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sexta-feira, 24 de maio de 2024

Ver E Saber (Voir et Savoir)

Tintin - Cromos Ver e Saber - Aviação e Marinha

Os Estúdios Hergé editaram as colecções de cromos Voir et Savoir: A história do Automóvel, A história da Aviação e A história da Marinha. Em Portugal, esses cromos foram editados pela Editorial Íbis, sendo os cromos da História do Automóvel editados em livro pela Editorial Pública em 1982. 

Actualmente, estes cromos são uma raridade para os tintinófilos mundiais. (...) colecção de 32 da História da Aviação - Origens a 1909, que acompanhavam as embalagens da Tulicreme no ano de 1970. 

[Há uma segunda coleção sobre a Marinha mas que não tem caderneta]

https://biblobd.blogspot.com/2010/01/tintin-cromos-ver-e-saber-aviacao.html

CROMOS / CADERNETA

HISTÓRIA DA AVIAÇÃO ORIGENS A 1909 - 32 cromos (Editorial Ibis / Tulicreme) - 1970


Caderneta "Tintin em aviōes", 32 cromos Ver & Saber da série « Aviação origens a 1909 », edição Tulicreme - editorial Ibis, Portugal, ano de 1970


Os cromos da colecção eram um pouco menores em relação aos cromos originais. Em portugal eram no formato 9,7 cm x 6,5 cm enquanto os cromos lançados pelas edições Lombard / Dargaud eram no tamanho 13 cm x 20 cm. Também eram em menor número pois apenas foram lançados 32 dos 60.

Para obter a caderneta era preciso enviar o nome e morada, com a importância de 3$00 em selos de correio,  para a Editorial IBIS Rua Henrique de Paiva Couceiro, 11 - Venda Nova, Amadora.

Os selos S. C. Orey Antunes deveriam ser colados no impresso destacável da caderneta.

Duplo concurso Tulicreme (1970)

FIMA (Tulicreme)

Colaboração: Agência de Viagens Orey Antunes, Fábricas de Bicicletas EFS, Editorial IBIS

- Sorteios Mensais

Todos os meses - 02/09/1970 - 07/10/1970 - 04/11/1970 - 02/12/1970 - eram sorteadas 10 bicicletas EFS

Devia-se recortar o triângulo EFS que estava impresso no envelope, colar num postal e enviar para a FIMA Fabrica Imperial de Margarina, Lda, Apartado 2481, Lisboa 2

- Sorteio final

Os três principais prémios eram viagens de 7 dias para três pessoas a três destinos diferentes: Londres, Palma de Maiorca e Madrid (que deveriam acontecer ainda durante o ano de 1970).

Devia colar-se na folha destacável da caderneta o selo SC Orey Antunes que estava impresso no folheto. Quando os 16 espaços estivessem preenchidos deveria colar-se a folha num postal com nome, morada e idade e enviar para a FIMA Fabrica Imperial de Margarina, Lda. Apartado 2481, Lisboa 2

1-3 - Viagens; 4-12 - Bicicletas EFS; 14-33 - Coleções de livros juvenis; 34-40 - Conjunto de construções juvenis; 41-60 - Assinaturas da revista Tintin

A marca Tulicreme foi criada pela FIMA em 1964 e começou por ser uma margarina. Tulicreme é um creme para barrar, nutritivo e feito a partir de gorduras 100% vegetais, que foi lançado em Portugal em 1964 com a variedade de chocolate. Em 1997, esta marca infantil foi relançada e foram adicionados leite e vitaminas à fórmula de Tulicreme. (FIMA / Unilever)

A Agência de Viagens Orey Antunes existia desde 1886.

A EFS era uma empresa de Águeda que fabricava bicicletas desde 1939.

