Páginas
Olá, é um prazer ter sua companhia !
"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."
( Carlos Drummond de Andrade )
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Dica de Leitura
sábado, 9 de junho de 2012
Sabia que a festa junina tinha outro nome?
| Capa do livro "Mês de Junho tem São João". |
Divulgação
Capa do livro "Mês de Junho tem São João"
Todo mundo já sabe. Chegou o mês de junho, e mal dá para controlar a ansiedade de dançar quadrilha, comer paçoca e ver a bonita fogueira.
Mas o que se comemora exatamente nesta festa? Afinal, ela tem lá o seu motivo para existir.
No livro "Mês de Junho tem São João" (Zit Editora, R$ 21,90), Fábio Sombra e Sérgio Penna, violeiros e contadores de história, narram as curiosidades da tradicional festa brasileira e explicam como ela surgiu.
"Apesar de hoje em dia quase todos chamarem estas festas de 'juninas' - referindo-se ao mês de junho - antigamente elas eram chamadas de festas 'joaninas' em homenagem ao mais popular dos três santos: São João Batista", explicam os autores. Santo Antônio (dia 13) e São Pedro (dia 29) são os outros dois santos a que eles se referem.
As festas juninas, então, são as comemorações a São João. Apesar de ter uma origem religiosa, a festança é comemorada por todas as pessoas. O espírito da comemoração é de pura alegria e paz.
Tradições
A fogueira é um dos símbolos mais importantes da festa. De acordo com os autores do livro, Isabel, a mãe de João, a acendeu para avisar Maria, a mãe de Jesus Cristo, que seu filho havia nascido.
Outra tradição, mas que por motivos de segurança tem sido deixada de lado, é de soltar coloridos balões que iluminam e embelezam o céu durante a festa.
A paçoca, o pé de moleque, amendoim, bolo de fubá e milho são algumas das comidas típicas servidas nas festas juninas.
O livro
"Mês de Junho tem São João" tem um texto todo rimado, que lembra até algumas músicas cantadas na festa.
"Passa o ano e já vem vindo
O mês de junho no sertão
Com forró pra Santo Antônio, Pra São Pedro e São João"
As ilustrações alegres e coloridas foram desenhadas em papel e depois escaneadas. O efeito que elas alcançam, dizem os autores, lembra muito às xilogravuras da literatura de cordel, tão popular no nordeste do Brasil.
FONTE: FOLHINHA
segunda-feira, 21 de março de 2011
Como falar de morte com as crianças
Cíntia Marcucci • Ilustrações Ziraldo
No playground do prédio, Nina brincava com o irmão quando viu os tios chegando. Aí veio seu avô. Ué, não tinha nenhum encontro da família, por que estavam todos ali? Pouco tempo depois pediram para que os dois subissem e foi no quarto dos pais que a mãe e o avô contaram o que acontecera. A avó havia morrido de repente e todos estavam muito tristes. Quando ela viu a mãe ir ao banheiro para chorar, a menina não teve dúvidas: “Mamãe, abre a porta para eu ficar com você. A vovó sempre dizia que a gente não deve chorar sozinho”.
Vilma, a mulher do cartunista Ziraldo e avó de Nina (que tinha 7 anos na época), morreu em 2000. Dois anos depois, a história dela com os netos se transformou em Menina Nina, Duas Razões para Não Chorar (Ed. Melhoramentos). São desse livro, que vai virar peça de teatro (leia mais nesta matéria), as ilustrações desta reportagem. Ziraldo trata a morte de um jeito simples, como criança entende, singelo e bonito. Foi o jeito que o cartunista encontrou de confortar seus netos, filhos, e a si próprio fazendo uma homenagem à mulher com quem passou mais de 40 anos de sua vida: “Músicos fazem um réquiem, os rajás fazem palácios (como o Taj Mahal), os escritores fazem sonetos, eu escrevi sobre ela quando pude”, declarou em entrevista à CRESCER.
Foi a própria Nina que nos contou como foi saber da morte de sua avó. Ainda hoje, 11 anos depois, ela se emociona ao lembrar como foi duro para a mãe e o avô darem a notícia a ela e sofre por não ter mais a Vovó Vivi por perto. Falar de morte com crianças não é mesmo nada fácil. Como a gente pode tentar explicar uma coisa que não entende e que é tão dolorida? Dá uma tentação louca de que nossos filhos não precisem passar por isso, muito menos quando tão novos. Sim, isso já passou pela cabeça de qualquer um que tenha filhos, mas o melhor mesmo é que seja só um desejo utópico. Uma das coisas que todos os especialistas entrevistados para esta reportagem disseram é que, independentemente da idade do seu filho e da situação – se morreu um bicho de estimação, um parente próximo ou um conhecido distante –, não se deve mentir ou esconder o fato das crianças. “As crianças são só crianças, não bobas”, afirma Maria Helena Franco, psicóloga e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre o Luto da PUC-SP.
