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quarta-feira, 9 de março de 2011

LIUZZI COMPLETA A TURMA DE 2011

Finalmente o grid da Fórmula 1 em 2011 está completo. Com o anúncio do italiano Vitantonio Liuzzi para a segunda vaga da equipe Hispânia, estão definidos os 24 pilotos que estarão no GP da Austrália. Ilustrando um quadro de mudanças no cenário da Fórmula 1, um quarto deles não estiveram na abertura do Mundial do ano passado.

Permanece um grupo de grande qualidade, apesar da entrada de vários pilotos que conseguiram a vaga mais pelo aporte financeiro que trouxeram do que exatamente pela técnica. O espetáculo é garantido pela presença de cinco campeões do mundo: Sebastian Vettel, Jenson Button, Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Michael Schumacher. Um cenário bem diferente do de 2007, quando só o espanhol havia sido campeão dentre os pilotos do grid.

A média de idade também permanece alta. Dos estreantes deste ano, apenas o mexicano Sérgio Perez, 21, ainda é um “garoto”. Paul di Resta, Jerome d’Ambrosio e Pastor Maldonado já estão na casa dos 25. Sete dos pilotos deste ano já passaram dos 30 anos de idade, com destaque para a experiência de Michael Schumacher (42) e Rubens Barrichello (38).

Destaque também para a menor participação brasileira no grid desde 2007. Como naquela ocasião, apenas Felipe Massa e Rubens Barrichello defenderão as cores do país, que tem ainda dois pilotos entre os “reservas”: Bruno Senna, na Renault; e Luiz Razia, na Lotus. O domínio fica por conta da Alemanha, com seis pilotos entre os titulares, ou 25% do grid.

Na média, uma turma que me agrada bastante, pelas duplas das equipes de ponta e pela presença de pilotos que sempre vale a pena acompanhar, como os “vovôs” Schumacher e Barrichello e promessas em potencial como Nico Rosberg, Adrian Sutil, Paul di Resta e Kamui Kobayashi. Pronto, chegamos a doze nomes interessantes. Bem que eu falei, “na média”. E você, o que achou do grid de 2011?

(Foto Hispânia)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

BAHREIN: QUEM PERDE E QUEM GANHA

Discussões políticas à parte (elas estão no post abaixo), vale um exercício de ver quem se saiu bem e quem perdeu com o cancelamento do GP do Bahrein e o fato da temporada começar duas semanas mais tarde, na Austrália.

QUEM GANHOU
McLAREN
A pré-temporada era curta demais e, argumentos otimistas à parte, o fato é que a McLaren não esperava tantos problemas iniciais com o MP4-26 e chegaria ao Bahrein com muita lição de casa não feita. Estas duas semanas a mais permitirão que o time as faça, podendo almejar começar o ano em pé de igualdade com Ferrari e Red Bull. Parece pouco tempo, mas quem conhece a capacidade dos engenheiros da F-1, ainda mais dos que dispõem de recursos, sabe o salto que eles podem fazer em quinze dias.

PIRELLI
Se por um lado perdeu com a não realização de um teste sob altas temperaturas - o que estava prevista para o Bahrein - o fato da próxima sessão em Barcelona tornará mais fácil que a fabricante faça (e teste) eventuais revisões na construção do composto médio, que apresentou um comportamento imprevisível demais até aqui.

MERCEDES
Pela performance do W02, talvez dois meses antes da abertura da temporada seria o ideal. Mas o carro deu sinais de melhora nos últimos testes em Barcelona e apresentou um trunfo que pode ser importante no início do ano: a maior velocidade final de reta do grid. Agora, terá tempo para resolver sua principal dor de cabeça, a fragilidade do equipamento.

HISPANIA
Uma equipe que treina pouco e que ainda nem apresentou seu carro e seu segundo para a temporada pode respirar aliviada com o tempo que ganhou para fazer isso e com uma corrida a menos para diminuir seus custos. Na sua arte de sobrevivência, quanto menos atividade, melhor.


QUEM PERDEU
RED BULL
É consenso no paddock que o RB7 é o carro com mais potencial até aqui. Para complicar ainda mais, o modelo tem apresentado uma excelente confiabilidade - e Adrian Newey ainda guarda alguns trunfos na manga quanto ao pacote aerodinâmico. No Bahrein, correria no máximo contra a Ferrari pela vitória. Agora pode ganhar mais companhia na frente.

FERRARI
É um quadro parecido com a da Red Bull. A Ferrari também estava mais pronta que as outras para começar a batalha. Mas há um outro fator importante: o único KERS que não deu nenhum tipo de chabu mais sério nesta pré-temporada foi o dos italianos. Mercedes, Renault, seus clientes e a Williams sofreram (ou ainda sofrem) com suas unidades, mas poderão reverter isso com mais tempo agora.

