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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Iron Claw - The Claw (1970 - 1974) (Released in 2008) (Hard Rock / Proto Metal) (Escócia / UK)



O Iron Claw foi formado em 1969 na Escócia por Alex Wilson (baixo), que recrutou Jimmy Ronnie (guitarras) e Ian McDougall (bateria). A garotada era toda da faixa de 15 anos de idade, e mesmo tão novos já estavam no circuito de música local, e eram considerados os melhores músicos.

Antes do Black Sabbath lançar um disco eles andaram perambulando pela Escócia, e foi num show em novembro de 1969 no ''Youth Club'' em ''Dumfries'' que os garotos tiveram o primeiro contato com o Sabbath, chegando a gravar uma dessas apresentações.

E segundo dizem por ai, não faz muito tempo, o baixista Alex Wilson vendeu uma fita dessa apresentação com a primeira versão de "War Pigs" com letra diferente da original pra Ozzy Osbourne e sua cadela de guarda Sharon Osbourne.

Esse é o material mais antigo ao vivo do Sabbath. Inclusive essa foi a primeira cover da garotada que não muito satisfeita em tocar apenas covers, saiu na tentativa de gravar alguma coisa em estúdio com material escrito por eles, e pra isso contratam o vocalista Mike Waller.

Em 17 de setembro de 1970 gravam suas primeiras faixas: "Mist Eye" e "Sabotage", em 4 canais e na mesma noite.

Em 5 de Dezembro do mesmo ano foram para Londres, e lá mais gravações aconteceram em estúdio. Com a idéia em mente de montar um LP, 8 novas músicas foram gravadas e mixadas em 4 canais, novamente tudo em um dia, com apenas uma guitarra overdub.

Esse primeiro disco leva o nome de "Dismorphophobia " e apresenta um lado pesado totalmente influenciado pelo Black Sabbath, e um lado mais Hard Rock lembrando ''Budgie'' e ''Grand Funk Railroad''. A idéia era que o lado mais Hard do disco pudesse virar potenciais singles.

Em janeiro de 1971 o Black Sabbath voltou a excursionar pela Escócia, e lá foram os garotos como grandes fãs assistir ao show deles. Conseguiram acesso aos caras para um papo e pediram uma ajuda ao Sabbath para lançar o seu material por alguma gravadora.

Tony Iommi e sua trupe pediram uma cópia da fita master, que foi entregue a ele posteriormente quando os membros do Iron Claw viajaram para Newcastle, e tiveram novamente com eles. Mais tarde foram advertidos que a banda (Black Sabbath) ameaçava processá-los por soarem parecidos demais com eles, rs.

Em meados de maio de 1971 o vocalista Mike Waller resolve deixar a banda, e assim chegou o fim do Iron Claw.

A gravadora ''Rockadrome'' que vem resgatando verdadeiras obras-primas perdidas do underground do Hard/Heavy setentista relançou esses trabalhos de estúdio dos caras numa edição de luxo com biografia, fotos e material remasterizado.

Vamos falar um pouco sobre o disco. Como já sabem o Iron Claw nunca lançou um disco, nunca lançou entre aspas, pois esse material já circulava em versões piratas e de baixa qualidade.

Já ouvimos muitas bandas ao longo dos anos que tentaram tocar como o Black Sabbath de várias formas. Muitas de nossas favoritas, na verdade, estão no Doom Metal. Mas antes de ''Witchfinder General'', ''Saint Vitus'', ''Trouble'', antes de ''Candlemass'' e ''Cathedral'', antes de ''Sleep'', ''Sheavy'', ''Electric Wizard'' e ''Witchcraft''... havia o Iron Claw.

Eles não cresceram ouvindo os álbuns do Black Sabbath. Não, essa é uma banda que se inspirou na fórmula do Black Sabbath após vê-los tocar em 1969! Isso foi antes do primeiro álbum do Black Sabbath sair, que fique claro.

Logo após essa “revelação” de ver o Sabbath, a banda mais popular entre os jovens, a pequena banda Iron Claw se tornou o que deve ter sido a primeira banda mundial de tributo ao Black Sabbath, fazendo covers, enquanto trabalhava simultaneamente em materiais originais pela primeira vez.

Assim, a influência do Black Sabbath sobre as músicas próprias do Iron Claw é bem forte, especialmente na guitarra, menos nos vocais.