Fundada em 1958 a Editorial Ibis, que estava sediada na Venda Nova (Amadora), foi a primeira grande editora que existiu em Portugal, especializada, sobretudo, na edição de colecções/cadernetas de cromos e álbuns de banda desenhada. Porém, antes de começar a editar álbuns de banda desenhada, exclusivamente de origem franco-belga, a Editorial Ibis iniciou a sua actividade através da edição de colecções/cadernetas de cromos, algumas das quais reproduzidas a partir das suas homólogas editadas em Espanha Assim, entre 1958 e 1969, a Editorial Ibis editou várias colecções de cromos, a maioria das quais, diga-se a propósito, de grande qualidade, quer em termos gráficos, quer em termos do conteúdo informativo veiculado através de cromos bem desenhados e coloridos ou reproduzidos com rigor. A partir de meados da década de 60, a Editorial Ibis passa também a editar álbuns de banda desenhada. Encerrou suas atividades em Novembro de 1972 fundindo-se com á Livraria Bertrand. (GQ)

HISTÓRIA DA MARINHA

São conhecidos pelo menos 21 cromos (Editorial Ibis / Tulicreme)



Não se conhece caderneta para a coleção da Marinha.

(Imagens de Fernando Marques)

HISTÓRIA DO AUTOMÓVEL - 1982

Foi editado em livro, no ano de 1982, pela Editorial Pública.

Tintin raconte - Voir et Savoir

Uma das vertentes pedagógicas da banda desenhada é, sem dúvida, a didáctica. Aproveitando o sucesso do Tintin, o atelier de Hergé, com a ajuda preciosa de Bob de Moor, Jacques Martin e Edgar Pierre Jacobs, editou a colecção Voir et Savoir que reunia colecções de cromos desenhados com a presença de Tintin e Milou e retratava a evolução histórica dos diversos meios de locomoção (Comboios, Barcos, Automóveis e Aviões).

A primeira colecção que surgiu foi «Le chemin de fer», que reuniu unicamente seis cromos e que marcou significativamente o fim da colaboração de Jacobs com Hergé.

Posteriormente surgiram sob a direcção histórica e técnica de Jacques Martin o volume «L' histoire de l'aviation - des origines a 1914», que contém 60 cromos. O segundo volume sobre a história da aviação cobre o período de 2ª Guerra Mundial (1939-1945) com também 60 cromos.

O balonismo também teve uma edição específica de 60 cromos com a «L' histoire de l'aérostation - Des origines a 1940», que teve a direcção técnica de Edgar Pierre Jacobs.

Os volumes seguintes foram dedicados à marinha. O primeiro volume «L' histoire de la marine - Des origines a 1700» teve a direcção histórica e técnica de Georges Fouillé e do desenhador Bob de Moor. O volume teve os mesmos 60 cromos com a particularidade de retratar diversas caravelas do período áureo dos descobrimentos portugueses. O segundo volume foi editado mais tarde e cobre o período de 1700 a 1850 com a quantidade de cromos, tendo a direcção técnica da responsabilidade de mais um elemento, Marjolaine Mathikine.

Finalmente, a história do automóvel com um volume de 60 cromos e a direcção técnica de Jacques Martin: «L' automobile - Des origines a 1914». 

Este volume teve uma edição portuguesa da Editorial Pública em 1982 com o título «A história do Automóvel» inserido na colecção Pequena Enciclopédia Tintin.


Livro. História do automóvel com desenhos de Tintin e Milou por Jacques Martin. Editorial Pública, Lisboa - 1982, 63 páginas, Cor, Cartonada, 320x235 mm 

História do automóvel : das origens até 1900 - Hergé, Jacques Martin, Tradução de Ricardo Alberty,
COLECAO: Pequena enciclopédia Tintin


Zetantan, Over Blog, 09/09/2006

Há uma colecção de calendários da Ilanco (Porto, 1986) denominada "Desenvolvimento Histórico do Automóvel" mas que não tem os desenhos de Hergé.

Todos os cromos da colecção original podem ser vistos nos seguintes links:

- Album Chromos Voir et Savoir

- Tintin passion: Tintin raconte...

páginas Fb «Chromos S&V» e « Troc Tintin »:

Plusieurs critères déterminent le prix d’un chromo V&S :

- le thème de la collection (6 chromos Chemin de fer seulement et 36 Aérostation), les autres collections comprennent 60 chromos.

