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17 de janeiro de 2026

as olimpíadas populares de barcelona






na década de 1930, o mundo viu o desporto transformar-se num palco de disputas ideológicas globais. 

o caso mais emblemático foi o dos jogos olímpicos de berlim, usados por adolf hitler para exibir a suposta superioridade do regime nazi

a grandiosidade arquitectónica, os desfiles milimetricamente organizados, a presença da suástica em cada detalhe, tudo fazia parte de um espetáculo de legitimação política. 

os jogos, em vez de celebrarem a fraternidade entre os povos, tornaram-se uma mostra da exclusão, do racismo e da propaganda totalitária.

contra esta apropriação do espírito olímpico, nasceu a ideia da olimpíada popular de barcelona, prevista para julho de 1936. 

organizada por sindicatos, associações culturais e grupos desportivos populares, a iniciativa pretendia ser um contraponto humano e solidário: um encontro internacional de atletas amadores e profissionais que recusavam a lógica nacionalista e racista dos jogos de berlim.

mais de 6 mil atletas de mais de 20 países estavam inscritos. 

entre eles, destacavam-se delegações de trabalhadores, refugiados políticos, comunidades autónomas (catalunha, país basco, galícia), além de representantes de povos colonizados. 

a olimpíada popular trazia consigo uma utopia concreta: transformar o desporto em instrumento de amizade e solidariedade, colocando o encontro acima da vitória, a convivência acima da propaganda.

o caráter celebratório e fraterno contrastava não apenas com a grandiloquência sinistra de berlim, mas também com outra resposta alternativa que emergia na mesma década: as espartaquíadas de moscovo, criadas nos anos 1920 pela internacional comunista e realizadas em diferentes edições (a maior em 1928), que pretendiam ser os “jogos do proletariado”, uma alternativa revolucionária ao olimpismo burguês

mas, ao contrário de barcelona, o projecto soviético rapidamente se converteu em mais uma ferramenta de afirmação do poder soviético, em contraste e oposição aos jogos do mundo capitalista 

assim, na europa dos anos 1930, surgiram três visões distintas do desporto:

berlim, como palco da legitimação do totalitarismo nazi;

moscovo, como montra da força soviética e proletária;

barcelona, como festa da diversidade, da amizade e da esperança antifascista.


mas o sonho catalão não chegou a nascer. 

em 18 de julho de 1936, véspera da inauguração, o golpe militar fascista de francisco franco mergulhou a espanha na guerra civil. 

a cidade que se deveria encher de bandeiras coloridas e desfiles festivos foi tomada por barricadas e tiros. 

a besta fascista, já em marcha pela europa, esmagou em poucas horas a possibilidade dum encontro verdadeiramente olímpico e humano.

muitos dos atletas que tinham viajado para barcelona não regressaram: optaram por juntar-se às brigadas internacionais, combatendo ao lado do povo espanhol contra o avanço franquista. 

a chama da olimpíada popular — embora nunca acesa num estádio, permaneceu viva nas trincheiras da resistência antifascista.

a memória da olimpíada popular de barcelona sobrevive como um símbolo de utopia interrompida. enquanto berlim e moscovo instrumentalizaram o desporto como espetáculo de poder, barcelona ousava sonhar com um encontro livre, igualitário e solidário. 

um relâmpago de fraternidade que brilhou por um instante e foi abafado pela violência da guerra, mas que ainda ecoa como exemplo de que o desporto pode ser, também, resistência e esperança.

20 de maio de 2015

o fair play é uma treta


'o fair play é uma treta',
disse jorge jesus aí por 2006 quando era treinador do belenenses, a propósito da magna questão de enviar a bola para fora quando um jogador da equipa adversária está lesionado e o árbitro não interrompeu o jogo.
ontem, no giro de itália, a uns 8 kms da meta, o australiano richie porte teve um furo e foi ajudado por um outro australiano, simon clarke, que lhe facultou uma roda da sua bicicleta.
a conta oficial do giro de itália no twitter escreveu de imediato: 
“isto é ciclismo. este é o melhor desporto do mundo”,

poucos minutos depois, na mesma conta oficial do mesmo giro de itália vinha a mensagem que informava que ambos os ciclistas tinham sido penalizados com 2 minutos e 200 francos suiços. 

a questão não está na penalização e na multa porque ambos os ciclistas deviam saber o regulamento da união ciclista internacional. 
a questão está no regulamento que proíbe os ciclistas de se ajudarem uns aos outros se não forem da mesma equipa.
a questão está no regulamento que quer que o fair play seja uma treta

