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terça-feira, 9 de novembro de 2010

CREDENCIAL - GP DO BRASIL

Um programa especial para um evento sempre especial. Com mais de duas horas de duração, este “Credencial” vai além das corridas, com a pluralidade que só o Brasil sabe ter, falando também de violência urbana e da política no esporte - todos temas muito presentes em Interlagos. Nestes poucos dias entre a prova paulistana e a decisão do mundial mais emocionante em muitos anos, fica aqui uma boa fonte de informação e de discussão. Aperte o play (ou baixe pelo link) e ouça, divulgue e comente!


PARTE 1


PARTE 2

(Foto Red Bull)

domingo, 7 de novembro de 2010

CAMPEÃ DE FICHA LIMPA

O Grande Prêmio do Brasil decidiu um título. Não aquele que atrai a grande atenção dos torcedores, o Mundial de Pilotos. Mas uma dobradinha em Interlagos confirmou o que era claro desde a primeira fase do campeonato: a Red Bull é a melhor equipe do ano.

- Um resultado como esse, o da prova em Interlagos e o título de Construtores, foi a melhor resposta que poderíamos dar depois de uma corrida como a da Coreia, quando tive um motor quebrado perto do final. Acontece, não é algo que se possa culpar um só departamento. Somos uma equipe. E uma equipe que está orgulhosa com o que alcançamos - afirmou o vencedor do domingo, o alemão Sebastian Vettel.

O orgulho é justificado. A conquista veio na sexta temporada de existência de um time que se construiu sem o apoio de nenhuma grande indústria do setor automobilístico. E que merece aplausos também por deixar aberto o duelo interno de seus pilotos num campeonato muito equilibrado. Uma vitória do esporte, afinal.

Houve quem imaginasse que o time pediria para Vettel ceder a vitória ao companheiro Mark Webber, mais bem colocado na tabela. Mas nenhuma ordem aconteceu e o australiano vai para a decisão com oito pontos de desvantagem para o líder Fernando Alonso ou invés de apenas um.

- Não acho mesmo que deveria haver. Já era planejado que disputássemos até a bandeirada e foi assim que aconteceu - respondeu Webber. De maneira meio seca, é verdade, mas sem poder exigir o contrário num ano em que, à certa altura, exigiu publicamente que o time tratasse seus pilotos igualmente.

A superioridade do RB6 em São Paulo foi mais um fator que sublinhou o excelente trabalho da equipe neste ano. Não demorou mais do que meia volta para que os dois pilotos superassem o surpreendente pole Nico Hulkenberg. Depois, foi manter e até aumentar a vantagem para o terceiro colocado Fernando Alonso.

O espanhol, claro, confirmou sua fé na maneira com que a Ferrari administrou suas chances neste ano.

- Cada equipe tem sua política, sua filosofia. Não há como comparar o que aconteceu na Alemanha. Vettel ainda pode ser campeão, então eles terão mais dificuldades estratégicas - analisou.

O homem que poderia ter sido campeão em Interlagos, pelo menos, vai para Abu Dhabi na liderança. E sem nenhum tipo de ressentimento com os palavrões dirigidos a si que ouviu em Interlagos.

- É normal. Faz anos que venho ao Brasil, eram os mesmos cantos para Michael, para Hamilton ou quem lutar contra um piloto local. O esporte é assim, a paixão da torcida faz parte disso - garantiu o piloto.

Paixão foi o que sobrou num final de semana de trabalho insano, mas reconfortante demais. Blog, twitter, tudo ficou meio de lado para que eu me concentrasse na cobertura do Lance e da rádio - e tenho certeza que quem acompanhou teve a informação com a qualidade de sempre. Mas, pedindo licença para um dia de merecido descanso, a gente volta com tudo com um “Credencial” em clima de decisão. O espaço nos comentários é de vocês!

(Foto Red Bull)

sábado, 6 de novembro de 2010

O SUPER-HOMEM

O apelido óbvio é o de “Incrível Hulk”, mas o que Interlagos testemunhou hoje foi o dia em que Clark Kent rasgou seu terno e revelou a fantasia do Super-Homem. A discussão se ele estava ou não com acerto para a pista molhada (o engenheiro dele jura que não) é inócua para explicar uma vantagem de mais de um segundo para uma Red Bull de um especialista em chuva como Sebastian Vettel.

