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14/09/2022

Com blogues e companhia

“O mundo vai girando/ Cada vez mais veloz/ A gente espera do mundo/ E o mundo espera de nós…”[*]

Foi assim, com o mundo a correr a uma velocidade estonteante, que resolvi deixar (es)correr o meu mundo como música numa pauta, aqui, em Partilhas em Fá menor (partilhas-em-fa-m.blogspot.com) e me tornei blogger em formato de acorde menor.

Andávamos, então, pelo início do ano de 2007, e as TIC tinham começado a mostrar-me um fascinante mundo novo, abrindo-me portas ao desconhecido para lá de um monitor de computador.

Como é que uma mãe de família se mete nestas coisas?!

A verdade é que não podemos dar crédito a tudo o que teima em nos querer entrar casa adentro… e eu até era um bocado céptica quando os meus filhos me pediram o primeiro computador e ligação à internet. Achava que, mais do que os ajudar nos estudos, como eles me afiançavam, os iria distrair deles. Aquilo era para mim um “bicho-de-sete-cabeças”.

Quando decidi voltar à escola para recomeçar a estudar, à noite, num Curso Tecnológico de Acção Social, as TIC constituíam uma disciplina obrigatória. É certo que até aí já me tinha abalançado a escrever uns textos no Word por iniciativa própria, frequentado uma formação e obtido um diploma de Competências Básicas em Tecnologias de Informação; mas foi nesta altura que o impulso maior foi dado, até porque o bichinho já se tinha começado a instalar e “quem não avança recua”.

Passado pouco tempo ajudei ao nascimento de outro blogue, que pretendia ser um jornal de parede da turma do CTAS (Curso Tecnológico de Acção Social) Nocturno, disciplina de TEC (Técnicas de Expressão e Comunicação). No âmbito desta disciplina, foi proposta aos alunos desta turma uma actividade inserida no tema “Sociedade da comunicação”. Depois de abordado o tema foi decidida a construção de um jornal e daí, esse blogue: Visão Nocturna (visaonocturna.blogspot.com).

E como não há duas sem três surgiu contrapobreza.blogspot.com, como parte integrante do meu Trabalho da Prova de Aptidão Tecnológica (PAT), o meu Projecto Ecos… em que se me tornou imperioso Sonhar que… é possível acabar com a Pobreza.

É um blogue que fui mantendo activo, até porque não me limitei a esse curso, mas avancei para outro de nível seguinte, de Serviço Social e Desenvolvimento Comunitário; e, no que toca à pobreza, acho que se trata de um assunto cada vez mais inquietante, complexo e de difícil solução, mas a que não nos podemos acomodar.

Bem, mas não me fiquei por aqui. Como blogger em formato de acorde menor, o meu mundo somou e seguiu.

No mundo da blogosfera podemos encontrar de tudo e ainda mais alguma coisa. Eu tive sorte: encontrei essa “mais alguma coisa”. Quando um grupo de bloggers se começou a reunir à volta de jogos sucessivos de 12 Palavras, eu andava por perto e juntei-me a esse grupo, de onde saíram verdadeiros textos de escrita criativa, que foram um pouco depois, em 2008, reunidos em livro: o “22 Olhares sobre 12 Palavras”.
Entretanto comecei a tomar o gosto pela escrita e  abri mais um blogue, ainda em 2007, o Retalhos e Rabiscos (ensaio12.blogspot.com), onde fui começando a ensaiar mais uns rabiscos em retalhos soltos.

Como sou inconformista q.b., achei que tinha muito que aprender e inscrevi-me num Campeonato de escrita criativa por e-mail, com Pedro Chagas Freitas (pedrochagasfreitas.com), e nasceu mais um blogue para os textos aí produzidos (e outros exercícios de escrita), o EscreVIvendo (escritariscada.blogspot.com); depois,  seguiram-se dois cursos de escrita criativa da UnyLeYa, com João Braamcamp de Mancelos, cujos textos produzidos foram sendo aí sucessivamente publicados.

