Mostrar mensagens com a etiqueta Ehud Barak. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ehud Barak. Mostrar todas as mensagens

sábado, 20 de julho de 2013

O Sionismo e Jerusalém - Parte 8

Os Acordos de Oslo e a situação na actualidade 
Os Acordos de Paz de Oslo (o primeiro de 1993 e o segundo de 1995) acabariam por entregar à Autoridade Palestiniana o território de Gaza e partes da Judeia e Samaria, mas a questão de Jerusalém – devido à sua dificuldade – acabou por ser deixada para mais tarde. As duas partes ainda negociaram a divisão da cidade em áreas judaicas e áreas árabes, com uma municipalidade unificada e a Cidade Velha a ter um estatuto especial, e chegaram a um entendimento informal, mas não assinaram qualquer acordo. Os Acordos de Oslo foram virulentamente rejeitados por amplos sectores de ambas as partes, com a direita israelita e os fundamentalistas palestinianos a oporem-se veementemente a eles. O assassinato de Rabin e a onda de atentados terroristas palestinianos foram a manifestação mais exacerbada dessa rejeição e acabaram por levar novamente o Partido Likud ao Governo em 1996. O Likud ganhou as eleições com uma campanha assente na recusa dos Acordos de Oslo e da divisão de Jerusalém. Esta mudança política em Israel acabou por provocar um afastamento de posições em relação ao estatuto da cidade, quer entre israelitas, quer entre israelitas e palestinianos.
Só no ano 2000, com a eleição do trabalhista Ehud Barak para primeiro-ministro, se voltou a equacionar a partilha Jerusalém. Nessa altura o chefe do Governo israelita propôs a Arafat que os palestinianos ficassem com os subúrbios árabes de Jerusalém, ficando a Cidade Velha sob a soberania de Israel, mas o Bairro Muçulmano, o Bairro Cristão e o Monte do Templo ficariam sob custódia soberana dos palestinianos. A terra e os túneis sob o Monte do Templo – nomeadamente a Pedra Fundacional do Templo seriam israelitas – permitindo assim aos judeus pela primeira vez rezarem no local. Arafat exigiu ainda o Bairro Arménio, ficando assim com ¾ da Cidade Velha, e Israel concordou. Arafat, no entanto, mudou de ideias e recusou-se a assinar um acordo de partilha, invocando falsidades como a de que nunca ter existido um Templo Judaico em Jerusalém. A recusa do líder palestiniano enquadrou-se na continuidade da velha reivindicação de manter Jerusalém exclusivamente sob domínio árabe.
O contexto criado pelo fracasso dos acordos de paz, pela recusa de Arafat em partilhar Jerusalém, pelo aumento do poder do sionismo religioso e nacionalista em Israel, e pelo surgimento da segunda Intifada (a partir de Setembro de 2000), tornou cada vez mais impraticável a ideia de partilha de Jerusalém. Actualmente a generalidade dos partidos políticos israelitas opõem-se à divisão da cidade. Este entendimento vai deste o Partido Trabalhista até à Casa Judaica.

domingo, 30 de dezembro de 2012

2012: Israel em imagens

A Polícia detém uma das líderes dos protestos sociais, Daphni Leef.
Um imigrante africano conduz um carro cujos vidros foram partidos por manifestantes anti-imigração num dos bairros do sul de Tel Aviv.
Uma mulher ultra-ortodoxa banha-se no Mikveh.
Shelly Yachimovich na convenção do Partido Trabalhista em Tel Aviv.
Casal israelita abriga-se durante um alarme anti-aéreo de Kiryat Malachi. A chuva de mísseis disparados a partir de Gaza tirou a vida a três pessoas nesta cidade.
Polícia prende vários manisfestantes durante os protestos sociais em Tel Aviv.
Benjamin Netanyahu vence as primárias do Likud, derrotando Moshe Fogel.
Yair Lapid apresentada as candidatas do Yesh Atid à futura Knesset.
Família haredim refresca-se nas margens do Mar da Galileia durante uma onda de calor.
O ministro da Defesa Ehud Barak durante um evento da Operação Pilar de Defesa.
Funeral de Netanel Yaholomi, morto num incidente junto à fronteira com Egipto.
Soldados do IDF participam num simulacro de desastre natural de grande envergadura.
Residente de Nitzan reza num abrigo durante um alarme anti-aéreo.
Banhistas de uma praia de Tel Aviv observam dois minutos de silêncio em memória das vitimas do Holocausto no Yom HaShoah.
Família de uma criança árabe envolvida num acidente de viação fatal em Jerusalém.
Fotos do Haaretz.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Israel, a Comunidade Internacional e a paz com os Árabes - Parte 5