13 de maio de 2015

gino bartali



nestas semanas da volta a itália, é tempo de recordar gino bartali, um dos maiores nomes de sempre do ciclismo italiano, ofuscado pelo fulgor de fausto coppi e pela segunda guerra mundial.
em 1938, gino bartali comete a maior preoza se sempre dum ciclista italiano: venceu a volta a frança com mais de 18 minutos de avanço do segundo classificado e acumula com o triunfo na classificação da montanha.
era o grande orgulho da itália fascista e o modelo que benito mussolini queria como exemplo das virtudes da sua ditadura.
já tinha ganho duas voltas a itália, mas isso não servia para bandeira porque o tour sempre foi mais que o giro e ganhar em casa dos franceses era a suprema honra para a itália fascista
quando começou a guerra, o desporto na europa fechou para tiros e gino bartali continuava a treinar, com o seu equipamento de sempre, percorrendo as estradas da toscânia e da umbria, saudado pelo exército e pelas polícias fascistas à sua passagem.
todos estranham tanto afinco pelo treino em época de outras prioridades, mas achavam que era o afã de glórias de bartali que estava a trabalhar.
o que só se soube muito depois da sua morte, no ano 2000, era que gino bartali era um activo membro da resistência italiana e trabalhava com giogio nissim (um dos principais dirigentes da resistência italiana) ajudando a transportar, no quadro da sua bicicleta, documentos e passaportes falsos para ajudar resistentes e judeus italianos.
só quando os filhos de giogio nissim encontraram, em 2003, um velho diário do seu pai se soube do trabalho clandestino de gino bartali e das centenas de vidas que ajudou a salvar.
durante 50 anos, o que era clandestino, clandestino ficou.
bartali voltou a ganhar a volta a itália e a volta a frança depois da guerra.
regressou à sua antiga glória, mesmo que hoje só se fale de fausto coppi.

depois de acabar as corridas regressou á sua velha florença e à discrição que que gostava.
só depois da sua morte se soube das suas mais importantes vitórias.

19 de novembro de 2013

mais um filho de quem o senhor sepp blatter gosta

o senhor sepp blatter tem uma carreira atascada de acusações de corrupção.
mas como se tem sabido rodear de amigos que gostam dos seus métodos, as coisas seguem alegres e saltitantes, como convém ao mundo da bola.
há uns tempos, para justificar a sua preferência por messi, disse que este era o filho que todas as mães (e os pais, imagino eu) gostavam de ter.
o mesmo se deve passar com o sobrinho a quem entregou o monopólio televisivo da fifa.
no qatar também deve ter uns filhos de quem gosta para lhes entregar a organização de um mundial que provavelmente será jogado de noite para evitar os mais de 40 graus de temperatura com uma humidade elevadíssima em estádios construídos por escravos.
agora, a propósito da canção oficial para o mundial no brasil, volta a escolher um filhos que todas as mães gostavam de ter. pela segunda vez o porto riquenho ricky martin vai cantar uma canção que ainda vai ser escolhida.
com o mundial a realizar-se num país onde podia escolher centenas de excelentes cantores, o senhor seep blatter escolhe um dos seus filhos, mais uma vez.
um dia o velho ditador vai cair..
mas há que ter paciência...

10 de outubro de 2012

o minuto 17.14 do jogo barcelona vs real madrid

os catalães são dos poucos povos (não vou dizer o único porque pode existir mais algum, embora eu não conheça) que tem como seu dia nacional, o 11 de setembro, aquele em que foi derrotado em monjuic e perdeu a sua independência, no ano de 1714.
poderia ser o da proclamação da mais breve república do mundo (3 dias em 1931), mas escolheram a da derrota às mãos dos franceses que ficaram com o trono de madrid.

durante o jogo deste fim de semana em camp nou, entre o barcelona e o real madrid, ao preciso minuto 17.14, as muitas dezenas de milhares de pessoas presentes irromperam em gritos e vivas à independência da catalunha.
estranhamento isso não foi notícia.
um isqueiro na cabeça do árbitro ou um laser nos olhos do ronaldo seria seguramente.
um estádio em peso com bandeiras republicanas e gritar pela independência é um fait-divers.



28 de julho de 2012

O prémio da chegada

A vitória do futebol português nos Jogos Olímpicos de Amesterdão, 1928. Assim eram recebidos os vitoriosos futebolistas.