Entretanto, comecei a ensaiar outros voos. Já não me satisfazia apenas a escrita nos blogues. Precisava de soltar Um Grito. O grito que me apertou a garganta e que sufoquei durante muitos anos. O grito que uma ave prisioneira numa gaiola, ainda que muito bonita, não é capaz de soltar se não for em voo. Porque chega um tempo em que já não conseguimos conter mais o que nos quer extravasar do peito. Então, ao mesmo tempo que ia escrevendo, comecei a tomar balanço.

Balancei, balancei... e saltei. Saltei para as páginas de um livro, querendo acreditar... que: Talvez que as minhas asas/ de papel/ Que alguém um dia/ não teve pejo de cortar/ podiam ainda ser coladas/ e voar/ porque é preciso acreditar...

O livro, composto de Simplesmente/ Páginas da Memória/ Que se Soltam/ Em Voo no Tempo, saiu em Novembro de 2011. Chama-se “Memória Alada”. Nele: No início dos anos 1970, num mundo a preto e branco, Maria, menina mimosa e ingénua de aldeia, teima em desenhar o seu mundo de outras cores. Uma teimosia e uma ingenuidade rabiscadas em páginas que querem voar de um quase diário.

Mas enquanto tratava com editoras para que este livro visse a luz do dia, e porque “parar é morrer”, não me contive e abri outro blogue. Desta vez Em Fá Sustenido, para experimentar a plataforma sapo (emfasustenido.blogs.sapo.pt); mais tarde,  porque desgostei daquela plataforma, depois de várias tentativas consegui migrá-lo para a plataforma blogspot (emfa-sustenido.blogspot.com).

E assim fui obtendo um pouco de satisfação pessoal; um pouco apenas, porque não consegui ficar por aí. A seguir vieram as fotografias tiradas nas minhas caminhadas quase diárias, e surgiu No Meu Silêncio (silenciosameu.blogspot.com). Mas como "a curiosidade matou o gato", comecei a gastar muito tempo a pesquisar os nomes e características das flores dos meus caminhos, e isso teria de ficar registado em algum lado: então veio novo formato delineado para isso, logo: Pelo Mundo – um Jardim (omundoumjardim.blogspot.com). Mas nem todas cabiam aí nesse formato que idealizei, porque dava muito trabalho e achava que algumas eram _apenas rumores (rumorinhos.blogspot.com).  

Entre uns e outros, em 2018, vieram Algumas outras linhas em que (também) me escrevo  A Linha e a Agulha (alinhaeagulha.blogspot.com), uma espécie de álbum, quase livro de ponto(s), para ir publicando/guardando alguns dos meus trabalhos de linhas e agulhas.

Ah, ainda falta mencionar C(l)ave . de . Fá (famenorarquivo.blogspot.com), que surgiu ainda nos princípios, em 2008  um arquivo meio morto: apenas uma gaveta na cave para ir guardando notas dignas de registo... e alguns outros registos a sair do tom.

E é assim.

“Mesmo quando tudo pede/ Um pouco mais de calma/ Até quando o corpo pede/ Um pouco mais de alma/ Eu sei, a vida não pára/ A vida não pára...

Será que é tempo/ Que lhe falta para perceber?/ Será que temos esse tempo/ Para perder?/ E quem quer saber?/ A vida é tão rara/ Tão rara...

A vida é tão rara.”[*]

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[*] Lenine, Paciência

21/05/2014

Silenciosamente


Quando as palavras nos falham, quantas vezes é no silêncio que falamos!

É no silêncio que acolhemos o Mistério, que Ele nasce vida em nós.

É no silêncio que a caminhada se faz encontro. Tantas vezes oração.

Como sabe bem ouvir essa voz!

É por isso que eu, às vezes, sou muito ciosa  do meu silêncio.



31/01/2014

Miguel


Já nasceu. Sou oficialmente AVÓ.

Graças, meu Deus, pelo dom da vida.

(31 de Janeiro - Dia de S.João Bosco)

Pai e mestre dos jovens 
Deste a vida por nós. 
Hoje nós te louvamos 
Juntos numa só voz. 

D. Bosco, D. Bosco 
Cantemos, cantemos 
Glória, glória, 
Glória para sempre. 

Teu segredo é Maria 
Tua força é Jesus. 
Tua vida é dos jovens 
És caminho, és luz. 