Por João Monteiro
Apesar de tudo, a Resolução 242 deu aso a interpretações convenientes da parte dos Árabes e a sua terminologia foi usada para a criação de um facto político novo que, a partir daí, a retórica árabe tem imposto e a Comunidade Internacional em geral e a ONU em particular, têm vindo a dar cobertura, esquecendo completamente todas as disposições do Direito Internacional irrevogáveis que atestam o contrário: a dos territórios “ocupados” e a da “ocupação ilegal” dos territórios “palestinianos”. Os Árabes iniciaram, assim, a campanha diplomática que perdura nos fóruns internacionais, como nova forma de combate a Israel sem esquecerem, contudo, todas as outras formas de luta violenta: a guerra de desgaste lançada pelo Egipto até 1970 através de insistentes bombardeamentos de artilharia ao longo da nova fronteira comum no Canal do Suez resultante da Guerra dos Seis Dias, aos quais Israel ia respondendo com ataques aéreos em território egípcio; a Guerra do Yom Kippur de Outubro de 1973, o novo ataque com o objetivo do extermínio do Estado Judeu da parte do Egipto e da Síria respetivamente, no Canal do Suez e nos Montes Golan, agora mais bem preparados militarmente com a assistência da União Soviética e aproveitando o estado de relaxamento militar, político e social reinante em Israel onde ninguém acreditava na possibilidade de um ataque dos árabes (em 1979 o Egipto, através do seu presidente Anwar Sadat aceitou, finalmente, assinar um tratado de paz com Israel – que devolveu a Península do Sinai – tratado esse que foi condenado por todo o mundo árabe e cujo preço Sadat pagou com a vida em 1981); as duas Guerras do Líbano, em 1982, a resposta de Israel aos ataques da OLP vindos da fronteira daquele país e em 2006, aos ataques do Hezbollah, permeadas pelas duas Intifadas (a primeira de 1987 a 1992, consequência da instigação à violência vinda das mesquitas por supostas atrocidades cometidas por Israel, a segunda – chamada de Al Aksa, como resposta a suposta profanação da área da Esplanada das Mesquitas (Monte do Templo) – de 2000 a 2002).
Entretanto em Setembro de 1993 e após a violência da Primeira Intifada, a esperança de Israel finalmente obter a tão ansiada paz e a aceitação dos seus vizinhos árabes renasceu, com a assinatura dos Acordos de Oslo com a OLP liderada por Yasser Arafat – depois de um processo de negociações que levou ao reconhecimento mútuo – culminados com a assinatura do Acordo Interino Israelo-Palestiniano sobre a Margem Ocidental e a Faixa de Gaza em Setembro de 1995 (Acordo Interino ou Oslo II) e pelo Protocolo de Hebron em Janeiro de 1997. Estes acordos incidiam sobre a transferência de responsabilidades administrativas e de governação em determinadas áreas para a criada Autoridade Palestiniana com a consequente autonomia de partes dos territórios que ficaram sob a sua responsabilidade e a correspondente retirada das forças de Israel dessas zonas (na Faixa de Gaza e na Margem Ocidental em Jericó, Jenin e posteriormente em outras cidades). Porém, a principal responsabilidade de pôr fim à violência, assumida pela Autoridade Palestiniana naqueles acordos, nunca foi posta em prática, tendo-se verificado, não poucas vezes, que ela própria a fomentava, na pessoa do seu líder, Yasser Arafat. E a prova é que numa última tentativa de fazer avançar o processo de paz antes de deixar a presidência dos Estados Unidos, Bill Clinton convidou Yasser Arafat e Ehud Barak, então Primeiro-Ministro de Israel, para uma cimeira em Washington em Julho de 2000, na qual Barak fez a Arafat uma oferta de território sem precedentes (entre outos, 95% da Margem Ocidental e toda a Faixa de Gaza com criação de um Estado Palestiniano nesses territórios e o controlo palestiniano sobre Jerusalém Oriental incluindo a maior parte da Cidade Velha) pedindo apenas em troca o fim do conflito e o fim das constantes exigências a Israel. Arafat recusou o acordo continuando a insistir na exigência do “direito de regresso” dos refugiados de 1948 a Israel – exigência que Israel não pode aceitar em nenhum acordo de paz sob pena da sua destruição como Estado Judeu – e abandonou a cimeira. Estava já tudo preparado para o início da Segunda Intifada mal Arafat regressasse, o que foi admitido em 2001 por diversos líderes palestinianos, entre os quais Marwan Barghouti, líder do Tanzim e Imad Falouji, Ministro das Comunicações da Autoridade Palestiniana. A esperança que o início dos anos 90 tinha trazido e que já vinha a ser abalada, esboroou-se com