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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Trabalhistas e Casa Judaica sobem nas sondagens

Yitzhak Herzog, líder do Partido Trabalhista e da Oposição
Naftali Bennet, líder da Casa Judaica
Se as eleições fossem agora o Likud teria 28 deputados (31 atualmente), os Trabalhistas ficariam em segundo lugar com 21 (15 atualmente), seguido pela Casa Judaica com 18 (12 atualmente). O Yesh Atid obteria 13 (19 atualmente) e o Meretz 12 (6 atualmente). No campo dos religiosos o Shas e o Judaísmo Unido da Torah obteriam 7 mandatos cada um (atualmente Shas 11 e UTJ 7). O Hatnuah teria 3 (6 atualmente) e o Kadima não teria deputados (atualmente tem 2). Nos partidos árabes o  Hadash (comunista Judeu e árabe) e a Lista Árabe manteriam os seus 4 deputados cada um e o Balad os seus 3 assentos. Por blocos a esquerda e a direita ficariam empatadas com 60 mandatos cada uma.
O Hadash é o partido mais à esquerda e o Casa Judaica o mais à direita.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A austeridade chega a Israel

O novo ministro das Finanças, Yair Lapid.
O debate da primeira sessão de Verão da Knesset pode bem evidenciar a mudança que está a acontecer em Israel. Numa acalorada troca de palavras com os deputados haredim, o ministro das Finanças, Yair Lapid, anunciou ao que veio.
Os deputados haredim do Judaísmo Unido da Torá queixaram-se dos cortes orçamentais e Yair Lapid acusou-os de serem responsáveis pelo défice orçamental do Estado de Israel, acrescentando ainda que os haredim devem ser os primeiros responsáveis por sustentar o elevado número de filhos que têm  - e  não o orçamento do Estado -  e que Israel não lhes pertence.
Lapid esteve também debaixo do fogo da líder dos trabalhistas, Shelly Yachimovich, e da do Meretz, Zahava Gal-On. A primeira está contra qualquer corte, como é habitual quando os socialistas estão  Oposição, e a segunda porque estranha a demora da chegada da paz. Lapid pediu desculpa a Gal-On por não ter conseguido resolver um conflito com 150 anos na sua primeira semana enquanto ministro.
A discussão de hoje surgiu na sequência da apresentação por parte de Yair Lapid de um plano para reduzir os gastos do Estado de Israel. O plano, entregue esta segunda-feira ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, prevê cortes de 18 mil milhões de shekels (3,8 mil milhões de euros) na despesa. As principais áreas de redução dos gastos serão o sistema de defesa, os abonos de família, os salários dos funcionários públicos e os projetos de infra-estruturas. O plano de Lapid prevê ainda o aumento de 1% da taxa do IVA e o aumento de 1% da taxa de IRS para rendimentos superiores a 8 881 shekels (1877 euros).

sábado, 2 de março de 2013

Impasse?

O Presidente Peres deu mais duas semanas a Benjamin Netanyahu para apresentar um novo Governo. A formação da nova coligação não tem sido fácil porque o Yesh Atid não quer entrar no Governo com os ultra-ortodoxos e a Casa Judaica não entra sem o Yesh Atid. Pelo meio sucedem-se as acusações de parte a parte.
A formação do governo israelita dura há 28 dias e até agora Netanyahu apenas conseguiu forjar um acordo de coligação com o partido Hatnuah de Tzipi Livni, garantindo assim o apoio de 37 parlamentares. O novo governo necessita do apoio de pelo menos 61 deputados.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O que é uma maioria de bloqueio?

Para alguma imprensa 18 deputados em 120 fazem uma maioria e se forem de partidos que não caíram nas boas graças da linha editorial, então essa maioria é de bloqueio. Os outros 102 deputados são tratados como uma minoria completamente irrelevante para o caso.