FELIPE MASSA
A sensação é de que o carro da Ferrari está bem e eu pude testemunhar de perto a animação de Felipe Massa com ele já em Valência. E o brasileiro costuma andar bem no Bahrein, mas não tem um histórico tão bom em Melbourne (embora tenha conseguido um pódio no ano passado). Reverter isso será um desafio maior para o início do ano. Por outro lado, isso não é de todo ruim, já que suplantar eventuais deficiências será um ponto crucial para que Massa tenha uma bom temporada.

PRÍNCIPE SALMAN AL KHALIFA
É relevante o fato de ter sido os organizadores do GP do Bahrein que anunciaram o cancelamento da abertura da temporada prevista para 13 de março. Se a prova não se mover no calendário, o que vai acontecer se o bom senso prevalecer, dificilmente ele vai receber de volta o dinheiro que pagou para Bernie Ecclestone. Claro que ele tem coisas muito mais importantes para resolver, mas o cancelamento foi uma derrota tanto política quanto econômica para o príncipe.

(Foto McLaren)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

RESTA UM

Confesso que eu não acreditava na sobrevivência da Hispânia ao longo deste rigoroso inverno europeu, mas o acordo com Narain Karthikeyan joga uma luz positiva sobre o assunto. Foi uma tacada inteligente de Colin Kolles: pegar um piloto capaz de trazer um bom dinheiro e com disposição suficiente para topar pagar caro numa equipe com poucas perspectivas - e, ao mesmo tempo, satisfazer o desejo de Bernie Ecclestone de ter um piloto indiano no grid no ano em que a F-1 desembarca no país.

A outra vaga, a única que resta no grid já que a Force Índia tem três pilotos e um claro problema de ter somente duas vagas disponíveis, permanece em aberto. Mas a notícia de que a Hispânia recebeu uma injeção financeira deve facilitar um pouco as coisas. O carro novo (que ao que tudo indica será o remendo do velho com a traseira da Williams) deve ficar pronto de última hora e as perspectivas de competitividade são pequenas. Mas tudo aponta que o time estará no grid e isso é o que importa.

Mesmo assim, conhecendo Kolles, ela deve ficar com um piloto que ele já conhece e cujo gênio bate com o seu, o que não é sempre fácil. Me lembro da corrida em Suzuka, quando ele chamou João Paulo Oliveira, que circulava pelo paddock como convidado, para uma conversa. O brasileiro correu pelo time de Kolles na F-3 alemã e o romeno é conhecedor e apreciador do tamanho do seu talento, mas também do fato do brasileiro jamais ter sido um piloto pagante ao longo da carreira. Assim, a coisa ficou apenas numa amistosa e informal conversa.

Sakon Yamamoto e Christian Klien são opções claras. Vale lembrar também que o time correu com o italiano Davide Valsecchi e o tcheco Josef Král nos testes de jovens pilotos em Abu Dhabi. Com o cheque no valor certo, eles também têm chances. A negativa à presença de Bruno Senna no time dada por Kolles hoje a um jornalista inglês é uma não notícia: a relação entre os dois nunca foi das melhores e o brasileiro jamais considerou permanecer na equipe em 2011.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

ESPECIAL 2010 - OS DEZ PIORES

Foi um dos melhores anos na história da Fórmula 1, mas ainda assim a temporada trouxe seus pontos negativos. Seja num momento específico ou no panorama geral de um piloto, equipe ou corrida. Como sempre, uma lista pessoal e despretensiosa. Para ler e discordar à vontade. Amanhã a gente volta com a lista dos dez melhores de 2010.

10 - A FOTO DOS CAMPEÕES

O trabalho de Jean Todt na presidência da FIA não é uma unanimidade, mas sem dúvida está sendo bem melhor visto na Fórmula 1 que o de seu antecessor, principalmente por sua postura discreta. Ainda assim, ele conseguiu marcar um belo gol contra ao levar a namorada Michelle Yeoh para a foto oficial dos 60 anos da F-1, ao lado de todos os campeões mundiais ainda vivos. Qual a justificativa? Estaria ela representando os ausentes Nelson Piquet e Kimi Raikkonen???

9 - O VÔO DO CANGURU
Todo mundo prendeu a respiração naqueles segundos. Na tentativa de recuperar terreno e fazer sua nova estratégia funcionar, Mark Webber foi para cima de Heikki Kovalainen como um touro desgovernado - e acabou surpreendido pelo fato da Lotus ter uma zona de freada bem mais longa que a sua. Um mal-entendido que poderia ter terminado mal, mas acabou representando apenas mais algumas milhas para o programa de vôos do australiano no cockpit de um carro de corrida.

8 - O MAU PERDEDOR
Ver um título mundial que parecia ganho escapar pelas mãos deve ser mesmo algo frustrante, especialmente se a derrota veio fundamentalmente por um erro estratégico da equipe. Mas Fernando Alonso perdeu pontos até mesmo com seus seguidores mais fanáticos ao sair reclamando do russo Vitaly Petrov em Abu Dhabi. Deveria era parabenizá-lo por não cometer nenhum erro num momento de pressão para o futuro de sua carreira. O “chega-prá-lá” que o espanhol levou foi uma bela resposta. Um grande piloto mostra sua estatura também no momento da derrota.