É difícil dizer o que seu filho entende em cada idade. Diferentemente dos aspectos do desenvolvimento motor, o emocional é mais individual e depende também das experiências de vida de cada pessoa e família. Mas é certo que, mesmo tão cedo quanto aos dois anos, as crianças são capazes de perceber mudanças no clima e nas emoções da casa. Então seu filho vai perceber se você estiver triste, preocupado, ou agindo diferente. “Se os pais escondem da criança que um cachorro ou peixe do aquário morreu, dizendo que ele fugiu ou sumiu, e depois ela vê o bicho morto, ou mesmo ouve uma conversa sem querer, ocorre a quebra da confiança que ela tem em seus próprios pais”, explica Rita Callegari, psicóloga do hospital São Camilo (SP).
A gente também se engana quando acha que nossos filhos nunca ouviram falar em morte. Ela está nos livros infantis, nos filmes – os pais de Simba morrem em O Rei Leão, a Branca de Neve cai em sono eterno ao morder a maçã, os vilões são mortos pelos mocinhos no final –, nas notícias da TV, nas conversas das pessoas na rua. Também está naquele pernilongo que ela vê morto, nas flores que murcham no vaso.
A diferença é que, até por volta dos 6 anos, a criança não entende que a morte é irreversível. “Nessa fase ela não difere fantasia da realidade, acredita que, assim como nos desenhos animados, dá para se levantar depois que cai uma bigorna na sua cabeça”, ensina Julio Peres, psicólogo e autor do livro Trauma e Separação (Ed. Roca). Ele explica que é preciso deixar a criança “brincar de morto”, sem repreender. Isso, somado às pequenas mortes do dia a dia, dos insetos, plantas e pequenos animais, são um bom treino para entender a sequência da vida e facilita na hora de lidar com uma morte de alguém próximo.
Ilustrações: Ziraldo
Menina Nina no teatro
Peça baseada em livro em que Ziraldo conversa com a neta sobre a morte da avó vira peça e vai rodar por todo Brasil. Em São Paulo, a estreia acontece no dia 19 de março. A CRESCER conversou com o diretor da peça Joaquim Goulaart, a cenógrafa Daniela Thomas e Antônio Pinto, que compôs uma das músicas da apresentaçãoMais do que uma versão para o teatro, o livro Menina Nina, em que Ziraldo conversa com a neta sobre a morte da avó ganhou uma espécie de releitura pela própria família. Joaquim Goulaart, o diretor, era amigo da Vovó Vivi, a mulher de Ziraldo, e conta que fazer a peça é algo especial na carreira dele. “Minha outra montagem infantil é Cegonha Avião, Mentira, Não! , que fala sobre o nascimento. Eu sempre quis falar sobre a morte e é muito significativo usar a história de uma família tão próxima.” Os cenários ficaram a cargo da cenógrafa Daniela Thomas, filha de Ziraldo, que considera um de seus trabalhos mais difíceis e, ao mesmo tempo, uma homenagem à mãe. “Ela ainda é muito presente. Na verdade, a gente só morre na nossa versão 3D, a outra segue com as histórias e na semelhança de nossos filhos e netos.”
O músico Antônio Pinto, outro filho de Ziraldo, que faz parte do grupo Pequeno Cidadão, compôs uma canção especial para o espetáculo. “É sobre a galinha de biquíni e o galo de cueca, uma história que a Nina tinha com meus pais. Quero que seja uma daquelas melodias que o pessoal sai assoviando.”
A peça está em cartaz no Sesc Pinheiros -SP.
CRÉDITOS: REVISTA CRESCER
sábado, 31 de julho de 2010
Confira dicas de livros que mostram a matemática de forma divertida
| Divulgação |
| Hipotenusa, de "Poesia Matemática" |
A soma dos versos
No livro "Poesia Matemática", os elementos da matemática viram personagem. Assim, o Quociente apaixona-se pela Hipotenusa e se casam. Mas não vivem felizes para sempre: eis que aparece o triângulo amoroso. E tem mais, muito mais, e muitos outros sinais, no divertido livro de Millôr Fernandes.
