sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Pastor

Sou pastor e cuidador de pensamentos. Guardador de memórias e momentos, com a nitidez de um ontem. Observo, gravo e recordo seres humanos inteiros, as suas virtudes, fraquezas, a sua essência. Sou ponte inter-humana, parte de todos os grupos, inteiramente de nenhum. Tudo isto faço, tudo isto é maldição que se agarrou à minha mente e me faz trazer quase tudo o que vivi e quase todos vós comigo... Mas não temam... O fardo não pesa se o levamos com gosto! (12/XII/2014)

domingo, 5 de outubro de 2014

Próximo Capítulo

Porque é que até lermos um novo capítulo de uma história o capítulo anterior nos faz pensar no que poderia ter sido, mas também no que virá a ser? (05/X/2014)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Inimigos

Não tenhas receio de um dia vires a descobrir que tens inimigos! Pode significar que és fiel a ti mesmo e que gritas ao mundo a tua essência! (02/X/2014)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Adeus

Na vida não vale a pena dizer adeus... Só na morte é que isso é certo... E mesmo assim, perduramos na memória dos que ficam, pelo bem ou mal que fizemos... Enquanto se lembrarem de nós (especialmente por bons motivos), estamos vivos e de boa saúde! (31/VII/2014)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Pedras do Caminho

Faz das tuas derrotas pedras do caminho que estás a traçar… (01/VII/2014 Após ter perdido o avião para a Alemanha por 2 minutos)

domingo, 29 de junho de 2014

sábado, 21 de junho de 2014

Sol Nascente, Sol Poente

Sol nasce, Sol põe-se... Somos os mesmos. Mesma maneira de pensar, mesma maneira de agir. É próprio do ser humano ser, e sê-lo de forma não drasticamente diferente do que é... Não se podem mudar essências... Tentar é falhar, tarde ou cedo. Ser diferente é fado, ser esquisito é elogio, ser bom é opção... Ser é inevitável... (21/VI/2014 quase 4h da manhã, enquanto o dia quase amanhecia)


Sol põe-se... Nem quando o inconsciente impera o ser muda... Tudo o que se vive à flor da pele entranha-se nela e mantém-nos vivos durante o sono... Tudo é mais bizarro, lendário ou mitológico, mas tudo com uma base antecessora e subjectiva de realidade... Tudo mais uma prova de que não podemos escapar ao destino, nem às consequências dos nossos actos... Sol nasce... Esfregamos os olhos de toda a rotina, para voltarmos a embrenhar-nos nela, acordados mas dormentes, interrogativos, mas sem respostas, revoltados e conformados, numa dança de paradoxos que pretensiosamente chamamos de existência... Invertemos horários, enganamos corpo e mente, mas nada muda... Dormimos acordados e vivemos dormindo... Sonhamos sempre... Somos únicos e irrepetíveis mas não diferentes de outros que já foram... Somos sempre, com mais ou menos força, com mais ou menos garra, mais submissos ou mais assertivos, mais débeis ou mais combativos, mais ou menos... E enquanto isso, lá fora, nada muda... Sol nasce, Sol põe-se... (21/VI/2014 quase 15h da tarde, enquanto o dia ia alto)

domingo, 8 de junho de 2014

Mulheres

Há mulheres que um gajo olha para elas e diz: "Sim senhor, mulher bonita, inteligente, aparentemente mulher para a vida!" Mas depois têm um mau feitio do caralho! (08/VI/2014)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Armaduras

É chegada a altura de pôr-mos em teste as armaduras que andámos parte de uma vida a construir. (23/IV/2014)

terça-feira, 15 de abril de 2014

Ilusões II

Tudo está bem enquanto a ilusão do que estás a viver te parece a realidade... E aí sorris ignorante, achando que encontraste a cura para a solidão... (15/IV/2014)