7 - BUEMI NA CHINA
Foi até cômico: na freada após uma das retas mais longas da temporada, a suspensão da Toro Rosso do suíço Sebastian Buemi simplesmente cedeu e as rodas saíram voando. Um baita de um susto sem maiores consequências para o piloto e para quem estava na beira da pista. Divertido mesmo foi ver Buemi virando o volante para tentar amenizar o impacto da batida.

6 - HISPÂNIA
Está certo que sobreviver até o final do ano era o único objetivo e isso a equipe Hispânia conseguiu. Mas a custo de algumas bizarrices. O carrossel imprevisível de pilotos até que foi pouco diante de um carro sem atualizações e que usou o mesmo pacote aerodinâmico em pistas tão opostas como Mônaco e Monza. Sorte que seus pilotos saíram ilesos de situações ingratas, como a quebra da suspensão em uma curva de alta velocidade em Spa-Francorchamps. O time fica na história desde já como um dos piores que já passaram pela categoria.

5 - CHOQUE DE TOUROS
O time campeão meteu algumas vezes os pés pelas mãos e envenenou completamente o ambiente entre seus dois pilotos. Na Turquia, acossados na corrida por uma valente McLaren, o comando passou a Vettel a informação de que Mark precisaria economizar combustível o que ele poderia ultrapassá-lo, enquanto o engenheiro do australiano falou o contrário e orientou seu piloto a se defender. Uma confusão dos boxes que resultou num desastre na pista. Pior foi na Inglaterra, quando a asa do alemão quebrou e Horner orientou que o modelo que estava no carro de Webber fosse transferido. Era uma questão de centésimos de segundo, mas algo que fatalmente causaria um mal estar interno. Esperto, Webber capitalizou em cima do incidente e jogou a opinião pública contra o time e seu companheiro. Foi o suficiente para lhe garantir tratamento igual até o final do ano, mas não para receber a ajuda de Vettel na reta final, algo que tanto ambicionava.

4 - FELIPE MASSA
O brasileiro sempre alternou numa temporada corridas brilhantes com atuações mais contidas, mas o brilhantismo ficou de lado em 2010. Com exceção do GP da Alemanha, ele jamais se colocou em posição de vencer - mesmo com um carro capaz disso em algumas ocasiões. Com problemas de aquecimento de pneus, classificou-se quase sempre em posições discretas. Pior, viu seu novo companheiro tomar as rédeas da equipe e liderá-la na disputa pelo título, o que parece ter encerrado sua motivação. Ele reconhece a temporada ruim, o que é um ótimo começo. Mas vai precisar de um 2011 radicalmente diferente, dentro e fora das pistas, para que não tenha sua vaga especulada via imprensa semana sim, semana não. Afinal, são dois anos de contrato pela frente.


3 - GP DO BAHREIN
Foi uma odisséia do sono. Em meio às expectativas de uma temporada sensacional, a prova de abertura foi uma das mais chatas para se assistir. Em especial, o novo trecho do circuito que os organizadores agregaram não funcionou - era apenas uma série de curvas muito lentas que só prolongaram a agonia. A coisa foi tão feia que a imprensa mundial até iniciou uma discussão sobre a qualidade das corridas e do regulamento. Felizmente, o tempo provou que era uma discussão precipitada.

2 - “THAT WAS HORRIBLE”
Pelas desproporcionais expectativas criadas, a temporada de Michael Schumacher já começou comprometida. Mas ninguém esperava que o vareio que ele tomou de um companheiro de equipe jovem e eficiente durasse quase o ano todo. Foi inevitável que seu desempenho em 2010 colocasse uma série de interrogações sobre sua história. E o ponto alto disso foi a manobra que fez sobre Rubens Barrichello em Hungaroring, quando ultrapassou de longe os limites do bom senso numa defesa de posição. Faltou pouco para uma batida feia demais. Aquilo foi horrível. Pelo menos ele pediu desculpas. Duas semanas depois. Por SMS.

1 - FERRARI EM HOCKENHEIM
Tudo bem que a Ferrari queira fazer prevalecer seus interesses. Mas a farsa que promoveram em Hockenheim foi exagerada. O chororô de Fernando Alonso pelo rádio rendeu uma ordem de equipe explícita que lhe rendeu a vitória e, ao time, a antipatia da maioria dos torcedores - afinal, o campeonato mal passara da metade. Passaram por cima do regulamento com a habitual arrogância, mas receberam uma multa pequena por isto. No final das contas, o episódio não surtiu o efeito desejado. Apenas serviu para matar a motivação de Felipe Massa. Dali para frente, o brasileiro só foi tirar pontos dos adversários de Alonso em Monza. Um tiro no pé involuntário que, na prática, acabou mais atrapalhando do que ajudando a campanha do espanhol.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

SOLUÇÃO À VISTA?