Poesia Matemática
Autor: Millôr Fernandes
Editora: Desiderata
Preço: R$ 44,90
Problema vira história
No livro "Os Problemas da Família Gorgonzola", a escritora Eva Furnari transforma problemas matemáticos em divertidas histórias. Você tenta resolver as questões propostas, confere a resposta no final do livro (não vale olhar antes!) e descobre qual a classificação do seu cérebro quando o assunto é matemática: gororoba esperta, porpetas saltitantes, miolus emboladus ou cérebro suco de minhoca?
Confira um trecho do livro em que aparecem alguns parentes da família Gorgonzola:
| Divulgação |
| Matemática divertida |
"A família Cascagrossa não é de tomar banho. Eles estão convencidos de que esse é um hábito que estraga a pele, portanto banho somente em ocasiões muito especiais.
Dona Remela só toma banho no dia das mães.
O pai, seu Cascudo, não toma banho nunca.
Os trigêmeos tomam no dia do aniversário e na Páscoa.
Quantos banhos são tomados nessa família por ano? E como se chamam os trigêmeos?
Resposta: A família Cascagrossa toma sete banhos por ano. Uma economia de água, digamos, suja."
Os Problemas da Família Gorgonzola
Autora: Eva Furnari
Editora: Global
Preço: R$ 25
| Divulgação |
| Matemática divertida |
Brincadeiras matemáticas
A matemática está mais presente no seu dia a dia do que você imagina. Para mostrar isso, o autor Gilles Eduar escreveu "Espetáculo de Números", em que mostra as Maxipulgas brincando com os números de 0 a 100. Nove cachorros, os Caoscães, resolvem ver de perto as famosas miniartistas. Até chegar ao circo vão encontrar muitos desafios matemáticos em seu caminho.
Você também vai encontrar problemas matemáticos na leitura do livro. No pé da página, adivinhas e curiosidades sobre o tema (as respostas vêm no final da obra). Um exemplo é: o que o número zero perguntou para o número oito? Resposta: Como você aguenta um cinto tão apertado?
Espetáculo de Números
Autor: Gilles Eduar
Editora: Ática
Preço: R$ 28,90
Matemática em forma de livro
Estamos cercados por formas geométricas: a janela quadrada, a lua redonda, o canudinho cilíndrico.
O artista plástico Caulos criou "O Livro Redondo" e "O Livro Quadrado", que brincam com as formas até no formato do livro: um é quadrado, o outro circular.
Quantos lados um livro pode ter e qual o formato do nariz do palhaço são dois dos desafios que essas obras trazem, com belas e divertidas ilustrações.
"Gostei bastante do 'Livro Quadrado'. Ele fala sobre os lados do quadrado, dentro e fora, esquerdo e direito, de cima e de baixo, de trás e da frente. Os desenhos são muito legais.
| Divulgação |
| Reprodução de "O Livro Redondo" |
O 'Livro Redondo' também fala sobre as partes da forma, gostei mais dele porque os desenhos são mais legais. O meu desenho favorito é o da lua, cheia de estrelinhas do lado."
GUILHERME AGUIAR DA ROCHA PANDJIARJIAN, 6
O Livro Redondo e O Livro Quadrado
Autor: Caulos
Editora: Rocco Pequenos Leitores
Preço: R$ 29 cada
Fonte: Folhinha
sábado, 17 de julho de 2010
DICA DE LEITURA......FRIDA
Frida
Lançado em: julho/2004
Prêmios
- FNLIJ
Em: 2005
Categoria: Altamente recomendável tradução ou adaptação criança
sinopse
Autor: Jonah Winter
Ilustração: Ana Juan
Tradução: Andre Jenkino do Carmo
Idioma: Português
> Compre agora por R$ 35,00 pela loja virtual
Trata-se de uma biografia da pintora mais famosa do México, no século XX: Frida Kahlo (1907-1954). O livro acompanha a infância e adolescência da artista, revelando a curiosidade que a menina tinha pelos objetos e pelo mundo, além do trágico acidente que deixou sequelas permanentes. A cultura mexicana foi uma grande inspiração para a pintora. A ilustradora Ana Juan povoou o livro com figuras desse imaginário, dando à obra um traço onírico que lembra as telas de Frida.
3ª reimpressão, 2009
Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2005
Morango Sardento
Lançado em: junho/2010
sinopse
Autor: Julianne Moore
Ilustração: LeUyen Pahm
Tradução: Fernanda Torres
Quarta capa: Debora Bloch
Idioma: Português
Morango Sardento mostra que, para “viver feliz para sempre”, é preciso se aceitar, com suas sardas e seu cabelo vermelho. Afinal, “quem liga para um milhão de sardas quando se tem um milhão de amigos?”. Debora Bloch concorda: “Quando a gente é criança, sempre pensa que é melhor ser diferente do que a gente é. Mas quando cresce, descobre que tanto faz”.
