ROCK RÁDIO LÁGRIMA PSICODÉLICA no AR desde 15.08.2009. São 16 anos de ROCK AND ROLL!!!

SE A RÁDIO NÃO SINTONIZAR AUTOMATICAMENTE, CLIQUE NO BOTÃO PLAY (SETA) PARA OUVIR A ROCK RÁDIO LÁGRIMA PSICODÉLICA..

ROLANDO AGORA NA NOSSA GRADE DE PROGRAMAÇÃO.

PROGRAMADORES DA ROCK RÁDIO LÁGRIMA PSICODÉLICA:

Cacá, Gäel e Johnny F

lagrimapsicodelica@gmail.com

COMO SINTONIZAR A ROCK RÁDIO LÁGRIMA PSICODÉLICA:


Para SINTONIZAR a ROCK RÁDIO LÁGRIMA PSICODÉLICA no PC, NOTEBOOK, SMARTPHONE ou TABLET acesse: Player Multiplataforma.

ROCK RÁDIO LÁGRIMA PSICODÉLICA
Criação & Direção by Johnny F

Mostrando postagens com marcador Billie Holiday. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Billie Holiday. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Billie Holiday


 Cantora norte-americana de jazz.



1944 - 1949 - You're My Thrill. Original Recordings: Download

1947 - 1958 - Jazz at the Philharmonic: Download

1951 - The Complete Storyville Club Sessions: Download

1955 - 1956 - Lady Sings the Blues (Billie Holiday Story Vol. 4): Download

1955 - All Or Nothing At All: Download

1956 - Lady Sings The Blues: Download

1956 - The Essential Billie Holiday (At The Carnegie Hall): Download

1956 - Velvet Mood (LP): Download

1957 - Body And Soul: Download

1958 - Lady In Satin: Download

1959 - Last Recording: Download

1986 - From The Original Decca Masters: Download

1988 - Billie's Blues: Download

1990 - Billie Holiday and Her Orchestra - Giants Of Jazz: Download

1990 - Billie Holiday with Lester Young - Lady Day & Prez (1937-1941): Download

1991 - Lady In Autumn (The Best Of The Verve Years): Download

1991 - Stay With Me: Download

1991 - Strange Fruit (1933-1940): Download

1991 - The Complete Original American Decca Recordings: Download

1992 - 1945-1959 - The Complete Billie Holiday On Verve: Download

1992 - Billie's Best: Download

1993 - A Fine Romance: Download

1993 - Night And Day: Download

1993 - Verve Jazz Masters 12: Download

1994 - First Issue (The Great American Songbook): Download

1994 - Jazz 'Round Midnight: Download

1994 - Verve Silver Collection: Download

1995 - Jazz & Blues Collection: Download

1995 - Verve Jazz Masters 47 (Billie Holiday Sings Standards): Download

1996 - Love Songs: Download

1996 - Selection of Billie Holiday: Download

1997 - The Complete Commodore Recordings: Download

2000 - Billie's Love Songs: Download

2000 - The Very Best of Billie Holiday: Download

2001 - The Complete Billie Holiday on Columbia (Lady Day,1933-1944): Download

2002 - Billie Holiday & Lester Young - A Musical Romance: Download

2002 - The Essential Billie Holiday: Download

2003 - The Diva Series: Download

2004 - Greatest Hits: Download

2004 - Jazz Ballads 12: Download

2005 - Membran: Download

2005 - The Ultimate Collection: Download

2006 - Retrospective (1935-1952): Download

2006 - Sings Her Favourite Blues Songs: Download

2007 - Singin' Her Greatest Songs: Download

2007 - The Great American Songbook: Download

2007 - XX век. Ретропанорама: Download

2008 - Easy to Love: Download

2008 - The Definitive Collection: Download

2008 - The Master Takes And Singles (1935-1942): Download

2009 - Lady Sings the Blues: Download

2009 - The Ben Webster & Harry Edison Sessions: Download

2010 - Forever Lady Day: Download


Links alternativos (mirror): Download


 

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Billie Holiday


Nova York, manhã de 17 de julho de 1959. Aos 44 anos, com o organismo debilitado pelo uso contínuo e descontrolado de drogas e álcool, morre no Metropolitan Hospital, no Harlem, a cantora Billie Holiday, a mais pungente e emocionante intérprete da história do jazz.