A nebulosa situação da Williams em relação a seus pilotos no ano que vem pode ter ganho um facho de luz hoje com a notícia de que o time vai fornecer caixas de câmbio para a Hispânia no ano que vem. A parceria abre ao menos a perspectiva de que Nico Hulkenberg ou mesmo Pastor Maldonado possam amadurecer numa equipe com menos pressão por resultados. Acima de tudo, a notícia mostra que a HRT está mais viva do que muita gente pensa. E com um chefe de equipe austero como Colin Kolles, é mais provável que esse acordo envolva um escambo “piloto versus câmbio” do que um pagamento pelo uso de um equipamento. Respostas ao longo do inverno.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

ARRUMANDO A CASA

As palavras temerosas de Bernie Ecclestone apostando no naufrágio de algumas equipes antes do final do ano foram puro terrorismo. O diminuto dirigente chegou à conclusão que as equipes da Fórmula 1 podem se satisfazer com um pedaço menor do bolo dos lucros da categoria se tiverem que o dividir por dez ao invés de doze. Mas as notícias que eu trouxe de Hungaroring e estão publicadas na edição de hoje do LANCE! mostram que as novatas chegam à pausa com uma base boa para assegurar sua continuidade na categoria.

A Hispânia realmente já acertou que vai usar o know-how, staff e instalações que pertenciam à Toyota na cidade de Colônia para seu projeto do ano que vem. O anúncio só não foi feito ainda porque os japoneses esperam o pagamento da parte inicial do acordo estimado em 55 milhões de euros, o que está programado para acontecer até no máximo no final de setembro.

A presença de Sakon Yamamoto no time foi de ajuda fundamental para sacramentar a parceria, principalmente por ele trazer no bolso cerca de um décimo desse valor. Ainda não é oficial, mas já posso adiantar que o japonês vai correr todas as etapas ao lado de Bruno Senna até o GP do Brasil. Apenas a prova de Abu Dhabi permanece em aberto – o carro de número 20 pode ser ocupado por Yamamoto, por Karun Chandhok ou até mesmo pelo austríaco Christian Klien no encerramento da temporada.

Outra novidade que está nas páginas do jornal é do acordo sacramentado entre a Lotus e a Renault, revivendo a antiga parceria dos anos 80. Em Hungaroring, se falou até na possibilidade do time de Norfolk abrigar o russo Vitaly Petrov no ano que vem para ajudar em seu processo de amadurecimento e abrir um lugar na Renault para um piloto mais “pronto” (Heidfeld, Sutil, Glock e Kovalainen foram alguns dos nomes citados). Mas o russo impressionou no final de semana e pode voltar a ser uma aposta dos franceses se continuar nesse tom.

Ao contrário dos dois acima, um acordo que ainda não foi fechado mas cujas conversas estão bem encaminhadas é o de Peter Sauber e Carlos Slim. O bilionário mexicano entraria como sócio minoritário da equipe, exporia sua marca Telmex na carenagem e traria seus protegidos para o cockpit dos carros de Hinwil. No ano que vem, Sérgio Perez correria ao lado de Kamui Kobayashi. Em 2012, a dupla seria Perez e Esteban Gutierrez, o garoto que anda impressionando na GP3.

Para encerrar, a Virgin continua apostando no seu projeto de sucesso a médio prazo e parece ter mesmo a base financeira para isso. A ordem por lá e continuar desenvolvendo o carro deste ano ao máximo para continuar tirando lições para o modelo do ano que vem. E a intenção do time é pela continuidade da sua dupla de pilotos, com o qual os chefes estão muito satisfeitos.

(Foto Luis Fernando Ramos)

sábado, 17 de julho de 2010

BALANÇO DE MEIA TEMPORADA I

O Grande Prêmio da Inglaterra foi a décima de 19 etapas do Mundial 2010. Essa pausa agora é ideal para a gente fazer uma análise do que cada equipe e seus pilotos alcançaram até agora – e o que podem aspirar até o final do ano. É o que farei de hoje até terça-feira, sempre com três times por dia. Começando pelas novatas.

LOTUS
Se estabeleceu como a melhor das estreantes na primeira metade do ano, graças a um carro confiável e ao equilíbrio e experiência de sua dupla de pilotos. O futuro do time parece bem assegurado, especialmente depois da contratação de bons nomes como o engenheiro inglês Mark Smith, oriundo da Force Índia.

Heikki Kovalainen parece renascido depois de duas temporadas vivendo à sombra de Lewis Hamilton na McLaren. Está motivado, anda alegre pelo paddock e tem dado tudo de si nas corridas – o que acabou gerando inclusive o espetacular acidente com Mark Webber em Valência, para mim um incidente de corrida. Faz um bom ano até aqui.