Para mais, ver aqui: http://pfutebol.com/forum/viewtopic.php?f=55&t=5685

1 de junho de 2012

boston-cincinnati





 

hoje enquanto dava uma vista de olhos pela nba.tv para saber a que horas começava o directo do jogo dos playoffs, lembrei-me do jogo que mais vezes vi na vida.
era eu um puto no começo da adolescência quando apareceu pelo 'atlético' (o de queluz, obviamente) um bobine com o filme de um jogo dos playoffs de 63/64 entre boston e cincinnati.
eu e os meus amigos tinhamos crescido a ver basquetebol no campo das tábuas na 9 de abril ou no ginásio da antónio enes, ainda antes do 'moderníssimo' campo de jogos ao ar livre e piso de cimento que hoje ainda está, decrépito, ao lado do actual pavilhão.
aquela maravilha, projectada numa máquina que por não sei artes alguém tinha arranjado com o 'apoio' da mobil, era a delicia dos amantes de basquetebol.


mesmo que ao tempo não soubesse que estava a ver verdadeiras lendas (oscar robertson por cincinnati e bill russel por boston, o número 6 nunca mais foi usado por ninguém na sua equipa, para citar os que mais perduraram no tempo)
a equipa de boston, os celtics, eram ao tempo uma máquina trituradora de adversários e o filme era uma espécie de demonstração do facto.
durante muitos anos aquele jogo e aquela conjugação de nomes sempre me esteve na cabeça.
mas a verdade é que nunca mais ouvi falar em nenhuma equipa de basquetebol, na nba, sediada em cincinnati.
ao contrário do de acontece na tradição europeia de clubes, nos estados unidos alguém compra um clube e leva-o para a cidade onde pode ganhar mais financiadores (poucas equipas estiveram sempre no mesmo lugar: por exemplo, os lakers começaram em minneapolis, de onde vem o seu nome, por causa da quantidade de lagos do estado).
há uns tempos tentei tirar a limpo a questão de saber o que tinha acontecido à equipa de cincinnati da minha memória.
a dita equipa começou como rochester royals onde esteve entre 45 e 57. seguiu depois para cincinnati como cincinnati royals onde esteve entre 57 e 72.
passou em 72 para kansas city-omaha kings durante duas épocas e perdeu o omaha nos 10 anos seguintes.
em 1985 tornou-se a actual sacramento kings.
historicamente foi sempre muito pobre, exceptuando os anos de cincinnati, quando era presença regular nos playoffs (nunca mais, antes ou depois de cincinnati, voltaram a estar em qualquer playoff).
mas nunca mais tiveram um jogador com a classe de oscar robertson.

hoje a única dificuldade para ver um jogo em directo da nba, é esperar pela 1 da manhã..
os tempos estão muito fáceis...

6 de abril de 2012

pigs can fly, again

aquando da vitória da espanha no último campeonato do mundo de futebol, o finantial times publicou um artigo, que ficou famosíssimo, sobre aquele triunfo mostrar que os porcos podem voar.
o texto do artigo mantém-se bastante actual, não obstante os dois anos que já passaram sobre aquela vitória.

esta semana, depois dos resultados das competições europeias desta semana, dos 8 clubes que vão participar nas meias finais, apenas 2 são do eixo anglo-germânico e 6 dos porcos pigs do sul (5 espanhóis e 1 português), o que repete um pouco o que se passou o ano passado com igualmente apenas duas do eixo anglo-germânico e 6 da península dos pigs (3 portugueses e 3 espanhóis).

pelo menos no futebol, os porcos sabem voar



25 de fevereiro de 2012

uma questão de fé



a senhora assunção cristas, ministra do etc, tem fé que chova.
podia ter outras coisas, como um plano para a agricultura, para as pescas, para o ambiente ou para o ordenamento do território, mas não tem.
afinal não se pode ter tudo.
mas a senhora tem fé.
que chova.
não sei se tem outras fezadas, mas já tem conversa para a próxima vez que estiver a falar com aquele amigo imaginário a que recorre para evitar pensar que está a falar sozinha e a olhar no vazio.
afinal a fé move montanhas, especialmente se tivermos umas retroescavadoras ou uns tubos de dinamite.
ontem, pelos caminhos de massamá, tropecei num carro carregado de fé.
fé do melhor calibre: ao benfica e à senhora de fátima.
só falta uma imagem do deusébio no altar. o resto está lá tudo.
hoje um matutino publicava na primeira página que jesus tem fé em javi
e desta matéria que somos feitos.
o que é uma conclusão muito triste...

1 de julho de 2010

falemos de coisas sérias





no dia 1 de julho de 1904, faz hoje uma porrada de anos, um grupo de maduros decidiu transformar o campo grande football clube, fundado dois anos antes sobre as cinzas do sport club de belas, no meio de algum paleio na pastelaria bijou, na avenida da liberdade (talvez daí a grande apetência dos sportinguistas por aquela zona de lisboa, já que tiveram as suas sedes no palácio foz e na rua do passadiço e o 'seu' grande café, o aviz, no edifício do cinema eden..) em sporting clube de portugal

como sabem, o sporting é o melhor clube do mundo para os sportinguistas.
e no que respeita a clubes, essa é a opinião que conta.

11 de junho de 2010

Recordando...(12)

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Ídolo.
Quase pioneira.
Quando morreu, ninguém soube. Ninguém noticiou.
A fama é, quase sempre, efémera.

Quem é?

