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Saturday, August 17, 2024

HERÓIS E BANDIDOS

PROVAVELMENTE, A MAIOR BURLA DE SEMPRE EM PIRÂMIDE

Mais de 20 estrelas do futebol, ex-jogadores como Luís Figo, Ronaldinho, Materazzi, Casillas, estão entre os ex-futebolistas que ajudaram a promover a OmegaPro. Como eles, vários actores de Hollywood e Bollywood, como  Steven Seagal e Suniel Shetty, e gurus do marketing coachs motivacionais, como Eric Worre e Les Brown, participaram em vários eventos organizados pela OmegaPro, uma empresa que acabou por se revelar um esquema em pirâmide mundial.
 
O piramidal esquema terá lesado mais de três milhões de pessoas.
Como não me lesou a mim, e suponho que a ninguém que eu conheça e estime, por que é que estou a perder tempo com este folhetim, velho como a antiguidade,  de heróis e bandidos?
Este, pelo tamanho da burla e por ter merecido notícia num jornal que assino, suscitou-me algumas reflexões.
 
Desde logo porque envolve figuras que milhões por esse mundo fora arvoraram em heróis, deuses ou quase deuses, que foram actores aclamados de um espectáculo que teve, tem e continuará a ter, idolatras nas camadas sociais transversais de todas as sociedades onde é rei: o futebol. 
Sem que esta notícia tenha a mínima influência na adoração dos fiéis aos seus deuses, mesmo que provada a sua condição de bandidos por inadmissão de ignorância dos intervenientes na promoção da burla, neste sentido, o futebol, que é um negócio, é uma quase religião capitalista. 
 
Com direito a espaço radiofónico e televisivo em instalações pagas pelos contribuintes, que são massacrados a toda a hora com transmissões, comentários, notícias de compra, venda ou transferência de vedetas envolvendo milhões e mais milhões que esmagam a consciência daqueles que,  mesmo que gostem  ver o espectáculo, percebem que este negócio quase religião desfruta de uma situação de privilégio não concedido a qualquer outro negócio nem a qualquer outra religião. 

Advogado sueco de burlados alega que "quando se é uma pessoa famosa, um jogador ou um actor, tem-se uma responsabilidade acrescida de saber o que se está a promover, porque também se sabe — ou é suposto saber  que se tem o poder de influenciar as pessoas”, e afirma, acrescentando que já tem uma lista de mais de 20 nomes contra os quais tenciona avançar judicialmente."
 
Força!, advogado.
Não sou parte directamente interessada, mas futebol a mais enjoa e é bom que se saiba que há heróis que tendem a degenerar em bandidos. 
E todos os que, de algum modo, promovem a cultura da ignorância e da irracionalidade deveriam ser contidos.
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Correl. Dona Branca
 

Saturday, November 25, 2023

HÁ SUSPEITOS A MAIS

 


"Mais cedo ou mais tarde, todos os Detetives da Polícia são confrontados com um caso que os persegue e atormenta para o resto da vida. Para Yohan, foi o assassinato de Clara. O que começa como uma investigação profunda da vida da vítima rapidamente se transforma numa incomoda obsessão pelo crime que lhe tirou a vida. Suspeitos não faltam! Os interrogatórios intensificam-se, deixando Yohan cada vez mais submerso nas suas dúvidas. Só há uma certeza, o crime ocorreu na noite do dia 12." - c/p aqui

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Monday, March 21, 2022

UM REPUGNANTE MAS

Na rádio, na imprensa, na televisão, nas redes sociais, as imagens chocantes da brutalidade da invasão russa não podem deixar de colocar, a quem estiver minimamente atento e não for insensível à destruição humana observada à nossa frente,
 
que pode ser prenúncio da destruição da espécie - Vladimir Putin colocou (há três semanas) força nuclear estratégica da Rússia em "alerta especial",  o nível mais alto - vd aqui -  
 
a questão que impõe uma de duas respostas admissíveis:
Apoia ou reprova a invasão da Ucrânia pelas tropas russas?

Muitos dizem reprovar, mas ... 
um mas que arrasta as mais diversas atenuantes para um crime hediondo contra a humanidade, que pode desencadear a sua auto destruição. 

Um repugnante mas.

