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15 de jan. de 2012

JETHRO TULL - "Tullbox" - 2009

Estamos aqui no Brasil, vivendo a era “Michel Teló” e sua “Ai se eu te pego”, com uma letra de duplo sentido, bem duvidosa, acompanhada de uma coreografia semi-pornográfica que já se espalhou por todos os continentes e, portanto é o hit do momento e com certeza do próximo carnaval. 

Por quanto tempo, este tipo de música consegue se sustentar??? Será que após o carnaval ela vai virar um, “Rebolation chon chon” do “Parangolé” e definitivamente desaparecer do mapa, juntamente com seu criador que em um raro momento de distração e inspiração, consegue "parir" uma pseudo-música temporária como esta??? 

Eu acredito que sim, pois a atual crise musical que vive o Planeta está espelhando esta situação não só aqui no Brasil, mas em diversos outros países que também estão passando por esta crise de identidade artística, onde o que vale é uma letra que fale de alguma sacanagem de cunho erótico, acompanhada de um ritmo dançante também erótico, mas isto não é um privilégio do nosso “brega tupiniquim”, pois o Pop internacional está fartamente servido deste mesmo material onde o “Cetro” é passado todo ano de mão em mão para a bola da vez, dependendo do tamanho da bunda ou  do biquini que é usado para as apresentações. 

Voltando a nossa esfera, que é muito diferente deste universo dos parágrafos acima, vem um questionamento que às vezes incomoda um pouco, que é a possibilidade de estar parado no tempo e não estar conseguindo acompanhar as novas tendências musicais, mas por outro lado, a educação musical que eu tive, era com bandas de rock que transformavam “clássicos” da música clássica em rock. 

Que tremenda ousadia, que coragem, mas acima de tudo, que talento, que levava a loucura quem estava assistindo ou mesmo apenas ouvindo e estas sim, “Pérolas” musicais que até hoje, mais de quarenta anos depois, são encontradas à venda em quaisquer casas do ramo e em sites da internet. 

Não é um fenômeno, é apenas por terem um berço, uma origem e ser uma referência de uma época em que a criatividade, a inspiração e o talento individual e/ou em grupo eram a principal matéria prima, pois não havia espaço para material descartável. 

O rock, assim como a música clássica, foram feitos para ficar, já estão imortalizados e serão ainda muito apreciados por boa parte das novas gerações que sucederão à atual e assim por diante, que ao descobri-los, serão instintivamente cooptados pelo poder de atração e os encantos que uma boa música têm. 

Eu entendo que este falatório todo é um saco para quem escreve e mais ainda para quem lê, mas infelizmente é necessário para justificar o porquê de postar uma coletânea, intitulada “Tullbox”,  montada pelo blog Baistophe que é especialista em montar coletâneas com muito cuidado e esmero.

Obviamente estou  me referindo ao Jethro Tull, onde em três CD’s, está depositada a história de um dos vários fenômenos musicais que surgiram na década de setenta e que até hoje se mantém na ativa, conquistando novos adeptos. 

A história da banda está distribuída pelas quarenta e nove músicas, começando a viagem pela louca “A Song for Jeffrey” que é um hiper clássico do Tull, passando por “Aqualung”; “Cross-Eyed Mary”; “Locomotive Breath”; “Thick as a Brick (extract)”; “Skating Away on the Thin Ice of a New Day”; “Minstrel in the Gallery”;” Songs From the Wood”, “One Brown Mouse”; “Fylingdale Flyer”; “Broadsword” e mais uma penca de músicas que com certeza vão trazer deliciosas lembranças. 

Comentar qualquer coisa a respeito do Jethro Tull é gastar teclado à toa, portanto, a única observação que me atrevo a fazer é que a diversão está garantida com este álbum, pois só tem clássicos que há muito tempo são a trilha sonora dos nossos sonhos. 

