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terça-feira, 20 de março de 2012

Crise sísmica na Graciosa

Mapa da sismicidade nos Açores extraído hoje do CVARG

Nos últimos tempos os Açores tem registado uma atividade sísmica acima do normal em vários locais do Arquipélago, não tem sido uma crise de eventos muito intensos, mas a crise sísmica que está a acontecer na Graciosa tem sido persistente e encontra-se muito próxima de terra, pelo que nunca é demais chamar à atenção para os cuidados normais de uma população exposta a este riscos tectónicos, os quais por norma são divulgados pela Proteção Civil.
O último evento de hoje na Graciosa atingiu o grau IV na escala de Mercalli, mas pode sempre acompanhar o evoluir da situação através do site do CVARG nomeadamente saber as intensidades, magnitudes e epicentros estimados através da sua página de sismicidade.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Paisagens da Ribeirinha 3 - Graciosa

Graciosa no horizonte - clique para ampliar

Talvez seja a ilha menos falada neste blog e a mais distante das observáveis do Faial, mas a Graciosa continua ali exposta defronte da Pontinha da Ribeirinha nos dias de bom tempo e é sem dúvida tão graciosa quanto o seu nome, pena que eu já não vá lá há muitos anos... talvez um dia tenha a possibilidade de lá voltar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ESCULTURAS MARINHAS 2

Na sequência do post anterior, Mar de Bem teve a amabilidade de me enviar esta escultura natural: o Ilhéu da Baleia na ilha Graciosa.

Ilhéu da Baleia, Graciosa, foto de Mar de Bem, a quem agradeço a amabilidade

Este relevo residual de um antigo vulcão é sem dúvida outra obra de arte natural, cujo nome mostra efectivamente o que este ilhéu faz lembrar, o dorso de uma baleia, por acaso muito semelhante à ilustração de um dos livros da minha infância, falta só o jacto de água, quiçá não surge durante alguma maresia mais atrevida...

Geologicamente, também este ilhéu apresenta uma escoada lávica na base com sinais de disjunção prismática, num estado bem menos avançado que o existente em Santa Maria ne fotografada para o blog Geodiversidade, no topo e com uma cor mais avermelhanda, vêem-se bagacinas ou piroclastos típicos de uma fase estromboliana do vulcão.
Assim, este ilhéu, apesar de presentemente estar cercado de mar, é o que resta de uma erupção vulcânica subaérea e é um prazer para os olhos e para geólogos

terça-feira, 9 de setembro de 2008

BELEZAS AÇORIANAS IV: A ilha em frente/ o Grupo Central

No Grupo Central dos Açores, com várias variantes, é normal dizer-se : a maior beleza de uma ilha é a ilha em frente.
Em São Jorge, no coração deste arquipélago, esta ideia torna-se mais intensa, devido à possibilidade de observação do conjunto das cinco ilhas do Grupo Central: Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial.
(clique nas fotos para as ampliar)

A ilha do Pico, vista do Pico da Esperança, o ponto mais elevado de São Jorge.

A ilha do Faial, vista do porto da Urzelina ao pôr-do-sol.

A ilha Graciosa, vista da Costa Norte de São Jorge.

A ilha Terceira, lá longe, vista da Costa Norte de São Jorge

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

GRUTAS VULCÂNICAS II - Algares vulcânicos

Algares vulcânicos são grutas com um desenvolvimento subvertical e como podem ver da figura da colecção descrita no post anterior, resultam do esvaziamento da parte superir da chaminé, frequentemente porque a lava encontrou uma nova saída a uma cota inferior.

Pela sua enorme beleza, destaco dois algares nos Açores:

- o Algar do Carvão, na Terceira, onde se encontra uma pequena lagoa cor de esmeralda e estalactites e estalagmites de sílica (uma raridade na natureza), que se encontra aberta ao público e gerida pelos Os Montanheiros; e

- a Furna do Enxofre, na Graciosa, novamente com uma lagoa subterrânea, agora de maiores dimensões, onde se anda de barco, existe ainda uma sulfatara ("fumarola" onde os gases de enxofre são uma componente importante e daí o nome e o cheiro, outra raridade no mundo espeleológico) e uma luminosidade natural muito própria.

Ambas têm acessos muito fáceis, mas a segunda implica conhecimento prévio da concentração de dióxido de carbono libertado do solo, o qual é monitorizado permanentemente pelas minhas colegas do Centro de Vulcanologia.

No Faial, a Furna Ruim é um desafio mais para alpinistas do que para espeleólogos, mas para quem gosta de aventura está na freguesia do Capelo. Em S. Jorge existe outro algar de enormes dimensões próximo do Cabeço do Moitoso, entre as freguesias das Manadas e da Urzelina. No Pico a furna perto do início do trilho de subida para a Montanha tem outro algar profundo associado. Para mais informações contacte Os Montanheiros ou o Gespea pois são quem melhor conhece o geopatrimónio espeleológico dos Açores.

Nota: para salvaguardar os interesses das associações que editaram a a colecção as imagens fora intencionalmente cortadas e não digitalizadas na melhor qualidade neste post.