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"com variações de sentido, (mas) introduz o segmento que denota basicamente uma oposição ou restrição ao que já foi dito" - Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa


Sunday, November 28, 2021

O NOVO BANCO E O VELHO BANCO DE PORTUGAL

Cliente faz queixa pelo desaparecimento de 70 mil euros do Novo Banco 

"Questionado sobre este tema, fonte oficial do BdP disse ao PÚBLICO que “não tem por prática comentar casos concretos” deste tipo."

Thursday, October 14, 2021

ARTE ULTRACONTEMPORÂNEA DE ROUBAR

ARTE ULTRACONTEMPORÂNEA DE ROUBAR DO CASAL RENDEIRO 

Vai ser mais um quebra-tolas tolas dos agentes da Judiciária e especialistas que eles convoquem para provar que uma obra dita ultra contemporânea é original ou cópia.

Mais fácil será provar que a mulher de rendeiro descaminhou activos pertencentes ao Estado e de que ela foi nomeada fiel depositária.

Mais difícil, conhecendo os hábitos judiciários em Portugal (e não só; os caminhos da Justiça são globalmente ínvios), será colocá-la na prisão em cumprimento da pena pelo crime cometido.

Até porque a senhora Rendeiro poderá invocar a jurisprudência do senhor bispo auxiliar de Lisboa: só me prendem se prenderem todos os grande ladrões desta terra; que são vários e muito mais ladrões do que eu e o meu intelegentíssimo esposo. Ou há moralidade ou ninguém vai preso!

Onde páram estes quadros de Paula Rego e Amadeu Souza-Cardoso?

Parece estranho. Tanto mais estranho quanto o facto de essas obras não terem sido incluídas no inventário das obras arrestadas.

Trama tramada para um policial empolgante. 





Tuesday, October 12, 2021

SIMPLESMENTE, INFAME


Igreja Católica admite investigação de casos de pedofilia desde que não seja limitada ao clero -  aqui

Coordenador da comissão de prevenção e combate aos abusos de menores do patriarcado de Lisboa, Américo Aguiar, admite levantamento retrospectivo dos caso de abuso sexual de menores, desde que não seja circunscrito à Igreja Católica. Trata-se de um “crime transversal”, justifica.

Thursday, October 07, 2021

GLOBAL PANDORA


Papers, papers, papers …

Continuam a ser expelidos pelas bocas do vulcão de magma de crime financeiro. 

Sem que quem pode não quer implodir as fontes onde se formam as lavas que escorrem imparavelmente para cima do cidadão comum.

 https://expresso.pt/pandora-papers/2021-10-03-Chegaram-os-Pandora-Papers.-Ha-dezenas-de-presidentes-e-primeiros-ministros-expostos-numa-nova-fuga-de-informacao-0359bc80

https://expresso.pt/pandora-papers/2021-10-06-Como-comprar-um-iate-em-tempos-dificeis-6733f3dd


Saturday, September 25, 2021

GOLPES AUTÁRQUICOS

Há muitos. Este, é apenas um exemplo:

Golpe em Idanha-a-Nova da mulher de ex-autarca

Médica anestesista reformada e casada com Joaquim Morão, um histórico autarca e membro da Comissão Política Nacional do PS, conseguiu 16 hectares de terras do Estado destinadas, em primeiro lugar, a jovens agricultores. Recebeu mais de 63 mil euros em subsídios e seis anos depois o terreno está praticamente abandonado.

Friday, June 25, 2021

OUVES, GOVERNO?

Miguel da Câmara Machado: “Levar um banco à ruína devia ser crime, mas não é"

Se a insolvência de uma empresa for dolosa, o responsável terá de enfrentar consequências criminais. Mas se estiver em causa um banco, isso já não acontece. Miguel da Câmara Machado alerta para "lacuna legal" que Governo devia corrigir. - aqui

Thursday, June 03, 2021

O JOGO DA CABRA CEGA

Chamam-lhe Tribunal da Relação e Desembargadores aos juízes de dentro.

" - Recurso que poupou anos de prisão a Duarte Lima distribuído de forma manual a Rangel-  aqui

Distribuição esteve a cargo do então vice-presidente da Relação, Orlando Nascimento, e foi parar às mãos do então juiz Rui Rangel que além de reduzir pena de prisão do ex-deputado em quatro anos levantou um arresto de bens de valor avultado.