Deste aos jovens a esp’rança 
Deste a vida, o amor, 
Deste a fé e a força 
Dum futuro melhor. 
 .
 Amen.

18/12/2013

Feliz Natal!



A todos quantos aqui passam, 
desejo um feliz e santo Natal com Jesus.


08/11/2013

Mazelas


Há quem ache que o sol gira à sua volta e que os outros – à excepção, talvez, de um ou dois, também iluminados pela mesma estrela – estão todos na periferia, sem serem bafejados pela sua luz. Têm, quantas vezes, vocação crónica para julgar os outros e estão sempre prontos a tecer juízos de valor, à luz da sua verdade. 

Só que, todos temos as nossas verdades, as nossas convicções… – e também as nossas mazelas e as nossas dores; algumas delas chocam e doem nas dos outros quando lutamos por elas. 

Lembremo-nos: 
“Não julgueis para que não sejais julgados (…) com a medida com que tiverdes medido, vos hão-de medir a vós”. (Mt. 7, 1 -2)



30/09/2013

Pisei uma cobra

Já fez um ano que pisei uma cobra. 

Não foi com a roda do carro como da outra vez e morreu: ttrrrr... parecia pisar correntes. 
Não, foi com o salto do sapato: aarrggh... 
Eu distraída e: “pisaste uma cobra”, saltei! E era: mal olhei e pareceu-me. E fugi. Transpirei. Arrepiei-me, levantaram-se-me os cabelos em pé como se tivesse levado um choque eléctrico. Ela atingira-me no calcanhar (pelo salto do sapato acima) que eu bem senti... aarrggh!
Parecia fina, pequena... e estava morta. Dizem-me que fui eu que a matei... mas eu não acredito: só me gozam: tal pai tal filha, gente sem coração, sem dó nem piedade! 
Imaginam algo mais horrível para quem tem fobia a cobras? 


Mas agora, visto a um ano de distância, esbatem-se os porquês da importância que lhe dei, e lembro-me de pormenores que então não ditei. Era lusco-fusco e, por isso, não a vi; e ela já estava morta. Só a senti depois de a ter pisado. Ajuízo, agora, que não era mesmo nada grande... nem grande coisa. Pelo contrário, afigura-se-me pequenota e mirradota; no entanto, para mim, foi obra: não deixava de ser uma cobra. E eu que não vi nada. Só sei porque me disseram: "pisaste uma cobra". E eu que corri esbaforida, arrepiada, sacudindo os pés na estrada... olhem só se a tivesse visto, e se ela estivesse viva! E se corresse atrás de mim! Qual não seria o meu fim? 

Bah, lembrei-me disto, sei lá, porque neste ano já lá vai o tempo delas e, felizmente, não vi nenhuma, só ouvi alguém falar, à boca pequena, que tinha avistado uma... Que pena! 
Aarrrrgggggh


22/08/2012

Sabe a Sal


Sabe a sal. Sabe a vida.
Estende-se um manto de ondas silêncio a tocar o céu. Não quero perturbar esse repouso e respiro desajeitada um eco só.
Queria que a água poluída do meu rio se escoasse até às profundezas por entre as rochas negras e, depois, o leito se deixasse banhar, qual ninfa, nesse apetecido azul. E o mar subiria corpo acima até os peixes lhe brincarem nos olhos.
Quem foi, quem disse, que o mar dos olhos também sabe a sal?

28/05/2011

Os Barretes Novos

Costumava ouvir do meu pai muitas histórias. Hoje lembrei-me desta:

