quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

Janela Fechada para a Lua

Não consigo ver a Lua
Pois para a podermos ver
Temos de irradiar felicidade
Ou extrema tristeza

Ou então é simplesmente
Porque não a quero ver realmente
Pois tenho receio que ela me recuse
Por não me amar, evidentemente!

Pois é…
São sentimentos parvos
“Pois quem arrisca, não petisca”
São coisas que tenho na cabeça
Algo que às vezes me confisca

A liberdade para voar
E para poder ser feliz
De estar com alguém destinado para mim
Alguém que me saiba amar

Alguém que conheça
O meu ser de cor
E que no entanto
Finja que não sabe quem sou, e que enlouqueça
Perante as minhas palavras
De amor

Enlouqueça de felicidade
Que perante o seu olhar sincero
Eu também possa amá-la de verdade
Como o seu melhor amigo, amor e cavalheiro

Poder ser tudo para ela, até mesmo o companheiro
Que ela necessite a toda a hora
Mesmo quando essa hora seja a mais negra
E ela queira ficar sozinha, a olhar para o ponteiro

Que lhe indicará o seu caminho
E que eu quero que indique o meu
O caminho que faça com que ambos nos cruzemos
E que caminhemos para o pôr-do-sol

Sem receio que a hora seja tardia
E que a noite esteja a chegar
Gostava de te poder ter aqui
Amar-te sem fim era o queria

Mas vou dar tempo ao tempo
Para que dia após dia
Possa ganhar o alento e a coragem
De te pedir a tão esperada alegria

Dedicado a Arwen
23 / XII / 2004