- le texte au verso (les versions promotionnelles «spécimen», «cadeau d’abonnement», les versions publicitaires «Prinsor», «INA», «Shell italia», «Tulicreme») sont plus rares et plus recherchées…

https://www.facebook.com/chromosvoiretsavoir/

COLECÇÃO VER E SABER

Tintin em aviões. Caderneta flexível agrafada, destinada a acomodar os 32 cromos da série «Aviação origens a 1909», edição promocional da Tulicreme - editorial Ibis, Portugal, anos 1970 (1971? )

A coleção da série "Aviação origens a 1909" tem 32 cromos (mesma numeração do álbum). O verso inclui o nome e a descrição sobre o avião, os direitos autorais Casterman e o nome da editora portuguesa Ibis.

Para a série "Marinha", o verso inclui uma descrição do barco, autorização das editions lombard, direitos autorais da Casterman e o nome da editora portuguesa Ibis. Os números nestes cromos são diferentes do álbum (por exemplo o n° 24 original passa a ser o nº 14 na coleção portuguesa).

Hergé, pequena enciclopédia tintin, história do automóvel, editorial pública, Lisboa, outubro 1982. 63 p. 32 x 23 ,5 cm.

GH

domingo, 3 de março de 2024

O Templo do Sol



Sucesso animado na televisão leva a 'O Templo do Sol' no cinema

Em 1969, surge a primeira animação de longa metragem baseada num álbum de Tintim.

Entusiasmados pela boa recepção feita aos sete desenhos animados realizados para televisão, sob o título-chapéu "Les Aventures de Tintin", e que passaram em Portugal na RTP, os estúdios Belvision convenceram Hergé a fazer uma longa-metragem animada, com base num dos álbuns originais de Tintim. 

A escolha recaiu em "O Templo do Sol", tendo Hergé sido o autor do argumento original, no qual trabalharia também Greg, entre outros colaboradores. Os acontecimentos de "As Sete Bolas de Cristal", o álbum que "O Templo do Sol" continua, foram condensados no início do filme e narrados por uma personagem parecida com o próprio Hergé. 

A Belvision não se poupou a despesas nesta primeira adaptação em longa metragem de animação de uma aventura de Tintim, tendo inclusivamente encomendado uma canção a Jacques Brel. O filme, uma co-produção franco-belga, foi uma boa aposta comercial, pelo que Hergé e a Belvision ainda fariam um segundo , embora já não com base num álbum. Seria "Tintim e o Lago dos Tubarões".

Artigo do DN, 12 dezembro 2009

Pela 1a vez em Portugal o primeiro grande desenho animado a cores de 

TIM-TIM E O Templo do Sol

Condes às 14h15 16h30 e 18h45

O filme estreou em Portugal, no cinema Condes, propriedade da Castello Lopes, no dia 23/12/1970.


wikipedia



http://casacomum.org/cc/diario_de_lisboa/dia?ano=1970&mes=12

http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06807.157.25258#!9

Em 1969 estreava um dos grandes clássicos do cinema de animação: "Tintin e o Templo do Sol". É na comemoração dos seus 50 anos de história que a MONSTRA | Festival de Animação o vai exibir no grande ecrã na sua 18ª edição! A sessão acontece sábado, 30 de Março, às 20:00, no Cinema City Portugal Alvalade - Sala 02 Imagens com copyright: © Belvision / Dargaud-Films 1969 © Hergé/Moulinsart From the comic books « Tintin et le Temple du Soleil » by Hergé

Monstra, 13/03/2019

Agora que se cumpre o centenário do nascimento de Hergé, não queria deixar de agradecer-lhe (onde quer que esteja) por tudo aquilo que me deu. No meu quinto aniversário, eu e os amigos tivemos direito a um visionamento de «Tintim e o Templo do Sol» no cinema Dicca, em Lourenço Marques. Nunca esqueci a primeira vez em que os desenhos ganharam para mim movimento e o eclipse do Sol salvou a vida dos meus heróis, ou a bola de fogo transportando a múmia de Rascar Capac. Os álbuns (ainda em capa dura com chancela da Casterman) já eu coleccionava e seguia apaixonadamente as aventuras do repórter do Petit Vingtiéme. Um repórter que não escrevia uma linha, valha a verdade, mas isso nada retirava ao interesse das suas aventuras.

