«O Catecismo da Igreja Católica, ao falar da
Eucaristia dominical, afirma o seguinte: "O
domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve
guardar-se em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito" (nº
2177). Depois refere que igualmente se devem guardar os dias santificados, ao
longo do ano litúrgico. Por isso, os mandamentos da Santa Igreja, que são
cinco, afirma logo no primeiro que se
deve “participar na Eucaristia todos os domingos e dias santos de guarda”. Porque quem não se alimenta não sobrevive, e assim
a fé necessita deste alimento sacramental regular.
Somos
convidados a viver o VI Domingo Comum, porque é o Dia do Senhor, e Deus é o
centro da nossa vida, como consequência do Baptismo. É isso mesmo que quer dizer
a palavra “domingo”, que vem de “Dominus”, e significa “do Senhor”. Hoje, pela Palavra de Deus, procuremos
perceber a importância fundamental que Deus deve ter na nossa vida, com
propostas para a dimensão mais profunda da existência. Há o risco de busca de
auto-suficiência, na sociedade actual, que leva à arrogância e ao individualismo
exacerbado, prescindindo de Deus e das suas propostas. Afirmemos, pois, o
sentido duma vida em Cristo, e Cristo ressuscitado!
Senhor,
que prometeste estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a
vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. (Oração de Colecta do VI Domingo Comum)
Esta
oração é muito bela! Na certeza de que Deus mora na sinceridade do coração recto,
suplicamos o dom duma vida plena, em nós, que seja verdadeira morada de Deus.
Afinal, vamos à igreja para sermos mais Igreja!
"Bem-aventurados
vós, os pobres…
Mas ai de
vós, os ricos…" (Do Evangelho: Lc 6, 17. 20-26)
As
bem-aventuranças são a magna carta dos cristãos. Por elas devemos pautar
a nossa vida. Talvez conheçamos melhor a versão que São Mateus apresenta no
capítulo quinto. Contudo, a proposta de São Lucas é mais sintética e, para além
das bem-aventuranças, apresenta também as maldições, os “ais”, para termos mais
cuidado em ser bem-aventurados.
Porque ser
bem-aventurado é ser feliz, para conseguirmos a verdadeira felicidade, rezemos
com frequência: Bem-aventurados… É a máxima a que aspiramos!»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o VI domingo do Tempo Comum, ano C, e semana que se segue)
Feliz o homem que pôs a sua esperança no Senhor