PS: Enquanto escrevia esta resenha, ao mesmo tempo estava fuçando no blog de um “amigo Lobo”, O Som Mutante e lá, está postado uma raridade do “King Crimson”, o álbum, "In the Court of the Crimson King" (40th Anniversary Edition Box set 05 discs), ou seja, é imperdível, não deixem de fazer o download.

Band:

Tracks:
CD1:
01. A Song For Jeffrey
02. A New Day Yesterday
03. Fat Man
04. Reasons For Waiting
05. With You There To Help Me
06. To Cry You A Song
07. Love Story
08. Aqualung
09. Cross-Eyed Mary
10. My God
11. Locomotive Breath
12. Wind Up (Quad. Version)
13. Wond'ring Again
14. Life Is A Long Song
15. Thick As A Brick (extract)
16. Critique Oblique

CD2:
01. Magus Perdè
02. War Child
03. Back-Door Angel
04. Skating Away On The Thin Ice Of A New Day
05. The Third Hoorah
06. Minstrel In The Gallery
07. One White Duck / 0^10 = Nothing At All
08. Quizz Kid
09. Salamander
10. The Chequered Flag
11. Songs From THe Woods
12. The Whistler
13. One Brown Mouse
14. Heavy Horses
15. Conundrum
16. Quatrain

CD3:
01. Dark Ages
02. Dun Ringhill
03. Fylingdale Flyer
04. The Pine Martin's Jig
05. Broadsword
06. Cheerio
07. Jump Start
08. Part Of The Machine
09. A Christmas Song
10. Another Christmas Song
11. Still Loving You Tonight
12. Like A Tall Thin Girl
13. Valley
14. Wounded Old And Treacherous
15. Hot Mango Flush
16. El Niño
17. A Winter Snowscape


"Cross-Eyed Mary"

"Skating Away On The Thin Ice Of A New Day"

"Broadsword"

21 de fev. de 2011

JETHRO TULL - "We Used to Know" - 1970

Desde já, vou me desculpando pela qualidade sonora deste bootleg, "We Used to Know", mas não postá-lo seria um crime inafiançável, pois se trata de um documento histórico dos primórdios do rock progressivo e de uma das bandas mais cultuadas do rock, o Jethro Tull e não seria nada justo não dividi-lo com todos que apreciam esta banda.

Especificamente em meu caso, só pela música, "We Used To Know", já vale o álbum todo e a bem da verdade, as demais são tão boas tanto quanto a citada, tento até em vista que são frutos dos álbuns anteriores, "Benefit", "Stand Up" e "This Was" que são mais que pedras preciosas, portanto este álbum mostra como eram as coisas para os músicos a mais de quarenta anos atrás.

Eles tinham que tocar muito, não havia a tecnologia que temos hoje em dia, o movimento progressivo começava a ganhar força e era exigente demais e as outras bandas da época que emergiam, estavam em ascensão meteórica, com o lançamento de vários álbuns ao mesmo tempo e apresentações simultâneas por toda a Europa, então, ao Jethro Tull não restava outra opção, tocar muito e assim foi feito, além é claro das performances alucinadas de Ian Anderson no palco que como um bruxo comandava a banda e a platéia.

Mas com o talento e a genialidade de Ian Anderson que contava com  a presença de seus dois maiores amigos, Martin Barre e John Evan, a banda pode levar o Jethro Tull a diante e logo no ano seguinte, lançaram "Aqualung", que a própria história fez o favor de imortalizá-lo e acredito eu que talvez seja o álbum  de entrada para novos fãs da banda precedido de  "Thick as a Brick" outro Imortal da "Academia Mundial da Música" (essa eu inventei agora), pois o Jethro Tull encanta até hoje, principalmente com suas mais antigas canções, jovens corações em busca de uma boa música, tão escassa atualmente.     