Mas em relação ao peso é uma vibração doom geral. O Iron Claw está claramente devendo ao Sabbath, enquanto também nos lembra a algumas bandas como ''T2'', ''May Blitz'', ''Nazareth'', e ''Budgie''. Talvez um pouco de ''Grand Funk Railroad'' também como já falado acima.

Isso era material pesado, especialmente para a época. Além disso, eles fizeram uma música chamada "Skullcrusher" em 1970, quando todos os outros (exceto o Sabbath), estavam na era da paz e amor, flores e rosários, hehe.

Inspirados pelo Black Sabbath eles foram com certeza, mas eles ganham crédito por terem sido um dos primeiros, levando-os a um nível mais alto do rock underground. Mais tarde, quando bandas como ''Judas Priest'' e depois a ''NWOBHM'' assumiram, esses caras deveriam saber que estavam na frente de todo mundo no que podemos chamar de Heavy Metal.

As dezesseis faixas do disco abrangem vários anos, e várias delicadas diferenças das abordagens do Iron Claw. E todas elas são impressionantes, desde as gravações mais antigas, até as gravações mais recentes, como a barulhenta “Clawstrophobia” (sobre um colapso mental de alguém preso em um elevador!) até as mais "sujas" como "Crossrocker".

Houve até as tentativas ocasionais de algo mais “pop” (mas ainda pesado, mesmo com trompetes, como em “Loving You”)... tudo a caminho da progressiva fase final da existência do Iron Claw, em faixas como “Winter”, com flauta, claro! Tem também um pouco de harmônica em “Strait Jacket” (a la "The Wizard").

Mas na maior parte The Claw é todo um conjunto de distorção de guitarras, batidas vigorosas de bateria e vocais altos. Além disso, tem esquisitices psicodélicas aos montes nos interlúdios, como o tímido Mellotron no começo de "Pavement Artist", e o assustador e surpreendente interlúdio em "Devils" – uma música inspirada quando a banda viu a estréia do filme de Ken Russell com o mesmo nome, no Festival de Filmes de Edimburgo.

The Claw é um cd realmente bem feito, o encarte traz fotos e várias páginas com a história da banda, junto com as letras e notas em cada faixa, escritas por um dos camaradas sobreviventes do Iron Claw (infelizmente, alguns membros já morreram).

A qualidade do som varia, geralmente de baixa fidelidade, mas bastante aceitável para demos, e nem de perto tão irregular como aquele disco do ''Bedemon'' (fase embrionária do ''Pentagram'') por exemplo.

- Texto escrito originalmente pelo meu amigo Marcelo Mendes (Dagon), na postagem feita em 2009 no seu antigo blog ''Hard Heavy Old''.

- Em relação ao texto original, foi feito uma revisão ortográfica de acentos, virgulas, conserto de algumas palavras, e colocação correta de alguns tempos verbais. O texto também foi colocado de forma separada com a adição de vários parágrafos.

Homenagem do blog Bárbaro do Sul ao meu amigão blogueiro, no dia do seu aniversário.

* Álbum no formato FLAC com as músicas separadas, e arte completa em alta resolução.

Line-up / Musicians (Mark I - 1969-1971)

Mike Waller - Vocals / Jimmy Ronnie - Guitar / Alex Wilson - Bass / Ian McDougall - Drums, Percussion

Line-up / Musicians (Mark II - 1971)

Wullie Davidson - Lead Vocals, Flute, Harmonica / Donald MacLachlan - Guitar / Jimmy Ronnie - Guitar / Alex Wilson - Bass / Ian McDougall - Drums, Percussion

Line-up / Musicians (Mark III - 1971-1972)

Wullie Davidson - Lead Vocals, Flute, Harmonica / Jimmy Ronnie - Guitar / Alex Wilson - Bass / Ian McDougall - Drums, Percussion

Guest

Billy Lyall - Mellotron, Piano, Saxophone, Percussion) [Pilot]

Line-up / Musicians (Mark IV - 1972-1974)

Wullie Davidson - Lead Vocals, Flute, Harmonica / Jimmy Ronnie - Guitar / Alex Wilson - Bass / Neil Cockayne - Drums, Percussion

Songs / Tracks Listing

01) Clawstrophobia (05:20) / 02) Mist Eye (04:16) / 03) Sabotage (05:03) / 04) Crossrocker (07:20) / 05) Skullcrusher (06:04) / 06) Let It Grow (02:52) / 07) Rock Band Blues (04:22) / 08) Pavement Artist (05:35) / 09) Strait Jacket (05:09) / 10) Gonna Be Free (03:49) / 11) Loving You (02:42) / 12) Lightning (03:47) / 13) All I Really Need (03:24) / 14) Knock ‘Em Dead (03:02) / 15) Winter (06:18) / 16) Devils (05:34)



Abaixo um vídeo com a banda levando o cover para a música ''War Pigs'' do Black Sabbath, ao vivo no Open-Air na cidade de Moffat, Scotland, em 16 de julho de 1970. O detalhe desse cover é em relação ao que o Marcelo falou no texto.