Internada mais uma vez para se tratar do vício em heroína, do qual nunca conseguiu se livrar, Billie morreu sob vigilância policial e, segundo alguns biógrafos, algemada na cama, depois de denunciada à polícia por uma enfermeira que a teria surpreendido consumindo entorpecentes no hospital. Durante a necropsia, os médicos encontraram US$ 750 escondidos dentro de uma meia de seda que ela usava, o último dinheiro de Billie.

As condições degradantes em que a intérprete morreu são o último capítulo de uma biografia singular do show business. Negra, pobre, nascida numa América preconceituosa e repressora, Billie Holiday passou fome, se prostituiu ainda adolescente, descobriu na música o caminho para superar as dificuldades, tornou-se uma estrela e, depois, mergulhou no desespero do vício que a destruiu.

Uma vida sem regras, forjada no desequilíbrio entre talento e sofrimento, ambos em doses nada homeopáticas, ingredientes mais que suficientes para transformar a cantora em um mito. E é como mito que Lady Day (apelido carinhoso que recebeu do saxofonista Lester Young) permanece, passados 50 anos do fim melancólico naquele hospital do Harlem.

Não apenas como a dona de uma voz única, que misturava melancolia, rouquidão e sensualidade, mas também como a artista que influenciou os rumos do jazz, despertou admiração e se tornou um símbolo impossível de ser substituído. No palco, era uma diva, que aprendeu a fazer da voz um requintado instrumento, que nunca cantava uma música da mesma forma duas vezes.

Fora de cena, um turbilhão. Da genialidade ao vício em heroína, cocaína, maconha e álcool, passando pelas desilusões amorosas, envolvimentos sexuais com homens e mulheres, miséria e prostituição, tudo foi incrivelmente rápido e superlativo na vida de Billie Holiday, cujo nome verdadeiro era Eleanora Fagan. Aos 10 anos, vinda de uma família desajustada, foi parar em um reformatório juvenil, onde ficou um ano. Aos 12, nova temporada no reformatório.

Aos 13, pequenos serviços de limpeza num bordel, contato com a música e, provavelmente, as primeiras incursões na prostituição. Já não tinha corpo de menina e chamava a atenção dos clientes. Aos 14, de volta à prisão, desta vez, um estabelecimento penal para adultos, onde ficou pouco mais de três meses. Quando saiu, já estava tomada pela música e, em plena efervescência do blues e do jazz, passou a se apresentar em espeluncas da área negra de Nova York, até ser descoberta pelo crítico John Hammond, que a apresentou ao bandleader Benny Goodman, tornando-se a cantora da orquestra do clarinetista e maestro. De quebra, um sofrido romance com o músico, branco e bem mais velho que ela.

Bela, talentosa, geniosa e dona de um instinto afinado para se envolver com cafajestes, entre eles o primeiro marido, Johnnie Monroe. Depois de Monroe viriam mais dois casamentos, com Joe Guy e Louis McKay. Monroe lhe fornecia drogas e era violento. Guy a convenceu a montar sua própria orquestra e lhe tirou uma bela quantia. McKay também era violento. Além dos maridos, Billie, de acordo com as fofocas da época, teria se envolvido com Clark Gable e com o ator e cineasta Orson Welles. Também se tornou amiga íntima da atriz Tallulah Bankhead.