Musicians:
Ian Anderson: flauta, vocais
Martin Barre: guitarra
Glenn Cornick: baixo
Clive Bunker: bateria
John Evan: piano e órgão

Tracks:
1. Nothing Is Easy
2. My God
3. To Cry You A Song
4. With You There To Help Me
5. Sossity, You're A Woman/Reasons For Waiting
6. Dharma For One
7. We Used To Know
8. Guitar Solo/ For A Thousand Mothers

LINK

"We Used To Know"

"Nothing Is Easy"

2 de fev. de 2011

Jethro Tull - "Live in Pasadena" - 1977

Este álbum, "Live in Pasadena" do Jethro Tull deveria ter sido postado ontem, porém eu acabei achando um material interessante do Camel e postando-o na frente, mas isso não tem a menor importância, portanto vamos ao que interessa, no caso, esta apresentação feita a mais de trinta e cinco anos no Pasadena Civic Auditórium, California, USA.

Este foi o primeiro show do Jethro Tull em 1977, para cobrir a turnê de divulgação do álbum "Songs from the Wood", por sinal ótimo trabalho, para mim um dos melhores.

Para deleite de seus fãs, o show foi feito com uma de suas  melhores formaçõis, pois lá estiveram presentes, Martin Barre, John Glascock, John Evans, David Palmer e Barriemore Barlow acompanhando Ian Anderson e sua flauta mágica, a qual não conseguimos resistir e invariavelmente somos encantados.

Tendo como base as músicas do novo álbum e seus antigos sucessos dos álbuns anteriores, ficamos a frente de um show riquíssimo tanto em qualidade como em quantidade, pois são vinte e quatro faixas espetaculares que alguns poucos privilegiados tiveram o prazer de escutar pessoalmente.

Com uma apresentação muito consistente e ao mesmo tempo intimista, pois Ian Anderson habitualmente gosta muito de conversar com o público presente, o que  torna bem informal suas apresentações, provocando uma  proximidade com a banda o que é sempre muito instigante para quem os assiste pessoalmente.


Comentar algo a respeito dos músicos ou das  músicas torna-se totalmente desnecessário, pois são todas de conhecimento público e por ventura se existir ainda algum ser humano que não as conheça, o que particularmente acho muito difícil, mas se assim o for,  com certeza após uma primeira audição, amigos íntimos se tornarão, portanto, mãos à obra, download feito, diversão garantida parta conhecedores ou não da obra de uma das bandas mais amadas do rock (esta frase final eu roubei do meu amigo Roderick Verden em um de seus sempre bem humorados comentários que deixou aquí no blog).

Musicians:
Martin Barre
John Glascock
John Evans
David Palmer
Barriemore Barlow
Ian Anderson

Tracks:
01 - Skating Away
02 - Jack In The Green
03 - Crazed Institution
04 - Fires At Midnight
05 - Instrumental
06 - Thick As A Brick
07 - Songs From The Wood
08 - To Cry You A Song
09 - A New Day Yesterday
10 - Living In The Past
11 - Velvet Green
12 - Too Old To Rock & Roll
13 - Bungle In The Jungle
14 - Beethoven's Ninth Symphony
15 - Minstrel In The Gallery
16 - Hunting Girl
17 - Cross-Eyed Mary
18 - Aqualung
19 - Guitar Solo
20 - Wind-Up
21 - Back-Door Angels
22 - Wind-Up Reprise
23 - Locomotive Breath
24 - Land Of Hope & Glory

"Skating Away"

"Thick As A Brick" - Pt.1

"Thick As A Brick" - Pt.2

5 de nov. de 2010

JETHRO TULL - "A" - 1980

Passado trinta anos desde o seu lançamento, o álbum "A" do Jethro Tull, ele continua tão atual como na época do seu lançamento, pois carrega uma batida rítmica diferente do que já havia sido produzido anteriormente e está bem eletrônico, o que muitos atribuem à entrada do bom tecladista Eddie Jobson que foi convidado especialmente para se agregar ao grupo para este trabalho.