Eles levam a música em sua primeira versão, que quase ninguém conhece, com outra letra diferente da que foi gravada em disco.

Eles fizeram o cover encima do que ouviram ao vivo nas apresentações do Black Sabbath na Escócia em 1969.

Esse é um documento de extrema raridade, e super valioso tanto para os fãs do Iron Claw, como para os fãs do Black Sabbath.

A gravação foi feita com a primeira formação do Iron Claw: Mike Waller - Vocals (18 anos), Jimmy Ronnie - Guitar (16 anos), Alex Wilson - Bass (22 anos), Ian McDougall - Drums, Percussion (16 anos).

domingo, 24 de maio de 2015

Stonewall - Stonewall (1974) (Re-titulado para Stoner) (Hard Rock / Psychedelic Rock) (USA)



Obscura banda norte-americana natural do bairro do Queens, na cidade de New York. Teria sido formada em 1969, e encerrado as atividades em 1970.

O seu único  trabalho denominado ''Stonewall'' teria sido gravado ainda em 1969, mas não foi lançado na época, vindo somente a ser prensado em 1974 de forma privada nos Estados Unidos pelo selo ''Tiger Lily Records'', em LP de 12''. (Cat. TL 14013). A quantidade de cópias fabricadas é desconhecida. (Informações dão conta que possivelmente o selo lançou o disco sem o conhecimento dos músicos).

Em 1976 houve uma nova prensagem de algumas poucas cópias, que foram direcionadas exclusivamente para o uso por DJ de rádios, não sendo colocadas a venda. (Cat. TL 14013).

Trata-se de um LP ultra raro que em novembro de 2014 no site de vendas eBay, teve uma cópia original vendida pela astronômica quantia de $14.100 (quatorze mil e cem dólares).

A arte de capa original tem uma fotografia da banda ao centro, com o fundo todo preto. O nome do grupo aparece escrito na cor branca acima da fotografia.

Em 06 de julho de 2010 um desconhecido selo chamado ''Kismet Records'' fez um relançamento do álbum em disco de vinyl de 12'' (Cat. KSMT4004.2) e em CD (Cat. KISCD4004), ambos com a arte original. Esses relançamentos foram feitos de forma não oficial, configurando um clássico bootleg.

O selo italiano ''Akarma'' também fez o seu lançamento em 2000, tanto em disco de vinyl, como em CD (digipack edition), com a arte original do disco modificada para uma bonita arte de capa, onde aparece uma parede de caixas de som deterioradas, com uma pessoa saindo de dentro. Quem conhece o selo italiano sabe que esses relançamentos também não são oficiais. 

Uma curiosidade sobre o lançamento do selo Akarma diz respeito ao nome dos músicos que aparecem no encarte do CD. Os nomes não são reais, sendo colocados de forma fictícia: Robert "Bobby" Ronda (guitar, vocals, harmonica), Lewis Whittaker (bass, vocals), Francis Crabb (keyboards, guitar, vocals), John T. Milani (drums).

No mesmo encarte diz que houve a participação especial de um outro músico chamado Peter Brann que tocaria guitarra nas faixas ''Solitude'' & ''Atlantis''. (Certamente é outra informação fictícia).

Outra informação do encarte diz que as gravações ocorreram no "Allegro Sound Studios" na cidade de New York entre os dias 15-24 de fevereiro de 1974, e que a engenharia de som foi feita por Bill Stanley, e a produção por Mark Reshen. (Todas essas informações não são confiáveis, até por que em 1974 a banda não existia mais. Estou colocando aqui no texto como forma de curiosidade e elucidação).

A versão do selo Akarma também colocou um novo título ao álbum, que foi renomeado para ''Stoner''. (Cat. AK 116).

* Álbum no formato FLAC com as músicas separadas, e arte completa em alta resolução. (Versão bootleg lançada pelo selo Akarma em 2000).

