Conseguiu, através daquelas névoas, tomar conhecimento do lugar em que se encontrava. Estava sentado no chão, encostado a um canto de uma escura e húmida parede de pedra, no fundo de um subterrâneo.
Reconheceu perfeitamente o local: tratava-se dos subterrâneos da antiga missão. Tentou mover-se mas tinha as mãos amarradas atrás das costas; as mãos e os tornozelos.
— Acaba de recuperar os sentidos — disse uma voz.
Alguém aproximou uma lanterna que ardia sobre um caixote. Bart Lockwood sentiu um calafrio ao ver-se rodeado por aquela muralha de pernas que se formou à sua volta. Doía-lhe horrivelmente a cabeça, em consequência das pancadas que o tinham deixado sem sentidos, e recordou--se de tudo quanto se passara com a maior clareza. Lou Twerlin!
Ergueu os olhos. Os homens que o cercavam riam-se de satisfação. Deviam achar muita graça ao triste estado em que ele se encontrava. Lou Twerlin ajoelhou-se a seu lado.
— Que supõe o senhor que vamos fazer-lhe, patrão?
A voz do pistoleiro, chocarreira e irónica, eivada de um sarcasmo cruel, soou-lhe aos ouvidos como um sopro gelado e cortante. Twerlin aproximou tanto a sua cara da da sua vítima que os dois hálitos se confundiram.