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30 de março de 2023

A CANÇÃO


Conjunto de três notas
Acordes no meu violão
A melodia serena acalanta os meus ouvidos
Em versos escrevo esta canção
Deixo que a intuição me guie
Dedilho as cordas procurando ideias

Em uma noite escrevi todos estes versos
Fiz esta composição de letra e música
Gravei numa fita velha para ouvir com calma
Belas frases nem sempre criam belas canções
Foi isso que passou na minha cabeça
Decidi refazer está música modificando alguns versos

Escrevi novos versos para melhorar
Fiz novos acordes no violão
Cantarolei mesmo desafinado só pra auxiliar
Dedilho novamente as cordas procurando ideias
Agora me sinto satisfeito com a canção
Eu só preciso agora de um ritmo e um nome

Arthur Claro


Essa poesia foi criada à partir de um processo criativo que uso para compor algumas letras de música, mas faz tempo que não escrevo letras de músicas, eu também fiz uma brincadeirinha usando as iniciais das palavras de cada verso alguns acordes, é um detalhe sutil que eu poderia deixar vocês perceberem, mas preferi avisar para dar mais sentido na poesia. A imagem que ilustra essa poesia é uma foto antiga do meu violão, mas pra frente (spoiler) tem outra poesia que falo sobre o meu violão e aí vou retratar ele como esta no momento.

16 de abril de 2020

ANTIDEPRESSIVO BLUES


Noite com a Lua Cheia no céu estrelado
Uma xícara de café fresco sobre a mesa
Um cigarro repousando no cinzeiro
Folha de caderno e uma caneta azul
Solidão no aconchego do quarto
Criatividade ativada no modo 'poeta'

Um trago no cigarro
Uma reflexão na cabeça
A fumaça se esvai dos lábios
Enquanto o pensamento permanece
Um flerte com o horizonte vazio
Uma distração para a depressão

Um gole no café
Uma ideia para poesia surgindo
Escura noite de chuva torrencial
Apenas a solidão como companheira
Um momento de paz
Uma tristeza no coração

Um novo trago no cigarro
Refletindo sobre os versos
Um trovão barulhento lá fora
Agora o medo surge
Um momento vazio na escuridão
Mais um verso transcrito no papel

Infelizmente o café acabou
Resta a poesia na cabeça
E a fumaça do cigarro no ar
A criatividade se esvai no papel
Palavras formando os versos
Fim da poesia e do cigarro

Arthur Claro

Essa poesia foi criada a partir da vontade de criar uma música em ritmo de Blues, mas como não tenho habilidade para criar melodia, escrevi esta poesia e quem sabe alguém saiba tocar blues entre em contato comigo e ai eu crio meu Blues. Eu confesso que estava triste quando criei esta poesia, agora não estou mais, já passou e estou feliz. A imagem foi retirada do Google e eu quis usar ela somente porque gostei. Que fique claro, eu não fumo, mas gosto de café.