Line-up / Musicians

Bruce Rapp - Vocals, Harmonica / Robert Demonte - Guitar / Ray Dieneman - Bass, Vocals / Tony Assalti - Drums, Percussion

Songs / Tracks Listing

01 - Right On (4:12) / 02 - Solitude (3:53) / 03 - Bloody Mary (4:11) / 04 - Outer Spaced (3:30) / 05 - Try & See It Through (5:59) / 06 - Atlantis (4:40) / 07 - Suite: a) I'd Rather Be Blind, b) Roll Over Rover (5:27)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Roger Glover and Guests - Love Is All (Single 7'') (1974) (UK)



Único single lançado para o projeto idealizado pelo baixista do Deep Purple (Roger Glover) em 1974, chamado ''The Butterfly Ball'', reunindo uma verdadeira legião de feras da música dos anos 70 para participar desse esplêndido trabalho. (29 músicos todos amigos do baixista, além de uma orquestra).

O álbum em si recebeu o nome de ''The Butterfly Ball and the Grasshopper's Feast'', com a história baseada no livro homônimo dos escritores William Plomer e Richard Fitter, clássico da literatura infantil no Reino Unido. (Num futuro próximo eu trarei o disco completo para o blog).

Para figurar no single foram escolhidas três músicas do álbum (Love is all que saiu no lado A, Old Blind Mole & Magician Moth que saíram no lado B). 

O single foi lançado em diversos países da Europa, como França, Bélgica, Yugoslávia, Dinamarca, Itália, Alemanha, Holanda, além do Reino Unido. Houve lançamento também nos Estados Unidos e Austrália.

Em cada país o disco saiu por um selo diferente. O selo ''Purple Records'', de propriedade da banda Deep Purple, lançou o single no Reino Unido, Holanda, Itália e Dinamarca em 1974.

A arte de capa acima com o desenho original saiu na Dinamarca (Cat. 6C 006-96146).

Tanto na Bélgica como na Alemanha o single saiu pelo selo ''Purple'' (é o mesmo selo Purple Records, sendo que saiu com o nome de forma abreviada nos lançamentos), com distribuição através de selos locais dos respectivos países.

No Reino Unido houve dois lançamentos. O primeiro em 08 de novembro de 1974, e o segundo em 11 de julho de 1975.

Nos Estados Unidos o single saiu pelo selo local ''UK'' em dezembro de 1975 em dois lançamentos. O detalhe é que houve variação entre as músicas. O primeiro lançamento saiu com a música ''Love is All'' no lado A, e a música ''Waiting'' no lado B. O outro lançamento (Promo single) tinha duas versões para a música ''Love is All'', uma em stereo editada (lado A), e a outra versão sem ser editada (lado B).

Na França o single saiu pelos selos ''Carrere'' e ''Purple Records'' em 1975. Na Austrália o lançamento aconteceu em junho de 1978 pelo selo ''Safari Records''. Na yugoslávia o single foi lançado somente em 1980 pelo selo local ''Beograd Disk''.

Em alguns países a arte de capa do single saiu de forma diferente da original. (Ver desenhos abaixo).


Acima a arte de capa que saiu no single lançado na Alemanha em 1974, pelo selo Purple. A distribuição e confecção foram feitas pelo selo local alemão  ''Gema'' / EMI-Electrola (Cat. 1C 006-96146) .


Acima a arte de capa que saiu no single lançado na Bélgica em 1974, pelo selo Purple. A distribuição e confecção foram feitas pelo selo local ''Sabam'' / EMI (Cat. 4C 006-96146).

Em maio de 1991 o single teve um relançamento na França pelo selo ''Charles Talar'', sendo que essa versão trazia a música ''Love Is All'' no lado A, e ''No Solution'' no lado B. A arte de capa também saiu de forma diferente, com um outro desenho do sapo tocando viola.

* Single no formato FLAC com as músicas separadas, e arte completa.

Songs / Tracks Listing

(Lado A) - Love Is All (3:14)
Música composta pelo baixista Roger Glover e pelo pianista Eddie Hardin. O escolhido para cantar essa música foi Ronnie James Dio, que na época fazia parte da banda Rainbow. Ele gravou a canção que se tornou uma das músicas mais conhecidas do trabalho. No álbum oficial essa canção saiu como penúltima faixa do disco.