sábado, 15 de março de 2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

25 Anos

25 anos? Pfff... Parece que são mais 20. Ou 18. Ou 17. Mesmo em contexto profissional já me deram 14 (mas há que contar com as pessoas que não têm jeitinho nenhum para dar idades.) Ainda assim, mesmo com esta idade biológica, ainda sou "barrado" à entrada de discotecas e o BI é ainda o meu melhor amigo em saídas à noite, para comprar bebidas alcoólicas ou até para jogar no Euromilhões. Mas afinal de contas o que é a idade? O que é o Tempo e que importância tem a sua passagem? Para mim não tem muita. E excepto um recente desconforto no meu joelho esquerdo, que me causa dificuldade em agachar-me, o envelhecimento físico não significa muito para mim. Até me rio mentalmente, quando mentalmente penso que já tenho 1/4 de século. E em concomitância com tudo isto olho-me ao espelho e por vezes vejo de forma nítida, um rapazito de 4 anos, com cachos de caracóis e um sorriso do tamanho do universo conhecido e desconhecido. Sou tão criança como sempre fui e sempre assim será. Criança sou porque com olhar de criança vejo e percebo o mundo. Adulto sou porque, sem mais opções, cresci. Mas ainda assim, sempre criança. 25 anos? Acrescentaria: 25 anos de experiência(s), na tumultuosa, mas interessante viagem que é a vida! Obrigado a todos os que contribuíram e contribuem de forma positiva ou negativa para a minha vivência neste mundo. É graças a todos vós que sou melhor pessoa, todos os dias. E para culminar ficam as palavras do irmão Valete com todos os seus duplos sentidos e filosofias: "Não mana... Eu tenho 25 anos... Carinha de puto, mas funciono como homem grande..." (29/I/2014)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Dois Caminhos

Na essência de uma palavra E
Está a solução encontrada R
Por detrás de cada letra E
Eu tenho a minha morada R

Morada essa desconhecida E
Onde o tempo não tem lugar R
Qualquer pessoa, dela é merecida E
Desde que tenha a força para voar R

A três degraus de altura E
A 10 000 metros do chão R
Há uma porta escura E
Iluminada pela razão R

Com madeira envelhecida E
E um puxador de corda R
Se lhe colocares a chave escolhida E
A mente adormecida, acorda R

Com acesso escuro e sombrio E
Caminhando só, pela treva R
Sentindo na cara tremendo frio E
Vou prosseguindo, à espera R

Passo a passo, prossigo no caminho E
Sem quebrar ou olhar para trás R
Sigo em frente, nunca sozinho E
Sem vacilar, parar, jamais! R

Ao fundo vislumbro o fim E
Anseio pela sua chegada R
Levo na mão um ramo de alecrim E
Noutra o coração para a minha amada R

Chegado perto dela E
Com os sentimentos à flor da pele R
Outra flor na lapela E
E o gosto dos seus lábios de mel R

Beijo intenso e profundo E
Abraço que dura milénios R
Com aquela pequena princesa do meu mundo E
Rainha de mim, por tempos eternos R

Alteza por tempo limitado E
Porque até a eternidade tem fim R
É difícil não me sentir amado E
Pôr de lado o futuro que idealizei para mim R

Volto ao caminho, sozinho E
Volto à escuridão, ao frio, à treva R
Procurando no mundo o meu cantinho E
Procurando, buscando, lutando, em guerra R

Autores:
Emanuel “Nelito” Pinho (E)
Ricardo “Rick” Santos (R)

18 / XII /2014

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Coração

Tenho o meu coração ocupado com as pessoas que importam. Mas entreaberto para dar as boas-vindas às pessoas que mereçam entrar nele. (10/XII/2013)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Intenções Dúbias

De pé atrás e com um sorriso, é a melhor maneira de receber, os que à soleira da nossa porta aparecem com intenções dúbias… (01/XII/2013)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Oposição

Adoro as pessoas que me tentam impedir de atingir os meus objectivos ou me tentam passar a perna ou bloquear o caminho que faço com as minhas mãos, achando que isso me pára... É com um sorriso que vos digo: Obrigado por me darem uma razão para lutar com mais força e ser mais implacável e aguerrido! Amo-vos! (13/XI/2013)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Obstáculos

Piores que os obstáculos que surgem na vida (no caminho), são as mentes que os criam! (07/XI/2013)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Infortúnios

Não se deixa de ser quem se é só porque se tem cancro, ou morreu uma avó, ou ocorreu qualquer infortúnio, ou por outro lado uma coisa boa... A vida nesse momento exige outra concentração, atenção ou força nossa, mas somos os mesmos, mais fortes ou mais fracos. Temos as mesmas necessidades básicas, acrescem-se outras, a relevância de umas diminui ou desaparece. Mas a nossa essência não muda. E a essência de cada qual é só a porção de ser mais importante que existe... Tudo o resto é matéria, tudo mecânica biológica! (30/X/2013)

domingo, 6 de outubro de 2013

Essência

Quando gritamos a nossa essência, quem somos ao mundo ele reconhece-nos e respeita-nos por quem somos. Se anulamos, calamos ou negamos a nossa essência, o mundo não nos reconhece, nem nos respeita. (16/X/2013 em resultado de uma conversa com a Mãe)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Karma Positivo

