Restos de Colecção: CP
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19 de janeiro de 2016

Caminhos de Ferro Portugueses (21)

Rotunda no nó ferroviário do Entrocamento

O Entroncamento é o nó ferroviário mais importante do País, ligando-o de Norte a Sul e do Litoral ao Interior. A sua Estação Ferriviária foi inaugurada a 7 de Novembro de 1862, com a entrada ao serviço o troço entre Santarém e Abrantes do então denominado “Caminho de Ferro do Leste” .

Estação do Entroncamento

A Estação Ferroviária do Entroncamento possui, actualmente 7 linhas destinadas a passageiros, por onde chegam e partem constantemente comboios. Directamente para Lisboa partem, em dias de semana, 40 comboios, chegando a partir 3 comboios por hora nas chamadas «horas de ponta». Para o Porto, também em dias de semana, partem 15 comboios directos. Para além disso, a partir desta estação pode-se ir directamente para Coimbra, Tomar, Abrantes, Guarda, Covilhã, Castelo Branco, Aveiro, Elvas, Paris ... e por vezes, até para o Algarve.

“Mappa do Caminhos de Ferro Portuguezes” de 1895

Passagem de nível de Algueirão-Mem Martins

Locomotiva diesel-eléctrica 1801, em 1968,  construída pela “The English Electric Company, Ltd”

fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa, Museu Nacional Ferroviário, Biblioteca Nacional Digital

18 de setembro de 2014

Caminhos de Ferro Portugueses (17)

A 2 de Julho de 1919, teve início a greve do pessoal da “Companhia Portuguesa dos Caminhos de Ferro” que foi bastante longa, durando cerca de dois meses, até Setembro, afectando as ligações ferroviárias nacionais, sobretudo na parte central do país e ainda as linhas internacionais. Várias eram as suas reivindicações, mas pode salientar-se a questão do salário que se queria aumentado e a exigência do direito à previdência e subsídio familiar.

Notícia na revista “Illustração Portugueza” de 14 de Julho de 1914

Efeitos da greve na estação de Santa Apolónia

 

No início da greve os grevistas praticaram actos de sabotagem de modo a impedir o normal funcionamento dos comboios e a sua circulação e, mais tarde, rebentariam ainda bombas na Estação do Rossio e verificar-se-iam descarrilamentos tanto em Lisboa como no Entroncamento. Para evitar descarrilamentos ou outros actos de sabotagem, o governo obrigou grevistas a viajarem num vagão aberto à frente da locomotiva. Este ficou conhecido como o "vagão fantasma".

Descarrilamento provocado perto do Entroncamento

 

Descarrilamento provocado à saída do túnel de Xabregas

   Acidente provocado na Estação de Campolide, em Lisboa        Descarrilamento provocado à saída de Santa Apolónia

 

Em 7 de Julho de 1919, e em virtude da recusa do Governo em tratar com os ferroviários grevistas, fez intervir o Exército para a condução dos comboios.

fotos in: Hemeroteca Digital, Arquivo Municipal de Lisboa

4 de outubro de 2012

Publicidade aos Caminhos de Ferro (2)

                                       Poster dos "Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta", em 1920

                                              

A "Linha da Beira Alta", com 252,522 Km de extensão, é uma linha ferroviária internacional que liga o entroncamento ferroviário da Pampilhosa (Linha do Norte), perto de Coimbra, à fronteira com Espanha, em Vilar Formoso, com percurso paralelo ao eixo do rio Mondego; inaugurada em 3 de Agosto de 1882, é a principal ligação ferroviária de Portugal com a Europa. Entre Julho de 1895 e 1900, o "Sud Express" foi realizado pela Linha da Beira Alta. A partir de 1900 altera o percurso passando a circular por Salamanca, concluindo-se a ligação Salamanca - Portugal.

