Sinto que este amor que me apetece,
Como incenso e aromas de um altar;
Vem cingido com candura e enternece,
Com carinhos, a minh’alma embalar!
Mas sinto que esta alma desprendida,
Maravilha sacrossanta das quimeras;
Traz enlevos que adoçam minha vida,
Com amor de outras lindas primaveras!
Sinto tua graça e uma paz consoladora,
Nos ocasos do amor, e com as ternuras,
Entre as ânsias de uma prece acolhedora...
Pois às vezes em minh'alma aparece,
Sentimentos infinitos, radiantes,
Deste amor, que idolatro e enternece...
Crédito da Imagem: Helena Schwonke
http://pelotascultural.blogspot.com/2010/05/arte-entre-tumulos.html
Blog Pelotas Capital Cultural
De Francisco Antônio Vidal
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