segunda-feira, 31 de agosto de 2026

19 anos deste cantinho ❤️


E faz hoje 19 anos que este cantinho nasceu. 🎂

Já teve épocas de posts diários, outras em que ficou quase esquecido e outras em que voltou a ganhar vida. É um pouco como a própria vida: quando algo mais importante surge, deixamos para trás, por algum tempo, aquilo que não é tão urgente ou que não nos faz tanta falta.

Mas há coisas que, mesmo ficando em silêncio, continuam a ser nossas. Este blog é uma delas.

Ao longo destes 19 anos ficaram aqui pensamentos, momentos, histórias, desabafos, aprendizagens e muitos pedacinhos da minha vida. E talvez seja isso que mais gosto neste espaço: poder voltar atrás e reencontrar quem eu era, o que pensava e o que vivia em cada época.

Não sei se daqui a 19 anos ainda estarei por aqui a escrever, mas hoje sabe bem olhar para trás e perceber que este pequeno cantinho resistiu ao tempo.

19 anos depois, continua aqui. E eu também. ❤️

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

E quando o cérebro te prega partidas… ou serão sinais de velhice?

Há dias em que o nosso próprio corpo decide pregar-nos uma partida. Hoje foi um desses dias… e confesso que fiquei a pensar se será o cérebro a pregar-me partidas ou simplesmente mais um daqueles sinais de que a idade não perdoa. 😅

Ao levantar-me da cama, coloquei o pé direito no chão e… nada. A perna não tinha força. Parecia de borracha. Resultado? Caí, ficando com a perna debaixo de mim.

E, como se a queda não bastasse, o dedo mindinho do pé também resolveu entrar na história e “abriu”. Porque, aparentemente, uma peripécia logo pela manhã não era suficiente. 🤦‍♀️

Lá fui eu de gatas até à casa de banho, à espera que a perna direita começasse a reagir. E demorou alguns minutos até finalmente recuperar força suficiente para eu conseguir levantar-me.

Já passaram algumas horas e ainda estou a coxear.

Não é a primeira vez que o meu corpo me prega partidas. Desde 2020 já tive três episódios de síndrome vertiginoso. Curiosamente, aconteceram normalmente depois de algum dia particularmente stressante ou, numa das situações, depois de um pesadelo muito intenso durante a noite.

E então fico a pensar: será que o nosso corpo guarda tudo aquilo que nós tentamos ignorar? O stress, o cansaço, as noites mal dormidas, as preocupações… e depois encontra uma maneira muito própria de nos dizer: “Olha que eu também estou aqui!”

Não sei se o episódio de hoje teve alguma relação com isso. Talvez tenha sido apenas uma perna que ficou “adormecida” de uma maneira particularmente inconveniente. Talvez seja outra coisa.

Mas uma coisa sei: já não tenho idade para confiar cegamente que o corpo vai fazer tudo aquilo que eu mando. 😂

E talvez o verdadeiro sinal de envelhecimento não seja começarmos a ter cabelos brancos ou algumas rugas. Talvez seja começarmos a levantar-nos da cama com a cautela de quem está a iniciar uma missão de alto risco.

Hoje, pelo menos, aprendi uma coisa: antes de colocar os dois pés no chão, convém confirmar se os dois estão realmente dispostos a colaborar. 😅

Uma coisa é certa: há dias em que levantar da cama parece uma atividade radical. 😂

E talvez o verdadeiro sinal de velhice não seja a idade… se calhar é começarmos a ter histórias destas para contar logo antes do pequeno-almoço.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Antes da Kristin e depois da Kristin

Ontem, estava a ler algumas mensagens no Facebook e uma delas deixou-me a pensar. A pessoa dizia estar traumatizada depois do que aconteceu com a Kristin e que quando começou a chover, a fazer vento e a trovejar no Domingo quase entrava em pânico.

Não sei se é algo geral, mas, tal como quem escreveu aquela mensagem, também eu sinto algum receio quando o vento começa a soprar mais forte ou quando a chuva cai com intensidade.

Desde 28 de janeiro, parece que alguma coisa mudou. Talvez seja apenas o nosso olhar sobre o tempo, porque agora sabemos aquilo que uma noite de vento e chuva pode trazer.

Ainda vai passar algum tempo até voltarmos a sentir-nos verdadeiramente “normais”.

Já tivemos o antes do Covid e o depois do Covid. Agora, tenho a sensação de que também temos o antes da Kristin e o depois da Kristin.

Porque há acontecimentos que passam… mas deixam marcas.

E talvez esta seja uma delas: a partir de agora, sempre que o vento soprar com mais força, vamos lembrar-nos. E, inevitavelmente, vamos olhar para o céu com um bocadinho mais de preocupação.