esta decisão de Arafat e a violência que se lhe seguiu. Os Acordos de Oslo que tinham o objetivo da construção da confiança mútua preparatória para a negociação de um estatuto final, nada de novo tinham trazido para Israel e o final da década mostrava que, afinal, nada tinha sido alcançado. A concessão de “terra em troca de paz” apenas tinha encorajado os seus inimigos, o que foi confirmado por Faisal Husseini, um dos líderes palestinianos “moderados” que em 2001 confessou abertamente que Oslo era a Trojan Horse . . . just a temporary procedure . . . just a step towards something bigger. E explicou que essa coisa maior era Palestine from the river to the sea (do Jordão ao Mediterrâneo, não havendo, portanto, lugar para Israel). Oslo era, assim, apenas uma forma de ambushing the Israelis and cheating them.13 E nem a entrega da totalidade da Faixa de Gaza à Autoridade Palestiniana levada a cabo de Agosto a Setembro de 2005 teve algum efeito benéfico para Israel no objetivo pretendido da redução da violência palestiniana, muito pelo contrário. As cidades do sul de Israel começaram logo a ser bombardeadas com rockets e granadas de morteiro disparados indiscriminadamente daquele território sobre as suas populações civis, armamento esse cada vez mais mortífero na sua capacidade destruidora e de maior raio de ação.
Em 1974 a OLP tinha estabelecido um plano para a irradicação de Israel – o Plano por Fases – assim chamado por ser constituído por três fases. Numa primeira fase e através da luta armada (entenda-se terrorismo) estabelecer uma autoridade nacional sobre qualquer território “libertado” do domínio israelita; na segunda fase, continuar a luta contra Israel usando como base o território da autoridade nacional; na terceira fase, provocar uma guerra total na qual os estados árabes vizinhos de Israel o destroem completamente. Como se viu, Oslo deu à OLP autonomia, dinheiro, um exército e um território. Pelo que se passou a seguir, facilmente se constata que, para a OLP, Oslo não foi mais que a oportunidade de pôr em marcha aquele plano.
A cedência da Comunidade Internacional às constantes exigências que a Autoridade Palestiniana faz a Israel sem nada conceder, nomeadamente do Quarteto – ONU, Estados Unidos, União Europeia e Rússia – também signatários dos Acordos de Oslo como garante do seu acompanhamento e implementação, levou a que essa Autoridade Palestiniana se tenha sentido com a motivação suficiente para, de forma unilateral e completamente à revelia dos acordos firmados, submeter à ONU uma petição para aceitação do Estado da Palestina como membro de pleno direito a qual, apesar de ter falhado nesse objetivo em 2011 por não ter obtido o número suficiente de votos no Conselho de Segurança, recolheu o apoio da maioria dos países da Assembleia-Geral. E neste final do ano de 2012, nova petição está a ser preparada no sentido da obtenção de estatuto de observador. E a insistência é para que se aceite esse Estado da Palestina dentro das linhas de demarcação anteriores a 1967, o que deixaria Israel numa posição tremendamente vulnerável e ainda mais à mercê dos ataques dos seus inimigos que, em mais uma manobra de ilusão, vêm alegar que a criação do Estado Palestiniano nas condições que propõem seria um avanço no processo de paz. O que é grave não é que os Palestinianos peçam ou até exijam e sim que a Comunidade Internacional ceda de forma irracional a essas suas exigências não menos irracionais pensando que cedendo os irá apaziguar e, assim, acabar com a violência e com o conflito. Puro engano!
Entretanto, um dado surpreendentemente novo foi anunciado no mês passado. A criação de um novo partido de Árabes israelitas que irá participar nas próximas Eleições Legislativas de Janeiro de 2013 em Israel, cujos líderes já declararam que esse partido irá apoiar o Estado de Israel, cansados que estão da atuação dos deputados árabes e da sua preocupação apenas com a retórica palestiniana.14 Será isto uma lufada de ar fresco, uma verdadeira “primavera”? Uma lufada de ar fresco é com certeza! Quanto a primavera, muito ainda teremos que ver porque muito caminho ainda haverá a percorrer, não tanto pela vontade que certamente terão em levar à prática as intenções que manifestam e mais pela mentalidade árabe dominante que na sua ânsia de destruir Israel, dificilmente aceitará outra posição de representantes do seu povo.
_________________________________
Notas
13 What has Israel experienced during the "Oslo Peace Process"? in Palestinefacts.org