Algures depois do 25 de Abril, comecei a coleccionar as revistas editadas pelo Vasco Granja - com uma constante simpatia e disponibilidade - e Diniz Machado. (...)

João Villalobos Terça-feira, Maio 22, 2007

(...) vi no ex-Cinema Condes (Lisboa), essa mesma bela película realizada por Eddie Lateste e do qual, na banda sonora, faz parte a emotiva "Chanson de Zorrino", com letra e música de Jacques Brel... Tintin (voz) é interpretado por Philippe Ogouz.

Luiz Beira, BDBD, 13/05/2013

CROMOS

A caderneta de cromos (O Templo do Sol... uma Aventura de Tintin ) foi lançada em 1970, alguns meses antes da estreia nos cinemas, numa promoção entre a Editorial Ibis e os refrescos Royal. Eram 108 cromos, distribuídos em 18 carteiras, com imagens do filme. 

A caderneta foi composta e impressa nas oficinas gráficas da Editorial Ibis. Curiosamente na caderneta era usado o nome Tintin (escrito tal e qual como na revista homónima aparecida por cá em 1968) mas nos cinemas mantinha-se Tim-Tim.



Refrescos Royal - 2 litros de frescura em 10 sabores diferentes apresentam a aventura completa de Tintim O Templo do Sol - 1970 by Editions du Lombard Direitos Reservados pela Editorial Ibis, lda

A caderneta tinha de ser pedida à Editorial Ibis - Apartado 30 - Amadora. Bastava enviar os 18 selos num postal com nome e morada para receber gratuitamente ou podia ser comprada enviando duas embalagens vazias de refrescos Royal e 2$50 em selos de correio.

(imagem Facebook / Luís Abreu)

Blog Na Terra do Nunca:

Houve alturas, antes, muito antes da ASAE, em que os refrescos em pó tinham muita saída. Não sei se fariam mal à saúde, mas o inquestionável é que sabiam muito bem! Ainda para mais quando nos ofereciam esta excelente oportunidade de completar uma magnifica colecção de cromos.

O filme O Templo do Sol, adaptado dos álbuns As Sete Bolas de Cristal e O Tempo do Sol, tinha saído há pouco tempo [o filme original é de 1969 mas em Portugal a caderneta antecedeu a estreia do filme] e esta caderneta, que eu tenho completa, foi mais uma óptima maneira da Royal nos refrescar! 

Publicada por Pan, Na Terra do Nunca, 10/09/2008


https://cybersparky.blogspot.com/2013/07/caderneta-tintin-e-o-templo-do-sol-7000.html

- cartaz da exibição em Coimbra (1971) imagem cedida por Fernando Marques - 

A aventura apareceu em 26 de setembro de 1946, no nº 1 da revista semanal belga "Tintin". Em álbum foi editado em 1949. O filme de animação foi lançado em 1969. Há ainda um musical de 2001.

O templo do sol (Le temple du soleil), 1946, Cavaleiro Andante #1 a #86; Jornal Diário de Notícias de 29/10/1974 a 27/03/1975; Tintin #4 a #37/12º ano; Álbum Difusão Verbo [1990]; Álbum Círculo de Leitores [2001]; Jornal Independente [1993]; Álbum Público [2004]; Álbum ASA [2011]

https://biblobd.blogspot.com/2017/12/tintin-ensaio-de-quadriculografia.html

AVENTURAS DE TIM-TIM: O TEMPLO DO SOL (Cavaleiro Andante, 1952; DN, 1974)

AVENTURAS DE TINTIM: O TEMPLO DO SOL (álbum, 1965, 1990, 2001, 2004; revista 1979)

... UMA AVENTURA DE TINTIN: O TEMPLO DO SOL (caderneta 1970)

TIM-TIM E O TEMPLO DO SOL (cinema, 1970)

AVENTURAS DE TINTIN: O TEMPLO DO SOL (álbum, ASA, 2011)

VHS


O TEMPLO DO SOL - DIGER VIDEO - DGEAT 623/87 (90')

