25/05/2026

Vem, Espírito de Deus!


"A paz esteja contigo. Os amigos saúdam-te; e tu saúda os amigos, um por um." 
(3 Jo. 15)

Começamos hoje com a saudação final da terceira carta de S. João. Que riqueza!

Termina o Tempo Pascal com esta solenidade do Pentecostes, em que se celebra a descida do Espírito sobre Maria e os Apóstolos, no Cenáculo. Que grande alegria e felicidade pela fidelidade de Deus, e pelo cumprimento da promessa de Jesus Cristo. O Espírito Santo veio duma forma extraordinária, como línguas de fogo, e agindo na vida dos Apóstolos, a tal ponto que abriram as portas, e vieram para a rua anunciar Jesus Cristo, convidando à conversão.

Naturalmente que no centro da solenidade do Pentecostes está o Espírito Santo. É Ele que renova, dá vida e constrói a Igreja. A 1ª leitura descreve o acontecimento do Pentecostes, congregando numa mesma comunidade todos os povos, raças e línguas. A 2ª leitura apresenta-nos a diversidade de dons a edificar a comunidade no Corpo de Cristo. No Evangelho, Jesus transmite o Espírito Santo aos discípulos, soprando sobre eles.  Encontramos o Senhor na assembleia dos crentes, que se abre para acolher os dons.

Senhor nosso Deus, que, no mistério de Pentecostes, santificais a Igreja, dispersa entre todos os povos e nações, derramai sobre a terra os dons do Espírito Santo, de modo que, também hoje, se renovem nos corações dos fiéis os prodígios realizados nos primórdios da pregação do Evangelho. Por NSJC…    (Oração de coleta da solenidade do Pentecostes)

Suplicamos os dons de Deus, nesta oração inicial, para que transformem os nossos corações e se renove a face da terra. O Pentecostes, não só aconteceu várias vezes, como descrevem os Actos dos Apóstolos, mas continua a fazer crescer e vivificar a Igreja.

Recebei o Espírito Santo (Jo. 20, 19-23)

O encontro dos discípulos com o Senhor ressuscitado, no primeiro dia da semana, é um convite em cada domingo, a fazermos a mesma experiência, para nos deixarmos renovar e transformar. Supliquemos ao Senhor que nos dê o Seu Espírito, para sermos iluminados, renovados e vivificados. Deus dá o Espírito Santo a quem lh’O pede.

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao Domingo de Pentecostes - ano A)

Eucaristia e Igreja nascem da ressurreição


«No 5.º Domingo de Páscoa, sempre com o apoio da Palavra de Deus na Eucaristia dominical, aludimos ao tema da Igreja. Hoje, voltamos a reflecti-lo, pois a liturgia assim nos deixa esse convite. Demo-nos conta de que a Igreja é o melhor fruto da ressurreição do Senhor, e nos ajudará a perceber se a nossa fé é ou não consistente. Isto é: porque a nossa fé é a fé da Igreja, necessitamos, em cada domingo, testemunhá-lo, com a nossa participação na Eucaristia. Torna-se assim evidente que muitos baptizados necessitam corrigir o seu comportamento, para poderem comprovar a maturidade da sua fé com mais coerência e autenticidade. Naturalmente é o que justifica esta partilha semanal, para ajudar a aprofundar “o centro e o cume da vida cristã”.

Neste 6º domingo da Páscoa somos convidados a descobrir a presença discreta da ressurreição de Cristo, na caminhada histórica da Igreja. Ele que prometeu não nos “deixar órfãos”. 
Com a adesão à Palavra de Deus que os Apóstolos transmitiam, ia crescendo o número dos discípulos, mesmo em terreno em que Cristo tinha tido dificuldades, e davam continuidade aos sinais que Jesus prometeu aos seus, na sua missão evangelizadora. Assim o manifesta logo a 1ª leitura. Mesmo no meio de adversidades, os discípulos devem dar testemunho da esperança, lembra a 2ª leitura. Mas Jesus acompanha a Igreja, com o Defensor ou Paráclito, e a conduz à verdade.

"Deus todo poderoso, concedei-nos a graça de viver dignamente estes dias de alegria, em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos. Por NSJC…"      (Oração de colecta do VI domingo da Páscoa)

Viver a ressurreição de Cristo é participar no mistério central da nossa fé. Por isso deve levar-nos a experimentar profunda alegria, a graça que pedimos nesta Eucaristia.

"Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós" (Jo. 14, 15-21)

O Paráclito, o Defensor, é o Espírito Santo que continua a obra de Jesus no meio de nós. Assim cumpre a sua promessa; não nos abandona; está sempre connosco. Abramo-nos para Ele, que nos consola, nos edifica, nos protege. 
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao VI Domingo do Tempo Páscal, ano A)

16/05/2026

Ele está connosco para sempre

«Quase a finalizar o Tempo Pascal, celebramos a Ascensão do Senhor aos Céus. Ascensão é subir pelo seu próprio poder, distinguindo-se de Assunção (a 15 de Agosto), que é subir pelo poder de outrem. Cristo, que é Deus, sobe até ao Pai por si mesmo. Além disso, indica-nos o sentido da nossa caminhada: vimos de Deus, que nos deu a vida, e vamos para Deus, para nos tornarmos participantes da Sua glória. Que felicidade!

