às vezes tenho saudades de morar em Arroios...
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15 de fevereiro de 2017
16 de agosto de 2011
13 de agosto de 2011
A Rosa Branca
Em 1921 o restaurante Rosa Branca, sito à Rua Morais Soares, nº 108, estava aberto toda a noite e dispunha de luxuosos gabinetes. Há pouco tempo era uma sapataria, que continuava a chamar-se Rosa Branca, agora não sei se ainda o é. Logo vos digo.
7 de maio de 2011
10 de abril de 2011
a Casa Ninon
A visualizar Domingos Ilustrados e a viajar no tempo, graças à Hemeroteca da CML, sentindo-me sempre grata por este fantástico acervo estar disponibilizado ao público de forma tão descomplicada e com tanta qualidade. Detenho-me neste anúncio de 1927, assombroso, e prometo a mim mesma quando chegar a casa vou ver na minha rua onde ficava este salão maravilha.
30 de março de 2011
A senhora da avenida
Uma bela imagem encontrada numa avenida.
Sabeis identificar esta placa?
Cabeleireiro, Almirante Reis
Sabeis identificar esta placa?
Cabeleireiro, Almirante Reis
29 de março de 2011
26 de março de 2011
Os pássaros
Arroios em modo fim de tarde, a saborear a rua e a ver as esplanadas montadas já. Mas cuidado, a sombra de Hitchcock paira.
9 de setembro de 2010
O fim da Chapelaria
Comprei este livro num instantinho, a pedido de um amigo que gosta desta colecção. A capa é de Maria Vasconcelos. Entretanto assisti à retirada de haveres da Chapelaria Vasconcelos e Loja de Ferragens na Morais Soares. Fica-se sempre impressionado com estas coisas. Há Há 84 anos que existia a Albuquerque.
7 de setembro de 2010
O homem que chora
Esta rua é tranquila e viva, à sua maneira. Tem esplanadas várias sempre cheias de gente Existe muito comércio e algum raro em Lisboa, como uma casa de penhores, uma casa de fazer tabuletas e outras mais já em desuso. Todos os habitantes, mais ou menos, nos conhecemos.
À noite acalma de todo . Excepto pelo senhor que grita. Todas as noites à mesma hora passa, de voz entaramelada pelo álcool e expressando todo o vocabulário vernáculo que sabe. Insulta geralmente a "minha mãezinha" (a dele) e adora que o tentem reprimir e lhe dêem troco. "Olhe as crianças" dizem, "quero lá saber,"responde ele .Volta e meia senta-se numa soleira e desata a chorar. Alto, angustia ouvi-lo. " O que me importa " está ele a dizer agora, enquanto uma vizinha lhe diz" xiu".
Às vezes quando saio de casa muito cedo, encontro-o, exausto de tanto gritar, volteando pelo espaço. Não sei de onde lhe vem esta raiva e tristeza toda, tão matemática na hora e local. E porque escolheu esta rua. Não mora aqui. Estou a escrever e a ouvi-lo. Mas não se esgota, voltará amanhã e depois de amanhã.
Foto de: JJosef Koudelka
Josef Koudelka
À noite acalma de todo . Excepto pelo senhor que grita. Todas as noites à mesma hora passa, de voz entaramelada pelo álcool e expressando todo o vocabulário vernáculo que sabe. Insulta geralmente a "minha mãezinha" (a dele) e adora que o tentem reprimir e lhe dêem troco. "Olhe as crianças" dizem, "quero lá saber,"responde ele .Volta e meia senta-se numa soleira e desata a chorar. Alto, angustia ouvi-lo. " O que me importa " está ele a dizer agora, enquanto uma vizinha lhe diz" xiu".
Às vezes quando saio de casa muito cedo, encontro-o, exausto de tanto gritar, volteando pelo espaço. Não sei de onde lhe vem esta raiva e tristeza toda, tão matemática na hora e local. E porque escolheu esta rua. Não mora aqui. Estou a escrever e a ouvi-lo. Mas não se esgota, voltará amanhã e depois de amanhã.
Foto de: JJosef Koudelka
Josef Koudelka
RUSSIA. Moscow. 1998.
1 de maio de 2010
Viva Arroios!
21 de abril de 2010
18 de março de 2010
A horta de Arroios
Desliza-se por Arroios, eu e uma amiga em modo desbravador de novidades. A Lulu é uma mulher luminosa e inteligente cuja companhia faz bem a qualquer pessoa. Encontramos esta loja e divertimo-nos a ver todos os seus itens. Comprar talvez uns peixes para o V, mas a E é que faz anos e umas coisinhas da horta para o G?
E a adivinha é esta: Identificais quais os produtos a que vão dar origem?