(Lado B) - Old Blind Mole (1:11)  &  Magician Moth (1:33)
As duas composições foram compostas pelo baixista Roger Glover, sendo que na faixa ''Old Blind Mole'', quem canta é o desconhecido vocalista Johnny Goodison, que participou dos grupos ''Big John's Rock 'N' Roll Circus'' e ''Blackwater Junction''.

A faixa ''Magician Moth'' é um tema instrumental. No álbum ''The Butterfly Ball'' as duas músicas são tocadas exatamente nessa mesma sequência, sendo as faixas de número 05 e 06.

Na época também foi feito um vídeo animado para a música ''Love Is All''. Esse vídeo foi apresentado em diversos programas infantis na TV norte-americana nos anos 70, 80 e 90.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Heróis brasileiros da Segunda Guerra mundial sendo homenageados em música de banda da Suécia.


O grupo de Power Metal sueco ''Sabaton'' no disco ''Heroes'', seu trabalho atual lançado em 16 de maio de 2014, fez uma bela homenagem ao exército brasileiro e a FEB (Força Expedicionária Brasileira) com a música ''Smoking Snakes''.

A Força Expedicionária Brasileira foi um regimento criado pelo exército brasileiro durante a segunda guerra mundial que enviou a Europa 25.334 soldados brasileiros, todos para à Itália, para junto com as forças aliadas, combater o exército nazista.

A música que o grupo compôs homenageando os soldados brasileiros, é referente ao episódio onde os soldados Geraldo Baêta da Cruz, 28 anos, natural de Entre Rios de Minas, Arlindo Lúcio da Silva, de 25 anos, de São João del Rey, e Geraldo Rodrigues de Souza, de 26 anos, de Rio Preto, na Zona da Mata, morreram como heróis na cidade italiana de ''Montese'', lutando bravamente contra uma divisão do exército alemão constituída por 100 homens. (3 homens contra 100. Isso foi realmente épico).

Esse ano fez 70 anos desse magnífico feito, que só pode trazer muito orgulho para toda a nação brasileira.

E mais uma vez é provado que as bandas de rock e metal dão mais valor a importância do significado da história, do que qualquer outro gênero musical. Infelizmente aqui no Brasil, não houve sequer uma banda importante fazendo alguma música para homenagear esse magnânimo feito.

De toda forma, onde quer que seja, que apareça alguém fazendo algo de bom em relação a minha pátria, vai merecer todo o meu respeito e consideração, além de ser divulgado em meu blog.

                                (Distintivo da FEB - Força Expedicionária Brasileira)

''De acordo com os registros, os três pracinhas integravam uma patrulha do 11º Regimento de Infantaria da cidade de São João del Rey (Minas Gerais) que teve como esforço principal o combate em montanhas com densos campos de minas e sob o fogo cerrado das metralhadoras alemãs. 

Em Montese (cidade italiana), a tenacidade, o ardor combativo e as qualidades morais e profissionais dos soldados brasileiros foram demonstradas em seu raro espírito ofensivo, sob os fogos da Infantaria e Artilharia do inimigo, transpondo caminhos desenfiados, neutralizando campos minados, assegurando e posteriormente, para a Divisão Brasileira, a posse definitiva dessa importante posição alemã dentro do contexto da Guerra. 

Em uma dessas incursões, os pracinhas mineiros se viram frente a frente com uma companhia alemã composta de aproximadamente 100 homens. Era 14 de abril de 1945. Eles receberam ordens para se render, mas continuaram em combate até ficarem sem munição e serem mortos.

O detalhe é que, em vez da vala comum, mereceram as honras especiais do Exército alemão. Admirado com a coragem e resistência do trio, o comandante nazista mandou enterrá-los e colocar, sobre a cova, uma cruz e placa com a inscrição: “Drei Brasilianische Helden” ou “Três Heróis Brasileiros”. Terminada a guerra, seus restos mortais foram trasladados para o Cemitério de Pistoia, na Itália, e depois para o Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro/RJ. Mereceram as condecorações Medalha de Campanha (participação na guerra), de Sangue do Brasil (quando há ferimento) e Cruz de Combate (feitos de destaque)''.

Para ler o texto completo com toda a história entre outros detalhes, acesse o fantástico site abaixo:




A tradução da letra foi feita por ''Luiz Alexandre de Oliveira da Luz''.