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Barak

Ehud Barak, 70 anos, atual ministro da Defesa anunciou ao país que se retirará da vida política após as eleições de Janeiro de 2013.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Israel move tropas em direção a Gaza

A invasão terrestre da Faixa de Gaza pode já estar em marcha: vários camiões transportando tanques foram vistos a dirigir-se para junto da fronteira, enquanto que vários autocarros transportavam soldados. O ministro da Defesa, Ehud Barak, anunciou que pediu autorização ao Governo para mobilizar até 30 mil reservistas. Fontes em Israel afiançam que a uma operação terrestre em larga escala é cada vez mais provável.

domingo, 28 de outubro de 2012

Israel assinala o assassinato de Rabin

No calendário hebraico faz hoje 17 anos que Yitzhak Rabin foi assassinado. Por todo o país vários eventos assinalaram a data.
Na Knesset a sessão em memória de Rabin ficou marcada por discursos muito contraditórios em relação ao futuro de Israel: o Presidente da Knesset, Reuven Rivlin, declarou que quase 20 anos após os acordos de Oslo o conceito de nações separadas para israelitas e palestinianos falhou. Por sua vez, Shelly Yachimovich líder trabalhista, Shaul Mofaz líder do Kadima, e o ministro da Defesa, Ehud Barak, elogiaram os méritos da ideia de dois povos, dois estados. Barak afirmou inclusive que um estado binacional irá matar o ideal do sionismo. 
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu discursa na sessão solene em memória de Yitzhak Rabin
Deputados da Knesset observaram um momento de silêncio
A líder trabalhista Shelly Yachimovich e o Presidente da Knesset Reuven Rivlin
Altas figuras do Estado de Israel na cerimónia do Monte Herlz em Jerusalém
O Presidente Shimon Peres discursa na cerimónia do Monte Herlz
Milhares de israelitas assinalaram o 17.º aniversário do assassinato de Yitzhak Rabin na Praça Rabin em Tel Aviv