Acolhendo o dom de vivermos a Ascensão de Cristo aos Céus, somos convidados a ser inundados de alegria e de esperança: alegria, porque Jesus vai para o Pai, para nos enviar o Espírito Santo, e continuar sempre connosco; esperança, porque assumiu a nossa humanidade, e agora a faz penetrar nos céus. Jesus, que amou, serviu e deu a vida, indica-nos o caminho que devemos seguir, assumindo a missão que nos confia, de testemunharmos o projecto libertador que Ele iniciou. Queremos ter a honra e a dignidade de sermos seus continuadores. Essa é a missão que as leituras da Ascenção nos apontam.

"Deus todo poderoso, fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória, como nossa Cabeça, para aí nos chama, como membros do seu Corpo. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos." (Oração de colecta da solenidade da Ascensão do Senhor)

Nesta oração pedimos a Deus a alegria e a esperança, para nos entregarmos à missão de continuar o compromisso do chamamento que nos dirige, como membros da sua comunidade. Somos o seu Corpo, e queremos estar unidos à Cabeça, em comunhão (= comum união).

"Ide e ensinai todas as nações… Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos." (Mt. 28, 16-20)

Não estamos órfãos! Esta mensagem também quer ajudar a entender que Ele é o Emanuel, Deus connosco, mas é sobretudo a Palavra de Deus a fazê-lo sentir mais vivamente.

A nossa oração orienta-se em duas traves mestras: corresponder ao imperativo da evangelização e à consolação de O termos sempre ao nosso lado. Por isso nos entregamos a Ele, com a força do seu Espírito: eis-me aqui, Jesus, envia-me! Podes contar comigo, porque quero estar contigo!»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a Ascensão do Senhor e a semana que se lhe segue)

07/05/2026

Em Maio... e além



 Atrevam-se!

Precisamos de grande Revolução desta.

"Rezem o Terço todos os dias" - pediu Nossa Senhora em Fátima


++++++
Para além do Terço do Rosário

existem muitas outras sugestões de Terços Devocionais, por exemplo o


ou outros, como o:
ou da VITÓRIA

Nas contas pequenas:
Eu hei-de vencer
 Jesus Cristo me ama e me resgata com o seu poder.
..
No final de cada dezena: 
Deus tem o poder: Deus tem o querer; esta batalha hei-de vercer.
...
Finalizar o terço com a
 Salvé Rainha

++++++
Que podes vencer! (ouvir mp3) (Simplus)

Já sei que não te posso mais ajudar 
Sei bem que não vais mudar 
Tudo o que fazes é fácil de prever 
Tens o teu rumo a correr 
Será que não vais esperar 
Tens surpresas para aceitar 

Tens tudo pra viver 
Será que não sabes 
Que podes vencer 
o teu medo de perder. 
Sai desse mundo 
Tens tudo para ver 
Será que não sabes 
Que deixas fugir 
O que a vida nos dá pra sorrir
++++++
________
*(sobre o Terço)

02/05/2026

A nossa mãe e a mãe Igreja

No primeiro domingo de Maio, em Portugal, é dia da mãe. É um convite a vivermos a maternidade, a começar por aquela que foi instrumento privilegiado para vivermos uma existência plena de sentido. Se começa por nos ajudar a situar neste mundo, contudo, o plano é bem mais largo, pois faz parte dos projectos de Deus, que para isso nos gerou para uma vida nova, através da nossa mãe Igreja. Mas também se alarga o horizonte, ao conhecermos o amor numa vida mais plena, esta maternidade é assumida na forma mais sublime, através de Maria, mãe de Jesus e de todos os homens. No entanto devemos acentuar que, verdadeiramente, o dia da mãe diz respeito sobretudo à missão daquela que Deus escolheu para nos trazer para a vida, com sentido integral, para não se reduzir a simples progenitora.

Ao celebrarmos o 5º domingo de Páscoa, a Palavra de Deus convida-nos a aprofundar o sentido da vida que a Igreja nos transmite, pois somos comunidade que nasce da vida de Jesus. Assumimos o desafio de procurar viver e crescer como membros, unidos pela fé e pelo amor, na realização dos desígnios de Deus, para termos a vida, a que Deus nos chama. Assim, somos membros da família de Deus, e templo espiritual, como pedras vivas, convidados a seguir o caminho, que é Jesus. É assim que nos inserimos neste plano e queremos corresponder à forma mais bela da nossa realização.

Deus todo poderoso e eterno, realizai em nós sempre o mistério pascal, para que, tendo sido renovados pelo santo Batismo, com o auxílio da vossa proteção, demos fruto abundante e alcancemos as alegrias da vida eterna. Por NSJC… (Oração de coleta do V domingo da Páscoa)

A graça do Baptismo faz-nos viver o mistério pascal de Jesus Cristo, que actualizamos na celebração da Eucaristia. Para que a água do Baptismo, que nos deu uma vida nova, não fique estagnada, importa que ela se manifesta através da abundância de frutos, que nos levem a experimentar as alegrias eternas.

«Respondeu-lhe Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”» (Jo. 14, 1-12)

A vida é um dom de Deus. D’Ele vimos e para Ele vamos. Então, importa viver n’Ele, para caminharmos para Deus. A nossa vida deve ser uma vida em Cristo. Só por Ele podemos experimentar a autenticidade desta relação, numa verdadeira comunhão com Deus. Digamos a Jesus, em oração, a importância que Ele tem para nós.

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao V Domingo do Tempo Páscal, ano A)

Também em vídeo, comentário do padre Manuel Barbosa, scj:
 

Partilhas maiores