Hoje ao perder o autocarro após uma corrida longa, um casal num jipe parou ao pé de mim e perguntou-me se precisava de boleia... Disse que não, não era preciso, só tinha perdido o autocarro. "Não rapaz, dou-te boleia. Ver-te a correr assim e depois perderes o autocarro, até me dá pena deixar-te aqui!" Insistiram tanto que acabei por entrar no jipe, após os submeter a um escrutíneo visual equiparado a um raio-x. Naturalmente receei um pouco pela minha vida e durante a conversa de circunstância pouco falei de mim e do sítio específico para onde ia. Acabaram por me deixar perto de casa. Desfiz-me em agradecimentos e ainda disse: "Por isto é que acredito no karma positivo" e despedi-me deles com um passou-bem e dois beijos. É por estas e por outras, meus amigos e "amigos" que acredito em fazer o bem a quem me apareça à frente, sem fazer perguntas e sem esperar nada em troca. Se estiver ao vosso alcance, ajudem essas pessoas.... O Universo/Deus (suit yourself) encarregar-se-á de retribuir! (29/VIII/2013)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Parar, Tentar, Conseguir

Entre parar e tentar, melhor é tentar… “Parar é morrer”. Isto, até se querer conseguir! (28/VIII/2013)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Ilusões

São as pequenas ilusões (ou grandes, neste caso!) propaladas pelas pessoas que amamos, que nos fazem mais felizes! (23/VIII/2013)

Ser diferente

Ser diferente custa, não pelo esforço (que na verdade não existe, pois ou se é ou não se é), mas por ser difícil ser compreendido e ainda me importar com isso... (23/VIII/2013)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Doce

Doce doce era se pudesse provar esses lábios finos de mel e trazer para mim o teu abraço quente e ternurento após me ter deixado levar pelo encanto dos teus olhos castanhos chocolate... (Dedicado a Olhos Mistério 29/VII/2013)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Homicida

Tornei-me num homicida sanguinolento... Que todos os dias planeia a caça e morte da sua presa... Uns dias mato, outros não... Mas a sede de o fazer não me abandona. Aflora ao meu pensamento a cada instante. Arrepia a minha pele e desperta o meu instinto assassino, como um fogo que queima as minhas entranhas, me corrói e arruina... Quando será a próxima vez que matarei (as saudades)? (15/VII/2013)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Nós

Eu e tu, somos nós. Somos memórias, riso, lágrimas, tempo. Somos dois universos que se querem unir e que se unem. Somos a repetição única e irrepetível de outros que já foram e dos que estão ainda para ser. Somos momentos passados em silêncio, diálogo, olhar, carícias. Somos o perfume que fica no outro teimosamente, agarrado à pele que nos cobre. Somos dois, ora um. Somos sorriso de orelha-a-orelha e olhos profundos de destinos ocultos. Somos mãos dadas e abraço longo e quente. Somos lábios juntos que não se querem despegar. Somos eu e tu. Somos nós!

Dedicado a Olhos Mistério

03 / VII / 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Expectativas

Não consigo conviver com as expectativas que criam em relação a mim. Não me subestimem, nem me sobrestimem... Conheçam-me! (se acharem que vale a pena) (19/VI/2013)

sábado, 4 de maio de 2013

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Apreciar a Vida


Nunca se é velho demais para começar a apreciar a vida... E se na frase trocarmos a palavra velho por novo melhor ainda! (17/VIII/2012, Inspiração: o filme The Bucket List)

sábado, 14 de julho de 2012

Morte

Temos tanto medo de morrer e durante a maior parte do tempo não estamos conscientes da importância de aproveitar bem cada momento! (14/VII/2012)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Veneno

Quando somos mordidos por uma cobra, a primeira coisa que se faz é tirar o veneno de circulação o mais depressa possível. Reter o mal-estar e maus sentimentos dentro de nós mata. (26/VI/2012)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

mundos ao Mundo


Arrancar mundos ao mundo
Só para não dever nada ao Universo
Dialectos gatafunhados em papel imundo
Rabiscados em curta prosa ou extenso verso

Mentira matreira ilusória
De que a inspiração poética voltou
Retrospectiva forçada da história
Inútil, porque ainda não acabou

Folhas contadas do Outono que passa
Primavera da vida esgotada em flor
Observa com cautela pois o Diabo trapaça
E não hesita em infligir dor