O processo disciplinar do ex-presidente do Tribunal da Relação de Lisboa Orlando Nascimento veio lançar dúvidas sobre a manipulação da distribuição de um outro processo naquele tribunal superior. Em causa está um recurso apresentado pelo antigo líder parlamentar do PSD, Duarte Lima, no chamado caso Homeland, que foi parar, através de uma distribuição manual, às mãos do então juiz Rui Rangel, entretanto expulso da magistratura. Foi Rangel que liderou o colectivo que reduziu a pena de prisão aplicada ao antigo deputado de dez para seis anos e permitiu levantar um arresto de bens de valor avultado.

As informações constam do processo disciplinar contra o juiz desembargador Orlando Nascimento, que continua a trabalhar na Relação de Lisboa e já retomou a sua normal actividade, e que ainda está pendente no Conselho Superior da Magistratura (CSM). O processo disciplinar não tem ainda data para ser votado.

Em Novembro de 2014, Duarte Lima foi condenado em primeira instância a dez anos de cadeia no caso Homeland, uma burla imobiliária feita com terrenos em Oeiras que lesou o Banco Português de Negócios em 17,5 milhões de euros. Em Abril de 2016, a pena acabou por ser reduzida por decisão da Relação de Lisboa. O PÚBLICO tentou, sem sucesso, falar com os advogados de Duarte Lima e de Rui Rangel. Já o representante legal de Orlando Nascimento escusou-se a prestar declarações. 

O CSM esteve para decidir em finais de Fevereiro a pena disciplinar de Orlando Nascimento, mas o desacordo da maioria com a pena proposta pelo relator do caso levou a um atraso na decisão. “Foi deliberado por maioria rejeitar o projecto de decisão apresentado pelo Exmo. senhor relator Dr. Barradas Leitão por se considerar que a sanção adequada à gravidade da situação e dos factos deverá ser mais gravosa do que a apresentada, devendo ser-lhe aplicada a sanção de suspensão de exercício de funções, prevista no art.º 95.º do Estatuto dos Magistrados Judiciais, até ao limite de 240 (duzentos e quarenta) dias”, lê-se na acta pública com as deliberações tomadas pelo plenário do CSM em 23 de Fevereiro, que refere que esta decisão foi notificada ao “juiz desembargador arguido”, cujo nome é omitido.

Na reunião, em que participaram 15 dos 17 membros do conselho, determinou-se ainda que o caso ficaria com o mesmo relator que ficaria encarregue de elaborar o “projecto [de decisão] nos termos ora deliberados”.

O processo disciplinar de Orlando Nascimento tem tido várias peripécias. Em Setembro do ano passado o juiz da Relação de Lisboa apresentou um incidente de suspeição contra o instrutor do seu processo, o juiz do Supremo Tribunal de Justiça, Santos Cabral, já jubilado, pondo em xeque a imparcialidade do conselheiro e acusando-o de cometer diversos vícios. Analisada e rejeitada pelo CSM, a defesa de Orlando Nascimento veio pôr em causa o próprio indeferimento do órgão de disciplina dos juízes, invocando a nulidade da decisão. Vendo novamente rejeitado o pedido, o juiz da Relação de Lisboa acabou por recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça, que em final de Abril, num acórdão aprovado por sete juízes considerou que o instrutor agiu “de forma desinteressada e imparcial, em estrito cumprimento da Constituição e da Lei”.

Nesse acórdão, a que o PÚBLICO teve acesso, é citado um despacho de Santos Cabral em que este refere que “igualmente carece de justificação a distribuição processual a que foi sujeito o processo 188/11.5TELSB [processo Homeland] em que são recorrentes Domingos Duarte Lima e outros e recorrido o Ministério Público”. No acórdão é igualmente perceptível que o instrutor considera que Orlando Nascimento participou em duas distribuições que terão sido manipuladas e que integram a Operação Lex, um caso em que outro antigo presidente da Relação de Lisboa, Luís Vaz das Neves, - de quem Orlando Nascimento foi vice-presidente – foi acusado a par de Rui Rangel e da então mulher, a também juíza Fátima Galante, entretanto aposentada compulsivamente. Quem torna isso evidente é o próprio Orlando Nascimento que se queixou ao CSM que a acusação do processo disciplinar leva os conselheiros deste órgão a induzir “ter havido alguma comparticipação” do então vice-presidente da Relação, como resultado das afirmações de Santos Cabral que “permitiu” e “teve conhecimento” das distribuições que o Ministério Público considera viciada.