A rigor pairam algumas historias sinistras a respeito deste álbum, pois se comenta que ele foi fruto de uma imposição da gravadora sobre Ian Anderson que deveria produzir um álbum solo, o que prontamente foi feito e batizado de "A", talvez de Anderson, quem sabe, como forma de protesto.

Mas histórias a parte e independente da fuga dos padrões Prog-Folk que banda sempre se norteou, eu particularmente gosto muito deste trabalho, pois está altamente variado, com uma boa ênfase nos teclados e guitarra, a voz e a flauta de Ian Anderson com o vigor  de sempre e na medida certa, fazendo deste trabalho um bom motivo para escutá-lo.

A rigor esta nova fase do Jethro Tull, representa a maturidade da banda e o desejo de continuar na ativa, acompanhando a evolução dos novos movimentos musicais que eclodiam naquela época e de certo modo colocariam o rock progressivo em um ostracismo temporário que sera lentamente suprimido pelo surgimento de novas bandas com tendências progressivas (Marillion, IQ, Glass Hammer e tantas outras).

Até o mundo Metal se curvaria diante do encanto produzido pelo rock progressivo, fundindo dois estilos musicais bem ambíguos, mas com um resultado surpreendente e positivo com o surgimento dos movimentos  Progmetal e do Symphonic Metal e bandas como Ayron, Avantasia, Epica e vários outros, surgiriam produzindo trabalhos com uma qualidade musical incrível.

Musicians:
Ian Anderson (flute, vocals)
Martin Barre (electric guitar)
Mark Craney (drums)
Dave Pegg (bass)

Guest Musicians:
Eddie Jobson (keyboards, electric violin)
James Duncan (child voice on "Batteries Not Included)

Track-list:
01 Crossfire 3:54
02 Fylingdale Flyer 4:36
03 Working John, Working Joe 5:04
04 Black Sunday 6:36
05 Protect and Survive 3:37
06 Batteries Not Included 3:53
07 Uniform 3:34
08 4.W.D. (Low Ratio) 3:42
09 The Pine Marten's Jig 3:28
10 And Further On 4:22


"Fylingdale Flyer"
"Protect and Survive"

29 de out. de 2010

JETHRO TULL - "A Classic Case" - 1985

Já li diversos comentários a respeito do Jethro Tull, como sendo uma das mais amadas bandas de rock progressivo do planeta e me sinto no dever de agregar-me a este coro, pois realmente o Jethro Tull cativa a todos, principalmente por conta da figura pitoresca e carismática de Ian Anderson que faz uma caricatura de si mesmo, principalmente quando está no palco, logicamente não nos esquecendo do seu talento nato como compositor e músico instrumentista.

O álbum "A Classic Case" editado em 1985 é um trabalho cem por cento instrumental clássico, pois um membro de peso foi agregado, a "London Symphony Orchestra" sob a regência de David Palmer, transformando este álbum em um grande convite aos amantes da música clássica, bem como para os fãs da banda, pois seus melhores sucessos estão expostos neste álbum.

A música de abertura do álbum, "Locomotive Breath" e o prenúncio do que está por vir, pois a flauta de Ian Anderson, aparece mais insana do que de costume, a rigor enlouquecida como o seu condutor e em conjunto com a banda e a orquestra é realmente um presente de valor inestimável.

Músicas como "Locomotive Breath", "Thick As A Brick", "Aqualung", "Too Old To Rock 'n' Roll, Too Young To Die", "Living In The Past" que está de tirar o fôlego, por exemplo, são parte integrante do consciente coletivo dos fãs da banda, não foram poupadas desta corajosa transformação e mesmo assim mantiveram o encanto que há anos a fio nos fazem escutá-las incansavelmente.

Uma musica que merece um destaque especial é "Bourée", que mesmo que tenha já uma origem clássica, nesta versão, veio acompanhada de um pós-doutorado em flauta que Ian Anderson proporcionou, pois simplesmente está irresistível com arranjo feito para esta música.