No depoimento a seguir, Julianne Moore fala sobre Morango Sardento:
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Entrevista com Fanny Abramovich
1. Qual é o seu "lugar imaginário" favorito dentro da literatura?
2. Se você entrasse no labirinto de Creta e deparasse com o Minotauro, o que você faria ou diria para ele?
Talvez Eva, da Bíblia...parece boa a idéia de estar presente desde o início duma narrativa, podendo puxar cada fio , sem estragar o todo e sem machucar cada personagem entrante ou cada novo cenário habitado...
Não faz parte exatamente da história da literatura, mas a escritora Sylvia Orthof me dedicou um livro "A mesa de botequim e seu amigo Joaquim ". Ela esclarece que ,a mesa de botequim sou eu. Não uma mesa dum botequim qualquer, mas a dum bistrô charmoso. Já sou, um personagem de primeira linha! Não sinto precisão de escolher ou ambicionar ser outro...
4. Qual é a importância da imaginação, da memória e da observação em seu processo criativo? Aliás, quando e como você produz?
Observação: pano de fundo na construção do cenário, figurinos, detalhes de decoração, etc onde a trama acontece. Para mim, não define nem se ocupa do essencial
Memória: adentra com nuances, pormenores, com fragmentos esparsos para a composição dum personagem...mas não deixo que preencha o contorno.inteiro.
A imaginação é o alimento. É o diferencial pessoal, o lance divertido, o desencadeante lúdico. O criativo. Através dela saltitam idéias, possibilidades, relações, brecadas,etc. Por ela e dela, acontece o crescimento dos personagens e surgem os conflitos , pipocam os caminhos e bifurcações da trama, o surgimento dos temas e sub -temas .
Escrevo de noite, pela madrugada inteira. Trabalho, geralmente, das 22 hs até umas 5-6 h s da manhã. Mas este horário matutino, pode ser esticado... Vou dormir por ai e levanto lá pelas 14 -15 hs... De tarde , me ocupo da academia, aulas, telefonemas de trabalho , etc... Quando chego da rua, lá pelas 21 hs até 'a meia-noite( quando vou jantar ) normalmente estou lidando com alguma escrevinhação: prefácio, parecer , artigo, etc....Adoro escrever !!!!!!
5. Qual foi o autor ou livro que, na sua infância ou adolescência, te fez gostar de ler, ter o prazer da leitura?
Depois, aconteceu o humor do Mark Twain subindo o rio Mississipi em jangadas, escondendo o Tom e o Huck dos adultos ..Vivi com ele, aventuras e surpresas deliciantes !! E Lewis Carroll com os vertiginosos delírios da Alice , pelos estranhos países por onde se maravilha e se espelha, os encontros estapafúrdios, o terror de ordens como "Cortem-lhes as cabeças !" ... Envolvência irresístivel, para a Alice (personagem) e para mim ( leitora.)
Nos começos da adolescência, muito prazer nas leituras acompanhantes dos destinos dos primos Clarissa e Vasco no Érico Veríssimo ; saber dos pivetes do Jorge Amado, ler os 5 volumes com os meninos ligados a cana-de-açúcar do José Lins do Rego...mais os médicos do Cronin, a irreverência e as sacudidelas teatrais do Bernard Shaw, a pré-politização- americana- em -suaves- prestações vindas através do Steinbeck, Arthur Miller, Cliford Odets, e outras timidezes infindas, mas galvanizantes...Tudo isso, longe, longíssimo da escola.
Eu lia tudo, de todos, retirando da biblioteca do Colégio, da Municipal -Circulante, pegando emprestado da tia, amigas, etc...
Me alimento de livros desde pequenina..como, devoro. Exigência básica: ter humor, ter pique! Sempre fui meio impaciente com os tijolões inacabáveis e arrastados.
Daí, a linha mestra das leituras prazerosas por all my life: tem sido sempre ocupadas pelos mesmos escritores :Monteiro Lobato e Millôr Fernandes.
Quase todos os outros escritores, com quem fui trombando nos Festivais e Feiras, que atravessaram meu caminho, foram coadjuvantes de luxo...sem terem sido essenciais, precisantes, injetados na veia, salvo no período (às vezes, até brevíssimo) de meu total deslumbramento com algum (em geral,o primeiro...) livro deles, recém publicado na ocasião.
