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21 de novembro de 2019

NÃO DIGA BOBAGENS


Você pensa que me engana
As suas palavras não me convencem
Eu aprendi a descobrir as suas mentiras
Aprendi a perceber quando você mente
Seu discurso é inútil
Não diga bobagens

Não acredito em palavras mendazes
Parva eloquência dita por você
Seja por querer ou não
Eu não irei acreditar
Seu hipócrita de merda
Não diga bobagens

Você não vai me convencer
Pare com este discurso pífio
Não adianta dizer que é verdade
Eu sei que não vou acreditar
Cale-se e me respeita
Não diga bobagens

Arthur Claro

Essa poesia foi criada para protestar contra alguns políticos que utilizam de discursos mendazes para conseguir votos e se elegerem, também serve para algumas pessoas que utilizam das mentiras para enganar outras pessoas. A imagem foi retirada do Google.

15 de setembro de 2016

O COTIDIANO DAS RUAS


Observo todas as noites uma meretriz se oferecendo quase nua
Cabelos negros e lisos combinando com os olhos verdes
Os lábios rubros são delicados feitos para acariciar velhos manguitos
Debruçada na janela do carro do cliente combina o preço
Acertado somem para o motel fazer a festinha particular
Em instantes esta de volta com a grana e preparada para o próximo

Nos seus quinze anos de idade já é uma profissional (do sexo)
Faz de tudo para que todos os seus clientes fiquem satisfeitos
Os seios medianos agradam qualquer cliente que esteja com ela
Com a grana fácil se embeleza com roupas e maquiagem caras
Velhos, padres, playboys e gringos com ela já se divertiram
Não tem uma noite que ela fica sem fazer seu programa

Vejo cartazes de um idiota com discurso boçal e mendaz
Com isso iludi a população com promessas repetidas
Mas quem já tem certa sapiência não cai nesse papo
Quando chegar o dia da eleição votará no candidato qualificado
Não quero ser o senhor da razão como muitos querem
Só tenho a pretensão de abrir os olhos dos cegos

Meu cotidiano é diferente do que você vive
Vejo diversas pessoas passando sem me notar
As nossas diferenças quase sempre se encontram
Você pode querer cobiçar a jovem meretriz que vejo
Eu também posso cobiçar o seu emprego
Tudo na vida se encaixa num contexto
Sem querer eu me despeço de todos os leitores

Arthur Claro

Essa poesia foi criada sobre a ótica de um mendigo que observa a rua e a rua não o observa. A imagem foi retirada do Google e pode ser a retratação desta poesia que poucas pessoas presenciam.