Jarno Trulli continua o mesmo, sem carisma e sem muito brilho. Continua se classificando bem, o que sempre foi seu ponto forte, embora tenha sido superado por Kovalainen o mesmo número de vezes que o superou aos sábados. Renovar por mais um ano seria uma vitória para ele. Sua sorte é que sua principal ameaça, o malaio Fairuz Fauzy, é ruim de dar dó.

VIRGIN
Sofreu além da conta no início da temporada com problemas de confiabilidade do VR-01. O carro permanece como o principal problema: vai bem em alguns finais de semana, mal em outros e ninguém parece entender as razões disso. Mas o diretor-técnico Nick Wirth trabalha feito um obcecado para melhorar o quadro, o que é positivo. E é uma organização que passa a sensação de um time unido.

Timo Glock foi a aposta do time para desenvolver o carro – o que me parece um erro de cálculo. O alemão parece ter se desmotivado diante da falta de competitividade do modelo e passou algumas semanas olhando por alternativas no mercado. É um bom piloto, mas não do tipo ideal para liderar uma equipe que tem uma tarefa gigantesca diante de si.

Lucas di Grassi pouco pôde mostrar com um carro problemático e acima do peso, o que o deixa com uma desvantagem natural diante do companheiro de equipe. Equalizando no cronômetro a diferença dos quilos, tem andado muito perto de Glock. Nas corridas está indo muito bem quando o carro não quebra, mas ainda trabalha para acertar a mão nos treinos de classificação.

HISPÂNIA
Ter aprontado o time para correr no Bahrein foi um feito notável, mas os pontos positivos da Hispânia não vão muito além disso. O carro é ruim demais, falta dinheiro para desenvolvê-lo e a maneira autoritária de Colin Kolles no comando não ajudam em nada a trazer estabilidade para a equipe. A aposta dele é que o dinheiro de Sakon Yamamoto faça isto. Sobreviver parece ser a única meta sensível.

Bruno Senna encontrou um péssimo cenário para sua estréia na Fórmula 1. Teve alguma dificuldade no início do ano para se readaptar aos monopostos, algo que reconheceu, mas depois passou a superar o companheiro de equipe com certa facilidade. Só que mostrar seu valor ao mercado é difícil num carro como este. E as confusões com o comando da equipe só atrapalham seu trabalho ainda mais.

Karun Chandhok é uma pessoa bacana, muito expansiva e bem-humorada. Mas não mostrou credenciais o suficiente para se estabelecer na Fórmula 1. Problemas de patrocínio e os bolsos cheios de Sakon Yamamoto podem abreviar sua passagem por ela. Mas é um nome que agrada a Bernie Ecclestone pela perspectiva do chefão em abrir o mercado indiano para a categoria. É triste, mas esta é sua maior qualidade.

(Foto Luis Fernando Ramos)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

ORIENTAL BANK


A entrada de Sakon Yamamoto no lugar de Karun Chandhok no GP da Alemanha (e contando…) sublinha a necessidade urgente de dinheiro que o time precisa no momento – inclusive, a grande atualização no carro prevista para esta corrida não deve ocorrer, ao que tudo indica. Apesar do discurso bonito de um “prêmio” à performance do japonês em Silverstone – e até que ele não foi irremediavelmente mal: largou e chegou atrás de Chandhok, mas sua melhor volta na prova foi melhor que a indiano –, a verdade é que seu aporte financeiro vai lhe garantir muitas corridas até o final do ano. 

Aliás, quem leu o Lance! na terça-feira já sabia que esta bola estava cantada. Abaixo o texto que saiu naquela edição, explicando melhor o quadro delicado na Hispania: 

+++ 

Apesar das seguidas afirmativas do chefe da equipe Hispania, Colin Kolles, de que a troca de pilotos no GP da Inglaterra não foi motivada por questões financeiras, a verdade é que o time passa por um período de extrema dificuldade. O LANCE! apurou que o dono da equipe, o empresário espanhol José Ramon Carabante, teve de fazer uma série de empréstimos para equilibrar as contas de seus negócios. E, por isso, teve de diminuir os investimentos feitos na equipe de Fórmula 1.  

A situação chegou ao ponto que qualquer aumento no fluxo de caixa é importante. E o japonês Sakon Yamamoto tem os bolsos cheios. Sua família é uma das principais fabricantes das máquinas de Pachinko, um jogo de azar extremamente popular no país. Como antecipamos na edição de sábado, Yamamoto está disposto a investir cerca de US$ 5 milhões para correr. Uma quantia que ajudaria bastante a equipe na tarefa de se estabelecer no grid. 

Até o momento, a Hispânia recebeu uma parte desse total, cerca de US$ 1,5 milhão. Pagando o resto, Yamamoto deve disputar pelo menos mais uma etapa neste ano – possivelmente o GP do Japão, em Suzuka, no mês de outubro. Mas se a crise no caixa do time apertar e ele chegar com ainda mais dinheiro, outras participações não estão descartadas. 