Um dos casos em causa tem a ver com a forma como foi escolhido o juiz relator de um recurso interposto pelo próprio Rui Rangel contra o Correio da Manhã. Na Operação Lex apenas aparece Vaz das Neves como suspeito de ter ajudado Rangel, tendo o Ministério Público optado por continuar a investigar a participação de Orlando Nascimento num inquérito autónomo de forma a não atrasar a acusação a Rangel. 

Quem presidiu à distribuição desse caso e de um outro foi o próprio Orlando Nascimento, em quem a competência tinha sido delegada por Vaz das Neves. Este último magistrado explicou recentemente, quando se defendeu das acusações que podem levar à sua expulsão da magistratura, que perante a delicadeza de um processo em que o queixoso era um juiz da casa combinou com Orlando Nascimento ser este a encarregar-se da decisão, até porque a maioria dos magistrados da Relação de Lisboa não tinha um bom relacionamento com o colega. Uma versão dos factos negada por Nascimento, que liderou o colectivo que condenou o Correio da Manhã a pagar uma indemnização de 50 mil euros a Rangel. O dinheiro só acabou por não ser pago porque o jornal recorreu para o Supremo que anulou a anterior decisão e absolveu todos, como a primeira instância.

Da Operação Lex fazem parte várias mensagens trocadas entre Vaz das Neves, que estava no Brasil, e Rangel, com este último a pedir-lhe para interferir na distribuição do caso alegando que não podia ser de novo “injustiçado”. Orlando Nascimento diz que nunca soube de nada.

No processo disciplinar está também em causa o facto de o juiz ter cedido gratuitamente o salão nobre do Tribunal da Relação de Lisboa a Vaz das Neves, para que este aí pudesse realizar um julgamento arbitral, que envolvia duas entidades privadas, pelo qual recebeu 280 mil euros. Em sua defesa, Orlando Nascimento alegou que esta cedência tinha sido de interesse público. A justiça arbitral constituiu um sistema alternativo de resolução de conflitos fora dos tribunais, mas que se revela normalmente mais rápido."

 

Sunday, May 30, 2021

NO MUNDO IMUNDO DA ARTE

 

$1B feud involving Leonardo's 'Salvator Mundi' reveals dark side of the art world - aqui

Monday, February 22, 2021

GÉNIOS

Jovem prodígio pagava luxos com esquema Ponzi em criptomoedas

Animado pela confiança juvenil, Qin, um autoproclamado prodígio da matemática da Austrália, deixou a faculdade em 2016 para lançar um hedge fund em Nova Iorque que chamou de Virgil Capital.
Qin disse a potenciais clientes  que havia desenvolvido um algoritmo chamado Tenjin para monitorizar as trocas de criptomoedas em todo o mundo e obter lucro com as oscilações de preços. Pouco mais de um ano depois do lançamento, gabava-se que o fundo tinha tido um retorno de 500%, alegação que gerou um fluxo de capital novo de investidores.
O jovem ganhou tanto dinheiro que assinou um contrato de arrendamento de 23 mil dólares por mês em setembro de 2019 por um apartamento no 50 West, um condomínio de luxo de 64 andares no distrito financeiro de Manhattan, com piscina, sauna, banheira de hidromassagem e simulador de golfe.
Na verdade, segundo os procuradores federais, a operação era uma mentira, essencialmente um esquema Ponzi que levou cerca de 90 milhões de dólares de mais de 100 investidores que ajudaram a pagar o estilo de vida luxuoso de Qin e os seus investimentos pessoais em apostas de alto risco como ofertas iniciais de moedas.
A certa altura, perante as reclamações por dinheiro de vários clientes, Qin culpou a "má gestão do fluxo de caixa" e "agiotas na China" pelos seus problemas. Na semana passada, o jovem, agora com 24 anos, demonstrou remorsos e declarou-se culpado num tribunal federal de Manhattan por uma única acusação de fraude de valores mobiliários.
"Eu sabia que o que estava a fazer era errado e ilegal", disse Qin à juíza distrital dos Estados Unidos Valerie E. Caproni, que pode condená-lo a mais de 15 anos de prisão. "Lamento profundamente as minhas ações e vou passar o resto da vida a culpar-me pelo que fiz. Lamento profundamente os danos que o meu comportamento egoísta causou aos meus investidores que confiaram em mim, aos meus funcionários e à minha família."
Investidores ávidos
O caso faz eco de fraudes semelhantes com criptomoedas, como a da BitConnect, com promessas de retorno de dois ou três dígitos que causaram perdas de milhares de milhões a investidores. Esquemas Ponzi desse tipo mostram como investidores ávidos por obter lucros num mercado aquecido podem ser facilmente enganados por promessas de grandes retornos. A bolsa canadiana QuadrigaCX colapsou em 2019 devido a uma fraude, gerando perdas de pelo menos 125 milhões de dólares a 76 mil investidores.
Embora a supervisão regulatória do setor de criptomoedas esteja a aumentar, o segmento está repleto de participantes inexperientes. Vários dos cerca de 800 fundos de criptomoedas em todo o mundo são geridos por pessoas sem qualquer conhecimento de Wall Street ou finanças, incluindo alguns estudantes universitários e recém-formados que lançaram fundos há alguns anos.
 