Lídia Faria, que dominou por completo o atletismo feminino português nos anos 60.

31 de maio de 2010

Sirene? Urro de Elefante? Não... é a vuvuzela!

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Em época de testes e outras pressões de final de ano, as leituras diárias e os noticiários são lidas/ ouvidos parcelarmente, entre correrias. Por isso mesmo, ao captar de fugida o termo «vuvuzela» ficou como primeira impressão auditiva assim como que uma – e aqui vai – auditiva sensação cacofónica (só em segunda etapa associada a um determinado doce regional produzido nas beiras, se bem que pronunciado com ligeira gaguez...). Eis que chega de rompante a descoberta de que a palavra é mesmo expressiva: quase que chocante no vocábulo, bem como na respectiva representação real. Nem de propósito e ouvindo um comentário saído de um grupo de companheiros de profissão chegou-me, há menos de uma semana, uma expressão destacada de conversa colectiva que se suspeita de intencionalidade provocatória: «a pior coisa que pode suceder quando se assiste a um jogo de futebol, é ter por perto alguém do sexo feminino que, ao longo do desafio, vai tecendo comentários em permanência»… apesar de não ser a observação dirigida à própria (absolutamente leiga na matéria e, como tal, sem a ousadia de tecer comentários desportivos) fica o atrevimento – cada um discute desporto com as respectivas limitações - de sugerir que – em vez da escandalosa (em termos sonoros) vuvuzela se substitua a mesma
por um som muito new age : os nossos ouvidos certamente irão agradecer. Sugere-se ainda que a matéria prima utilizada no fabrico dos instrumentos seja de cultura biológica por se estimar não exclusivamente em termos de «tréguas sonoras» o ambiente…

4 de maio de 2010

O primeiro

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Antecipou-se...e nasceu a 25 de Fevereiro.
Tem agora 24 anos.
E muitos conhecem-no.

Quem é?
O futebolista do Sporting, Carlos Saleiro.
Ele é o primeiro bebé-proveta português.
Golo de T!

("O Jornal", 1986).

28 de abril de 2010

Campeões do Mundo

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Campeões do Mundo em 1968.
No velhinho Pavilhão dos Desportos, agora Carlos Lopes e a apodrecer triste e indecentemente, estes fabulosos e inolvidáveis jogadores mostraram o que é categoria na prática de uma modalidade em que Portugal já foi "a" potência, conquistando troféus e encantando multidões.
A estrela era, obviamente, António Livramento, que curiosamente, na fotografia (o último à direita, na fila de trás) coloca-se em bicos de pés...para parecer mais alto!
Mas não havia só o melhor jogador de todos os tempos.
Lembram-se de outros aqui retratados?
Aposto que sim.


Acertaram "donatien", Joaquim e "CMD".


(Publicado em "Portugal Contemporâneo" - vol. 5).

19 de março de 2010

Outro campeão

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Revista Flama, Julho de 1970
O António P. disse e acertou: Ernesto "Néné " Neves

Campeões

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Numa foto de Julho de 1970, na Revista Flama.
António P. disse e acertou: Joaquim Agostinho e Eddy Merckx

25 de fevereiro de 2010

luge, skeleton, bobsleigh, carros de rolamentos e tábuas ensaboadas

estes dias de jogos olímpicos de inverno dão para vermos coisas que jamais imaginaríamos gastar algum tempo a ver.
no topo dessas emocionantes provas desportivas que o espírito olímpico (assim uma coisa ao estilo de espírito natalício na versão desportiva e sem prendas, missas do galo ou jantares de família) nos proporciona, está o 'curling'.
não, não se trata de uma modalidade destinada aos cabeleireiros para fazer os melhores caracóis em cascata, mas sim da imensa arte de arremessar umas pedras de 20 quilos de granito extraídas duma ilha escocesa para um alvo.
é assim uma espécie de 'malha' para para gajos que têm mais olhos que barriga.
e já que não têm força para a atirar pelo ar, fazem-na deslizar pelo gelo até ao seu objectivo.
é um desporto tão emocionante de assistir como a final do torneio de snooker do país de gales...

há no entanto um conjunto de modalidades que me interessam particularmente:
o luge, o skeleton e o bobsleigh.
pela velocidade, pela técnica, por ser decidido em centésimos de segundo.. e pelo sempre eminente perigo.
ontem, ao fazer uma espécie de visita por alguns dos meus lugares de infância em queluz, passei pela calçada do moinho de vento e lembrei-me das corridas de carros de rolamentos (comprados no ferro velho junto à estação) e de tábuas ensaboadas a descer esta rampa...
olhando hoje, parece mais uma coisa de kamikases com direito a hospitalização por insanidade mental...
skeleton é para meninas...

esta era a calçada que descíamos em corrida (esperando travar antes da miguel bombarda, em baixo...):