Neste momento vem sempre um pensamento que quando a origem musical tem berço, é de qualidade e é também inovadora, o resultado sempre será positivo, independente da tribo, mas sei que muitos vão levar em conta que neste caso, o rock progressivo tem uma proximidade muito grande com a música clássica o que é absolutamente correto e é também um facilitador para esta transformação, porém posso citar o exemplo do Iron Maiden que teve o álbum "Peace of Mind", orquestrado pela "The Hand of Doom Orchestra" e o trabalho ficou de arrepiar, não de medo, mas porque emociona. 

O resultado ficou fantástico e foi surpreendente ver as músicas dos reis supremos do metal ganharem vida no mundo da música clássica com tanta categoria e grandeza, mas obviamente esta equação musical de sucesso depende a uma origem consistente e de um trabalho de arranjo bem elaborado e adequado ao padrão musical original.

Portanto, fica um convite a todos para que escutem mais um tesouro musical do Jethro Tull.

Músicos:
Ian Anderson,
Martin Barre,
Dave Pegg,
Peter-John Vettese
London Symphony Orchestra sob a regência de David Palmer

Track-list:
01."Locomotive Breath" - 4:16
02."Thick As A Brick" - 4:24
03."Elegy" - 3:41
04."Bourée" - 3:10
05."Fly By Night" - 4:12
06."Aqualung" - 6:22
07."Too Old To Rock 'n' Roll; Too Young To Die" - 3:27
08."Teacher / Bungle In The Jungle / Rainbow Blues / Locomotive Breath" - 3:58
09."Living In The Past" - 3:29
10."War Child" - 4:56

LINK.

"Thick As A Brick"
"Locomotive Breath"
"Bourée"

19 de jul. de 2010

JETHRO TULL - "Thick As a Brick" - 1972

Outro dia um comentário muito bem colocado feito em cima de uma postagem que havia feito de outro álbum do Jethro Tull, chamou a minha atenção para um fato que nunca tinha parado para pensar, mas que é uma pura verdade e dizia mais ou menos o seguinte: "o Jethro Tull é um dos grupos mais amados do rock, sendo coisa rara um roqueiro não gostar da banda", isto, dito sabiamente  por "Roderick Verden" a quem aproveito para agradeçer pelo comentário deixado e principalmente por ter me dado inspiração para escrever este artigo.

Se pararmos para pensar a respeito, eu nunca vi em revistas especializadas, programas na TV ou em algum blog ou coisa que o valha, algum comentário ou critica negativa direcionada a banda, relativas a algum escândalo ou atitudes inconvenientes perante o público ou ao órgão de imprensa, mas muito pelo contrário, sempre foram e são até hoje muito bem recebidos por onde passam, talvez até pelo bom humor que Ian Anderson sempre demonstra, logicamente um ou outro álbum pode ter recebido uma crítica menos favorável, coisa normal para qualquer banda.

Pensando nisto, fiquei imaginando qual seria o disco mais amado do Jethro Tull, mas confesso que esse exercício me levou a fazer um brainstorm bem crítico dos diversos álbuns que mais me chamam a atenção e eu ao final das contas eu não cheguei a conclusão de qual seria realmente o melhor.

Estou postando "Thick As a Brick" apenas por ter usado como critérios de desempate o que fosse mais temático e com músicas mais longas e este álbum tem praticamente uma única música dividida em duas partes narrando uma história.
Sem dúvidas alguma, um clássico do rock, com o devido reconhecimento de seu valor musical espalhado pelos sete mares do planeta, mas mesmo assim me deixando em dúvida se seria o melhor álbum da banda ou não, mesmo porque o que pode parecer muito bom para mim, pode não ter o menor significado para qualquer outra pessoa, pois as manifestações artísticas e principalmente a música, nos toca de forma muito peculiar, nos trazendo diferentes sensações e percepções que variam de pessoa a pessoa e isto é algo devemos sempre respeitar.