Bruno Senna recebeu do time a garantia de disputar todas as provas que restam na temporada, baseado em seu contrato e depois de esclarecer com Kolles um mal-entendido que contribuiu para que ele ficasse de fora do GP da Inglaterra, quando algumas críticas que fizera por e-mail ao trabalho na equipe, em resposta a algumas críticas que recebera, acabaram chegando ao conhecimento de Kolles. Lição aprendida, aparentemente o clima entre as duas partes voltou a se tranqüilizar. 

- Bruno volta a correr normalmente no GP da Alemanha. Não tenho nenhum comentário a fazer sobre estes rumores, mas qualquer tipo de problema que possa ter acontecido foi solucionado – afirmou Kolles ao LANCE! no grid de largada da corrida de Silverstone.  

De acordo com diferentes fontes no paddock, caso Yamamoto volte a disputar uma prova, quem cederia a vaga seria o indiano Karun Chandhok.

(Foto Luis Fernando Ramos)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

JOGO SUJO


O anúncio da troca de Bruno Senna por Sakon Yamamoto para o final de semana do GP da Inglaterra chegou sorrateiro como o entardecer de uma tarde de verão em Silverstone. Apenas o documento da FIA confirmando a troca, usando o mesmo texto oficial dos documentos que registram a troca de um piloto titular por um de testes no primeiro treino livre de sexta. Só que, desta vez, a sessão não estava estipulada.

Colin Kolles falou pouco aos jornalistas. Ele apenas confirmou a troca por este final de semana e disse que iria se pronunciar com mais detalhes amanhã. Acrescentou que dinheiro não foi um fator na decisão.

De qualquer maneira: foi uma das coisas mais nojentas que já vi acontecer na Fórmula 1. Afinal, Bruno se preparou para esta corrida normalmente. Ontem, deu várias voltas pela pista de bicicleta para estudar as mudanças no traçado. Hoje, participou dos eventos de relações públicas como em qualquer outra prova: visitou a fábrica da Cosworth e pela manhã e deu esta entrevista para mim e uma colega alemã no início da tarde. Estava da mesma maneira de sempre: ciente das dificuldades que teria com um carro pouco competitivo, mas animado para trabalhar com o que tinha em mãos e tentar mostrar o seu valor.

As próprias assessoras de imprensa da equipe foram pegas de surpresa. Chegaram até a divulgar que a troca seria realmente apenas para o treino livre, até que Kolles confirmou a mudança por todo o final de semana.

Está claro que a medida foi tomada de forma repentina e unilateral por Kolles. E tudo aponta que foi apenas o prenúncio para uma mudança em definitivo em detrimento ao brasileiro, o que pode ser confirmado amanhã.

Quando surgiram os primeiros rumores de uma possível troca, há pouco mais de um mês, Bruno afirmou na época que tinha um contrato com a equipe para disputar todas as corridas. A briga, pelo jeito, vai parar nos tribunais e tende a ser feia. Vale lembrar também que Yamamoto disputou sete corridas em 2007 pela Spyker, substituindo Cristjan Albers, sem nenhuma performance digna de nota. Mas quem o colocou no time, na época, foi justamente Kolles.

Alguma coisa ele vê de atrativo no japonês. Provavelmente, uma carteira cheia de Yenes. Mas a questão financeira não pode ser o motivo definitivo. Afinal, Senna também trouxe patrocinadores para a Hispânia, marcas que estampam seus logotipos nos carros da equipe.

Enfim, foi uma rasteira suja. E, ainda, muito mal explicada.

sábado, 26 de junho de 2010

LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA

Cena curiosa no motorhome da equipe Hispânia. Enquanto membros da equipe e convidados almoçavam, um barulho: uma pequena placa de metal, do tamanho um pouco maior que o de um cartão de crédito, se soltou do teto e caiu no chão. Nada demais, não representou nenhum tipo de perigo para ninguém, mas não pude segurar um riso sarcástico. Afinal, o conjunto foi comprado da Renault, numa possessão que tinha o dedo de Flavio Briatore. Novata na F-1, a equipe de Bruno Senna deve ter aprendido uma lição naquele momento. Dele, não se compra um carro usado.

(Foto Luis Fernando Ramos)

terça-feira, 16 de março de 2010

DUELOS INTERNOS

A disputa entre companheiros de equipe é um dos maiores atrativos do Mundial de 2010. E acho que aqui, como na discussão sobre a qualidade das corridas, é preciso esperar mais algumas etapas para avaliar melhor o verdadeiro quadro. O desenvolvimento dos carros e o comportamento deles em diferentes tipos de circuito vão criar variações nas performances e só quando elas ficarem claras vamos conseguir saber se há e qual seria o padrão desenvolvido na competição.

Pelo próprio interesse que o assunto desperta, vale a pena dar uma olhada no que aconteceu no Bahrein. E acho que uma boa maneira de fazer isso é comparando o desempenho de cada dupla no treino de classificação do sábado. Não no tempo final absoluto, mas na soma das melhores marcas de cada piloto para cada um dos três trechos do circuito ao longo da sessão. Isso nos permite avaliar o desempenho em condições muito parecidas de pneus e combustível. E elimina a influência de um eventual erro feito em uma volta decisiva, quando um piloto anda no limiar do combustível e arrisca mais.