Alfaces, Courgettes, Tomares e Couves acertaram várias pessoas, ver os comentários:)
4 de março de 2010
A semântica das montras de Arroios
23 de dezembro de 2009
A Dona Graça
O meu prédio sempre foi, na primeira pessoa, a Dona Graça. Era ela que nos acolhia à entrada, fiscalizava os desconhecidos e atentamente recolhia a roupa deslargada dos varais e entregava a quem de direito. Uma vez extenuada entrei em casa e deixei a porta da rua aberta, acordei com a Dona Graça e uma amiga, ambas na casa dos setenta e tal, armadas de esfregona para dar cabo dos ladrões, se preciso fosse para me salvar. E tive que disfarçar a vontade de rir e ouvir um raspanete por ser tão distraída. A Dona Graça fazia reluzir os latões e o prédio cheirava a limpo, um limpo saudável, que fazia a inveja de todos os meus amigos. Quem me dera uma porteira como a tua diziam eles. Contou-me que tinha um cancro e as suas preocupações com o futuro dos seus. O processo foi demorando uns anos. Sexta-Feira passada jantava com um amigo e o filho tocou-me à porta e disse. Não sei se sabe, ela morreu, ela não merecia. Sábado gastei o dinheiro que tinha destinado à prenda de Natal dela em flores. Em cor de rosa, porque assim era ela, por dentro uma menina triste e intrépida, que estimava os seus. Não entro no prédio que não me lembre dela. Se ela até me salvou num elevador quando nele fiquei encalhada, impedindo o vizinho do lado de empunhar um martelo e espatifar a ferragem e eu enregelada de medo de ir por ali abaixo. Afecto é afecto e exerce-se no dia a dia. Falava sempre com ela um bocadinho às vezes muito, dei-lhe alguns abraços em maus momentos. No velório fiquei rouca por querer conter as lágrimas. Comentei com a minha sobrinha outro dia isto de não me conseguir esquecer dela sempre que entrava em casa e ela disse, também eu tia. Naturalmente amamos a quem nos trata bem. E também naturalmente fica aquela incompletude. Dirão, tudo isto por uma porteira do prédio. E eu direi, o amor é ditado pelo bem-querer recíproco e sossegado. E não era uma porteira, era a minha Dona Graça.
30 de outubro de 2009
É tempo de grelos em Arroios.
De fazer deslizar rapidamente o trolley e ir ao mercado abastecer-me. Fruta e legumes, tratada por filha ou por menina, por uma simpática velhinha que me oferece um tomate maduro e cheiroso para fazer o arroz. Carrinho cheio, rolo até à banquinha dos livros da Edith Cavell onde, por dois euros. compro 4 livros. E percebo melhor a venda de calendários: são as senhoras de Arroios que por ali passam e olha tão giro, um euro e vinte e cinco, levo aquele do menino com o gatinho.
Relembro as seis queijadas oferecidas pela Teresa que foram deglutidas a meias com a parceira de trabalho num ápice e que estavam DELICIOSAS. Obrigada Teresa Maria:)
Espero que amanhã não chova! Queria ir feirar!
7 de outubro de 2009
O pacote de castanhas
Na esquina entre a Pascoal de Melo e a Almirante Reis encontra-se posicionado um vendedor de castanhas há muitos anos. Este ano tem um belo carrinho, abre uma gaveta e mostra as castanhas assadas. A pequena M conduziu-me para lá. Previamente ensinada pediu uma dúzia e quentinhas (esta foi da lavra dela) e quando o senhor lhe perguntou quantas castanhas eram uma dúzia, respondeu simplesmente MUITAS.
Este foi o saco que lhe deram. Desdobrado forma duas bolsas, uma para as castanhas, outra para as cascas. Eficiente e fácil. Não senti saudades nenhumas dos pacotes de jornal, que enfarruscavam as mãos e nos deixavam sem logística para o que sobrava..
E depois a M obrigou toda a gente a usar o pacote como deve ser. Claro. Vivendo e aprendendo.
25 de setembro de 2009
A Casa do Bacalhau
Folgar à sexta e trabalhar durante o fim de semana implica muitas démarches preliminares. Claro que tive de ir ao mercado de Arroios e abastecida que estava de carne na Loja 20 e de azeitonas espectaculares da filha do senhor do talho, perguntei onde havia bacalhau bom no mercado. No senhor Costa, claro! Mas foram pouco precisos na localização, apontaram, vá em frente, eu fiz hum hum e fui perguntando. O senhor Costa é o rei do Bacalhau de Arroios. Escolhe um belo bacalhau, diz para o demolhar no frigorífico por causa da canícula e embrulha-o num bonito papel castanho. à antiga, digo eu. Ele sorri e responde que é a melhor maneira de o conservar. Quando cheguei a casa fotografei pois, incluindo uma garrafa de Pó-Poeira, vinho espantoso que a Cravo e Canela, minha sobrinha, me apresentou.
Verdade !!Descobri porque é que o Gin-Tonic gosta da loja 20 do Mercado de Arroios(o talho): na vitrina está exposto um cachecol vermelho! Benfiquistas!
20 de setembro de 2009
Arroios oito em ponto
Sou eu, os meus vizinhos velhinhos todos e o cheiro a pão quente. Na Morais Soares os pombos bebem nos carris de eléctrico, água cedida gentilmente pela vendedora de flores. Sopra um ventinho, como diz uma senhora ao pé de mim. Eu, agarrada ao pão quentinho, deslizo para casa a todo o vapor.
A vida é afável, pois é.
4 de setembro de 2009
Almoço no Senhor
Restaurante Tudo no Prato, Rua Cavaleiro de Oliveira, Lisboa.
Ementa: joaquinzinhos e arroz de tomate, espantosamente cozinhados pela Dona Gina.
Há coisas boas na vida:)
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