Saturday, September 21, 2024
FLORESTA: ESTADO A MAIS? ESTADO A MENOS
Friday, July 29, 2022
O ESTADO É DE BARRO
- "A lei permite que os litígios do
Estado em que se discutem dinheiros públicos sejam decididos em tribunais
privados, por juízes-árbitros nomeados livremente pelas partes, sem que exista
algum mecanismo público que fiscalize a sua imparcialidade e os conflitos de interesses. - mais aqui
| - Uma visão distorcida ... e corporativa! | ||||
- Recordo-me, a este propósito, de uma fábula de La Fontaine: a panela de barro e a panela de ferro. Convidou a panela de ferro a panela de barro para um passeio. A panela de barro, receou: tu és de ferro, eu sou de barro ... Não receies; somos amigas, não somos? A panela de barro, confiante, aceitou. Lá
foram, conversando, conversando, .... até que ao dobrar de uma esquina,
a panela de ferro (eram de três pernas, das antigas) desequilibrou-se,
tombou para cima da panela de barro ... e era uma vez uma panela de
barro. Quem fez uma quarta classe feita não pode dizer que não conhecia esta fábula ... - As regras do jogo tem de ser aceites por ambas as partes . Que são
livres de aceitar ou não a formação de um tribunal arbitral. Os juízes
na sua posição corporativa nunca gostaram de perder o poder
monopolista, mas a via arbitral deve ser desenvolvida como
acontece em todas democracias maduras.. e os agentes do Estado abusam
muitas vezes do seu poder contra os cidadãos, investidores e empresas…
( ) face à morosidade paralisante dos
tribunais administrativos e fiscais, ( ), a outra parte deveria
ter a opção de recorrer a arbitragem ao fim de um certo tempo de
morosidade.. | ||||
Wednesday, July 27, 2022
O JOGO DA CABRA CEGA
Só não vê quem não quer ver
"A lei permite que os litígios do
Estado em que se discutem dinheiros públicos sejam decididos em tribunais
privados, por juízes-árbitros nomeados livremente pelas partes, sem que exista
algum mecanismo público que fiscalize a sua imparcialidade e os conflitos de interesses. - mais aqui
Manuel Soares / Presidente da direção da Associação Sindical dos Juízes Portugueses
Monday, January 10, 2022
O ESTADO PERDOA?
O Estado não perdoa nem deixa de perdoar. O Estado é uma entidades abstracta que, supostamente, reúne os interesses, materiais e morais, de todos os indivíduos ou sociedades sujeitos às suas leis. Quem julga ou quem perdoa é o governo, tutor da defesa dos interesses colectivos através dos diferentes órgãos da administração pública, incluindo os tribunais que julgam em conformidade com as leis aprovadas pela maiorias que apoiam os governos.
Repita-se: Não invoqueis a designação de uma entidade abstracta para omitir os concretamente responsáveis! Aqueles que, por incompetência ou conivência, lesam os interesses colectivos.
Neste processo relatado pelo Público, o resultado termina, ao fim de doze anos por um perdão de dívida porque, como é hábito, o devedor teve tempo suficiente para quase não ter bens em seu nome.
Estado perdoa 81 milhões a empresário que estava a ser julgado por burla ao BPN
A Parvalorem, criada para ficar com os activos tóxicos do BPN, reclamava em tribunal mais de 104 milhões de euros ao empresário Carlos Marques, acusado de alegadamente ter pedido empréstimos que nunca pagou. A poucos dias da sentença houve um acordo entre as partes.
Fonte ligada à Parvalorem explicou ao PÚBLICO que este processo, desde o seu início,” vinha carregado de vicissitudes” e que, mesmo que Carlos Marques fosse condenado, tem poucos bens em seu nome e não havia garantias de alguma vez pagar o que lhe era reclamado.
A investigação remonta a 2010. Este é um caso com mais de 12 anos, que diz respeito a factos com 14 e 16 anos e cujo julgamento começou apenas em Julho de 2019.
Monday, August 10, 2020
EM NOME DO ESTADO - 3
** Novo banco diz que venda de seguradora com desconto de 70 % teve a aprovação do regulador e fundo de resolução
Actualização : Fundo de Resolução nega que seguradora do novo banco foi vendida a gestor condenado por corrupção
Deputados do PS com "enorme preocupação" relativamente a negócios do Novo Banco
Saturday, August 01, 2020
EM NOME DO ESTADO
Alguma vez as lamentações levaram a algum lado, senhor Presidente? Se não tem nada a a dizer que seja consequente, não lamente, espere que chegue auditoria. Ela dirá que tudo o que foi feito, em nome do Estado, foi legal. Como e por quem? É um mistério que entrou num buraco negro, obviamente, legal.
