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13 de julho de 2023

CIDADE PEQUENA


As ruas de terra batida
As mulheres velhas fazem fofocas
Os homens bêbados gritam palavrões no boteco da esquina
Enquanto isso as crianças jogam bola

O noivo vai levar as flores para sua amada
O leiteiro canta uma canção para a viúva
A professora vai para a escola
Enquanto isso o carteiro chega com as contas

Um menino foge de seus pais
Porque ele ama seu melhor amigo
Os cachorros correm atrás dos gatos
Enquanto isso um homem velho dá o seu último suspiro

Uma prostituta dorme tranquilamente porém sozinha
O jornaleiro está lendo uma revista adulta
O padeiro prepara mais uma fornada de seus cheirosos pães
Enquanto isso os meninos observam as meninas nadando no lago

Esta é a cidade pequena
Não sei o nome
Mas ela é aconchegante
Como um belo paraíso da tranquilidade

Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir da ideia de falar de uma cidade pequena que com certeza qualquer pessoa conhece, vai conhecer ou conheceu em algum momento, se isso não acontecer pode ter certeza que vai conseguir visualizar. A imagem foi criada por Inteligência Artificial no site Craiyon.

4 de maio de 2023

CANÇÕES E ESTRADAS

A cada pôr-do-sol
Há um novo horizonte
O ponto de partida
Pode não ser o mesmo do retorno
Cidadezinha pacata com a igreja matriz
Ruas de paralelepípedos e terra batida

Cidadãos simplórios cantam alegremente
Viola caipira ponteada acompanhando os causos
Fogão de lenha para ferver o café fresquinho
Serestas ao luar dessa viagem indeterminada
Caminho estreito e saudade no peito
Lágrimas que não são de arrependimento

Madrugada insone e mente insana
Canções de outrora invadem a minha criatividade
Estradas que quero passar novamente
Lembranças vividas e guardadas na eternidade
Como qualquer flor precisa de semente
Eu preciso viver como se fosse a última semana

Arthur Claro


Essa poesia foi criada de improviso e eu estava também com ideia de criar poesias para uma pacata cidade que não existe na real e somente na minha cabeça.

1 de agosto de 2019

MAIS UM DIA NA PACATA CIDADE INTERIORANA

Amanheceu na pacata Aimoré do Sul
O galo cacareja, o cachorro late e a vaca mu...
As esposas dedicadas preparam o café
Os homens trabalhadores estão indo para a fábrica
As crianças vão para a aula de matemática
O padre com louvor declama a palavra da fé

Os apaixonados se beijam na praça da igreja
Os bebuns no boteco bebem cerveja
Algumas anciãs fazem tricôs, crochês e futricas
Crianças brincam de bola na rua de paralelepípedo
Mas todo mundo quer ouvir as histórias do velho Alfredo
Elas são emocionantes e nem sempre verídicas

A cidade na quermesse se diverte
Vinho quente, bingo e troca de bilhete
Pescaria, pamonha e missa do Padre Cristiano
Frango assado, quentão e fogueira
Tem até bebê mamando mamadeira
É a comemoração mais esperada do ano

A tranquilidade reina na pacata cidade interiorana
É assim que é a felicidade provinciana
Todo mundo preza pelas verdadeiras amizades 
Nem todos querem sair desta cidade maravilhosa
Pois sempre tem alguém para uma amistosa prosa
Quem partiu volta cheio de saudades

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir do nome da cidade fictícia que criei para um projeto de livro, sim a cidade "Aimoré do Sul" não existe. Hoje não irei colocar imagem para ilustrar, pois infelizmente não tem fotos da minha cidade fictícia.