R. Listei, cortei, refiz, decepei ...e fiquei com três. Os três, de excelente prosa.
Henry James ,ficaria do lado,quieta, só olhando e invejando a perfeição narrativa.
F. Scott Fitzgerald,- marcaria um encontro num café -bistrô chique,de muito bom gosto, provavelmente em Paris.: jazz ao vivo , ele bon vivant, bebericando um bom vinho ou excelente whisky. Encontro como nos seus contos.: charmoso, frases e citações com estilo e mostrando ser cidadão do mundo, humor rápido...Tudo em clima e compasso de jazz. Improvisações mudando o ritmo esperado... Repetições cansativas, gastas, me irritando como leitora e fragmentando a leitura , sempre em torno de Zelda, a esposa amada esquizofrênica...
Dorothy Parker - almoço marcado no Algonquin, na távola redonda, para rir, sorrir, aplaudir, concordar deliciada, observar detalhes do que fala, comenta, lê em voz alta o que escreveu, come, flerta, seduz...Me assegurar, se ainda quero escrever como ela, com o tipo de humor dela, com a essencialidade, e o ritmo dela,...Se ainda pretendo ,como ela, viver em New York nos anos 20-30(!!!!), fazer roteiros em Hollywood (ai,ai...),publicar no New Yorker... e outros requintes imprescindíveis na vida...
7. Qual foi o último livro que você leu e recomenda?
R. O último livro lido, lindo, foi AS BRASAS, do húngaro Sándor Márai (Companhia das Letras- SP- 2008). Uma leitura exigente, mergulhante, que há muito , nenhuma página me provocava..Vital !.Uma leitura sôfrega , intensa, devastadora, seguindo sentimentos movediços e determinantes. Vertiginosa. Amizades e amores mui complexos conduzindo esse ler, envolto em enigmas descobertantes, em nebulosas e confianças fincadas por 40 anos... Essencial!
Compre, peça emprestado, entre em fila de biblioteca, chantageie para receber como presente, assalte.Faça o que quiser. Mas, leia!
R. Não... reescrevi vários em 2008 e começo 2009, reescrevendo outro :destratei e aproveito para mudanças de linguagem , de ótica, de pique, de ritmo. Mais cortes nas desnecessidades arrastantes, nos ecos e ocos... e acréscimos de poeturas, neologismos, inteireza dos personagens,etc... Umas 15-18 , às vezes 20, leituras reescreventes. Uma trabalheira insana... exigente, meticulosa...mas que dá uma enorme duma contenteza ao entregar o novo texto pra nova editora.Um novo livro, em cima duma velha idéia !!!! Vale, válido ! Mostro e me mostro que mudei o meu jeito de escrever...Atestado de crescimento !!!
Raras vezes mexi na estrutura narrativa. Quase sempre, ela continua valendo...mesmo depois de muitos anos passados. O que desafina, provoca desconforto ouvidal, é a linguagem. Ela grita , esperneia, pedindo para ser modificada.Urgentemente !!!...! E fico na procura, até que encontre o novo tom !Fôlego, disposição, atenta atenção, e canetas coloridas apontando, anotando, reescrevendo, rabiscando, anulando, refazendo... cada parágrafo , fechando cada capítulo...até mexer com o texto inteirinho, por umas 15- 18 vezes e poder declarar: OK !!! Está OK,!!
9.Cite três livros escritos para crianças e jovens que você acha imperdíveis?
R. Fico com três autores essenciais e, recém descobertos por aqui.,.o que significa que ainda são pouco lidos.
Gianni Rodari- maior deleite os jogos de palavras , as fábulas as contações encantadas do Rodari... Só atentar para uns ataques moralistas bem bocós...(que surgem pouco, mas surgem...)
Roald Dahl - gostosura pura, parceria perfeita com o ilustrador Quentin Blake (melhor ficar de pé atrás com os muitos outros desenhistas surgidos) , crueldade infantil solta ,(existente, ) respostas truculentas à rejeição/ marginalização sofrida (!!!!!) pela criança (por outras, por adultos- parentes, adultos - professores, bruxas, etc) , maravilhança na expressão da afetividade infantil sem disfarces e sem soterramentos,... E Dahl escreve muito bem. Debochando e deliciando !!!
J.D.Salinger- o inventor da adolescência via literatura... o mestre da palavra juvenil jorrada, sofrida, atormentada, espinhuda...
Arrebatador !!!