 

 

Monday, January 04, 2021

TRUMP, COM A BOCA NA BOTIJA

Em qualquer país democraticamente maduro, a tentativa de pressão de um político sobre outro para adulterar, a favor do primeiro, resultados eleitorais seria objecto de processo criminal e mereceria, pelo menos, o repúdio massivo da população e a sua erradicação do espaço democrático.

Não, nos EUA, onde Trump continua a contar com o apoio de acólitos que sustentam as suas diatribes contra a democracia e de milhões de fanáticos que continuam a acreditar que todas as falsidades proferidas pelo seu guru são verdades inabaláveis.

Foi assim que Hitler acedeu ao comando supremo do Terceiro Reich.

É impossível que uma situação semelhante ocorra nos EUA? Impossível, não é. Se a disputa da verdade dos factos resvala para o contorcionismo jurista orquestrado pelas arruaças dos desordeiros ao serviço do seu mentor será impossível prever até onde Trump estilhaçará as instituições democráticas norte-americanas.

"Num aviso inédito e revelador das actuais ameaças à democracia nos EUA, antigos secretários da Defesa, incluindo os republicanos Dick Cheney e Donald Rumsfeld, dizem que o país pode estar a caminho de “um território perigoso”. - c/p aqui

"All 10 living former defense secretaries: Involving the military in election disputes would cross into dangerous territory" - c/p aqui

Por que razão os 10 ex-secretários de estado da defesa ainda vivos, publicaram esta mensagem? 

Só encontro uma explicação. Trump continua a maquinar a imposição da Lei Marcial com a cumplicidade de alguns militares, e, com essa intenção diabólica, em última instância, até ao meio dia do dia 20/1, bloquear a tomada de posse do Joe Biden. Só o facto de essa intenção ser altamente provável pode ter levado os ex-secretários de estado da defesa a avisarem os militares no activo de que não devem pisar território minado pela perversidade de Trump.


‘I just want to find 11,780 votes’: In extraordinary hour-long call, Trump pressures Georgia secretary of state to recalculate the vote in his favor 

Trump's bid to steal Georgia exposes GOP election ruse

 3/12

Democrats, Republicans race to finish in Ga. as Trump casts shadow over Senate runoffs 

As Georgia votes, Trump tries to destroy America's faith in democracy 

Monday, December 18, 2017

ESTADO HOMICIDA

"Marques Mendes disse este domingo, no seu comentário semanal na SIC, que o Ministério Público vai acusar o Estado e outras entidades de homicídio por negligência no caso do incêndio de Pedrógão."- aqui

Ouvi ontem o comentador Marques Mendes afirmar o que acima transcrevo do Público.
Supus naquele momento ter entendido mal, e nem sequer me dei ao trabalho de rever a afirmação feita. Afinal, não ouvi mal. Segundo MM, o Estado pode ser acusado de homicídio ou, dito de outro modo, o Estado pode ser homicida. 

Andamos sempre aprender, mas creio  que a afirmação de MM, apesar da formação jurídica do autor, decorre de um erro semântico frequente entre comentadores e jornalistas. A menos que o jargão jurídico se tenha afastado tanto do entendimento comum que o homem comum não pode atingi-lo. 

