Modelo retirado da NET
Ouço...Ouço... Ouço
( Então, não dizes nada?)
Aqui vai cautelosamente
Sem ser profícua ou copiosa
Recebo um jorro atropelado;
uma gaguez acentuada, ansiedade declarada
Imensa garatuja, solavancos sibilados, vocábulos arrevesados
Essa urgência em vomitar... essa indisposição
Esse mal estar...que te atormenta e mortifica...
Quase não encontro espaço para mim ...
Digo para comigo;( paciência, muita paciência, ele está profundamente arrasado .)
Aguardo uma brecha tua, uma pausa mais demorada ...
Está no momento!
Omito, parca nas frases? não posso causar nenhum dano, agora não!
Encontro terreno impreparado para erguer teses elaboradas.
Vou entrando devagar, tateio vegetação densa, mata esguia ...
ciente dos bombardeios a que estás sujeito; o teu papel tem sido;
Amarrar os dentes, ouvir e sentir...
Procuras consolo para esse tremendo desconsolo
E o teu corpo vai dando sinais dos arremessos;
Acometido de tremedeiras , verdadeiros assaltos de pânico
E eles, cegos e loucos procedem a lavagens cerebrais,
lógica não aplicável, fora de época, fora de uso.
PN
Nota- Atenção, a 1a pessoa do singular não quer dizer que me diga directamente respeito.