Esse maremoto afetivo era regado com doses generosas das mais variadas drogas e bebida, o que trouxe a decadência de maneira tão rápida como chegou a fama. De 1933 a 1944, Lady Day viveu seu apogeu. A partir da segunda metade da década de 1940, já sem controle sobre o vício, o frescor e a jovialidade de sua voz começam a se perder. Em 1947, é presa por porte de heroína. O início da década de 1950 a encontra sob os holofotes da imprensa, mas, desta vez, para destacar seus exageros etílicos e com os entorpecentes.

Uma chance de salvação vem da Europa, onde o público ansiava por ver os grandes nomes do jazz. De volta à América, sem dinheiro, praticamente esquecida pelo público, empresários e gravadoras, decide escrever sua biografia e, em parceria com o jornalista sensacionalista William Dufty, lança Lady sings the blues. O livro, além das imprecisões históricas e romanceadas sobre a vida da intérprete, tem uma overdose de autocomiseração. De qualquer forma, o livro lhe devolve um pouco da fama e a diva volta a fazer alguns shows, mas já completamente destruída pelos anos a fio de vício.

Seu último grande momento como intérprete é a gravação de um programa de TV, em 8 de dezembro de 1957, nos estúdios da rede CBS, em Nova York, talvez o resumo perfeito da tragédia pessoal da cantora. Convidada a participar do programa The sound of jazz, de grande sucesso na época, Lady Day não era mais sequer a sombra da intérprete que reinou nas décadas de 1930 e 1940. Os pouco mais de oito minutos da gravação podem ser vistos no Youtube e têm um começo no mínimo constrangedor. A voz de Billie, quase um fiapo, é praticamente inaudível quando a cantora, depois de anunciada, balbucia algumas palavras sobre a importância do blues.

À visível decadência vocal junta-se a figura de uma mulher maltratada, que se assenta num banco alto e, de microfone em punho, espera o fim do primeiro solo, de Ben Webster, para cantar. Mas basta Lady Day interpretar os primeiros versos de Fine and mellow, um blues de sua autoria, gravado pela primeira vez em 1939, para o fiapo de voz, encharcado de melancolia, assumir proporções gigantescas. Mesmo no outono da vida e da carreira, ela se veste com suas dores e tristezas e as transforma em música e em arte.

Texto | Álvaro Fraga

1958 | LADY IN SATIN
(with Ray Ellis And His Orchestra)


01. I'm A Fool To Want You
02. For Heaven´s Sake
03. You Don't Know What Love Is
04. I Get long Without You Very Well
05. For All We Know
06. Violets For Your Furs
07. You've Changed
08. It's Easy To Remember
09. But Beautiful
10. Glad To Be Unhappy
11. I'll Be Around
12. The End Of A Love Affair
13. The End Of A Love Affair (stereo, bonus track)

DOWNLOAD

2015 | LADY IN SATIN | The Centennial Edition
(with Ray Ellis And His Orchestra)


CD 1
01. I'm A Fool to Want You
02. For Heaven's Sake
03. You Don't Know What Love Is
04. I Get Along Without You Very Well
05. For All We Know
06. Violets for Your Furs
07. You've Changed
08. It's Easy to Remember
09. But Beautiful
10. Glad to Be Unhappy
11. I'll Be Around
12. The End of a Love Affair (Stereo master-take 4 with vocal overdub take 8)
13. I'm A Fool to Want You (Mono Master-take 3)
14. The End of a Love Affair (Mono master-take 4 with vocal overdub take 8)
15. Fine and Mellow

CD 2
01. You Don't Know What Love Is (takes 1-3)
02. I'll Be Around (takes 1 & 2)
03. I'll Be Around (takes 3 & 4 plus inserts)
04. For Heaven's Sake (take 1)
05. But Beautiful (take 1)
06. For All We Know (take 1)
07. For All We Know (take 2)
08. For All We Know (takes 3 & 4)
09. It's Easy To Remember (takes 1 & 2)
10. It's Easy To Remember (takes 3-7)
11. I'm A Fool To Want You (take 1)
12. I'm A Fool To Want You (takes 2 & 3)
13. The End Of a Love Affair (takes 1-4)