Não é a primeira vez que anoto neste caderno a minha indisposição perante o uso do nome do Estado das formas mais descabidas e descabeladas. 
Nem sempre esse uso abusivo decorre da ignorância do significado do conceito mas de uma forma engenhosa de evitar identificar culpados enviando todas as acusações de que são alvo para o endereço abstracto de um ente abstracto, que por ausência de capacidade volitiva não é, porque não pode ser, culpado de qualquer facto, e, em particular, de factos criminosos. 

Recorro ao Google para transcrever as últimas entradas relacionadas com os termos "Estado" e "homicida". 

- "Homicida recebe 600 euros do Estado"
- "Estado paga 20 mil euros por fuga de homicida"
- "Estado condenado por deixar fugir homicida"
- "Estado condenado por fuga de homicida para o Brasil
- "Estado falhou com o jovem suspeito de homicídio"

Só por estropiamento de linguagem se podem imputar ao Estado, p.e., responsabilidades na fuga de homicida. Provavelmente, as culpas serão atribuíveis aos guardas prisionais,  ou ao director da prisão de onde se evadiu o homicida, ou ao ministro da Justiça, ou ao Governo. 
E um homicida pode receber 600 euros do Estado? Pelos vistos, pode receber. Do Estado, não.
O Estado não paga nem recebe. Quem paga? Os contribuintes. Quem recebe? Muita gente, incluindo homicidas.

Se houvesse precisão na linguagem, as consequências seriam enormes.
A afirmação, incorrecta mas corrente, que, por exemplo, o Estado paga 600 euros a um homicida, tem um impacto na opinião pública claramente diferente daquela que teria afirmar, correctamente, que os contribuintes pagam 600 euros a um homicida.

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21/12/207

"O Estado vai emprestar diretamente dinheiro ao fundo dos lesados do BES, em vez de esta entidade recorrer a financiamento de um sindicato bancário que teria uma garantia estatal. A decisão visa tornar o pagamento da primeira tranche mas rápido e barato, diz o advogado da associação dos lesados do papel comercial" - aqui

O Estado empresta? 
O Estado não empresta nada. Quem empresta são os contribuintes por decisão do actual Governo,  tutor em exercício da gestão dos interesses colectivos.

Correl . - Para acabar com os lesados dos lesados

Monday, November 20, 2017

HONRAS AOS ASSASSINOS


Há três dias foi notícia a morte por doença, aos 87 anos, daquele que, enquanto foi chefe da máfia siciliana até ser condenado a 26 penas perpétuas, terá morto mais de 150 pessoas. A notícia propagou-se imediatamente por todo o mundo, sem deixar de chegar, por qualquer outro meio mediático, às 588 freguesias de Portugal onde ainda não chega internet em banda larga.

Hoje, soube-se que morreu, também na prisão, aos 83 anos, "um dos mais horríveis assassinos do mundo, que queria ser uma estrela rock e estava fascinado com a fama, e ficou inscrito na memória colectiva dos norte-americanos, e até do resto do mundo, depois de um massacre selvático em que foi assassinada a actriz Sharon Tate". 
Queria ser famoso, diz a notícia.
Atingiu o objectivo com honras finais pela divulgação planetária do curriculum com foto na primeira página. 

A ler ou ouvir estas, e tantas outras notícias que chamam os criminosos à ribalta, alguns ficarão a salivar, tramando massacres que os colocarão, transitória ou perduravelmente, no pódio da fama. 
Dos crimes dos grandes exterminadores da humanidade sempre ficou e continuará a ficar registo indelével na História, até que, eventualmente, um último exterminador acabe de vez com a espécie humana e a sua história. Até que tal aconteça, continuarão com os lugares garantidos.

Thursday, November 16, 2017

O JOGO DA CABRA CEGA


Podem continuar a roubar!


"O Estado-Maior General das Forças Armadas
 entregou por ajuste  directo um fornecimento
 de bens alimentares à empresa Pac e Bom
 dois meses depois de ela ter sido constituída
 arguida no âmbito da Operação Zeus, em que
 foi descoberta uma vasta rede de corrupção
 envolvendo todas as messes da Força Aérea ..."
aqui

Monday, October 02, 2017

GENERALIZAÇÕES AMORAIS


- Esteve preso por crimes fiscais e branqueamento de capitais e  consegue voltar montado em maioria absoluta! Não é estranho?
- Estranho, porquê?
- Depreendo que votou nele ...
- Votei, não vou negar que votei, a maioria no concelho votou nele.
- Mas não é estranho que tendo sido julgado e condenado, a população do concelho mais rico do país, aquele onde residem mais licenciados e doutorados, não encontre pessoa bastante qualificada para a função sem passagem pela cadeia?
- Ele prevaricou e pagou por isso, não foi condenado por toda a vida. E depois, meu amigo, neste país todos roubam!
- Todos? Não me está a incluir a mim, não?
- Quando digo todos, digo todos os políticos ... 
- Todos mesmo?
- A grande maioria.