TV

Dobragem (2005) https://wikidobragens.fandom.com/pt/wiki/Tintin_e_o_Templo_do_Sol

versão Portuguesa (2005): Tintin Vítor d'Andrade / Capitão Haddock Rui Quintas / Professor Tournesol Pedro Cardoso / Dupont Mário Bomba / Dupond Tobias Monteiro / Zorrino Ana Vieira / Professor Tarragon Pedro Carneiro / Grande Inca Pedro Cardoso

Canções: "Porque será?" - Ana Vieira (dobragem em português)

https://wikidobragens.fandom.com/pt/wiki/Tintin_e_o_Templo_do_Sol

Filme em português archive.org

Algumas exibições:

:2 - 25/03/2005

RTP2 - 17/12/2017

domingo, 14 de outubro de 2018

Editorial Ibis


Fundada em 1958 a Editorial Ibis, que estava sediada na Venda Nova (Amadora), foi a primeira grande editora que existiu em Portugal, especializada, sobretudo, na edição de colecções/cadernetas de cromos e álbuns de banda desenhada. 

Entre 1958 e 1969, a Editorial Ibis editou várias colecções/cadernetas de cromos [algumas das quais reproduzidas a partir das suas homólogas editadas em Espanha], a maioria das quais, diga-se a propósito, de grande qualidade, quer em termos gráficos, quer em termos do conteúdo informativo veiculado através de cromos bem desenhados e coloridos ou reproduzidos com rigor. 

A partir de meados da década de 60, a Editorial Ibis passou também a editar álbuns de banda desenhada exclusivamente de origem franco-belga.

Encerrou as suas atividades em Novembro de 1972 fundindo-se com a Livraria Bertrand.

http://www.guiadosquadrinhos.com/editora-estrangeira/editorial-ibis/2065


A Editorial Ibis, que estava sediada na Venda Nova (Amadora), foi a primeira grande editora que existiu em Portugal, especializada, sobretudo, na edição de colecções/cadernetas de cromos e álbuns de banda desenhada. 

Porém, antes de começar a editar álbuns de banda desenhada, exclusivamente de origem franco-belga, a Editorial Ibis iniciou a sua actividade através da edição de colecções/cadernetas de cromos, algumas das quais reproduzidas a partir das suas homólogas editadas em Espanha.

Assim, entre 1958 e 1969, a Editorial Ibis editou várias colecções de cromos, a maioria das quais, diga-se a propósito, de grande qualidade, quer em termos gráficos, quer em termos do conteúdo informativo veiculado através de cromos bem desenhados e coloridos ou reproduzidos com rigor. 

A partir de meados da década de 60, a Editorial Ibis passa também a editar álbuns de banda desenhada, cujas histórias e respectivos heróis são provenientes das duas melhores revistas europeias de banda desenhada da época: a revista belga “Tintin” (1946-1988) e a revista francesa “Pilote” (1959-1989). Até 1972, a Editorial Ibis edita, em parceria com a Livraria Bertrand (no início da década de 70), vários álbuns (a maioria com a capa cartonada) de alguns dos mais importantes e famosos heróis da banda desenhada franco-belga. 

Já em 1968, a Livraria Bertrand associava-se à Editorial Ibis e lançavam, como co-proprietárias, aquela que se viria a tornar numa das mais famosas revistas portuguesas de banda desenhada do século XX: a revista “Tintin”. 

Contudo, a partir de Novembro de 1972, a propriedade da revista fica apenas na posse exclusiva da Livraria Bertrand, uma vez que a Editorial Ibis cessa a sua actividade e existência, acabando por se fundir na própria Bertrand. É assim que, a partir de 1972, a Livraria Bertrand passa definitivamente a ocupar o lugar que era anteriormente pertença da Editorial Ibis, no que diz respeito à edição exclusiva de álbuns de banda desenhada franco-belga. 

Para além da edição de colecções de cromos e de álbuns de banda desenhada, a Editorial Ibis também enveredou, durante as décadas de 60 e 70, pela edição de livros juvenis, integrados em colecções dirigidas especificamente a jovens rapazes e raparigas, cujas histórias pertenciam ao género “romance de aventuras”. 