A TAP é um negócio incrível, porque só em nome do Estado, e à custa da sua infinita estupidez, seria possível ser concretizado. Por razões que só a ideologia cripta-estatista justifica, o Estado privatizou a transportadora aérea mas reservou uma parte minoritária para seu domínio. Domínio de quê? Obviamente, de nada. Obviamente, porque foi assim e assim o consentiram os representantes do povo e o feitor do Estado.
Saturday, December 02, 2017
VERTICALIDADE E RESSABIAMENTO
Num país onde a generalidade dos empresários se abriga, ou faz por isso, debaixo do chapéu do Estado, mal seguro pelos procuradores alternantes, Belmiro de Azevedo foi, de longe, a mais evidente excepção. Recusando a participação em jogadas de compadrios partidários, perdeu as propostas que apresentou em cursos de privatização de algumas empresas nacionalizadas em sequência do golpe 11 de Março de 1975.
Se as contas referidas num artigo do Expresso publicado ontem aqui* estão certas, e não tenho nenhum indicação em contrário, os comissários políticos a quem foram dados poderes para defender os interesses do Estado, cometeram erros, e, provavelmente crimes, que prejudicaram os interesses públicos em valores incalculáveis, mas, em qualquer caso, enormíssimos.
Belmiro de Azevedo, ainda assim, por inabilidade ou conivência de quem decidiu ou mandou decidir, ganhou, em três tentativas perdidas, muito dinheiro: cerca de 123 milhões de euros.
Provavelmente, ressabiado, o PCP votou contra o voto de pesar pelo falecimento de Belmiro de Azevedo aprovado na Assembleia da República. Não conseguem os comunistas admitir que o Estado é um ente sem capacidade volitiva e os procuradores mais propensos a defender os seus próprios interesses que o bem comum. E que, lamentavelmente para o país onde nascemos e vivemos, empresários com a dimensão e verticalidade que caracterizaram Belmiro de Azevedo, não se vislumbram, por agora.
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Monday, November 13, 2017
O FAZ DE CONTA QUE É TRIBUNAL
A notícia vinha publicada aqui* há quatro dias mas não perturbou ninguém.
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Wednesday, July 19, 2017
O ESTADO É ESTÚPIDO MAS NÃO PERDOA NADA!
Thursday, March 09, 2017
ACERCA DA CONFUSÃO DE NOMES
Friday, November 18, 2016
O ESTADO NÃO É UMA PESSOA
Saturday, November 05, 2016
HISTÓRIAS PARALELAS - PAPEL DE JORNAL*
- Telefonaram para aí, da parte do gabinete do Ministro, a perguntar se tínhamos suspendido o fornecimento de papel de jornal. Sabe o que se passa?
- Sei. Fui eu que mandei suspender o fornecimento ...
- A todos???
- Aos que não pagam e já nos devem muita massa. Ao Expresso, que continua a pagar, continuamos a fornecer, ao "Diário de Lisboa" que fez um acordo de pagamento do atrasado, e que por enquanto está a cumprir, não suspendemos. Suspendemos aos que não pagam e que, repetidamente, foram avisados de que não poderíamos continuar a fornecer sem receber...
- Fez bem, fez bem. Mas agora vamos ter chatice com o governo ... Sem jornais, amanhã voltam a sair os blindados para a rua ...
- Talvez nos bombardeiem e fica resolvido o assunto. Que quer que eu faça?
- ... ... ...
- Mando retomar as entregas?
- Manda nada. Fez bem, fez muito bem. Já devíamos ter tomado essa decisão há mais tempo.
- E tomámos. Vezes sem conta, mas do ministério mandaram sempre aguentar até terem uma solução alternativa.
- Pois é. ... A porra do governo ... bom, vou falar com o chefe de gabinete do ministro e depois digo-lhe alguma coisa. Até lá, não há mais papel para quem não paga. Ausente-se! Diga ao pessoal que teve de ir ao médico ....
- Isso não, pode dar azar ...
- Então mantenha-se no posto até novas ordens. Quanto é que nos devem?
- Já passa dos cinquenta mil contos ...
- Tanto???
- Está escrito em todos relatórios mensais ...
- Pois está, pois está .... Pois está .... Já lhe digo alguma coisa.
....
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- Ficou tudo excitado no ministério! Sem papel, amanhã não haverá jornais ... Parece que já estávamos a fornecer só para o dia seguinte ...
- É o que tínhamos combinado ... Mas só para os que não pagam. O Expresso tem papel. O Diário de Lisboa também...
- Pois é, pois é, mas o Expresso só sai aos sábados e hoje é ... Que dia é hoje?
- Segunda ... - E nós não fornecemos papel de jornal. Quem fornece são os finlandeses, nós pagamos aos finlandeses e deveríamos receber dos jornais ... mas a quase totalidade destes não paga.
- É uma porra de negócio, este, em que o Estado nos meteu ...