Vive, ignora o vazio subterrâneo
Preenche os pedestais do teu coração
Saboreia e regozija o prazer momentâneo
Mas acalenta em ti o amor pela duração

Sente o que há de mais puro no mundo
Recebe a mensagem de vida do canto mais disperso
Atravessa o superficial, procura o profundo
Tudo o que vale a pena, vale o esforço e, está submerso

Dedicado a alguém
08 / VI / 2012

domingo, 27 de maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Age

Age shows in your body... However, it's your choice to carry it in your mind! (23 / V / 2012)
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8DnKOc6FISU

domingo, 20 de maio de 2012

Viver a Vida

Viver a vida como a vivemos no dia-a-dia impede-nos de a apreciar verdadeiramente... (20 / V / 2012)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Pessoas

Porque é que as pessoas só sentem necessidade de ser amistosas umas com as outras, quando sabem que vão ter de conviver por um período de tempo? (01 / V / 2012)

sábado, 21 de abril de 2012

Saudade

Gostava de te poder dizer o quanto a tua beleza me tira as palavras, o quanto desejo estar novamente na tua companhia. Gostava de te dizer o quanto te amo, pois não é quantificável e expressar a forma como a tua presença me extirpa de necessidades, desejos, e vazio. Gostava de saber quem és, para poder subir a um monte alto e com a ajuda do vento declamar o meu amor por ti... Amo-te! (John Butler – Ocean / Ryan O'Shaughnessy - NoName 21 / IV / 2012)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Time 2

We are slaves of our own creation, and its name is Time! We entered the era of “No-Time”… Thus we need to revolutionize our means of transportation, in order to lose less time with things that don’t matter! (16 / IV / 2012)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Verdade

A Verdade tem de deixar de o ser, só porque parece boa demais para ser verdade / para sê-lo? (05 / IV / 2012)

domingo, 1 de abril de 2012

Mais

Só existe uma coisa que pode impedir-nos de sermos mais: Nós próprios... (01 / IV / 2012)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Buscas

Na vida, por vezes, não andamos (só) à procura de alguém. Andamos à procura de alguém que nos ajude a procurar, por aquilo que andamos à procura! (19 / III / 2012)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Perfeição

O nosso objectivo é procurar a perfeição, e não criar escalas de categorização de forma a atribuí-la a outros seres humanos. Todos diferentes, todos iguais! (07 / III / 2012)

segunda-feira, 5 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

Caminho

A tua vida é um terreno que Deus cuidou e criou só para ti... Cabe-te a ti fazer o teu caminho nesse terreno e ser feliz ao fazê-lo! (04 / III / 2012)

Mundo

O mundo faz parte de nós... Somos um com ele... É por isso muito importante conhecê-lo! (04 / III / 2012)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O Amor

O amor é o acontecimento que surge da união de esforços entre a sorte, a coincidência, o destino, a atitude e do perfeito equilíbrio entre todos eles... Não admira que seja tão difícil de encontrar e manter... (11 / II / 2012)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Time

"The only reason for time is so that everything doesn't happen at once." (Albert Einstein)

"Einstein respeito-te pois foste um dos melhores exemplares de um génio/louco irreverente... Mas tinhas de nascer outra vez e reformular esta afirmação para me convenceres de que o conceito de tempo é benéfico!" (Ricardo Santos)

(10 / I / 2012)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Atracção Física

A prova de que a atracção física não é suficiente para manter uma relação, é que nos continuamos a sentir atraídos por pessoas (ou pelo tipo de pessoa) de quem deixámos de gostar, ou com quem tivemos uma relação e nada correu bem! (28 / XII / 2011)

domingo, 25 de dezembro de 2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Acção

Melhor é agir sobre as situações de forma ponderada, do que só pensar sobre elas ponderadamente. (21 / XII / 2011)

Interrogações

Porque é que quando pensamos, nos interrogamos mais vezes do que exclamamos/afirmamos? Às vezes dava jeito ter mais respostas do que perguntas... (21 / XII / 2011)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Felicidade

Por vezes em certos momentos da vida, é mais importante colocarmos a felicidade dos outros à frente da nossa própria!...

(09 / XII / 2011)

sábado, 3 de dezembro de 2011

"Pensar é estar doente dos olhos"

Para mim tudo começa e acaba com um pensamento... Tudo se perpetua no pensamento, até o nada lá existe. Um dia, à semelhança de Grenouille (O Perfume), entro em hibernação, não por me ter auto-proclamado rei de um universo de perfumes, mas por me ter perdido num raciocínio, no reino do pensamento.