Confira abaixo uma análise do resultado das equipes do G4 e também das dos outros brasileiros. Entre parênteses, o nome do piloto mais rápido na soma das melhores parciais e sua vantagem para o companheiro nessa conta:

FERRARI (MASSA -0.021)
A diferença de 21 milésimos a favor do piloto brasileiro é um indício claro de como a briga na Ferrari começou equilibrada. E pela maneira de trabalhar da equipe e as similaridades no gosto que ambos compartilham no acerto do carro, tende a ficar assim ao longo do ano. O que seria fantástico, com a briga sendo decidida pela forma de cada um no dia da competição. Um duelo nos detalhes.

WILLIAMS (BARRICHELLO -0.078)
Outra disputa que a diferença entre os dois pilotos foi mínima. Mas as condições do final de semana tornam uma leitura mais difícil aqui. Em primeiro lugar porque Rubens Barrichello jamais se sentiu à vontade com o comportamento do carro o final de semana inteiro. E também porque o desempenho de Hülkenberg em ritmo de corrida ficou a milhas de distância do que o brasileiro imprimiu. É uma disputa onde os dois vão melhorar. A proporção em que isto vai acontecer vai ser determinante para ver em que pé eles realmente estão.

RED BULL (VETTEL -0.326)
Mark Webber errou no Q3 e deveria ter se classificado tranqüilamente entre os quatro primeiros do grid. Pagou o preço disso no domingo, ficando a prova inteira preso atrás de carros mais lentos. Mas acho que sua diferença real para Vettel é mesmo algo em torno de dois décimos de segundo por volta, três em uma pista mais longa. Algo que me chamou a atenção no domingo foi o rosário de elogios que o sempre contido Helmut Marko dedicou ao piloto alemão. Pelo jeito, ele realmente conseguiu se aprimorar tecnicamente no simulador (três décimos de segundo, garantem algumas fontes) e cabe ao australiano correr atrás do prejuízo.

McLAREN (HAMILTON -0.423)
Hamilton é um osso duríssimo de roer e Jenson Button sentiu isso no Bahrein. A diferença acima reproduz a verificada de forma geral durante a pré-temporada. Mas o carro deste ano foi projetado inteiramente pensando em Lewis e é natural que o atual campeão do mundo leve um tempo para se entrosar com a maneira de trabalhar do time e, ao mesmo tempo, encontre um acerto básico do carro com o qual fique à vontade. Button pode não ser gênio, mas também não é bobo e acho que, a um médio prazo, ele encurta essa diferença em uns dois décimos.

MERCEDES (ROSBERG -0.790)
Conversando com colegas alemães com bons contatos na Mercedes, Nico Rosberg superar Michael Schumacher no Bahrein era algo esperado depois da pré-temporada de ambos. O heptacampeão está voltando depois de três anos longe da F-1 e ainda pegou um carro com a característica que mais odeia, que é sair de frente. Mesmo assim, fiquei impressionado com a diferença entre ambos. Uma explicação dela está na pista, repleta de curvas lentas que é onde Schumacher está perdendo mais tempo. A equipe deve desenvolver o carro para deixá-lo mais ao gosto de sua maior estrela, mas Schumacher deve sofrer um tanto nas quatro primeiras corridas do ano, quando poucas novidades serão introduzidas no bólido. Depois, a parada ficará duríssima.

VIRGIN (GLOCK -0.996)
A diferença entre os pilotos da Virgin foi grande, mas o final de semana no Bahrein e, principalmente, o estágio em que a equipe se encontra não permite nenhuma comparação válida. O time está correndo contra o tempo e o carro recebeu pequenas atualizações a cada dia do final de semana. Muitas vezes apenas uma peça, colocada corretamente no carro do piloto com mais experiência na F-1, Glock. O brasileiro ainda sofreu com um defeito em um dos coletores de combustível do tanque de seu carro e teve de ir para a pista com um volume maior de combustível para não correr nenhum risco. O pouco tempo de pista nos treinos livres também é um handicap para ele, ainda mais em circuitos onde não correu. Pelo que demonstraram na GP2, quando disputaram o título com o mesmo pacote, a diferença real entre ambos é muito pequena.

HISPANIA (SENNA -1.789)
Aqui também não se pode ser injusto: fazer uma comparação é algo tão abismal quanto a diferença no cronômetro. O carro é uma incógnita completa e Karun Chandhok foi para a classificação sem ter andando um metro sequer nele. Os dois foram companheiros de equipe na GP2 em 2008 onde Senna se saiu melhor, mas o indiano andava num ritmo próximo. Vale esperar um final de semana normal do time para se ter uma idéia mais clara dessa disputa. E isso pode demorar um pouco.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A INCÓGNITA HISPANIA

Os boxes de número 27, 28 e 29 permaneceram fechados quase o dia todo. Quando uma fresta se abriu, deu para ver uma intensa movimentação dentro. O clima de mistério na garagem da equipe Hispania bastou para fazer surgir um rumor de que o time não vai disputar o GP do Bahrein. A possibilidade até existe e é admitida por membros da equipe, como o próprio Bruno Senna. Mas é preciso discernimento para entender que a posição deles é mais por cautela do que por falta de .

