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sábado, dezembro 23, 2006

O outro lado do Natal


Quando o Natal se torna ganancioso e perverso...

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terça-feira, dezembro 12, 2006

IntiMadeira



O PSD/M e o Governo da Madeira "declaram-se aliados de todas as forças políticas, sociais ou de qualquer natureza que, em Portugal, estejam empenhados em fazer cair o Governo socialista", afirmou Jardim aos jornalistas.

DN, 10/12/2006

domingo, dezembro 03, 2006

O último pacto em Lisboa



Com a devida vénia ao Jumento...

segunda-feira, novembro 20, 2006

The Kid



Jerónimo de Sousa dirigiu-se também ao PSD, afirmando que, para o líder social-democrata Marques Mendes, «deve ser muito difícil ser prior nesta freguesia»: «Se faz propostas mandam-no estar calado, se não faz dizem que não faz oposição».

«O problema não está em Marques Mendes, está em quem manda no PSD e quem manda no PSD é o poder económico que acha que Sócrates não só serve como não deve ser estorvado», disse.

Portugal Diário, 18 Novembro 2006

quinta-feira, outubro 05, 2006

Uma vítima da publicidade


Após o interrogatório do homem que procedeu a um sequestro numa dependência do Banco Espírito Santo, em Setúbal, a polícia concluiu que se trata de mais uma vítima da publicidade:


Não tem pais ricos
Não ganhou a lotaria
Foi ao BES

segunda-feira, julho 10, 2006

"Portugal olé, Portugal olé..."

Em comunicado, a direcção nacional do IPPAR anunciou ao início da tarde que a abertura da sepultura do fundador da nacionalidade, para fins científicos, prevista para as 17h00, foi cancelada por alegadamente não terem sido "cumpridos todos os procedimentos adequados e necessários".



Toda esta trapalhada à volta do túmulo do Afonso Henriques tem contornos paradigmáticos.

Se a ministra não sabia de nada é incompetente, se sabia é irresponsável.
Tomando posição impeditiva quando a abertura do túmulo estava eminente tratou com indiferença os esforços e recursos entretanto investidos.

E no entanto é dificil imaginar algo mais oportunamente planeado do que esta abertura gorada do real túmulo.

A chegada dos "novos magriços" podia, e devia, ter sido saudada por um sonoro "Portugal olé, Portugal olé..." vindo de além túmulo.
Os feitos na Alemanha bem o mereciam ...

Afonso também teria podido indagar acerca da recuperação da espinha do Diogo, o seu biógrafo, que se encontra nas mãos do "indireita".

terça-feira, julho 04, 2006

Já que a Alemanha joga hoje...

... aqui fica este divertido desafio!


domingo, junho 11, 2006

Expliquem-me como se eu fosse uma criança de quatro anos...

... para onde vai este país



Que os portugueses se embrulharam na bandeira com a esperança de que ela os proteja de todos os males – dos outros trinta e um países que estão no Mundial, talvez do sol, se possível do défice – tudo bem: cada um embrulha-se no que quer ou no que pode.

Que as televisões entraram em desvario já há alguns dias, parece evidente. Mas faltava a cereja em cima do bolo: ontem à noite, ao passar pela RTP1, ouvi a inconfundível voz do Prof. Marcelo e parei. Lá estava ele, algures na Alemanha, em mangas de camisa, sentado entre vários jornalistas. Interpelado por um deles, começou por se declarar «leigo no assunto», mas engatou imediatamente definindo tácticas de defesa e de ataque, sem pestanejar, com a mesma convicção e o mesmo tom assertivo com que aborda os (outros) problemas do país, nas suas conversas dominicais.

O que faz correr Marcelo? Interessa-me pouco.
Mas porque é que o serviço público de televisão mistura tudo? Porque é que usa um comentador político, um dos poucos portugueses para quem é sempre reservado o título de «Professor» (é verdade que também há o Prof. Freitas do Amaral e o Prof. Necas...), um Conselheiro de Estado, para comentar futebol? Aumentará muito as audiências? Será só isso?

Alguém me pode explicar se o problema é mais geral? Se estamos a assistir ao início de uma dança de cadeiras generalizada? Se a selecção portuguesa for longe no Mundial, Scolari substituirá Pacheco Pereira na «Quadratura do Círculo»? Cristiano Ronaldo será o sucessor natural (e urgente) de Alberto João Jardim? Irá Isaltino de Morais para o Tribunal de Contas para que Guilherme de Oliveira Martins possa fazer parte do elenco da nova série dos «Morangos com Açúcar»?