(03 / XII / 2011)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fruta

É preferível escolher fruta cujos defeitos vemos à superfície, do que nos deixarmos levar pela beleza superficial do fruto que é podre por dentro!

(01 / XII / 2011)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Criança

Vejo, brinco, salto, descubro, vivo, amo como uma criança, porque o adulto que coexiste nesta mente e neste corpo me aborrece e entristece irremediavelmente! Não busquem com frequência o adulto que sou, pois se o fizerem a pena será toldarem o Sol que me faz ser feliz! By: Criança de mim…

25 / XI / 2011

domingo, 30 de outubro de 2011

Riso Anasalado

O que é que fazes quando o destino te deixa o nariz a pingar, faz com que tudo o que pegues para fazer corra mal e te atrasa a vida, quando o que mais queres é andar para a frente a todo o gás? Riste-te dele com uma sonoridade anasalada e pensas para contigo que ele tem de comer muitos bifes para te conseguir deitar abaixo!


30 / X / 2011

Estações do Ano

O Outono mas, principalmente o Inverno, são as minhas estações do ano favoritas... Chamem-me o que quiserem, mas há algo que me cativa no frio, no cheiro a terra e plantas molhadas, na paisagem... Talvez tenha a ver com o facto de ter nascido no pico do Inverno e, seja por isso que tenho este amor masoquista por ele... Mas uma das coisas que mais me agrada, são os dias imediatos há mudança de hora… Tenho a genuína sensação que estou a trabalhar à frente do tempo, como se em todos os momentos, e apesar de por vezes fazer gazeta, estivesse adiantado no meu trabalho, estivesse realmente a esforçar-me por fazer tudo mais depressa… Para além disso, posso dormir mais, o que pode parecer contraditório, já que não gosto de dormir. Mas o facto de saber que estou a roubar tempo ao Tempo, faz-me gostar até dessa actividade de 8h que me faz desperdiçar tempo!




30 / X / 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O Mal

O mal é existirem muitos peixes no mar e as redes serem curtas. O mal é existirem “mais marés que marinheiros”. O mal é a incerteza que se colhe dos gestos e olhares, das conversas sucessivas e rápidas, dos silêncios embaraçados e longos onde a palavra seria alívio, mas que é sentida como vergonha. O mal é o inesperado, que surge sem permitir espera e nos coloca em apertos de coração acelerado e descompassado, como se o corpo aguardasse fuga ou luta para breve. O mal são os sentimentos acumulados que nunca foram expressos e, que agora se arrumam mal a um canto do coração, sem utilidade, pois má foi a decisão de os empilhar, em primeiro lugar. O mal é a saudade que nos deixa o toque, os olhos, o aroma, o beijo, o calor, o rosto, a voz, de quem ocupa o nosso pensamento, a vaguear pelos minutos interrompidos da mente desocupada. O mal é a hesitação, inimiga da felicidade, das mãos dadas, da ternura de um abraço, da folha de papel perfumada e repleta de idiotices sobre o amor. O mal é a racionalidade que nos prende ao chão como uma âncora, atraca o barco da liberdade ao porto da realidade e não o deixa navegar no mar dos sonhos. O mal é estar só, que mal se está sem companhia, pois a vontade de o estar, supera muitas vezes a necessidade de estar a dois. O mal é ter ânsias de observar o firmamento e as estrelas, no abraço apertado da paixão, enquanto os segundos passam, mas o Tempo não passa e, não dever poder sentir essa ânsia, porque esse momento nunca teve lugar. O mal é ver em todos os caminhos saídas, saber que muitos são becos e, não seguir nenhum, não arriscar, gelar perante a hipótese de escolher, de sair da zona de conforto. Tudo isto é mal e se bem visto, talvez algum seja bem.

Dedicado a todas as mulheres que amei
13 / X / 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O que é importante é...

Não há coisas muito mais importantes que escutar e conhecer a fundo as nossas necessidades, aquilo que queremos, aquilo que precisamos, em suma, aquilo que nos faz felizes.


10 / X / 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Quadras de Barraquinha

Aproximai-vos sem temor estudante
Desta Barraca TELiana
Serás atendido num instante
Beberás do néctar que vos dá bezana

Cerveja e seringas para “homens”
Sumos para virtuosos ou meninos
Por 5€, o que quiserdes tomai
Bebei até que na imaginação repiquem sinos

Ide agora, mas tomai aviso
Que o que vai há-de voltar
Voltai se quiserdes perder ciso
E, por isso, mais bebida comprar




Festa do Caloiro
29 / IX / 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Piropos à Enfermeiro (10)

Sabes, acho que estou a ficar com febre e, aposto que daqui a pouco tu também vais ficar... Vamos tratar já disso?