Há coisas que mudam por dentro, mesmo quando, por fora, tudo parece voltar ao normal.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Finalmente... trabalho em ordem!

Há momentos em que uma pessoa começa a acreditar em milagres. 😅

Finalmente consegui colocar o trabalho em ordem! Dois colegas estão de férias e ainda vão continuar mais uma semana, mas, entretanto, o colega que regressou esta semana... vai novamente de férias no dia 31 de agosto.

E sabem o melhor?

É precisamente nesse dia que os outros dois regressam! 😂

Ou seja, parece que as férias fizeram uma espécie de escala organizada para nunca estarmos todas ao mesmo tempo.

Mas, pelo menos, por estes dias consegui respirar fundo, olhar para a secretária e pensar:

“Está tudo tratado.” 😌

Agora é aproveitar... enquanto dura! 😉

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Regresso ao trabalho após 15 dias de férias: quando a secretária nos dá as boas-vindas

15 dias. Foi quanto durou o sonho. Quinze dias sem despertador, sem reuniões, sem emails com “urgente” no assunto e, sobretudo, sem aquela sensação maravilhosa de que temos 47 coisas para fazer ao mesmo tempo.

O regresso ao trabalho: tecnicamente voltámos. Emocionalmente, ainda estamos na praia.

O primeiro impacto: onde está a minha mesa?

Chegamos ao escritório descansados, bronzeados e com aquela ilusão ingénua de que, durante a nossa ausência, o mundo continuou a girar normalmente.

Até abrirmos a porta.

Não há um centímetro de mesa livre.

Documentos, pastas, envelopes, dossiers, impressões, notas, pedidos, recados e coisas que nem sequer sabemos para que servem ocupam cada pedaço disponível da secretária.

Por alguns segundos, ficamos simplesmente a olhar.

“Isto tudo é para mim?”

A resposta, infelizmente, costuma ser um silencioso e assustador sim.

E começa o bombardeamento

Mal conseguimos pousar a mala, somos bombardeados.

“Quando puderes, vê isto.”

“Precisamos disto com alguma urgência.”

“Já agora, tens aquele assunto pendente?”

“Há uns emails que precisas de responder.”

“E isto ficou para trás enquanto estiveste fora.”

Enquanto tentamos perceber por onde começar, aparece mais uma tarefa. E depois outra. E outra.

É como se os 15 dias de férias tivessem criado uma dívida laboral que agora temos de pagar com juros.

O cérebro ainda está de férias

O problema é que o nosso corpo pode estar sentado à secretária, mas a cabeça ainda está algures entre o pequeno-almoço tardio, a praia, a piscina e aquele almoço sem pressa que demorou duas horas.

O computador liga. O telefone toca. As notificações aparecem. O email começa a encher-se.

E nós pensamos:

“Se calhar foi um erro voltar.”

Aliás, há um momento particularmente perigoso: aquele em que olhamos para a porta e pensamos seriamente se ainda vamos a tempo de sair discretamente e voltar para casa.

A vontade de ir embora é real

Depois de 15 dias de férias, regressar diretamente para uma secretária coberta de trabalho pode ser um pequeno choque cultural.

Passámos de “Hoje vamos fazer o que nos apetecer” para “Preciso disto para ontem” em menos de 24 horas.

E é perfeitamente normal que, perante uma montanha de tarefas, a primeira reação seja:

“Apetece-me ir embora e não voltar.”

Não é falta de vontade. É o nosso cérebro a tentar processar a brutal diferença entre o ritmo das férias e o ritmo do trabalho.

Mas há uma estratégia: uma coisa de cada vez

Apesar do caos, existe uma forma de tornar o regresso um pouco menos doloroso.

Em vez de tentar resolver tudo no primeiro dia, convém respirar fundo, organizar a papelada, identificar o que é realmente urgente e começar por uma tarefa de cada vez.

Os documentos não vão desaparecer todos sozinhos. Os emails também não. E, por muito que pareça impossível, aquela secretária vai voltar a ter espaço.

Talvez não hoje.

Talvez não amanhã.

Mas um dia.

Conclusão: férias outra vez, por favor

O regresso ao trabalho depois de 15 dias de férias é uma experiência que mistura saudade, confusão, excesso de tarefas e uma vontade quase imediata de voltar a fazer a mala.

Chegamos descansados e encontramos uma secretária irreconhecível, uma lista interminável de assuntos e uma caixa de entrada que parece ter crescido durante a nossa ausência.

Mas há uma consolação: sobrevivemos ao primeiro dia.

E, quando finalmente conseguimos limpar um pequeno canto da secretária, podemos respirar fundo e pensar:

“Pronto. Agora só faltam os outros 96%.” e 15 dias depois ainda há muitos centimetros da secretária ocupados

Até às próximas férias.