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quinta-feira, 20 de abril de 2017
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 18 de maio de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Os Anos Yé-Yé (1965-1966): Parte 6
O ano de 1966 começa com as quatro meias-finais do Concurso Yé-Yé do Teatro Monumental,
realizadas semanalmente durante o mês de Janeiro.
À final, realizada apenas a
30 de Abril, chegam os Os Claves, Os Rocks, Night
Stars, Jets, Ekos, Chinchilas, Espaciais,
os Tubarões e os Sheiks. Estes últimos, os favoritos das
meias-finais, no entanto não puderam participar uma vez que já tinham um
contrato para um concerto em Coimbra nesse dia...
Quando chega a noite da final
"a sala quase ia pelo ar...O entusiasmo atingiu o rubro, novos e velhos
batiam palmas, os corpos ficavam possessos do ritmo electrizante...". Nas
páginas das revistas dizia-se então que o "yé-yé é o rei e o twist dançado
em delírio pelos mais entusiastas, que não resistem a invadir o palco. As
guitarras eléctricas mal se ouvem. Já não são precisas, o ritmo toma os corpos
e a mocidade lisboeta vibra a valer." São então atribuídas as
qualificações finais, sendo o primeiro lugar atribuído aos Claves, o segundo aos
Rocks e o terceiro aos Night Stars.
Em quarto lugar
ficaram os Jets, em quinto os Ekos, em sexto os Chinchilas,
em sétimo os Espaciais e em 8º lugar Os
Tubarões. Os resultados não foram aceites de bom grado e estiveram envoltos
em diversas polémicas. Desde a escolha de Os
Claves estar relacionada com
influências da família de alguns membros, à classificação das bandas das
colónias, atribuídas como manobra de propaganda política em plena guerra
colonial e desintegração do império. A ausência dos Sheiks, que nas
meias-finais foram a banda que conseguiu a maior pontuação, também deixou a
desejar. Registaram as publicações da altura:
"Houve ainda um facto que
considero desagradável e injusto: a atribuição do prémio instituído para a
melhor música yé-yé portuguesa, atribuído aos Night Stars, de Moçambique. Para
mim, seriam os Ekos a merecer essa honra, na medida em que estes apresentaram
composições de bom nível e de dicção perceptível. Ao contrário, os Night Stars
cantaram num português incompreensível, que mais parecia uma língua
estrangeira" Luís Waddington, Conjunto Mistério
"Em minha opinião, sem
desprestígio para os outros conjuntos, deveriam ser Os Rocks a ganhar. O
conjunto, ainda que não possua valores excepcionais, graças ao seu vocalista,
merecia ganhar " Zé Luís, Ekos
"Merecemos o prémio porque
tanto instrumentalmente com vocalmente tudo esteve certo! O reportório é
absolutamente actualizado com músicas que ainda não estavam à venda em
Portugal!" João Ferreira da Costa, Claves
Três anos depois do Concurso
tipo Shadows continuava-se a premiar as imitações…
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' Os Anos Yé-Yé' (1965-1966),
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
' A Invasão Britânica' (1964): Parte 8
Também em 1964, em
Angola, é organizado um concurso, o 1º Festival de Música Moderna, no
Cine-Teatro Restauração, que dá a conhecer bandas como Os Rocks, os Herbert
et les Jeunes, Joe Mendes e os Electrónicos, Os
Incógnitos, entre outros.
Os Rocks, conjunto
formado por Eduardo Nascimento na voz,
Fernando e Luís Saraiva nas guitarras, Elmer Pessoa e mais tarde Filipe de Andrade no baixo e João Cláudio Saraiva na bateria, tiveram
a sua grande oportunidade quando em 1962 Vasco Morgado vai a Angola, ouve-os e decide levá-los para Lisboa
para alguns concertos. Já com algum nome voltam à capital por ocasião do Grande Concurso Yé-Yé do Monumental, ficando
num polémico segundo lugar que, apesar de tudo, lhes proporciona um contrato
como conjunto residente da boîte Porão da Nau, em Lisboa, e a gravação do
primeiro EP.
Entretanto assinam um contrato de dois
meses com a boîte La Bonanza
em Roterdão, assim como com a televisão holandesa. Reconhecido pela sua voz, em
1967 surge a oportunidade de Eduardo Nascimento participar no Grande Prémio TV
da Canção Portuguesa e vence com O Vento Mudou, tornando-se um êxito,
com perto de 6000 cópias vendidas. Os Rocks ficam por isso em Portugal
Continental, cumprindo um contrato com o Casino Estoril, até que, em 1969, põem
termo ao conjunto.
Numa entrevista à Plateia, uns meses antes, Eduardo Nascimento já dava conta do
seu desânimo com a falta de compositores, de orquestras formadas e de
directores artísticos, assim como da "calma" das editoras que não
distribuíam composições dos seus artistas. A falta de espectáculos de music-hall, a repetição dos mesmos
artistas e canções e a falta de coragem dos investidores em algo novo, foram
outras das razões pelas quais, após 4 anos e meio na capital, Eduardo Nascimento decidir voltar para
Luanda. Aí completa os estudos de Engenharia enquanto alguns dos restantes
membros dos Rocks são obrigados a ir cumprir
o serviço militar.
Além
dos Rocks, e dos já referidos conjuntos, há registos de outros
grupos angolanos como os Kriptons que chegam a gravar um EP
em 1965, Os Jactos de Luanda e Os Rebeldes.
sábado, 5 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
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