...e faltava o musgo nesta rocha da Tapada do Castelo, a meio caminho de Santa Maria, numa manhã de Abril cedo.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Musgo em Abril
...e faltava o musgo nesta rocha da Tapada do Castelo, a meio caminho de Santa Maria, numa manhã de Abril cedo.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
A Serra em Abril
quarta-feira, 21 de abril de 2010
O Palácio da Vila em Abril
sábado, 3 de abril de 2010
Mais Magnólias em Festa
Esta Primavera atrasada está a permitir-nos gozar as magnólias da Pena até mais tarde. Os exemplares que ameaçaram o Inverno já perderam as suas flores mas, se se correr ao Parque, ainda se vai a tempo de encontrar algumas copas em festa.
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Padreiro Psicadélico
O Dias com Árvores (nos comentários de um seu poste recente) sugere que tratemos o Acer pseudoplatanus por “Padreiro”, um nome vernáculo que substitui com vantagem o reprovável “Plátano-Bastardo”. Decidimos que era uma boa sugestão (o demasiado genérico “Ácer” ainda nos agrada mais – mas dá-se o caso, precisamente, de ser genérico demais).
Pois em Sintra os padreiros dão-se lindamente, ao ponto de parecerem ser a única espécie de folha caduca a conseguir concorrer – ainda que debilmente – com as acácias e os pitósporos, no concurso para a odiada categoria das invasoras mais relapsas (estes pitósporos, aliás, também estavam a precisar de um nome menos clínico; mas adiante).
Pelo meio do eucalipto-pinhal enfadonho que cresce do lado errado da Tapada do Inhaca – o lado em que não está o Castanhal da Rainha, o lado esquerdo de quem sobe a Calçada da Pena – padreiros jovens e rebentos bebés em padreiros mais idosos anunciam por aqui a Primavera, com folhas infantis de um verde um tanto psicadélico à luz do sol de Março.
Pelo meio do eucalipto-pinhal enfadonho que cresce do lado errado da Tapada do Inhaca – o lado em que não está o Castanhal da Rainha, o lado esquerdo de quem sobe a Calçada da Pena – padreiros jovens e rebentos bebés em padreiros mais idosos anunciam por aqui a Primavera, com folhas infantis de um verde um tanto psicadélico à luz do sol de Março.
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Camélias de Sintra
As camélias não são de Sintra. Vindas do Oriente e, daí, frequentemente conhecidas por japoneiras, pertencentes a uma grande família que inclui a planta do chá, foram introduzidas por D. Fernando no Parque da Pena. Como tantos outros forasteiros, aqui chegadas adaptaram-se, adoptaram Sintra e foram por esta adoptadas. Pertencem, portanto, a um dos tipos mais comuns e genuínos de sintrense: o adoptivo. Por isso, as camélias são de Sintra.
É isto que a Saboaria e Perfumaria Confiança sabe desde 1930 e, em 2008, resolveu relembrar a todos através de uma reedição exclusiva para A Vida Portuguesa. Podia este sabonete chamar-se, por exemplo, Camélias do Porto? Podia. Talvez até, pelo seu elevado número nesta cidade, com maior propriedade. Mas há qualquer coisa em Sintra que torna mais suas estas e outras flores: a própria Sintra. E agora que as suas camélias iniciam o renascimento anual podemos, finalmente, começar a vislumbrar, por entre os caminhos onde florescem e murcham, a doce, aromática e colorida Primavera que aí vem.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009
As nossas zelkovas
Vieram do Japão, são populares em forma de bonsai, pertencem à família dos lódãos abundantes das cidades portuguesas e têm nome de patinadora medalhada de Leste – sempre podíamos chamar-lhes keyaki, como no arquipélago de onde vieram! A razão porque falamos delas é que há algumas décadas foi plantado um grupo vistoso – umas nove – em frente da entrada principal no Parque da Pena, já na oposta Tapada do Inhaca, encostadas ao muro. Os seus ramos devem ter crescido livremente sobre este troço da calçada até terem sofrido os cortes violentos cujas cicatrizes hoje se vêm.
Zelkova serrata: aqui está a folhagem de Abril verde pálida sobre o cinza castanho variegado dos troncos, e aqui o verde maduro de Junho. No Outono, em alguns ramos – só em alguns deles – as suas folhas contorno-de-serra enrubescem até rosa-verde. Nessa altura, esperamos trazer aqui de novo a keyaki-zelkova.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
E agora uma coisa completamente diferente…
… os jacarandás do Largo do Carmo, em Lisboa! Sabemos que a inveja é um sentimento feio. Mas não é de inveja que se trata mas de admiração pela beleza (que não temos). De facto, no grande e cosmopolita mundo botânico de Sintra há uma pequena mas notória falta: jacarandás. Como os de Lisboa, como os da pequena (e belíssima) praça do Carmo que, todos os Maios, se transfiguram, exibindo, sem pudor nem modéstia, a sua irresistível beleza.
Uma beleza visual e aromática que, invadindo os nossos principais sentidos, se apodera da nossa alma. Uma beleza material que sentimos nas nossas mãos ou debaixo dos nossos pés ao agarrarmos ou pisarmos as pequenas flores que à medida que caem nos permitem, assim, descobrir a sua suave consistência e delicada oleosidade – que se agarra a nós.
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terça-feira, 28 de abril de 2009
Faias do Castelo Despertam
Na Tapada do Castelo dos Mouros, as faias deixam-se dormir até tarde. Nos últimos dias decidiram que estavam a perder a melhor parte da primavera e, em pouco mais de uma semana, as folhas cobriram-nas. Aqui está a nossa preferida, a primeira quando se sobe pelo caminho de Santa Maria: com cara de inverno há uma dúzia de dias, rendilhada de verde há cinco, pronta para o verão hoje de manhã.
sábado, 18 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Glicínias
Entre o final do Inverno e o princípio da Primavera, as glicínias irrompem em Sintra cobrindo muros e paredes, colunas e árvores, em jardins privados e nos caminhos e espaços públicos. A sua beleza intensa e efémera tem qualquer coisa de perturbante, tal como o seu aroma doce e intenso de inebriante. E ao fim da tarde, com o aproximar do crepúsculo, nos dias quentes de Primavera, elas participam desse fenómeno que, anualmente, transtorna a atmosfera de Sintra: um envolvente cheiro a flores.
Sair de casa para ir ver florir as glicínias (a Seteais, antes das obras, por exemplo), eis um dos espectáculos mais recompensadores.
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