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sondagem: maioria dos judeus está contra ataque ao Irão

A sondagem feita pelo Instituto da Democracia da Universidade de Tel Aviv revelou que 61% dos judeus israelitas estão contra um ataque às instalações nucleares do Irão sem a colaboração dos Estados Unidos. 27% declararam estar a favor. A sondagem revelou ainda que 56% dos inquiridos considera que as hipóteses de haver um ataque unilateral de Israel são baixas, contra os 33% que considera que Israel vai atacar de qualquer maneira.
A pesquisa espelha de certa forma a divisão existente entre a classe política israelita: o ministro da Defesa, Ehud Barak, disse na Knesset que esperar para atacar o Irão poderá ser mais complicado e perigoso, enquanto que o líder da Oposição, Shaul Mofaz, acusa o primeiro-ministro Netanyahu de estar a tentar assustar a opinião pública com a conversa da guerra.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Aviso

O ministro da Defesa israelita deixou hoje um sério aviso ao Irão: se as sanções não funcionarem a ação militar deve ser considerada. Ehud Barak, que discursou no encerramento da Conferência de Herzliya, referiu ainda que apesar do perigo de um Irão nuclear há hoje um maior consenso de que é necessário uma tomada de posição internacional para impedir o prosseguimento do programa nuclear iraniano.

sábado, 19 de novembro de 2011

Ehud Barak: "O Irão está a menos de um ano de ter uma arma nuclear"

O ministro da Defesa israelita deu uma entrevista à CNN na qual abordou o dossier iraniano. Ehud Barak declarou que o Irão está menos de 1 ano de obter uma arma nuclear e que a eventualidade de um ataque israelita às instalações nucleares iranianas não é um assunto para ser discutido na praça pública. Uma posição bastante sensata esta, como também foi sensata a recusa de Barak em comentar a explosão numa base iraniana na semana passada e que causou 17 mortos. Nestas coisas quanto menos conversa melhor.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Benny Gantz

O General  Benny Gantz, de 52 anos,  é o novo Chefe do Estado Maior do IDF. Sucede ao General Gabi Ashkenazi, que cessará funções no próximo dia 14. Gantz, um general de  carreira e que já foi Vice-Chefe do Estado Maior, é agora indigitado pelo ministro da Defesa, Ehud Bark, após o cancelamento da anterior nomeação para o lugar do General Yoav Galant. Galant foi afastado por suspeitas de se ter apropriado indevidamente de terrenos públicos perto de sua casa.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cisão no Partido Trabalhista

Ehud Barak, ministro da Defesa, anunciou ontem o seu abandono do Partido Trabalhista e a formação de um novo grupo político: o Atzmaut (Independência). 
A decisão surge ao fim de penosos meses de divisão interna nos trabalhistas, durante a qual Barak liderou a facção mais fraca. Os constantes conflitos, exacerbados pela presença do partido no Governo, precipitaram o desmoronar final do grande partido da esquerda israelita, que liderou todos os governos entre 1948 e 1977. O Partido Trabalhista não resistiu  à erosão iniciada na década de 90 com a assinatura dos acordos de Oslo, nem  à fundação do Partido Kadima em 2005, para o qual parte dos seus membros se passaram, levando com eles muitos eleitores. Ebud Barak, que  liderou  o partido a partir de 2007, não conseguiu inverter esta tendência,  nem evitar que nas  eleições de 2009 os trabalhistas tivessem o grupo parlamentar mais pequeno de sempre: 13 deputados - agora reduzidos a 8, com a saída da facção de Barak.
O novo partido, o Atzmaut, define-se como centrista, sionista e democrático, terá 5 lugares na Knesset,  e  fará parte do Governo de coligação liderado por Benjamin Netanyahu.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Livni: "Netanyahu e Barak estão a arruinar Israel"