Nós lembramos / Os que não se renderam! / Heróis do nosso século

Três homens foram fortes / Eles resistiram por muito tempo
Indo para uma luta / Para a morte que os espera
Loucos ou corajosos, eles acabaram na sepultura?
Enquanto dão as suas vidas, como distintivos de honra

(1)
Longe, longe de casa / Para uma guerra lutada em solo estrangeiro
Longe, longe do conhecido
Diga seu conto / Sua história esquecida
Cobras fumantes, eterna é sua vitória!

(2)
Ergam-se do sangue dos seus heróis!
Vocês foram os únicos que se recusaram a se render
Os três preferiram morrer a fugir / Saibam que sua memória
Será cantada por todo um século

Três receberam um golpe, enquanto impressionavam seus inimigos
Jogando dados com suas vidas / Foi como pagaram o preço
Enviados para o inferno flamejante, ouvindo o badalar dos sinos
Está chamando por você, como a divisão de Wermacht

Repete (1) e (2)

Enviados aos mares para serem batizados em chamas
Lutaram por um propósito com orgulho e desejo
Sangue de bravura foi dado como inspiração
Cobras fumantes, sua memória vive!

Cobras fumantes, eterna é sua vitória!
Ergam-se do sangue dos seus heróis!
Vocês foram os únicos que se recusaram a se render
Os três preferiram morrer a fugir / Saibam que sua memória
Será cantada por todo um século
Nós lembramos / Os que não se renderam! / Heróis do nosso século.

domingo, 3 de maio de 2015

Truth and Janey - Erupts! (Recorded in 1976) (Hard Rock / Blues Rock) (USA)



Único registro ao vivo oficial desse super power trio da cidade norte-americana de Iowa, Texas.

Gravado ao vivo no dia 08 de abril de 1976 no Coliseum Ballroom, na cidade de Davenport, Iowa. (Esse fantástico material não foi lançado na época. As gravações foram feitas e ficaram guardadas com o guitarrista).

A primeira prensagem desse disco saiu durante a década de 90 pelo selo ''Rockadrome'' somente em disco de vinyl de 12''. (O selo procurou a banda, e em colaboração conjunta fizeram um belíssimo trabalho).

O álbum foi produzido pelo guitarrista/vocalista Billy Janey. Editado e remasterizado por Dennis Bergeron. (A versão original foi lançada com 13 músicas).

Todas as composições e letras são de autoria de Billy Janey e do baixista Steve Bock (faixas: 1-11, 13), sendo que a música ''Ain’t No Tellin'' não pertence a banda. Esta canção é uma composição de ''Mississippi John Hurt'' (cantor e guitarrista norte-americano de Blues das décadas de 30 a 60).

As músicas ''No Rest for the Wicked'', ''The Light'', ''My Mind'', e ''Ain’t No Tellin'' foram gravadas originalmente no disco de estúdio ''No Rest for the Wicked'', lançado em 1975.

Em 2014 o selo norte-americano ''Rockadrome'' fez o relançamento desse disco no formato de disco de vinyl duplo com duas músicas adicionais, que não foram colocadas na versão original.

O áudio foi remasterizado a partir da gravação original, e a arte de capa (acima) substituída pela foto da arte de capa do disco ''No Rest for the Wicked''.

Houve a inserção das faixas ''Around and Around'' (composição original feita por Chuck Berry), e ''Under My Thumb'' (composição da banda inglesa Rolling Stones, de autoria de Mick Jagger e Keith Richards).

Esses dois sons inéditos até então, completam de forma primorosa a apresentação original, e fazem com que o álbum tenha um maior brilho nesse relançamento.

* Álbum no formato FLAC com a arte completa em alta resolução. (Versão lançada em CD pelo selo Rockadrome / Vintage ‎(Cat. ROCK005-V-2), em 2008.

Line-up / Musicians

Billy Janey - Guitars, Vocals / Steve Bock - Bass, Vocals / Denis Bunce - Drums, Vocals

Songs / Tracks Listing

01 - No Rest for the Wicked (5:18) / 02 - Birth of the Heart (9:05) / 03 - Universal Light (6:51) / 04 - A Child (3:03) / 05 - Building Walls (2:53) / 06 - Tunnel of Tomorrow (8:12) / 07 - The Light (3:52) / 08 - One Down One to Go (4:52) / 09 - White Bread (5:21) / 10 - My Mind (7:21) / 11 - As I Am (5:06) / 12 - Ain’t No Tellin (4:21) / 13 - Hard Road (5:29)