Obviamente já que não consegui eleger o melhor álbum, isto significa para mim que trabalhos como, This Was; Stand Up (já postado); Aqualung; War Child; Minstrel in the Gallery; Too Old to Rock 'n' Roll: Too Young to Die!; Songs from the Wood; A; Broadsword and the Beast; Crest of a Knave e Living in the Past, estão em pé de igualdade com "Thick As a Brick" , cada um com suas características especificas, impedindo-me de chegar a uma conclusão definitiva.
     
Musicos:
Ian Anderson - Lead Vocals, Acoustic Guitar, Flute, Violin, Trumpet
Martin Barre - Electric Guitar, Lute.
Barriemore Barlow - Percussion, Timpani
John Evan - piano, Hammond Organ, Harpsichord
Jeffrey Hammond - Bass, Vocals
David Palmer - Brass, String Arrangements

Link.

"Parte 1"
"Parte 2"
"Parte 3"
"Parte 4"
"Parte 5"

18 de jun. de 2010

JETHRO TULL - "Stand Up" - 1969

Falar qualquer coisa a respeito do Jethro Tull é no mínimo um puta prazer e ainda por cima associado ao álbum "Stand Up" como motivo desta postagem, o prazer é em dobro.

Banda que está na ativa desde 1967, o Jethro Tull tem vinte e um álbuns de estúdio gravados, sete gravados a partir dos seus shows e nada menos do que quinze coletâneas e uns onze vídeos entre vhs's e dvd's.

Ao longo destes quarenta e três anos, a formação da banda sofreu diversas modificações, mas sempre com Ian Anderson no comando das ações, aliás, único membro da formação inicial até hoje, conseguiu manter a banda com muita dignidade, tendo seus altos e baixos no que se diz respeito à produção de alguns álbuns, mas nada de anormal para uma banda que está há quatro décadas na ativa.

Com letras pitorescas e um modo todo especial de compor e de tocar, o Jethro Tull já passou pelo blues, jazz, folk rock, rock progressivo, rock eletrônico e até pelo heavy metal, podem acreditar, pois até um premio Grammy de "Melhor Performance de Rock Pesado/Metal" eles ganharam em 1989 por conta do sucesso do  álbum "Crest of a Knave", causando um mal estar terrível, no cenário Metal, pois era o primeiro ano de premiação daquela categoria e a banda esperada para abocanhar o premio era o Metallica, havendo muitos protestos dos fãs do metal.

Mas fofocas de bastidor a parte, se ganharam o prêmio é porque no mínimo ele foi merecido, mesmo que em uma categoria não adequada ao estilo do Jethro Tull e isto unicamente porque "Crest of a Knave" é um álbum que foi mais calcado nas guitarras de Martin Barre.

Mas voltando vinte anos atrás deste evento, mais precisamente em 1969, os premiados foram os fãs, pois o álbum "Stand Up" é um premio para nós, uma verdadeira lição de música, repleto de preciosidades musicais como, "A New Day Yesterday", "Bourée", "Nothing Is Easy" e "We Used to Know", feitas com simplicidade, sem muitos malabarismos ou solos intermináveis, mas com muita consistência e coesão entre letra e música.

O mais interessante de tudo é que para mim, cada vez que escuto este álbum, da primeira à última faixa, a impressão que tenho é que é um álbum novo, pois ele não caducou com o tempo, não se perdeu, soa sempre muito atual, não parece que é música de quarenta anos atrás.

"Bourée" é um caso tão especial, que tenho a sensação que J. S. Bach, o autor, dá uma virada no caixão toda vez que ela é tocada, puto da vida, porque esta versão do Tull ficou melhor que a dele, mas na verdade se realmente ficou melhor é porque o original é uma fonte de inspiração inestimável.