11 / 08 /2011

domingo, 24 de julho de 2011

Adultez

Não há nada mais aborrecido do que termos de fingir que somos adultos, só porque já temos idade para o ser! (24/VII/2011)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Homenagem a Fernando Pessoa

Foste grande e vário
Bravo na palavra
Em versos brancos ou rimas

Foste diletante, frenético
E pensador, pastor
De obras-primas

Foste, já não és
Mas na memória guardado
Eternamente caminhas

Gravado a ferro
Gravado a fogo
Nestas palavras que são minhas

13 / VI / 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Amar II

Amar é o doce veneno que nos percorre o corpo e implanta no nosso coração, a dúvida de sermos ou não amados de volta. Da minha parte odeio a Dúvida e tudo o que ela representa e ao invés, escolhi amar o Amor. Isto, até o acto de Amar se tornar tão docemente irresistível, ao ponto de que deseje, voluntariamente, entregar-me à Dúvida. (09/VI/2011)

domingo, 1 de maio de 2011

Amores Passados

Que fazer, quando sentimos o calor das chamas de paixões passadas, de amores há muito extintos, dos quais só resta a memória das cinzas frias e apagadas? (01/V/2011)

domingo, 27 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Apropriação Intelectual

Poucos são os que utilizam palavras suas para descrever o mundo que observam, e muitas são as palavras que lhes são roubadas pelos que não ligam à arte! E eu, sou diferente? Não… Continuo na busca de substituir o que outros já disseram, por sinónimos só meus. Certezas só tenho uma: A partida é o início! E a meta será ou não o momento em que me tornarei um dos poucos… (01/III/2011)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Força e Sabedoria

Cerro os punhos e canalizo de imediato a minha força
Exercício mental que faço para me pôr à prova
A força irrompe da minha mente e espalha-se pelo corpo
Preparado estou para o que quer que possa dar para o torto

Improviso escrito é apenas mais uma vez que reflicto
Entre versos transito com a velocidade de um bicho
Feroz, atroz, com ganas e velocidade
Ultrapassando o tempo no seu compasso, deixando para trás a cidade

Verdade não existe, não a vi, nem sequer a palmei
Errados estão os que dizem “A verdade existe, eu sei!”
Mas é mentira, o oposto, contrário e antónimo
Salto para o abismo infinito e, grito com força “Jerónimo!!!”

A queda nunca mais acaba, quero ouvir o baque surdo
Que será a lembrança sonora de que cai no escuro
Perdido por cem, perdido por mil, não jogo pelo seguro
Parto para parte incerta, pela parte que não censuro

Agora o Sol se põe, põe-se na alheta à vontade
Surge a Lua mais velha, irmã do Sol Liberdade
Contacto com um mundo que nunca ninguém viu, só ouviu
Palpo os sabores, degusto as cores, cheiro um calafrio

O frio aparece e põe de lado uma conversa
Que tenho com o Tubarão Dentadas e a sua amiga Vanessa
Homessa! Mas que é isto e de onde é que vem?
O Pluto no diz que disse e o Tio Patinhas nem cheta tem!

Porém e contudo, regresso ao absurdo
Ao verso puro e mudo, pois é escrito por um puto
Borboleta esvoaçante em atmosfera preclitante
Voa para o distante mundo, predominantemente diletante

Num instante encho os bidões necessários para me afogar
Mas surpreendentemente não vão ao fundo, estão a boiar
Procurando o sentido disto, esvazio-os com uma faca
Mas eles permanecem à tona independentemente do que eu faça

Trapaça! Só pode, quem é que me fez isto?
O Diabo ri-se a um canto e goza o pratinho misto
Palhaço, sacana, o que foi que fizeste?
Estragaste-me o truque, vais morrer sua peste!

Ele ri-se ainda mais, ri-se da minha mortalidade
Ironiza e depois responde que eu não passo de carne (NÃO PASSAS DE CARNE!)
Cabrão hás-de me querer, mas vais bater com o nariz na porta
Porque para ti não tenho nada, só esta espada torta que corta!