A
verdade é que qualquer equipe que chegasse para disputar um Mundial de Fórmula 1 sem ter rodado um quilômetro sequer teria suas dúvidas. Os carros da categoria são de uma complexidade enorme. Assim, os planos do time serão bem distintos do resto. Os treinos de sexta-feira servirão para fazer um shakedown do carro: cada um dos pilotos dará uma volta, depois o carro ficará muito tempo nos boxes para que o funcionamento de todos os componentes seja checado. Por isso, Bruno Senna admite que pensar em mexer no acerto do carro, medir o desgaste de pneus e de combustível, será possível no sábado. Isso se problemas sérios não aparecerem.

É
grande a chance de isso acontecer? Impossível dizer. A Hispania tem a vantagem de que o câmbio (e o motor) usado por ela é mesmo utilizado pela Lotus e pela Virgin. Assim, os problemas que surgiram do uso destes componentes foram diagnosticados e sanados por estas duas equipes. A favor da equipe está também a experiência de seu staff técnico. Jacky Eeckelaert (ex-Honda) e Geoff Willis (ex-Red Bull) são macacos velhos da Fórmula 1. E os engenheiros Antonio Cuquerella (ex-BMW Sauber com Kubica) e Xevi Pujolar (ex-Williams com Nakajima) conhecem os modelos da categoria como a palma da mão.

Jogando
contra está a inexperiência dos mecânicos, a maioria oriunda da DTM, o que dá a chance de um erro na montagem. Mas isso seria algo fácil de ser diagnosticado e resolvido. Assim, o problema mais sério que poderia acontecer é uma complicação no projeto da Dallara que realmente fosse difícil de entender e solucionar.

Por tudo isso, eu prefiro esperar o que vai acontecer nos treinos livres de sexta-feira para avaliar se o time realmente tem chances de não disputar a corrida do domingo. Até , tudo fica ainda num campo exclusivamente especulativo. Dificuldades a equipe tem, é claro. Mas conseguiu hoje ligar os motores montados nos chassis. Foi a última a fazer isto, mas fez – e as unidades funcionaram normalmente.

Ainda
fora do cockpit, Bruno Senna e Karun Chandhok carregam um certo ar de apreensão com a incerteza, mas também muita alegria pela equipe formada e vontade de trabalhar e superar tudo. A busca de ambos e da trupe da Hispania em vencer as dificuldades vai ser claramente uma das grandes histórias dentre as muitas que o final de semana promete.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A MAIOR DAS LUTAS

A equipe Hispania nasceu hoje em Murcia, mas será oficialmente reconhecida pela FIA como HRT, numa bizarrice tão grande e misteriosa quanto toda a confusão que cercou o time nos últimos dois meses. As incertezas cessaram quando Bernie Ecclestone costurou uma solução com José Ramón Carabante que trouxe Colin Kolles para assumir o comando do barco. O primeiro passo foi dado: uma dupla de pilotos, um carro, uma apresentação. Agora é empacotar tudo e mandar para o Bahrein.

A
luta pela sobrevivência vai começar . Conversei com Bruno Senna que, depois do que passou em meio a confusão, não a hora de colocar a mão na massa, até porque, sempre realista e com os pés-no-chão, sabe o tamanho da tarefa que vai enfrentar. Mas é interessante sua colocação quanto ao futuro da equipe, dizendo que vai dar para saber se o time corre até o final do campeonato... no final do campeonato!

Na
seqüência, Bruno coloca atentamente que um bom início seria ótimo para garantir um futuro sólido para a equipe. , a bola é passada para o carro da foto acima. Se o carro da Hispania (que lembra em alguns aspectos os Dallara da Indy, em outros o VR01 da Virgin) tiver nascido bem, o time pode andar logo de cara junto de Lotus e da citada Virgin, que é o objetivo mínimo - e seria um grande feito por si só.

Quebras
e um aprendizado difícil estão na agenda das primeiras corridas. Mas com o experiente belga Jacky Eeckelaert no comando da equipe técnica e com a presença de Geoff Willis, o time tem o material humano necessário para fincar o na categoria e estar correndo no ritmo da música no encerramento da temporada, em Abu Dhabi.

Chegando
, terá vencido a maior das lutas da temporada. Já a de Bruno é a de correr para si e mostrar serviço. Bem ou mal, ele chegou na Fórmula 1 e isto é o que imporarta. As pessoas influentes da categoria vão saber avaliar sua performance de acordo com o equipamento que ele tem.

Não
faltarão estórias interessantes no GP do Bahrain.