- Não foi o Estado, foi o governo.
- Pois, pois, o governo ... Este ou anterior?
- Todos, desde 1976, 1977, por aí ...
- Há dias o ministro voltou a perguntar por que razão não produzimos papel de jornal em Portugal.
- Perguntam todos.
- É. São uns ignorantes. ...
- Voltou a explicar porquê?
- Mil vezes! Mas naquelas cabecinhas só entra o que não os chateia ...
- E o que é que eu faço? Mando entregar ou mantenho a suspensão?
- Mande entregar mas só o papel que está em stock, no armazém, e o que vem no barco que já saiu da Finlândia. Depois ... Não há mais nada para ninguém. Entretanto, prepare as contas para as ir explicar amanhã ao ministro, as dívidas de cada jornal, você conhece o ministro não conhece?
- De vista.
- Então vai conhecê-lo pessoalmente. É um tipo simpático, não sabe o que está a fazer mas é simpático. Ele quer ficar bem inteirado do assunto. A coisa escalda, e ele quer ver se não se queima.
Você vai lá na qualidade de administrador-delegado da empresa que nem produz, nem vende, só paga e não recebe, ou quase.
- Espere aí. Eu não sou administrador-delegado da coisa, se fosse, a coisa já teria acabado há muito ...
- Vai passar a ser a partir desta tarde. Já mandei fazer acta. Ah! E já vai estar na reunião do CA, que se realiza na sexta-feira da semana que vem para aprovação das contas, as tretas habituais.
E não há aumento de ordenado pelo exercício do cargo mas vai almoçar ao Aviz com os outros membros do conselho, são sete, todos não executivos, três finlandeses, três portugueses e o administrador-delegado, que passa a ser você em substituição do Pilar. No Aviz, hem! Contas aprovadas em menos de um quarto de hora, e depois ala, para o Aviz! Quer melhor?
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...
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- É isso, é isso, é dos corredores do Quelhas. Lembro-me de si, só pode ser de lá. Vamos lá, então, a ver essas contas e as histórias que tem para contar ...
... ... ...
- Hum! Temos que acabar com isto ... Desta vez vamos mesmo acabar com isto. Depois de esgotado o que está em armazém e o que já foi embarcado na Finlândia não há mais crédito para ninguém ...
- Não chega ...
- Ah! não??
- Não, não chega. Se não suspendemos os embarques na Finlândia, deixando de avançar com o pagamento antecipado aos finlandeses, continua a pressão para o entregarmos ...
- Pois, pois, é verdade. É isso mesmo que devemos fazer, aliás já o deveríamos ter feito há muito tempo. Avisa-se os finlandeses que este barco que aí vem é "la dernière". Depois, eles que arranjem agente. Deve haver quem queira, que lhe parece?
- Parece-me que o problema deixa de ser nosso. E quanto aos créditos a cobrar, que fazemos?
- Cobramos!
- Em tribunal?
- Acha que só podemos apanhá-los em tribunal? Quanto é que temos de incobráveis, você já disse, mas passou-me...
- Para cima de cinquenta mil contos, a subir todos os dias. Não vejo alternativa senão metê-los no tribunal.
- Nem eu... ... ... Bom. Para já estancamos a dívida, não é? Depois levamos a perdas os valores incobrados. Este ano, vinte por cento, para o ano ... é, em cinco anos temos as contas limpas. Parece-lhe bem?
- Bem, não me parece, mas o senhor ministro manda.
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- Meus senhores, agradeço muito a gentileza das vossas palavras de boas-vindas, mas teria de haver grande falta de sinceridade da minha parte para escusar-me a dizer-vos que, tendo analisado as contas de exploração dos últimos cinco anos encontrei nelas várias imprecisões e alguns erros materialmente relevantes. Passo a detalhar;
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Quero, contudo, antes de irmos almoçar no Aviz informar este conselho de administração que a minha representada pretende anunciar hoje a dissolução da empresa e a denúncia do contrato de agência em consequência das suas características claramente leoninas. Os nossos amigos finlandeses aqui presentes sabem bem que recebem antecipadamente os fornecimentos que vêm fazendo há vários anos mas também não ignoram que não temos recebido dos clientes a maioria dos valores facturados.
Não é culpa deles, vai deixa de ser culpa nossa.
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- (Quer dizer que este o almoço de hoje vai ser o nosso último almoço no Aviz?)
- (Comigo, sim)
E foi.
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*A semelhança entre estas "Histórias" e a realidade contemporânea não é pura coincidência. Como neste caso, o Estado, isto é, o dinheiro dos contribuintes, continua a ser chapéu debaixo do qual se abriga gente pouco séria.
Tuesday, November 17, 2015
O ESTADO DA TAP
Thursday, May 21, 2015
O ESTADO DOS OUTROS
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Voltarei ao assunto.