Falando numa reunião partidária do Partido  Kadima, Tzipi Livni lançou fortes criticas aos líderes do Governo. Acusou Benjamin Netanyahu e Ehud Barak de levarem Israel de uma crise para outra, colocando o país numa das piores situações da sua história. "Israel está em apuros, não porque o mundo inteiro está contra nós, mas sim, por causa da problemática política representada por este governo", disse. A solução para a líder da Oposição é substituir a actual liderança e salvar o país, mudando a coligação existente. 
Estas declarações surgiram hoje,  depois de rumores que indicavam a entrada do Partido Kadima no Governo. Recorde-se que o Kadima foi o partido mais votado nas eleições de Fevereiro de 2009, mas não integra o executivo, porque não conseguiu apresentar uma solução governativa viável. 

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A doutrina Ben Gurion

“Cumprimos a nossa missão e impedimos a flotilha de alcançar Gaza. Temos de nos lembrar de que não estamos na América do Norte nem na Europa Ocidental, vivemos no Médio Oriente, num lugar onde não há misericórdia para o fraco e onde não há uma segunda oportunidade para quem não se defenda a si mesmo.”
Ehud Barak, ministro da Defesa, hoje.

"...não importa o que o mundo diga sobre Israel, não importa o que eles digam a nosso respeito em nenhum lugar. A única coisa que importa é que nós podemos existir aqui, na terra de nossos ancestrais. E a menos que mostremos aos árabes que há um alto preço a ser pago pelo assassinato de judeus, nós não iremos sobreviver".
David Ben Gurion para Ariel Sharon, em 1953, após confrontos na Judeia, nos quais Israel foi duramente condenada pela  Europa e pelos Estados Unidos. 

domingo, 15 de novembro de 2009

Israel rejeita a declaração unilateral de um Estado palestiniano

Num discurso no Fórum Saban que decorre em Jerusalém, o primeiro-ministro Netanyahu deixou bem claro que se a AP optar por decisões unilaterais, Israel fará o mesmo. Em causa estão a declarações do negociador palestiniano, Saeb Erekat, que referiu que a AP está a ponderar pedir à ONU que reconheça a declaração unilateral de um Estado palestiniano.
O presidente Shimon Peres, de visita à Argentina, concordou com o primeiro-ministro, afirmando que não é possível estabelecer um estado palestiniano sem um acordo prévio de paz. O mesmo pensam o ministro dos negócios estrangeiros, Avigdor Lieberman, e o da defesa, Ehud Barak.
Mais uma vez as partes divergem, com Israel a querer encetar negociações de paz, e com a AP a recusar negociar e a ameaçar com decisões unilaterais. Recorde-se que a criação de um estado palestiniano, nos territórios da Judeia e da Samaria, é um ideia largamente apoiada em Israel. Tal só não avançou ainda na prática, porque os líderes palestinianos não se entendem sobre qual o caminho a seguir. Enquanto o Hamas, que ocupa a Faixa de Gaza, jura a morte de Israel, a AP entrou num processo de chantagem, afirmando que só negoceia depois de Israel cumprir com todas as suas exigências.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Israel, em paz ou em guerra