Há muitos anos havia um homem que tinha um filho que, quando lá se lembrava, pedia ao pai que lhe comprasse um barrete novo. Porque aquele que tinha, ou era já do ano passado, ou já estava fora de moda, ou que vinham aí as festas do S. João, ou porque algum amigo também tinha estreado um novo, ou…
E o pai, ainda que lhe fosse dizendo que ele não tinha ainda necessidade de outro, que ainda havia pouco tempo que lhe tinha comprado aquele, perante a insistência do filho e porque não o queria ver desgostoso lá lhe comprava outro barrete. E os outros, que ainda estavam em bom estado, ia-os guardando a todos dentro duma arca.
Isto foi acontecendo ao longo da juventude do filho, enquanto este ainda era solteiro, de modo que os barretes se iam acumulando na arca.
Quando o filho se casou e começou a governar a sua própria casa, nunca mais o pai lhe viu estrear um barrete novo.
A dada altura, quando lhe viu na cabeça aquele mesmo barrete, todo gasto e puído, o último que lhe comprara em solteiro, já havia uns três ou quatro anos, o pai interpelou-o sobre isso, “É que eu preciso de remir uma casa de família, e o que vou granjeando não dá para tudo..., se o pai ainda por lá tivesse algum que me desse…”, e o pai foi à arca e deu-lhe um dos barretes que já fora dele. Passado mais uns tempos: “Se o pai tivesse outro barrete que me desse, que este já nem parece barrete…”, e o pai lá tirava outro da arca e lho dava. E assim o filho foi gastando, um a um, os barretes que noutros tempos já não quisera.

E vá-se lá saber por que me lembrei disto hoje…

Quando a canga pesa, a vida dói. 

23/03/2010

Mais do que a Idade é a Vida

Na contagem do tempo, na viragem do vento, nova primavera. A vida se [re]desenha com renovado entusiasmo.

Nascer. Viver. Tempo. Idade.

Porque há uma eterna vida por detrás da palavra. Nascer.
Compreendo que nascer não é um acontecimento menor; embora uma etapa; uma rampa de lançamento numa pista coberta.
Nascer. Não me lembro de ter nascido. Mas guardo nas lembranças o sítio onde nasci. O sítio onde nasci poder-me-á ter condicionado a existência. Porém, mais do que nascer para existir é nascer para viver.

Viver. Viver requer aprendizagem, requer [auto]domínio, noção da realidade… porque viver ‘não é existir sem mais nada’.
A vida é uma estrada. Uma estória a construir. Com dias em que o sol a pinta de ouro e noutros a farrusca a tempestade.

O tempo começa a escassear. A idade não perdoa.
A idade faz-me compreender que a vida é o que fazemos com ela.
E envelhecer será sempre melhor do que morrer jovem.
Porque mais do que a idade é a vida!

29/12/2009

O Saldo

Os balanços não se dão bem comigo.
Tempos houve em que os quis e nem por isso os tive. Lembro-me apenas de, com cinco ou seis anos, me abalançar nas pernas de trás de uma cadeira e cair de costas; e também, já pré-adolescente, ter um balancé numa árvore do quintal onde me balançava sem grande jeito.
Anos mais tarde, os balanços foram de noites quase inteiras com os bebés ao colo para ver se os calava.
Depois vieram outros balanços... e balancetes... e enjoos com eles.

Agora, estando mais um ano quase quase no fim, pensei em fazer outro tipo de balanço, mas sem grande entusiasmo. Abalanço-me para 2010 desejando que seja um pouco melhor que este que vai terminar, que foi marcado por grandes cansaços, tristezas, dores, desgostos - grandes desgostos, mas também alegrias - enormes alegrias; e sucessos, e também fracassos, desfechos que se vinham anunciando, perdas, ganhos, avanços, retrocessos...
Dizem que bem e mal tudo é passar! Eu digo que as contrariedades e as desilusões fazem parte da vida e que sem elas não daríamos o devido valor ao que nos torna felizes. E são tantas as pequenas coisas do dia-a-dia que concorrem para a nossa felicidade!
No fim do balanço, quase fechadas as contas, aventuro-me a encerrar o ano com saldo positivo.

"Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo." - já dizia o poeta.

Para todos um Feliz Ano Novo, com muita Saúde, Paz, Tranquilidade, Amor e muitas outras coisas boas que venham por acréscimo.

