vivido um pouco mais, talvez pudesse ainda estar vivo fisicamente ainda hoje. Morrer soropositivo hoje em dia já não é mais tão abundante quanto há quase duas décadas atrás...Por que ele quis assim????
Agora eu conto para meus filhos que as canções que baixo em mp3 e escutamos no caminho até a escola, são dele, do Renato, da Legião, das marcas de uma geração. Geração que não borbulhava em redes sociais, mas cantava o nome do refrigerante mais famoso da face da terra em alto e brado tom - contextualizada na música. Isso não importa, o marketing do refri este nem era considerado (imagina então se levasse o nome da canção na latinha...).
Conto para as crianças que o histórico show de Brasília em 1989 (o pai deles estava presente) foi mesmo um terror, pânico e guerra num episódio que era apenas para ser vivido. E ele estava lá, Renato, Legião - era por eles que a juventude clamava e  fazia suas juras de revolução...
E as letras que traduziam meus sentimentos de adolescente da época. As frases que repetíamos escritas em uma contracapa de caderno, reverenciando ela, somente ela, Legião. ...Veja o sol desta manhã tão cinza, a tempestade que chega é da cor de seus olhos, castanhos...então me abraça forte, me diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo...(Tempo Perdido).
Fora as outras que vieram depois, conflitar questões como a bissexualidade do próprio Renato e de tantas outras criaturas que sentiram a possibilidade de libertarem a si próprios e lá iam, cantarolando acho que gosto de São Paulo, gosto de São João. Gosto de São Francisco e São Sebastião, e eu gosto de meninos e meninas.. (Meninos e Meninas).
Depois de tanta história movida a Legião, teve uma que fez muito sentido para a minha vida, do legado de Renato, o Russo, que foi a música chamada Maurício. Meu filho tem uma música com o nome dele, poderia ate ser uma música para ele, meio triste mas do Renato, sempre em algum momento pintava um sopro de melancolia...Seja como for, a música é linda. 
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