O Governo de Benjamin Netanyahu e Ehud Barack - centrado na coligação dos dois grandes partidos israelitas, o Likud de direita e o Trabalhista de esquerda - parece estar mais solidamente estabelecido do que, de entrada, muita gente julgou que seria possível. 'Bibi', como gostam de lhe chamar os seus detractores, chegou novamente ao poder com reputação de oportunismo político e de insensibilidade aos problemas dos palestinianos, inconveniente para negociar com eles. Barack, por seu lado - membro do governo anterior, em que coligara os trabalhistas com o Kadima, partido que Ariel Sharon, protegido de acusações de traição pelo seu prestígio ímpar de "falcão", conseguira arrumar ao centro -, mostrara de maneira pouco edificante o seu apego ao poder.
Estes dois chefes improváveis - acolitados pelo ministro dos Estrangeiros Avigdor Lieberman, judeu de origem russa, ultranacionalista, investigado pela polícia por suspeita de corrupção - estão a fazer frente aos Estados Unidos, insistindo na expansão dos colonatos em geral e de construções na parte árabe de Jerusalém Oriental em particular. A direita israelita temia a chegada de Obama à Casa Branca e vê agora os seus temores justificados. O estatuto de grande aliado e grande protector dos Estados Unidos não está a ser posto em causa, mas nunca, desde o tempo de Bush pai, Washington esteve menos longe das capitais europeias na reprovação do Governo israelita quanto aos territórios ocupados. A contra-pêlo da linha política oficial, alguns movimentos israelitas a favor da paz, pequenos e às vezes malquistos, incitam os Estados Unidos a aumentarem a pressão. Mas o geral das pessoas, a grande maioria da opinião pública, aprova as tomadas de posição do Governo, ambíguas, manhosas, se não mesmo suspeitas de má-fé, em resposta às exigências da chamada comunidade internacional.
Divergências ideológicas e históricas vindas desde a fundação de Israel em 1948 foram-se esbatendo e existe hoje uma espécie de realismo vocacionado para a sobrevivência que atravessa a sociedade dos velhos aos novos, da esquerda à direita. Contradições entre os altos ideais e exemplo do povo judeu ao longo dos séculos e as baixas obrigações de realpolitik do Estado hebreu continuam a ser problemas de consciência, mas são agora reconhecidas como contingências inevitáveis.
A mudança deve-se em grande parte ao que se tem passado do outro lado. Se a má-fé de Israel incomoda, a de palestinianos e outros árabes pode atingir proporções genocidárias: campanhas anti-semitas oficiais e oficiosas, dignas de Hitler, martelam, entra o ano sai o ano, escolas, jornais, telefonias, televisões e a web da região. Entretanto, governos árabes oprimem os seus e Hamas e Fatah guerreiam-se: só a miragem de aniquilar Israel anima a arraia miúda. Até os palestinianos serem capazes de se governar e respeitar compromissos, não haverá cedências de Israel. Não é missão do Estado judeu promover a sua própria aniquilação.
Por José Cutileiro, no Expresso

domingo, 14 de junho de 2009

Dia D para Netanyahu

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu propôs a criação de um Estado palestiniano desmilitarizado, e impôs como condição do início de negociações de paz que Israel seja reconhecido como "o Estado dos judeus." Trata-se de uma proposta histórica, pois pela primeira vez um primeiro ministro israelita aceita a criação de um estado palestiniano.
Esta ideia, ao contrário do que muitos pensam, é amplamente aceite pela maioria dos israelitas e pela maior parte dos partidos políticos. A criação de um estado palestiniano, foi defendida abertamente na campanha eleitoral por Tzipi Livni do Kadima, e por Ehud Barak, do Partido Trabalhista, e ainda pela extrema-esquerda do Partido Meretz. Posteriormente, também um dos líderes da direita laica, Avigdor Lieberman se mostrou favorável à criação desse estado. Para além de todos eles, o Presidente Shimon Peres, tem sido um incansável defensor dessa solução.
As maiores resistências à ideia, vinham precisamente do Likud, o partido do primeiro ministro e da extrema direita religiosa. Por isso, a actual proposta não deixa de ser uma ironia, pois é quem se opunha à solução, que acaba por a apresentar.
Da proposta em si, alguns aspectos já são conhecidos: a segurança de Israel deve ser prioritária; Israel tem de ser conhecido como estado judaico; o estado palestiniano deve ser desmilitarizado; Israel não negoceia com o Hamas; novos colonatos não serão construídos; e a questão dos palestinianos a viver fora de Israel, deve ser tratada fora de Israel.
Aguardam-se as reacções das diferentes tendências palestinianas, a começar pelo Hamas.