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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Dias de sensações


Os últimos dois dias foram de folga. De celebração, de perguntas e respostas, de saudades enfim mortas e de outras renascidas. A 8 de Janeiro, o codornizes fez meses (três) e eu fiz anos (menos de três vezes dez). Beijinhos e abraços teriam de ser muitos, mas pego no número três e digo tudo em música: Sextos sentidos, dos Silence 4 com Sérgio Godinho, para a Sofia, que consegue, quando quer, ter um sétimo sentido. We can work it out, dos Beatles, porque acho que é verdade e porque a Teresa ma dedicou (para não repetir, eis uma versão de Noa). E Moon river, por ser quase um hino deste blogue, na voz d'A voz.
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Silence 4 e Sérgio Godinho - Sextos sentidos

Noa - We can work ...
Noa - We can work it out

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Frank Sinatra - Moon river

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Do mosteiro, em tom de confissão...

Foi impressionante. Escandaloso. Pornográfico, até. E foi uma delícia! Das cornucópias (algumas ainda quentes) ao mexido dos anjos, passando por pudins de azeite, rabanadas, broinhas de gema e tartes de alfarroba (esta não acabei), pouco nos escapou. Ah, e também houve morgado de Beja e uma espécie de arroz doce com ovos moles.
A mostra de doces e licores conventuais que pintou de amarelo-torrado o Mosteiro de Alcobaça (que melhor cenário?) ocupava três salas, qual delas a mais aliciante. Bancas e bancas de doces, queijadas, bolos, bolachas e licores tentavam os gulosos. A atender estavam simpáticas figuras vestidas segundo a moda de há uns séculos, que sabiam vender o seu produto.
Foi daqueles dias em que dizemos: “Hoje é para a desgraça”. O facto de haver no grupo outros grandes entusiastas das barrigas de freira, lérias e brisas do Lis serviu de agravante: todos provámos do prato de todos, com avidez, com gula, com o prazer de um pecado capital praticado entre paredes sacras. Valha-nos a bênção de um cálice de Bénédictine, doce e fortíssimo, o trabalho purificador de um flute de espumante com licor de maçã e o bafo contundente de uma cigarrilha na noite gelada de Alcobaça. É para repetir!