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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Invictus (2009)


Clint Eastwood é um dos melhores actores norte-americanos vivo. Após uma vasta lista de filmes participados a par de uns bons punhados de boas interpretações, outras das suas paixões, a par da representação, é a realização. 


Deste modo, Eastwood já tem realizado diversas obras de grande valor com uso recorrente de temáticas políticas e étnicas.

Assim, Invictus não é excepção. Portanto, a história de Invictus passa-se nos meados dos anos 90 entre a tomada de poder de Mandela, o fim do apartheid, e o mundial de rugby que, para Mandela, tinha como objectivo unir os dois povos da África do Sul.

Desta forma, Eastwood constrói uma sólida obra. Não é perfeita nem a destacar-se no seu currículo mas é uma obra com um propósito que, a meu ver, é bem transmitido ao espectador.

Por outro lado, a nível artístico não está assim tão mau. Apresenta um bom guarda-roupa, uma sólida banda-sonora, bons actores e, acima de tudo, grandes planos da grandeza e pobreza daquele tempo.
Regressando ao propósito da obra, Eastwood enquadra bem um argumento talentoso, embora sem rasgos de genialidade, e assume valores como a união, capacidade de liderança e crença como valores máximos a fim de governar um país. Enfim, uma lição para muitos dirigentes deste nosso mundo.


quarta-feira, 16 de março de 2011

Million Dollar Baby (2004)

million dollar baby

“Mo Cuishle”
Há pessoas neste mundo que estão destinadas a grandes feitos. Umas no futebol, outras no Cinema, etc.. Maggie Fitzgerald (Hillary Swank) estava destinada a grandes feitos no boxe. Cresceu e viveu pobre, ou como ela pensava, ela era lixo. A par da pobreza e de servir às mesas, Maggie tinha um sonho, um sonho que só ela acreditava: ter sucesso no boxe. E para isso lutou e nunca desistiu e foi graças a Frankie Dunn (Clint Eastwood) que ela conseguiu sonhar com o ouro.
Assim, este filme, escrito por Paul Haggis e realizado por Clint Eastwood, mostra várias vidas dedicadas aos ringues. Desde o começo até ao fim. E por mais duro que se pareça, Eastwood mostra-nos a verdade crua e nua. Não nos retém com imagens lindas e personagens encantadoras, trata-nos como lixo, trata-nos como escumalha e mostra a todos os que estão sentados no sofá sem fazer nada, uma lição.
Pois por mais que se mostre a realização delicada de Eastwood ou a crueldade do argumento ou até mesmo a sonante sonoplastia e o trabalho magnífico dos três protagonistas (Eastwood, Swank e Freeman), Eastwood pretende-nos mostrar uma lição de vida. Pretende mostrar-nos que Fitzgerald não morre em vão e mostra a todos a verdadeira lição da vida: ela não se limitou a sonhar, ela tentou.

 nota 8