                                                    Painel de azulejo numa estação de caminho de ferro

                                   

A "Administração Geral dos Caminhos de Ferro do Estado", mais conhecida como "Caminhos de Ferro do Estado" ou pela sigla CFE, foi uma organização governamental portuguesa, que assegurou a gestão e a construção de vários troços ferroviários, em Portugal. Foi formada por uma lei de 14 de Julho de 1899, e integrada na "Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses" no dia 11 de Maio de 1927.

Em Maio de 1948 teve lugar no  "Instituto Superior Técnico", em Lisboa a "Exposição 15 Anos de Obras Públicas" .

                                                  

No stand da "Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses" foi distribuída aos visitantes a seguinte brochura:

                  

       

            

                                             1973                                                                                     1981

 

13 de abril de 2011

Vagões da CP para Mercadorias

Alguns tipos de vagões, para diferentes tipo de transporte de mercadorias utilizados pela ‘CP - Caminhos de Ferro Portugueses’.

                                                                           Vagões abertos

   

                           Vagão Cisterna tipo Z                                                          Vagão fechado

 

                       Vagão fechado,GK 111                                                           Vagão Gradeado

 

                                 Vagão frigorífico                                                           Vagão dos Correios

 

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

13 de dezembro de 2010

Locomotivas a Vapor da C.P. (4)

                                         Locomotiva a vapor 209 ( Henschel & Son ) de 1924

                             

                                      Locomotiva a vapor 857 ALCO (American Locomotive)

                             

                                                  Locomotiva a vapor 32 ( Beyer & Peacock )

                             

                                               Locomotiva a vapor 832 ( Beyer & Peacock )

                             

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

14 de outubro de 2010

Automotoras da CP

                   Automotora a gasolina CR ME51                          Automotora a gasolina CP M1 “Caixa de Fósforos”

 

            Automotora CP 0052,  Nohab  de 1948                            Automotora Allan CP 0300 a Diesel 1954

 

          Automotora diesel Fiat 500 de 1953                      Automotora eléctrica Sorefame UTE, serie 2000 de 1956

 
Fotos in:  Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

8 de setembro de 2010

Locomotivas a vapor da C.P. (3)

                                                Locomotiva a vapor nº 2049 (Andorinha) 1857

                               

                                Locomotiva a vapor nº 9  fabricada por Beyer & Peacock, em 1875

                             

Locomotiva a vapor nº 801 fabricada por Henschel & Sohn, dos Caminhos de Ferro da Beira Alta em 1930

                              
Fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

7 de julho de 2010

Construção da Carruagem Budd - “Flecha de Prata”

Em 1957 foram fabricados os primeiros comboios com carruagens “Budd - “Flecha de Prata” de fabrico nacional, em aço inoxidável, na Sorefame - Sociedades Reunidas de Fabricações Metálicas, Lda.”, para umas “UTE - Unidades Triplas Eléctricas”, destinadas à Linha de Sintra. Estas carruagens de 2ª Classe (da série 39-20 001 a 007),  foram feitas sob licença de "The Budd Company" de Filadélfia, E.U.A.

Sem legendas, desnecessárias, publico fotos das fases de montagem de uma carruagem, de 2ª classe, de passageiros para a “CP - Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses”.

       

       

       

         

                    

Foram também construídas em 1962  22 carruagens de 1ª Classe , tinham corredor de serviço, e 9 luxuosos compartimentos. Estas carruagens eram semelhantes ás modernas francesas, que faziam o serviço do “Sud-Express”.

                                            
                         Fotos acima in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

Carruagem “Budd - "Flecha de Prata"  era fabricada para as opções: 1ª Classe, 2ª Classe, 2ª Classe + Furgão, 2ª Classe + Furgão 2, Restaurante

Carruagens Budd na viagem inaugural Lisboa-Porto em 1941 cuja tracção era efectuada por uma locomotiva a vapor “Pacific”.

                                 

Estas carruagens além de fazerem os Expressos de Lisboa - Porto, com locomotivas a vapor,  fizeram serviços de Suburbanos (Barreiro- Setúbal) e de Regional (R) no Alentejo.