CD 3
01. The End Of A Love Affair (vocal overdub takes 1-4)
02. The End Of A Love Affair (vocal overdub takes 5-7)
03. Glad To Be Unhappy (takes 1 & 2)
04. Glad To Be Unhappy (take 3)
05. Glad To Be Unhappy (tales 4-7)
06. You've Changed (takes 1-3)
07. I Get Along Without You Very Well (takes 1 & 2)
08. I Get Along Without You Very Well (takes 3 & 4)
09. I Get Along Without You Very Well (take 5)
10. Violets For Your Furs (takes 1-3)
11. Violets For Your Furs (takes 4 & 5)
12. Violets For Your Furs (take 6)

DOWNLOAD

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Lady Sings the Blues | O Ocaso de uma Estrela

Direção | Sidney J. Furie
Produção | Joel Freeman
Baseado em | Lady Sings the Blues, de Billie Holiday
Estados Unidos | 1972

Elenco
Diana Ross | Billy Dee Williams | Richard Pryor

Música | Gil Askey | Michel Legrand | Diana Ross

A história de uma das maiores vozes que o mundo já escutou, interpretada por uma das maiores cantoras que o mundo já conheceu.

Lady Sings the Blues (também conhecido como O Ocaso de uma Estrela) é um filme que narra a vida da cantora de jazz Billie Holiday, tendo como base a autobiografia homônima dela lançada no ano de 1956. Produzido pela Motown Productions, o filme traz Diana Ross no papel principal.

Em 1936, Nova York, Billie é presa sob a acusação de porte de drogas. Abandonada em uma cela, ela relembrará os mais dolorosos e marcantes momentos de sua vida, desde seus dias como uma ajudante de limpeza em um bordel, sua meteórica carreira, turbulentos relacionamentos, à sua performance triunfal no Carnegie Hall em NY.

1972 | LADY SINGS THE BLUES
(O Ocaso de uma Estrela)
Original Motion Picture Soundtrack


01. The Arrest
02. Lady Sings The Blues
03. Baltimore Brothel
04. Billie Sneaks Into Dean & Dean’s Swingin’ Uptown
05. T’ain’t Nobodu’s Bizness If I Do
06. Big Ben, C. C. Rider
07. All Of Me
08. The Man I Love
09. Them There Eyes
10. Gardenias From Louis
11. Cafe Manhattan, Had You Been Around, Love Theme
12. Any Happy Home
13. I Cried For You (Now It’s Your Turn To Cry Over Me)
14. Billie & Harry, Don’t Explain
15. Mean To Me
16. Fine And Mellow
17. What A Little Moonlight Can Do
18. Louis Visists Billie On Tour, Love Theme
19. Cafe Manhattan Party
20. Persuasion, T’ain’t Nobodys Bizness If I Do
21. Agent’s Office
22. Love Is Here To Stay
23. Fine And Mellow
24. Lover Man (Oh, Where Can You Be?)
25. You’ve Changed
26. Gimme A Pigfoot (And A Bottle Of Beer)
27. Good Morning Heartache
28. All Of Me
29. Love Theme
30. My Man (Mon Homme)
31. Don’t Explain
32. I Cried For You (Now It’s Your Turn To Cry Over Me)
33. Strange Fruit
34. God Bless The Child
35. Closing Theme

DOWNLOAD

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Billie Holiday


Nova York, manhã de 17 de julho de 1959. Aos 44 anos, com o organismo debilitado pelo uso contínuo e descontrolado de drogas e álcool, morre no Metropolitan Hospital, no Harlem, a cantora Billie Holiday, a mais pungente e emocionante intérprete da história do jazz.

Internada mais uma vez para se tratar do vício em heroína, do qual nunca conseguiu se livrar, Billie morreu sob vigilância policial e, segundo alguns biógrafos, algemada na cama, depois de denunciada à polícia por uma enfermeira que a teria surpreendido consumindo entorpecentes no hospital. Durante a necropsia, os médicos encontraram US$ 750 escondidos dentro de uma meia de seda que ela usava, o último dinheiro de Billie.