29/10/2009

Ruído

É manhã. Por detrás das copas das árvores, o calor do sol quer espreitar. Os raios incidem sobre os fios finíssimos que uma fiandeira teceu de noite. Uma brisa levezinha faz dançar as folhas a um ritmo descompassado. Na esplanada do café, uma mesa com duas cervejas: pequeno almoço que as donas levam aos lábios no intervalo do cigarro e da conversa. No passeio, o sobe e desce de gente apressada. O barulho dos motores dos carros, que também sobem e descem, é misturado ao bater do martelo das obras do jardim e ao tilintar das garrafas vazias a baterem umas nas outras ao serem apanhadas do chão - ainda restos da latada. E, na frente dos meus olhos, apontamentos sobre a Carta de Ottawa nos quais tento, em vão, mergulhar.
Das duas uma: ou abstraio-me do que se passa à minha volta e me concentro no que preciso de estudar, aproveitando assim este tempo morto de espera, ou saio do carro e vou fazer uma caminhada, dar uma volta pelo jardim, respirar outro ar, beber de outras fontes. Desentorpecer as pernas, arejar a mente. Sim, parece-me bem. Esta segunda ideia é-me muito mais atraente.

01/07/2009

Às voltas com:

Mediação

Multiculturalidade

Cidadania

Diversidade
Integração

Aprendizagem


Cooperação



Igualdade





Temo que a rosca esteja a ficar moída...

14/05/2009

O que cabe numa mala de senhora

Numa mala de senhora cabe um bocado do seu mundo. Nela há de tudo... como na farmácia: compressas, comprimidos, toalhetes, pensos, pacotes de lenços de papel, estojo de maquilhagem, estojo de unhas, verniz, desodorizante, cremes de mãos e de rosto, protector solar, óculos, ganchos para o cabelo, elásticos; agulhas, linhas, botões, alfinetes; agendas, papeis, bilhetes com recados, caderno, livros, livro de cheques, cadernetas, cartões, carteira de documentos, porta moedas; garrafa de água, pacotes de bolachas, pacotes de açucar, chocolates, rebuçados, pastilhas; estojo com lápis e canetas, pen; clipes, mais lixo à solta; telemóvel, outro telemóvel desligado com cartão gémeo; máquina de calcular, afinador da viola, máquina fotográfica; fotos dos filhos e do marido; o terço; chaves... onde é que está a chave do carro??!!! ggrrr....


08/05/2009

Quando o sol não brilha

E... de repente, o cansaço... de novo.

Tenho que falar sobre Reinserção Social [de reclusos].

O céu está cinzento e branco
As nuvens toldam-me a luz
Que chega, até mim, opaca...

Ouço Robbie Wllliams, Angels.



Trabalho uma dada afirmação...

Essa afirmação indica que, segundo a nova concepção de ressocialização do actual modelo político-criminal, o trabalho prisional continua, tal como antes, a ter um papel de tratamento, mas agora pretende ir muito mais para além disso: o trabalho prisional tem por objectivo a reinserção social dos reclusos, levando-os a ser intervenientes activos na sua própria recuperação. Ou seja, pretende-se levá-los a quererem, eles próprios, recuperar-se e modificar o seu comportamento, de modo a que se reinsiram na sociedade sem cometerem os mesmos actos que os levaram à prisão. Portanto, pretende-se que esse tratamento dos reclusos seja mais “de dentro para fora” do que “de fora para dentro”. É preciso que sejam eles a querer, se assim não for... nada feito - voltam ao mesmo. É pretendido que eles próprios sintam a necessidade de se valorizarem, com vista a uma participação plena na sociedade, quando saírem em liberdade. Mais do que a punição (não deixando esta de ser importante), é importante a prevenção da reincidência, daí o pretender-se que a pena sirva para estimular o recluso a participar voluntária e conscientemente na sua reinserção, com a elaboração de um plano individual, em que o trabalho e a formação sejam tidos como ferramentas importantes para desenvolver as suas capacidades, com vista a terem uma actividade remunerada quando em liberdade; mas pretende-se também que a sociedade colabore na realização desses fins, aceitando a reinserção dos reclusos, sem os estigmatizar.

Concordo, mas não será, em muitos casos, utopia?

Hoje o céu não está azul.

Continuo a ouvir a mesma música... agora em
versão instrumental.



Tenho que escrever sobre Reinserção Social
[de toxicodependentes].


Pesquiso, alinhavo o trabalho, faço o esqueleto... falta o recheio.

E o sol que não brilha...

Estou cansada!

Vou almoçar e dormir.

04/02/2009

Falhas

Desta vez não foi falta de gasóleo.

Seria
Falha eléctrica
ou
Fusível queimado?...
Escovas gastas... pode ser.
O que é certo é que resultou em
Bateria descarregada.