E já agora: alguém sabe se se passou alguma coisa em Timor nos últimos dois ou três dias? Será que Xanana, Alkatiri, Ramos Horta e os revoltosos estão todos juntos a ver o Mundial? E, outra vez, já agora: torcerão por Portugal ou pela Austrália?

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Um mimo publicado no Inimigo Público de 9 de Junho 2006:



terça-feira, maio 30, 2006

Deixai vir a mim os pobrezinhos


Numa daquelas piruetas em que a história é pródiga damos connosco a pensar como é que o tecnocrático Cavaco redundou no caritativo Cavaco, numa verdadeira assombração de um hipotético Guterres.

Claro que podemos encarar a teoria do vírus que, impiedosamente, põe os inquilinos de Belém a dizer banalidades e discursos circulares, sejam quais forem os seus antecedentes.

Também podemos remeter para um assincronismo misterioso qualquer que o levaria a concretizar a demagogia depois de ganhar as eleições, ou seja, quando já é absolutamente desnecessária.

Finalmente, e eu inclino-me mais para este lado, resta pensar que o Cavaco se apresentou durante a campanha como um activíssimo promotor da salvação da país e agora está numa de Madre Teresa apenas pelo gozo supremo de por a esquerda a fazer "figura de urso".

Claro que alguns comentadores conseguirão detectar cavernosas intenções nesta manobra, vá-se lá saber porquê...

quarta-feira, maio 24, 2006

Não há futuro nas indústrias do passado


O Governo anuncia catadupas de investimentos como se um génio fosse sair das chaminés e satisfazer os nossos três maiores desejos.

Já se percebeu que ninguém cuidou de verificar se os tais investimentos teriam consequências nefastas, os famosos impactos, antes do foguetório dos anúncios.

Em alguns casos verificou-se que o volume de emissões perniciosas, no quadro do tratado de Quioto, implicaria a compra de “licenças de poluição” cujo custo tornaria os projectos incomportáveis.

O que parece estranho é que se discuta a preservação ambiental como um freio ao nosso desenvolvimento em vez de considerar os malefícios reais da poluição para o futuro da nossa sociedade. Continua a apostar-se nos investimentos em indústrias do passado, apresentando como oportunidades os riscos que os outros já não querem correr.

Não será contraditório, por exemplo, querer aumentar a celulose em Setúbal e carregar ainda mais o parque de Sines, com químicas e refinarias, quando ao mesmo tempo se diz que o litoral alentejano entre essas duas cidades pretende constituir um novo polo de desenvolvimento baseado em turismo de qualidade ?

Então o “choque tecnológico” não devia levar-nos pelo caminho digital para a sociedade do conhecimento, para elevados padrões de incorporação e valorização dos nossos produtos e serviços ?

Ou agora já vale tudo ?

segunda-feira, maio 22, 2006

Sinais perceptíveis



Durante o primeiro trimestre foram perceptíveis alguns sinais favoráveis relativamente à evolução da situação económica, os quais confirmam o modo lento como tem decorrido a recuperação da economia. No entanto, quer no indicador de actividade, quer no indicador de clima não se registaram melhorias. Caso tais sinais perdurem, poderão representar o arranque de uma fase mais viva de crescimento. Na verdade, melhoraram as indicações sobre a actividade na indústria transformadora, o que foi acompanhado por um crescimento muito significativo das exportações, a avaliar pela informação disponível. A procura interna também deverá ter recuperado, tanto devido ao consumo privado como ao investimento. Deste modo, globalmente a actividade poderá ter acelerado, mesmo que, para além da indústria transformadora, os restantes principais sectores tenham permanecido deprimidos. Por outro lado, e em sintonia com esta aparente recuperação centrada na indústria transformadora, o volume de emprego aumentou, principalmente devido à recuperação nesse sector, enquanto o desemprego desacelerou, permitindo um aumento homólogo mais moderado da taxa de desemprego.

Síntese Económica de Conjuntura do INE
22 de Maio 2006

segunda-feira, maio 15, 2006

Nossa Senhora e as maternidades

Ouvi um português dizer, no dia 13 e em Fátima, que esperava que Nossa Senhora fizesse qualquer coisa para que a maternidade de Penafiel não fosse encerrada.