As condições degradantes em que a intérprete morreu são o último capítulo de uma biografia singular do show business. Negra, pobre, nascida numa América preconceituosa e repressora, Billie Holiday passou fome, se prostituiu ainda adolescente, descobriu na música o caminho para superar as dificuldades, tornou-se uma estrela e, depois, mergulhou no desespero do vício que a destruiu.

Uma vida sem regras, forjada no desequilíbrio entre talento e sofrimento, ambos em doses nada homeopáticas, ingredientes mais que suficientes para transformar a cantora em um mito. E é como mito que Lady Day (apelido carinhoso que recebeu do saxofonista Lester Young) permanece, passados 50 anos do fim melancólico naquele hospital do Harlem.

Não apenas como a dona de uma voz única, que misturava melancolia, rouquidão e sensualidade, mas também como a artista que influenciou os rumos do jazz, despertou admiração e se tornou um símbolo impossível de ser substituído. No palco, era uma diva, que aprendeu a fazer da voz um requintado instrumento, que nunca cantava uma música da mesma forma duas vezes.

Fora de cena, um turbilhão. Da genialidade ao vício em heroína, cocaína, maconha e álcool, passando pelas desilusões amorosas, envolvimentos sexuais com homens e mulheres, miséria e prostituição, tudo foi incrivelmente rápido e superlativo na vida de Billie Holiday, cujo nome verdadeiro era Eleanora Fagan. Aos 10 anos, vinda de uma família desajustada, foi parar em um reformatório juvenil, onde ficou um ano. Aos 12, nova temporada no reformatório.

Aos 13, pequenos serviços de limpeza num bordel, contato com a música e, provavelmente, as primeiras incursões na prostituição. Já não tinha corpo de menina e chamava a atenção dos clientes. Aos 14, de volta à prisão, desta vez, um estabelecimento penal para adultos, onde ficou pouco mais de três meses. Quando saiu, já estava tomada pela música e, em plena efervescência do blues e do jazz, passou a se apresentar em espeluncas da área negra de Nova York, até ser descoberta pelo crítico John Hammond, que a apresentou ao bandleader Benny Goodman, tornando-se a cantora da orquestra do clarinetista e maestro. De quebra, um sofrido romance com o músico, branco e bem mais velho que ela.

Bela, talentosa, geniosa e dona de um instinto afinado para se envolver com cafajestes, entre eles o primeiro marido, Johnnie Monroe. Depois de Monroe viriam mais dois casamentos, com Joe Guy e Louis McKay. Monroe lhe fornecia drogas e era violento. Guy a convenceu a montar sua própria orquestra e lhe tirou uma bela quantia. McKay também era violento. Além dos maridos, Billie, de acordo com as fofocas da época, teria se envolvido com Clark Gable e com o ator e cineasta Orson Welles. Também se tornou amiga íntima da atriz Tallulah Bankhead.

Esse maremoto afetivo era regado com doses generosas das mais variadas drogas e bebida, o que trouxe a decadência de maneira tão rápida como chegou a fama. De 1933 a 1944, Lady Day viveu seu apogeu. A partir da segunda metade da década de 1940, já sem controle sobre o vício, o frescor e a jovialidade de sua voz começam a se perder. Em 1947, é presa por porte de heroína. O início da década de 1950 a encontra sob os holofotes da imprensa, mas, desta vez, para destacar seus exageros etílicos e com os entorpecentes.

Uma chance de salvação vem da Europa, onde o público ansiava por ver os grandes nomes do jazz. De volta à América, sem dinheiro, praticamente esquecida pelo público, empresários e gravadoras, decide escrever sua biografia e, em parceria com o jornalista sensacionalista William Dufty, lança Lady sings the blues. O livro, além das imprecisões históricas e romanceadas sobre a vida da intérprete, tem uma overdose de autocomiseração. De qualquer forma, o livro lhe devolve um pouco da fama e a diva volta a fazer alguns shows, mas já completamente destruída pelos anos a fio de vício.