Dizem que o material tem sempre razão.

Nós somos [também] assim...

Precisamos do alimento certo e da manutenção adequados,
tudo na altura própria,
senão a viagem não se realiza.

13/04/2008

Meme literário

Recebi este Meme de Ecclesiae Dei e do Joaquim.
Este Meme pretende que se escolha cinco autores preferidos, e um que mereça apodrecer na estante.

Depois de vasculhar na estante da minha memória aqui deixo alguns. Poderia referir outros pois, por vezes, não é bem o autor que me induz a comprar determinado livro. Tem mais a ver com o que espero, em determinada altura, que essa leitura me venha a proporcionar. Também, se começo a ler um livro e este não corresponde ao esperado, dificilmente o levarei até ao fim ou voltarei a querer ler outro do mesmo autor.

Autores:

dos livros da Bíblia – Porque inspirados por um Autor Maior, e a Palavra de Deus é companhia que não se pode dispensar.

Dorothy Gilman – pelo mistério, o suspense, o enredo das aventuras que conta.

Nicholas Sparks
e
Robert James Waller – porque gosto de ler livros pelo prazer e emoção que me trazem, e estes autores tão bem os despertam em mim.

Júlio Dinis – pelo tipo de escrita realista que, de alguma maneira, me marcou nos romances que li na adolescência.

O que deixaria apodrecer na estante, neste momento (se pudesse)… Saramago – porque me estou a ver à rasca para ler O Memorial do Convento e não gosto de ler por obrigação.


Como devo passar este Meme para mais alguém, desafio os meus comentadores(as) que ainda o não tenham feito.

Quero ver quem gosta de ler quem ;)

10/04/2008

Experiências



Brinquei ao 1.º Jogo das 12 Palavras com o texto XIX

Foi uma experiência...

... outra experiência, que tinha meio abandonada e que resolvi retomar

... porque às vezes é preciso arejar!

29/01/2008

Faz um ano…

Iniciei em Fevereiro de 2007 com

O essencial é AMAR


Foi a leitura de alguns blogs que me fascinou e me seduziu a criar o meu próprio espaço pessoal.

Começo por referir o Confessionário dum padre. Neste me perdi durante dias consecutivos.
Aquilo que primeiro me seduziu foi a música que tinha na altura – I Only Ask of God, dos Outlandish.
Transmitiu-me uma paz e uma calma enormes, de tal modo que me absorvi nele e o vasculhei de uma ponta a outra, não me conseguindo conter sem o indicar a amigos. Um deles respondeu-me assim: "(...) achei o Confessionário um "sítio" delicioso! (...) achei-o muito interessante pela espiritualidade e pelo humor! E achei ainda mais interessante as reacções dos penitentes (paroquianos virtuais)".

Através do Confessionário cheguei à Elsa e à Vilma.

Oh! A Elsa… e o seu Eu estou Aki!
Diz ela: "Poderia estar noutro sítio... mas é aki que estou, simplesmente porque alguém me encontrou!"
Aki encontrei uma afinidade, uma identificação muito, muito grande! E mais uma vez, a música de fundo... Sara McLaren, Angel (penso que não me engano).
E criei o meu Blog!
Mais tarde confessei-lho, e ela: “Fá...fiquei tão contente com a revelação do teu segredo...então o meu - Aki - tem um filhote?? Ai! que lindo!!!"

A Vilma, com o seu Coisas de mim, encantou-me. Assim se define:“Alegre, tranquila, sonhadora, romântica incurável, infantil. Desorganizada, esquecida, desafinada... mas acima de tudo, muito apaixonada! Por Deus, pela vida, pela familia, pelos amigos!"
Acho-a uma mulher de Fé extraordinária!

Entretanto cheguei ao Teologar da Sandra Dantas, uma irmã Filha de S. Paulo, que neste momento se encontra em Itália "a fazer uma experiencia muito bela de encontro com Deus". Fiquei rendida com um vídeo que acabei por colocar aqui neste espaço:Ninguém te ama como Eu.