Por outro lado, parece que o Santuário elegeu como tema anual «Guardar castidade».

Assim não vale: com muita castidade ainda haverá menos filhos e então é que Nossa Senhora não consegue convencer Correia de Campos!

sexta-feira, abril 28, 2006

O carro de Santana na China



Está resolvido mais um grave problema, que tanto atormentou a nossa imprensa e o Prof. Carmona Rodrigues.

O famoso carro do Santana foi visto a circular em Pequim (ainda ostentando o nome do ex-dono) o que nos faz supor que terá sido adquirido por um dos activos comerciantes da comunidade chinesa em Lisboa e levado para o oriente.

Libertos desta preocupação talvez possamos começar a tratar dos verdadeiros problemas da cidade...

sábado, abril 01, 2006

Os ricos que paguem a crise ?


As cotadas do PSI-20 ( PT, BCP, SONAE, BES, etc.) atingiram lucros recorde em 2005, subindo cerca de 85% face a 2004.Os resultados líquidos obtidos davam para financiar uma vez e meia o aeroporto da Ota. As mais-valias e os resultados extraordinários financeiros foram decisivos para esta "performance".

As 20 empresas de referência da Euronext Lisbon atingiram um conjunto de resultados líquidos recorde, registando um crescimento de cerca de 85% face ao ano anterior, com base em indicadores contabilísticos e perímetros de consolidação comparáveis.

Em 2004, os lucros conjuntos das empresas integrantes deste índice rondaram os 2.570milhões de euros. A soma dos lucros das cotadas no PSI-20 ascendeu, assim, a 4.743,6 milhões de euros, um montante que segundo os últimos dados conhecidos dava para financiar "uma Ota e meia", uma vez que o investimento previsto para o novo aeroporto internacional de Lisboa está avaliado em cerca de três mil milhões de euros.

Até parece chegada a altura de os ricos pagarem a crise no entanto o Governo anunciou ontem que no mesmo ano, 2005, o défice das contas do Estado ascendeu a 8.800 milhões de euros. Ou seja, a totalidade dos lucros dos 20 maiores potentados económicos portugueses só cobre cerca de metade dos "prejuízos" do Estado.

Os números mostram que certas palavras de ordem vão ter que ser repensadas para não andarmos a propalar ilusões com base em objectivos irrealizáveis.

Já é altura de percebermos, nós todos os que nos reivindicamos da esquerda, que isto só lá vai com um novo tipo de sociedade, não só mais justa mas também incomparávelmente mais produtiva.

segunda-feira, março 20, 2006

Não tem pais ricos...


O Estado Português colocou no mercado três mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT), com maturidade a 15 de Abril de 2037.
São as primeiras OT com um prazo tão longo, em Portugal. Esta emissão a 30 anos deverá atingir os cinco mil milhões de euros, segundo o Instituto de Gestão do Crédito Público.

(in Expresso, 18 Março 2006)

quinta-feira, março 09, 2006

Depois da tomada de posse...



... ao tomar conhecimento da verdadeira situação do país...

...

segunda-feira, março 06, 2006

O novo franchising



"O primeiro-ministro inicia hoje uma visita de 24 horas à Finlândia, com o principal objectivo aperfeiçoar o Plano Tecnológico nacional, partindo da experiência deste país nórdico ao nível das políticas de inovação e de educação."Jornal de Notícias

sexta-feira, março 03, 2006

O Governo discorda do 3-0



O Governo "lamenta e discorda" da goleada aplicada pela selecção portuguesa aos seus colegas sauditas que no, seu entender, "ofende as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos".
Esta posição oficial, manifestada hoje através de um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), sublinha ainda que esta vitória exagerada não se integra no espírito da proposta avançada anteriormente para que se realizassem campeonatos de futebol inter-religiões.

A nota assinada pelo chefe da diplomacia portuguesa, Diogo Freitas do Amaral, sublinha ainda que "a goleada sem limites não é superioridade, mas achincalhamento".
"Todos os que jogam futebol têm direito a que a sua nabice seja respeitada. A actuação de Cristiano Ronaldo, que não se contentou com um golo apenas, é lamentável porque incita a uma inaceitável ‘guerra de religiões’ – ainda por cima sabendo-se que as duas equipas monoteístas (Portugal e Arábia Saudita) são ambas treinadas por brasileiros que descendem do mesmo profeta, Pelé".

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Gripe das Aves



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