Seu último grande momento como intérprete é a gravação de um programa de TV, em 8 de dezembro de 1957, nos estúdios da rede CBS, em Nova York, talvez o resumo perfeito da tragédia pessoal da cantora. Convidada a participar do programa The sound of jazz, de grande sucesso na época, Lady Day não era mais sequer a sombra da intérprete que reinou nas décadas de 1930 e 1940. Os pouco mais de oito minutos da gravação podem ser vistos no Youtube e têm um começo no mínimo constrangedor. A voz de Billie, quase um fiapo, é praticamente inaudível quando a cantora, depois de anunciada, balbucia algumas palavras sobre a importância do blues.

À visível decadência vocal junta-se a figura de uma mulher maltratada, que se assenta num banco alto e, de microfone em punho, espera o fim do primeiro solo, de Ben Webster, para cantar. Mas basta Lady Day interpretar os primeiros versos de Fine and mellow, um blues de sua autoria, gravado pela primeira vez em 1939, para o fiapo de voz, encharcado de melancolia, assumir proporções gigantescas. Mesmo no outono da vida e da carreira, ela se veste com suas dores e tristezas e as transforma em música e em arte.

Texto | Álvaro Fraga

1958 | LADY IN SATIN
(with Ray Ellis And His Orchestra)


01. I'm A Fool To Want You
02. For Heaven´s Sake
03. You Don't Know What Love Is
04. I Get long Without You Very Well
05. For All We Know
06. Violets For Your Furs
07. You've Changed
08. It's Easy To Remember
09. But Beautiful
10. Glad To Be Unhappy
11. I'll Be Around
12. The End Of A Love Affair
13. The End Of A Love Affair (stereo, bonus track)

DOWNLOAD

2015 | LADY IN SATIN | The Centennial Edition
(with Ray Ellis And His Orchestra)


CD 1
01. I'm A Fool to Want You
02. For Heaven's Sake
03. You Don't Know What Love Is
04. I Get Along Without You Very Well
05. For All We Know
06. Violets for Your Furs
07. You've Changed
08. It's Easy to Remember
09. But Beautiful
10. Glad to Be Unhappy
11. I'll Be Around
12. The End of a Love Affair (Stereo master-take 4 with vocal overdub take 8)
13. I'm A Fool to Want You (Mono Master-take 3)
14. The End of a Love Affair (Mono master-take 4 with vocal overdub take 8)
15. Fine and Mellow

CD 2
01. You Don't Know What Love Is (takes 1-3)
02. I'll Be Around (takes 1 & 2)
03. I'll Be Around (takes 3 & 4 plus inserts)
04. For Heaven's Sake (take 1)
05. But Beautiful (take 1)
06. For All We Know (take 1)
07. For All We Know (take 2)
08. For All We Know (takes 3 & 4)
09. It's Easy To Remember (takes 1 & 2)
10. It's Easy To Remember (takes 3-7)
11. I'm A Fool To Want You (take 1)
12. I'm A Fool To Want You (takes 2 & 3)
13. The End Of a Love Affair (takes 1-4)

CD 3
01. The End Of A Love Affair (vocal overdub takes 1-4)
02. The End Of A Love Affair (vocal overdub takes 5-7)
03. Glad To Be Unhappy (takes 1 & 2)
04. Glad To Be Unhappy (take 3)
05. Glad To Be Unhappy (tales 4-7)
06. You've Changed (takes 1-3)
07. I Get Along Without You Very Well (takes 1 & 2)
08. I Get Along Without You Very Well (takes 3 & 4)
09. I Get Along Without You Very Well (take 5)
10. Violets For Your Furs (takes 1-3)
11. Violets For Your Furs (takes 4 & 5)
12. Violets For Your Furs (take 6)

DOWNLOAD