E estraçalho-te se quiseres com a minha mente apenas…
A imaginação é mais grandiosa que uma caneta, o que é que pensas?
Que por sua vez é ainda mais grandiosa que a espada…
Percebes o raciocínio subjacente nesta quadra?

(MUAH AH AH AH AH AH AH AH AH AH !!!)

Pois logo vi… Tinhas que dar em matreiro
Terceiro, não tenho que te aturar o dia inteiro
Segundo, és defunto e não pertences ao meu mundo
Primeiro, és caloteiro e um dia vais ao fundo!

Ah ah ah ah!!! Por esta não esperavas!
Ficaste amuado otário, pensaste assim: “Já marchavas!”
Mas eu não marcho por ti, corro contigo daqui para fora
E tu voas como um dragão em miniatura, sem demora!

E agora quem se ri sou eu porque não te subestimei
Subestimaste-me tu a mim, mas eu depressa acordei
Já brilhas à distância, ah ah, pareces um foguete
Se voltares para aqui agora, levas um soquete!

OOOOHHHHHH SHHHHIIIIIIITTTTTTT!!!

O Inferno rodeia-me… Ups!… Afinal subestimei-o!
As chamas ardem no meu corpo e queimam-no por inteiro
Caraças!... O que farei para sobreviver neste espaço?
Perdi a jogar ao Braço de Ferro com o Diabo e o seu braço

-/-

Sabedoria acorda! Está na hora de levantar!
Sou eu, o teu puto que te está a chamar!
Anda logo não percas tempo, porque o Tempo é velho, frágil
Se o ganhares ele é benevolente e mostra-se jovem, ágil

E ai está ele a correr todo viçoso e esperto
Tu vens ao lado dele a segui-lo bem de perto
O resultado é claro e oferece-me a vidência
A Sabedoria vem com o Tempo e exercita-se com a Experiência

Chegaste antes do Tempo comparativamente ao que é normal
Esta vida não é de mel, pois faz-nos passar mal
Mas contigo vejo com outros olhos, o ambiente que me rodeia
E percebo que a Sorte a todo o momento me bafeja

Então ando ligeiro por entre as árvores deste caminho
Estou sempre acompanhado de multidões, mas sinto-me sozinho
Sinto que sou ser vivo há incontáveis Eras
Com a consciência de uma certeza ambígua que existe sem esperas

Olha lá, isto não está certo Sabedoria, eu é que devia correr para ti
Voltamos ao início, à meta de onde vim
Tu estavas mais atrás, lá bem para trás
Deus falou-te ao ouvido e disse: “Toma conta deste rapaz!”

E é o que fazes desde então, trabalho árduo e extenuante
Tomas a forma do que quer que seja, para me instruir, estudante
És obstáculo, pessoa, animal, luz do Sol
Nuvem negra que me acompanha ou chuva, também és farol

Lanço o anzol, a lagarta já vai na ponta
Os peixes não abundam, mas como a cana já está pronta
Não faz sentido parar de pescar só porque não sei
Se vou encontrar o que procuro no lago onde sempre pesquei

Tenho cansaço nuclear que, estranhamente, já transborda
Estou farto de esperar, mas eis que Deus me aborda
E me diz que os meus passos são os dele e é preciso que me faça à estrada
Faço as malas, saio de casa e dirijo-me para casa, pela escada

Paradoxo com explicação ou com nenhuma é o mais certo
Mas vá, a escada conduz ao paraíso a céu aberto
Os anjos cantam canções que encantam o meu coração escurecido
E eu subo os degraus com rapidez, levemente enternecido

Sinto-me puro e transparente, asas levantam-me no ar
Fato branco, gravata da mesma cor para não destoar
E a camisa também, mãos nos bolsos, aqui vou eu São Pedro!
Que não comece a chover, pois deste fato não sei o preço!

“Soube do teu negócio com a Morte, as notícias viajam com a luz
Felicito-te pelo bom trabalho, ao teu nome fizeste jus!”
Obrigado São Pedro, vindo de ti é um ramo de rosas
Mas a minha paixão são os versos brancos, poesias e prosas

"Isso faz falta no Céu rapaz! Mas vai entrando pelo portão
Caminha vinte metros, mantém essa direcção
Depois vira à esquerda e na última pequena casa
Vais ter uma surpresa, mas primeiro chega aqui e traça

O teu nome neste livro…" E eu pensei: “Que calhamaço!”
Livro de Registo das Entradas no Céu e olha só que pesado
São Pedro vais ao Ginásio? disse na brincadeira
“Sim temos cá vários e são todos de primeira!”

