“WHOOPSY DAISY”
Em meados do séculos XIX, gangues de várias religiões, raças e princípios estabelecem-se com poder em Nova Iorque. Irlandeses entram no país assim como a corrupção e a pobreza invade as ruas de Nova Iorque. Ainda não é a famosa cidade que nunca dorme, nem para lá caminha. Só se torna a mítica cidade no final da guerra. Até lá, pessoas morrem, pessoas nascem, os mais poderosos vivem, os mais pobres roubam e os honestos morrem. Assim se deambula por aquelas ruas. E é lá que se trava a história vingativa de Amsterdam (Leonardo DiCaprio) e Bill “The Butcher” Cutting (Daniel Day-Lewis).
O que Scorsese cria aqui é um filme sem sal, sem glória. Trazia grandes expectativas e o filme desiludiu-me. Não foi, de longe, o que esperava. Pensava eu que era um filme glorioso recheado de diálogos interessantes e cultos mas enganei-me. Do filme saem palavras vistas e revistas em outros filmes. O que Scorsese consegue criar é uma atmosfera apelativa que se desvanece ao longo do filme. Deste, retiro dois grandes feitos: Daniel Day-Lewis e o final que não é por ser o final do filme mas é gloriosamente bem esculpido e faz-me odiar um bocado menos o filme.