Depois… bem, e depois, por alturas da Páscoa, chegou a Cátia! Uma menina que entrou no meu coração, que a Elsa me apresentou, e o seu Ticho onde coloca toda a sua sensibilidade. Diz ela: "Porque eu sou do tamanho do que vejo, e não do tamanho da minha altura..."

No meio disto tudo fui lendo outros blogs com maior ou menor assiduidade e encontrei A Partilha, do António. Ainda sem conhecer bem o seu conteúdo encontrei na caixa de recados: “Porque somos tentados, o inimigo do homem por vezes triunfa... e lá apaguei o meu blog!”. Bolas! Que decepção… Mas este renasceu das cinzas e foi-me cativando.

Mais tarde fui convidada, não sei bem por quem, para participar no Apenas Oração, que o Joaquim administra, levando-me ao Que é a Verdade?. Estes dois blogs enchem-me de Deus!

Mais ou menos por essas alturas deparo-me com a Malu e o seu A Capela. Oh! A Malu! Que “mulher”!... (eheheh!)
Citando o Joaquim, que tão bem a definiu:"A escrita fluida, o humor, a procura, a entrega, a amizade, a presença amiga constante."

E ainda outros… e outros…

Ah! mas estes que aqui deixei… de cada um destes eu digo
“é um blog muito bom sim senhora!”

(Meus amigos premiados, façam o favor de levantar este distintivo, que o Joaquim me ofereceu e que eu vos transmito com muito carinho!)

23/01/2008

"O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá"

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá é o título de um pequeno livro do escritor brasileiro Jorge Amado, entre os muitos que tenho na estante, e que ando para ler há algum tempo.
Provavelmente não terá nada a ver com o que se segue. Também, o objectivo não é escrever um texto lá muito coerente.

Quando comecei com este blog, e como terei já referido nalgum lado, fi-lo com o intuito de aqui ir colocando coisas que me dissessem algo. Mais até para mim do que para quem me viesse a ler. Coisas que me fizessem sentir bem quando aqui entrasse, que de certo modo me realizassem e me dessem prazer saborear. Objectivo um bocadinho egoísta, diga-se a verdade, mas é que isto do ego e da auto-estima tem muito que se lhe diga! Porque, ou eu me sinto bem comigo própria e contagio os outros com a minha felicidade ou, caso contrário, corro o risco de ir afundando, podendo arrastar comigo quem estiver mais perto. E eu só quero que todos se sintam bem, principalmente os que mais amo.

Ao efectuar uma pesquisa sobre a comunicação relembro-me que esta pode ser de vários tipos, desde os animais aos humanos. Visual, olfactiva, sonora, gestual, linguística, escrita...
Sobre a comunicação olfactiva, achei interessante a demarcação do território, através da urina, feita por canídeos e felídeos. E, ainda, o odor do cio das fêmeas logo compreendido pelos machos.
Relativamente à comunicação sonora, esta é usada por quase todos os animais, mas estou a lembrar-me de algumas aves com os seus rituais de acasalamento. E, ainda, um determinado mugido entre alguns bovídeos selvagens que produz a imediata concentração das fêmeas.
E fico-me por aqui...

Este texto pretendia ser pura ficção. Se virem nele quaisquer semelhanças com realidades, estas deverão ser olhadas como meras coincidências. Não me perguntem porquê. Poderá não fazer sentido para ninguém, mas deu-me um gozo enorme escrevê-lo!

Perdoai-me!

Adenda em 30 de Janeiro:
Já li "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" e ganhei uma "rosa azul". Afinal parece-me que o texto não será, de todo, desprovido de nexo!

04/01/2008

Gosto disto!

Coça-me as costas. Anda, vá! Do outro lado. Mais para baixo. Mais em cima. No pescoço. Agora no ombro... ligeiramente para... Aí… é aí! Que bom! Bolas! Maldito telefone, só toca em alturas inconvenientes! Estou! Sim… onde? É para já!
Amor… vou. Beijinho… huum…
Entro no carro e saio para a estrada. Ligo o rádio na estação preferida…

"It's got to be-ee-ee-ee-ee-ee-ee perfect
It's got to be-ee-ee-ee-ee-ee-ee worth it
yeah.
Too many people take second best
But I won't take anything less
It's got to be
yeah
perfect"

Raios! Gosto disto!




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