Mãos nos bolsos contente por o esforço ter valido a pena
Percorro o caminho que falta, bato à porta da última casa pequena
Uma luz ofuscante leva-me a tapar os olhos
“Bem-vindo ao Céu meu filho, és o orgulho de todos nós!!!”

Semi improviso escrito
Exercício mental e representação escrita de como seria a minha queda para o Inferno e/ou ascensão ao Céu
Continuação do raciocínio iniciado com Imperfeito Paradoxo
Letra de uma futura música
(Hip-Hop)
15 / II / 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Amar

Amar é como estar numa missão secreta... É bastante complexo, envolve perdas, sacrifícios, noites de insónia a tentar perceber o significado daquilo que fizemos e do que teremos de fazer e, nalguns casos envolve mesmo tiros e pancada e perseguição ou fuga do (que está) mal... Mas olhando para trás, é raro sentirmos a necessidade de nos arrependermos, independentemente do resultado, desde que tenhamos vivido tudo intensamente! (23/I/2011)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Barco Sem Governo

Palavras contadas na solidão dos extremos
Navego em barco sem governo, pois perdi os remos
O leme partiu-se e não vejo terra
A minha mente não tem vontade, comanda-a a guerra

Mente sem vontade é como corpo sem vida
É sentir dor de verdade, sem apresentar qualquer ferida
Perder-me neste mar é o que mais temo
Isso e o risco de naufragar nas rochas do tempo

Tanta solidão incorporada, só e apenas num corpo
Alucinação fabricada na mente, exponencialmente, e não é pouco!
Tanta felicidade que perdi, ignorei, esqueci
Auto-punição por não fazer para mim o que decidi

Às vezes acordo do transe e volto a sorrir, genuinamente
Mas logo me afundo em trevas, negligencio o que o meu coração sente
Triste é depender dos outros para poder experienciar a luz do dia
Bom era fazê-lo por mim depois partilhá-lo com alguém por telepatia

Quem me dera acordar de vez, voltar a sentir o vento no meu corpo
Largar a escuridão que se entranhou no meu ser, ao ponto de me sentir morto
Quero viver livre de âncoras mentais metafóricas
E de más influências incapacitantes, reais ou alegóricas

Quero abraçar a luz, é a ela que pertenço e presto homenagem
Soldado sem armas permaneço, mantém-se intacta essa imagem
Não posso ignorar nem afastar-me do meu destino e porte
Tal realizarei, se a tanto me ajudar a teimosia e a sorte


De 19 / VIII a 20 / IX / 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Amizade em Projecto

Devolução da evolução
Proporcionada por ti
Amizade circunscrita
À “finitude” do pi

Por pessoas como tu
É que não me perdi
E mantenho a minha honra
Ao longo do caminho que escolhi

E percorri, na sombra
Maioritariamente
Continuo a procurar a luz
Ela acena-me mais à frente

Escavo e aplaino o percurso
Com paciência de Job
Limpo os pés, calço os sapatos
Aos atacadores dou nós

As sombras ficam horizontais, desaparecem, surge a Treva
Contudo, nada temo
Trago-te no coração
Nos tempos mais bera


Dedicado a Livre de Drogas (L.D.) por sms
(Hip-Hop)
28 / IV / 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Restrições de Vocabulário

Incertezas avolumam-se
E a vida permanece incógnita
A solução é óbvia
Mas para promover a minha glória

Desconheço-a completamente
É-me totalmente indiferente
Reside no inconsciente
Alcanço-a à tangente

Os pensamentos estruturam-se
Não tenho dependência alcoólica
O que facilita a realidade insólita
Que me é muito própria

Mas é a suficiente
Para me organizar mentalmente
Concentra-me no Presente
Torna-me mais eficiente

Bons ou maus auguram-se
Motivos de qualidade acólita
Pretendo uma vontade sólida
E a manutenção de uma razão sóbria

Porque sou independente
Nos outros sou influente
Acordo o que está dormente
Estúpido (sou) percepcionado como inteligente

Sábios analisam-se
Faço o mesmo para acrescentar história
Mas a minha criatividade é mórbida
É manipulada cópia

Daquilo que o meu corpo sente
E se gera nele, frio ou quente
Palpa, olha ausente
Degusta, ouve, cheira insolente

Aula de Análise de Situações em Enfermagem II (treino mental e de palavras)
Dedicado a: Li, Mana, Micael, Lunatic, Soraia, Soninha e Flavix
26 / II / 2010