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terça-feira, 14 de agosto de 2012

The Dark Knight Rises (2012)


The Dark Knight Rises, para mim, era o filme do ano. Sim, já tivemos Moneyball, Cosmopolis e até mesmo The Artist e sei que ainda falta The Hobbit e The Master, mas o último capítulo da saga reinventada por Nolan, apesar da certeza que não seria o melhor do ano, iria ser "o" filme do ano.

Christopher Nolan, notável realizador a meu ver, ao longo dos anos, tem criado obras a roçar a genialidade e a saga de Batman, embora tenha recaído sobre este, improvável escolha, Nolan cumpriu todos os requisitos. 

Deste modo, sabia que, após The Dark Knight, seria improvável o último capítulo conseguir superá-lo. No entanto, Bane, foi uma escolha mais que acertada. E apesar da voz demasiado aguda e demasiado incompreensível, Tom Hardy personifica um vilão idealístico quase comparável ao (grande) Joker do Heath Ledger. Não é no vilão que falha, portanto. E também não é em Christian Bale, nem em Michael Caine (notável interpretação) nem em Marion Cottilard ou em Anne Hathaway (que tudo fez em personificar uma pouco profunda e desenvolvida Catwoman). 

Sendo assim, penso que a falha está no argumento. Desorganizado de certa forma, perde-se em demasiadas explicações ao passado dos vilões e escassa em desenvolver a história de algumas personagens (nomeadamente, Catwoman) assim como enxuvalha histórias paralelas numa montagem confusa e um pouco apressada...

Mas também há muito de bom em The Dark Knight Rises. A banda-sonora bastante mais oportuna e silenciosa em alturas certas (fora os erros de montagem) assim como um grande ideal, por parte do vilão, oportuno e propositado nos tempos de hoje.

Portanto, nem sei muito o que pensar sobre este último capítulo que, apesar de acabar quase da melhor forma possível, merecia uma extended version a incluir mais uns belos 60 minutos. Acho que, de certa forma, não soube a tudo. Não é nulo, como muitos apelidam mas é mais um copo meio-vazio do que meio-cheio. De certa forma, o Cavaleiro das Trevas não se ergueu...



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Inception (2010)



Christopher Nolan é um mestre a dominar a mente humana. Por raras excepções não o tratou nos seus filmes.

Deste modo, é um dos meus realizadores preferidos. Além do mais, é um realizador/argumentista que domina a sétima arte ao mesmo tempo que domina o mundo financeiro.

Inception é mais uma prova do seu sucesso. Sem ser o melhor da sua carreira, A Origem destaca-se pela originalidade de ideias e pela profundidade destas mesmas. Ao criar este filme criou diversos paradigmas que serão estudados e servirão de inspiração para obras futuras. Apenas por estes aspectos referidos, Inception já teria valido a pena ser feito. Mas não é apenas isto.

Além de tudo resultar brilhante coordenação, o filme reúne, além da aclamada realização e o  pioneiro argumento, um leque de actores com imenso talento a par da costuma genialidade sonora de Hans Zimmer.
Enfim, Inception resulta num projecto com imensa qualidade sem nunca perder o dom de agradar os fãs mais mainstream e resultando no projecto bem sucedido financeiramente para as produtoras bem como uma obra de qualidade para os mais exigentes cinéfilos.