10. O que você diria para um escritor em início de carreira que está se dedicando a literatura infantil e juvenil?
R. Ouse, se atreva, se arrisque. Decepe, sem piedade, os clichês, os estereótiposo, do embrião do seu texto ou até dele bem esboçado. Ou encare, aquele que você pensava estar pronto e acabado e que acaba de ser devolvido pela sétima editora consecutiva....
Releia. Tudo, inteirinho. Desde o título, os subtítulos.. Dê uma conferida e cheque se derrapa alguma (s) melosidade , umas chantagenzinhas , uma moral bem explicitada, uma ameaça adulta de castigo , uma escapadela racista ,um comentário falsa e forçadamente politicamente correto ... algumas chatices em nome da didática e outras cositas mas pelo estilo e perceba que....sua história foi pro beleleu...
É com você, ser cúmplice disso, ou não. É contigo, ser mais um autor repetindo a mesma historinha de sempre, com as mesmas bobices de sempre, com a mesma pressa de sempre, sem deixar nenhum conflito surgir , abafando as emoções fundamentais...Sem procurar escrever um texto bem escrito, pelo menos. E sem nenhuma poetura ou encanto nas frases ou esquemático na bolação da narrativa, sem humor saindo da boca de um personagem ...Um todo previsível.
se resolver que não quer nada por ai, reescreva. Recomece. Se atreva. Mais e mais. Ouse. Invente personagens, cenas, um final inesperado...Quebre rotinas, surpreenda o leitor, se surpreeenda. Escrevendo um conto, um poema, o que quiser, sem a velha pausterização, sem estar nos conformes indistintos e impessoais, tente encontrar sua marca, e deixar sua assinatura: o seu modo de ver o livro para criança e o jovem.
Nasci, cresci, teimei, impliquei, brinquei adoidado em São Paulo. Estudei do prezinho até a faculdade, dei aulas (também do prezinho até a pós-graduação), jornalistei, teatrei, protestei em passeatas, em São Paulo também. Mas mudei de casas, de ruas, de bairros.
Morei em Paris, viajei por muitos dos cantos que quis conhecer. Palmilhei, assustei, fucei, teimei, embirrei, descobri, espantei. Adoro sair e adoro voltar!
De uns anos pra cá, só escrevo livros. Primeiro, para professores. Depois encarei os adolescentes. Mais tarde, os pré-adolescentes e, um dia, ainda consigo escrever pra crianças...Superdifícil.
FONTE: LABIRINTOS NO SÓTÃO*
domingo, 25 de abril de 2010
DICA DE LEITURA......
Livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, ilustração de Helen Oxenbury
sábado, 17 de abril de 2010
DICA DE LEITURA...
- Na Barriga da Mamãe é um texto que mistura realidade e fantasia sobre as pri-meiras relações que temos com o mundo, por meio de nossas mães.
A breve história de Rossana Maia Angelini busca resgatar os primeiros sentimen-tos, os primeiros pensamentos e os primeiros diálogos que se iniciam muito antes do nas-cimento, recuperando o afeto imprescindível nas relações entre pais e filhos e ratificando a importância da família no desenvolvimento já precoce da criança.
Além desses valores abordados enquanto literatura infantil, o livro permite que a criança resgate a história de sua concepção, gestação e nascimento, colando fotos, colo-rindo as ilustrações impressas em preto e branco e criando imagens desses períodos de sua vida, fazendo, assim, um pequeno álbum para recordar esses momentos.
Outro ponto alto da obra é que foi totalmente ilustrada por Rodinei da Silveira Campos que, apesar das dificuldades decorrentes de sério transtorno de desenvolvimento, formou-se em Comunicação Social e especializou-se em Publicidade e Propaganda e, já há alguns anos, se encontra plenamente empregado em uma escola - a Trilha. As habili-dades artísticas prodigiosas de Rodinei traduzem a importância do respeito à diversidade humana e da inclusão social enquanto valores culturais que devem ser cada vez mais e mais cultivados.
Se a idéia original foi produzir literatura infantil, o efeito extrapolou a causa: trata-se de rico material didático que, além do valor literário, ensina Ciências (como somos concebidos e como nascemos) e História para crianças dos cinco aos oito anos. Excelente recurso, portanto, para professores do ensino infantil e fundamental, e para famílias que estimulam os filhos para o bem.