Wednesday, July 19, 2017

PODRIDÃO

"Abusos num coro católico da Alemanha podem ter vitimado mais de 500 rapazes
Novos dados na investigação ao coro de Domspatzen implicam 49 membros da Igreja Católica. Maior parte dos casos terá ocorrido nos anos 1970. Vítimas falam de “uma prisão”, “um inferno” e até “um campo de concentração”.- Rádio Renascença


"Durante 60 anos, centenas de rapazes de um coro alemão sofreram abusos

Relatório confirma os crimes no internato da Igreja Católica e no coro que foi dirigido por Georg Ratzinger, irmão de Bento XVI." - Público


Tuesday, January 31, 2017

A MÁGICA FRAUDULÊNCIA DA BANCA

Como fazer desaparecer 367 milhões de euros de prejuízos?
A pergunta não é anúncio de programa de espectáculo de magia mas título do insuspeito "Bloomberg Businessweek" desta semana para o artigo - How to Make a €367 million Loss Disapear - que é capa da revista.


A história é contada em três páginas da revista e vale a pena ser lida, ainda que não acrescente muito ao que já se sabe acerca dos contornos das ilegalidades, geralmente impunes, praticadas. sobretudo, por uma parte muito significativa da banca norte-americana e europeia.
Em Portugal, é o que se sabe todos os dias.

A propósito,
extrato de entrevista de Cristina Ferreira e Luís Villalobos no Público de hoje:

Público - Como explica o papel da Goldman Sachs na crise financeira, acusada de várias irregularidades, inclusive de fraude?

António Esteves - Se formos ver todos os grandes bancos de investimento, como Deutsch Bank, por exemplo, aparecem associados a casos. Só que cada vez que há um episódio que envolve a Goldman Sachs ele é projectado de outra maneira. Pergunta: porquê? Não sei. Mas qual é o banco que não teve um episódio?

António Esteves é aquele - vd. aqui - que se propõe comprar o crédito malparado na banca portuguesa com ... garantia pública, depois de, entre outras paragens, colaborar na Goldman Sachs, tendo estado no centro da contratação de Durão Barroso para a Goldman.

Sobre a eventual venda do Novo Banco à Lone Star e Apollo, AA considera que estes "private equities procuram comprar querendo ter um poder negocial alto, pois acham que têm a faca e o queijo na mão" e que estão aqui como salvadores..." 

Oh! Esteves ...! 

Sunday, December 18, 2016

O JOGO DA CABRA CEGA

"Luís Cunha Ribeiro, antigo presidente do INEM e da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, vai ficar em prisão preventiva. Em causa está o caso conhecido como “Máfia do Sangue”, que envolve um esquema ilícito de compra e venda de plasma sanguíneo".aqui

A ouvir um programa da Sic Notícias, depreendo que as actividades da "Máfia do Sangue" vêm de longe, que Cunha Ribeiro foi nomeado, convidado, confirmado, ao longo da sua carreira por políticos do PS e do PSD, que muita gente sabia disto, que, para além da viciação dos concursos, os mafiosos cometiam o crime hediondo de mandar para o lixo as doações de sangue recebidas  para, deste modo, aumentar os volumes de compras de plasma à Octapharma.

E que Cunha Ribeiro neste caso - O negativo (o MP tem bons especialistas em títulos - é parte de uma quadrilha poliédrica que se alastra pelo menos à Operação Marquês e aos Vistos Gold, tendo nos vértices, além de vários outros, Lalanda de Castro, entretanto detido na Alemanha, representante da Octapharma,  Miguel Macedo, envolvido nos vistos Gold, e José Sócrates apanhado em tantos casos, ou em caso nenhum se no fim de tudo ninguém for apanhado por nada ficar demonstrado como a lei requer. 

Se assim for, como muito se receia que seja, ficarão para a história como geralmente bem apanhados os títulos dos casos dos passarões que o Ministério Público levanta mas depois erra a pontaria.
Acerta em passaritos.