Algumas dessas histórias eram também adaptações de séries famosas de televisão, como por exemplo, “Rim-Tim-Tim”, “Lassie”, “Bonanza” e do cinema, como “Tarzan”. Os livros tinham a capa cartonada e a cores e, no seu interior, o texto alternava com o formato em banda desenhada a preto e branco.

Adaptado do site http://timtimportimtim.com.sapo.pt/

Séries publicadas:

Astérix, Barba-Ruiva, Bernard Prince, Blake & Mortimer, Blueberry, Bob Morane, Chick Bill, Clifton, Howard Flynn, Humpá-pá, Lucky Luke, Michel Vaillant, Spaghetti, Strapontan, Tanguy & Laverdure, 3 As (Os), Turma (A)

[actualizado em 21-12-2014]

https://bedetecaportugal.weebly.com/ibis.html

https://biblobd.blogspot.com/2018/01/editorial-ibis-ensaio-de.html

Em 1968 por iniciativa de Jaime Mas, o catalão filho de Francisco Mas da Editorial Íbis, iniciou-se a publicação em Portugal de uma revista congénere da «Tintin» belga. A editorial Íbis e a editora Livraria Bertrand eram sócias.

Tinha como diretor o Jaime Mas e como chefe de redação o Dinis Machado, que foi ocupar na Íbis o lugar do Roussado Pinto que fora abrir uma editora própria.

https://bloguedebd.blogspot.com/2015/10/a-vida-interior-das-redacoes-dos.html

As colecções de cromos Ver e Saber com a história da Aviação e a história da Marinha foram editados pela Editorial Íbis. A caderneta de cromos "O Templo do Sol" foi composta e impressa nas oficinas gráficas da Editorial Ibis.

DINIS MACHADO

Um dia, telefona-me o Roussado Pinto a perguntar se eu queria ir trabalhar com ele. Fui para a Íbis, que era um mastodonte de coisas incríveis, subprodutos que vinham de Espanha, anedotas, colarinhos de beatos, Kansas City… O Tintin surgiu porque ele, além de querer ocupar as máquinas, também queria uma revista de banda desenhada. Quando a Íbis faliu, continuei a fazer a revista para a Bertrand.

https://arquivo.pt/wayback/20191115124048mp_/http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2008/10/dinis-machado-entrevista-ler-em-2002.html

Bom, mas antes de ser o escritor de "O Que Diz Molero" e ao contrário do que muitos dos seus leitores julgam, já Dinis Machado se metera nas lides da ficção. Foi na década de 50, depois da gloriosa aventura do "Diário Ilustrado", jornal que provocou um redemoinho tão forte na paz podre do regime salazarista que acabou por se asfixiar a si mesmo. E deixou Machado casado e desempregado.

Roussado Pinto, "escritor compulsivo", que depois da funesta experiência do "Diário Ilustrado" se convertera em "editor de fancaria" através da Ibis, convidou-o para trabalhar com ele. Foi de resto aqui que nasceu a edição portuguesa do "Tim-Tim" e também a colecção "Rififi" - policiais que sobravam à "Vampiro" ou que esta se descurara em reservar os direitos. Este era o pelouro de Machado, que um dia, num aperto de prestações por pagar, decidiu que era capaz de escrever "policiais melhores do que aqueles". Mas precisava que lhe paguem adiantado

Com alguma surpresa Roussado Pinto concordou e estabeleceu logo ali as condições do contrato: três livros por ano a seis contos cada. Havia outra condição: arranjar um pseudónimo americano, para dar verosimilhança ao autor. Ele próprio agia assim e adoptara o nome literário de Ross Pyn.

(...) cumpriu o compromisso de Dinis Machado para a Ibis, que algum tempo depois foi à falência e vendida aos bocados.

"O Tim-Tim e eu com ele fomos comprados pela Bertrand" - e assim se iniciou um outro ciclo da vida de um "puto reguila" que "filosoficamente foi sempre do Bairro Alto".

António Melo, Público, 04/02/2001