- Editora: Memnon
- Autor: ROSSANA MAIA ANGELINI
- ISBN: 8585462736
- Origem: Nacional
- Ano: 2005
- Edição: 1
- Número de páginas: 30
- Acabamento: Brochura
sábado, 26 de dezembro de 2009
Livro de texturas
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Linéia no Jardim de Monet
Linéia é a personagem de um livro maravilhoso. Em Linéia no Jardim de Monet (Ed. Salamandra), a escritora Christina Bjork e a ilustradora Lena Anderson contam a história de uma menina que em uma visita a Paris conhece de perto os jardins e o próprio Claude Monet. É uma aventura deliciosa por cultura e arte e uma excelente maneira de entrar na obra do autor. Ideal para crianças a partir de 5 ou 6 anos.
Fica a dica de leitura imperdível!
Fonte: Revista Crescer*
LEITURA É TUDO!!!
Olá pessoal!
Esta dica vem de Cristiane Rogério, Editora da Revista Crescer - que postou no Blog da Revista um trecho do livro que ela adora. Com vocês, Memórias da Emília!! Vamos nos deliciar e correr para esta leitura?
Eu vou começar por um dos meus preferidos de todos os tempos. Diretamente de Memórias de Emília (Ed, Globo), de Monteiro Lobato. Na história, Emília quer ir além de dizer tudo o que pensa: quer escrever e pede a ajuda, claro, de Visconde de Sabugosa.
Lá vai:
_ E como sou filósofa, quero minhas Memórias comecem com a minha filosofia de vida.
_ Cuidado, Marquesa! Mil sábios já tentaram explicar a vida e se estreparam.
_ Pois eu não me estraparei. A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem para de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos _ viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. É, portanto, um pisca-pisca.
O Visconde ficou novamente pensativo, de olhos no teto.
Emília riu-se.
_ Está vendo como é filosófica a minha ideia? O Senhor Visconde está de olhos parados, erguidos ao forro. Quer dizer que pensa que entendeu… A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e anda; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre.
_ E depois que morre? _ perguntou p Visconde.
_ Depois que morre vira hipótese. É ou não é?
O Visconde teve de concordar que era.
LIVRO PEDRO E TINA
Esta dica vem da Revista Crescer. Um dos livros mais lindos de Stephen Michael King.
Pedro e Tina (Ed. Brinque-Book) fala de uma amizade daquelas que tinham tudo para dar errado, mas que criam uma linda história.
Vejam:
Páginas depois, tem o outro lado:
Não é lindo?
Esta é a capinha, para vocês não esquecerem!
Até sempre!
Fonte: Revista Crescer
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
DICA DE LEITURA...
Onde vivem os monstros
Lançado em: outubro/2009
sinopse
Autor: Maurice Sendak
Ilustração: Maurice Sendak
Tradução: Heloisa Jahn
A edição brasileira é caprichada como a original: papel importado, capa dura, sobrecapa e tecido na lombada. Como aposta em repetir o sucesso que o livro tem no exterior – o preferido do presidente norte-americano Barack Obama -, a primeira tiragem do livro de 10 mil exemplares chegará nas livrarias em outubro, pouco antes do videogame.
Na história escrita em 1963, o garoto Max, vestido com sua fantasia de lobo, faz tamanha malcriação que é mandado para o quarto sem jantar. Lá, ele se transporta para uma floresta, embarca em um miniveleiro, navega pelo oceano, até chegar numa ilha, onde vivem os monstros. Com o seu olhar firme, consegue dominá-los e é coroado rei. Max, então, fica livre para mandar e desmandar, longe de regras ou restrições. Mas, quando a saudade de casa e daqueles que realmente o amam começa a apertar o peito, Max fica em dúvida sobre suas escolhas.
Em janeiro de 2010, o filme chega aos cinemas brasileiros. Onde vivem os monstros faz parte da biblioteca básica de todo leitor. O maior clássico da literatura infanto-juvenil.
“O trabalho de Sendak, disfarçado de fantasia, emerge do ‘eu’ primitivo, da criança que espreita no coração de todos nós”. The New York Times
PRÊMIO HANS CHRISTIAN ANDERSEN
THE CALDECOTT MEDAL
PRÊMIO ASTRID LINDGREN
MEMORIAL MELHOR LIVRO ILUSTRADO – NEW YORK TIMES
DICA DE LEITURA...
Título do Livro : CLARICE,
sinopse
Autor: Benjamin Moser
Tradução: Jose Geraldo Couto
Fotografias: Claudia Andujar
Quarta capa: Yudith Rosenbaum
Apoio: Suzano Papel e Celulose
Escritor, crítico, editor e tradutor, Benjamin Moser nasceu em Houston, em 1976. Graduado em história, fala seis línguas, entre elas o português, que aperfeiçoou durante uma estadia no Rio de Janeiro. É colunista da Harper's Magazine e colaborador do The New York Review of Books.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
ELIAS JOSÉ...