Membros:
Glenn Cornick - baixo
Clive Bunker - bateria e percussão
Martin Lancelot Barre - guitarras e flauta
Ian Anderson - flauta, guitarra acústica, orgão Hammond, piano, balalaika, e vocais
David Palmer - condução e arranjo de cordas.

Track-list:
1."A New Day Yesterday"
2."Jeffrey Goes to Leicester Square"
3."Bourée" (J. S. Bach arr. Jethro Tull)
4."Back to the Family"
5."Look into the Sun"
6."Nothing Is Easy"
7."Fat Man"
8."We Used to Know"
9."Reasons for Waiting"
10."For a Thousand Mothers"
Bonus tracks:
11. "Living In The Past"
12. "Driving Song"
13. "Sweet Dream"
14. "17"

OS LINKS EXISTENTES FORAM REMOVIDOS, QUALQUER RECLAMAÇÃO, FAVOR DIRIGIR-SE AOS ENERGUMENOS DO "DMCA"


"We Used to Know"
"Bourée"

9 de abr. de 2010

JETHRO TULL TRIBUTE - "To Cry You A Song - A Collection of Tull Tales" - 1996

Essa moda de álbum tributo a grandes bandas consagradas eu considero uma situação muito complicada, pois muitas vezes o que se observa é que o tributo nada mais é que um caça-níqueis para as as gravadoras, pois o resultado musical em geral é muito fraco e acaba sendo um tiro no pé dos verdadeiros autores que devem ficar muito putos com a deturpação da obra, uma verdadeira falta de respeito com  os autores e com o público em geral.  Mas como sempre existem as exceções, "To Cry You a Song - A collection of Tull Tales" é uma gratíssima surpresa. Sou capaz de cometer o sacrilégio de dizer que tem algumas músicas que ficaram melhores que o original (que Ian Anderson  me perdoe e não me xingue).

A execução de “One Brown Mouse” feita pelo “Echolyn” é no mínimo uma obra de arte, “Keith Emerson” que toca “Living in the past”  em um formato totalmente instrumental fez um arranjo fantástico, "John Wetton" deixou "Nothing is easy" de cara nova.

Para quem nunca teve a oportunidade de escutar este álbum e conhece a obra do Jethro Tull e uma  descoberta a cada faixa e para quem não conhece (acho um pouco difícil) é uma deliciosa novidade.

Com um timaço de bandas e alguns músicos isolados esta coletânea é realmente um tributo, uma verdadeira homenagem ao JETHRO TULL. E que responsabilidade tiveram em fazer este trabalho, uma verdadeira façanha titânica.

O álbum é altamente recomendado para fãs e não fãs do JT, pois as músicas estão com novos arranjos que não descaracterizaram o original, ficando o resultado excelente.

Observando as músicas que foram escolhidas para este trabalho e quem as executou, fica fácil de entender o porquê de um álbum tão bom.
Set-list:
01. Magellan / A Tull Tale 2'32''
02. Magellan / Aqualung 8'09''
03. Roy Harper /Up The 'Pool 3'01''
04. John Wetton / Nothing Is Easy 4'17''
05. Lief Sorbye / Mother Goose 4'23''
06. Robert Berry / Minstrel in the Gallery 5'22''
07. Echolyn / One Brown Mouse 3'15''
08. Charlie Musselwhite / Cat's Squirrel 5'52''
09. Glenn Hughes / To Cry You a Song 5'10''
10. Robby Steinhardt / New Day Yesterday 3'59''
11. Wolfstone / Teacher 3'58''
12. Keith Emerson / Living in the Past 3'21''
13. Tempest / Locomotive Breath 4'32''
14. Dave Pegg / Life's a Long Song 2'45''

Download

A iniciativa deste tributo partiu da gravadora Magna Carta Records, que por sinal está se especializando neste modelo, pois outros tributos a bandas como YES, ELP e RUSH foram produzidos por eles e o resultado não foi diferente a este.

Keith Emerson - "Living in the past"

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