"Um pouco de tudo", de Elias José
- Um pouco de tudo: de bicho, de gente, de flores e muita, muita poesia!!! Lindo esse livrinhos, vale a pena ler!
O que se vê no abecê, Elias José
- Alfabeto, fixação das letras, sons, rimas, versos, fixação dos fonemas etc.
RUTH ROCHA....
"O trenzinho do nicolau" para download!
- Nicolau vai guiando seu trenzinho... Piuiii, Piuiiii - Ótimo para introduzir o assunto Meios de transportes, dentre outros.
Baixar o livro Tenho medo mas dou um jeito, de Ruth Rocha e Dora Lorch
- Este livro mostra às crianças algumas situações do dia-a-dia que envolvem perigo real, aomo fogo, fogão, objetos cortantes etc. Ao mesmo tempo, mostra maneiras de lidar com este medo, com texto e imagens que despertam o receio perante essas situações, com um alívio em seguida, diante da solução para o medo que a aflige.
Medo do ridículo, Ruth Rocha
Todo mundo tem seus medos:
De escuro ou de furacão
De cachorro ou de galinha
De polícia ou de ladrão.Mas o medo mais terrível
É de fazer, de repente
Um papel muito ridículo
No meio de toda gente.Ridículo dá mais medo
Do que cair de avião,
Do que dar trombada em poste,
Do que tiro de canhão.Dá mais medo que fantasma,
Mais medo até que dentista,
Mais que cair de cabeça,
Que trombar com terrorista.Imagine ir numa festa
Com a turma lá da escola,
Sua mãe bota em você
Sua roupa mais FRAJOLA…
Calça comprida, sapato,
Cabelo bem penteado,
Camisa com colarinho,
E um paletó alinhado!Quando chega, você vê,
A turma de jeans rasgado!
De camiseta e boné,
E tênis bem desbotado.É coisa de apavorar.
A vida da gente estraga
Dá vontade de matar!
Que mico que a gente paga!Outra coisa que apavora,
Que nos dá muita aflição,
É um dia de sabatina
Não sabermos a lição…Mas às vezes dá mais medo,
De saber uma lição,
Que a classe inteira não sabe.
Você banca o caretão!E veja se não dá medo,
De vez em quando, na escola,
Todo mundo está falando,
Não está dando a menor bola,
No meio do barulhão,
De repente a gente fala.
E neste mesmo momento,
A classe inteira se cala.Sua voz sai esquisita.
Com um jeito muito infeliz,
E quase sempre é besteira.
Aquilo que a gente diz.A gente gosta do irmão
Ainda mais pequenininho
Mas às vezes, dá vergonha,
Carregar nosso irmãozinho!Quando a gente está com a turma,
E a mãe da gente aparece,
Às vezes é o maior mico
Que a gente paga e não esquece!No meio de uma conversa,
Causa grande sofrimento,
Não conseguir segurar,
Soltar um pum barulhento…Soltar pum é natural
Que qualquer pessoa faz.
Mas conforme a situação
É ridículo demais!Se pensarmos um bocado,
Chegamos à conclusão,
Que ridículo são todos:
Depende da ocasião!Por isso, cada um de nós,
Será ridículo quando
Ficar muito preocupado
Com o que os outros tão pensando!
O menino que aprendeu a ver, Ruth Rocha
- O que João não entendia eram as palavras. Então chegou a hora de entrar na escola. À medida que aprendia, o espanto de João, em vez de diminuir, crescia! Ele viu primeiro a letra A das placas, faixas e revistas. Depois, a letra D. Quando João percebeu... Adivinhe o que aconteceu!
Marcelo, marmemo, martelo, Ruth Rocha
- Você já parou para pensar de onde vêm os nomes das coisas? Por que computador chama computador? Por que temos de chamar a água que cai do céu de chuva?
Marcelo fica muito cismado com esse problema e resolve que vai chamar as coisas do seu próprio modo. Assim, leite vira "suco de vaca". Mas sua vida começa a ficar difícil quando ele inventa palavras novas para todas as coisas e ninguém mais entende o que ele fala!
Este livro nos mostra a esperteza e vivacidade com que seus personagens resolvem seus impasses: Marcelo cria palavras novas, Terezinha e Gabriela descobrem a identidade na diferença e Carlos Alberto entende que não temos nada sem amigos.