A verdade é que Nico Hulkenberg fez as voltas mais alucinantes e perfeitas da sua vida. Entrou numa espécie de “Rush”, aquele estado que parece um transe em que você consegue atingir níveis inimagináveis de performance. Comparando as voltas e não os pilotos, foi o mesmo que Ayrton Senna sentiu no treino de Mônaco-88.

Nas condições de asfalto secando, era claro que a última das voltas cronometradas seria a melhor de cada piloto. Todos foram aos boxes a cinco minutos do final do Q3 para colocar um jogo novo de pneus slicks. A chave era aquecê-los rapidamente, algo que o piloto da Williams fez com maestria: três voltas seguidas, com a agressividade na dose certa e sem jamais sair um milímetro do trilho desenhado no asfalto paulistano. Um monólogo shakespeariano declamado sem tropeçar numa vírgula.

Na área reservada às mídias eletrônicas, perguntei a Hulkenberg sobre a metáfora do homem de aço. “Não, não me sinto como o Super-Homem”, riu. “Só me sinto muito bem. É um sonho, conseguimos alto fantástico. É só uma pena que não se ganha pontos pela pole position. Mesmo assim, temos o direito de festejar e saborear o resultado de hoje”, respondeu com olhar sorridente e cara de quem não estava com a ficha caída.

Aos favoritos azuis, restou capitular e reconhecer o inacreditável. Vettel: “Perder a pole por um segundo nunca é legal. Mas estou muito feliz por Nico. Nos conhecemos há muito tempo, tivemos disputas no kart e agora na F-1. Mesmo assim, me mantenho animado com minhas chances amanhã. A corrida é longa”.

A expectativa aponta um primeiro lugar de Hulkenberg se evaporando rapidamente com o clima seco que se anuncia para a prova. Só Mark Webber aponta que, se depender mais da motivação do que do carro, o alemão de Emmerich vai ser um fator na corrida dos candidatos ao título. “Ele vai abaixar a cabeça e pisar fundo com certeza. Está numa ótima posição para conseguir um bom resultado para sua equipe, mas terá muito trabalho pela frente”, avaliou.

Numa temporada de contornos épicos, a Fórmula 1 ganha um super-herói improvável nas páginas finais da saga. E é isso que a torna tão fascinante.

(Foto Williams)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

VANTAGEM INCERTA

A Red Bull dominou as ações hoje em Interlagos, com Sebastian Vettel e Mark Webber nas duas primeiras posições tanto pela manhã quanto à tarde. A vantagem sobre os adversários no cronômetro foi flagrante e até surpreendente, mas ela esconde a verdade da distribuição de forças por aqui. A briga está muito mais acirrada que aparenta.

Afinal, que a Red Bull é a favorita para fazer a primeira fila do GP é algo que o paddock inteiro sabia. Mas olhando a folha de tempos das duas sessões e juntando com as informações colhidas por aqui, a Ferrari e até mesmo a McLaren ficam muito próximas dos carros azuis em ritmo de corrida.

Com os pneus médios (os mais resistentes neste final de semana), Vettel teve um certa soberania nos stints longos. Mas eles foram feitos principalmente pela manhã, quando o asfalto ainda estava ganhando aderência e quem não tinha um carro naturalmente equilibrado (ou seja, o resto do grid) se deu mal.

Na parte da tarde, o RB6 mostrou a habitual capacidade de extrair uma volta voadora excelente com a borracha nova. Mas nos long runs com os pneus extra-macios, a verdade é que Alonso manteve o mesmo ritmo dos bólidos de Adrian Newey.

Para complicar ainda mais, há uma grande probabilidade de chuva para a classificação do sábado. Neste momento, uma tempestade já se anuncia nos arredores de Interlagos. Vai ser uma sessão de conseguir ir para a pista no momento certo e não cometer nenhum erro, um quadro de incerteza que elimina a vantagem natural de Vettel e Webber.

Resumindo: os azuis estão na frente, mas tudo conspira para uma disputa muito aberta no domingo, partindo de um grid imprevisível.

(Foto Red Bull)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

MATCH POINT

Fernando Alonso chegou relaxado e sorridente ao paddock de Interlagos no início da tarde de ontem. Deixou claro que não sente nenhum peso no fato de poder sair do circuito paulistano no domingo como tricampeão do mundo. Conversou longamente com seu engenheiro de corrida, o italiano Andrea Stella, já estudando estratégias diante de um cenário incerto quanto ao clima paulistano.

Acima de tudo, o espanhol estava genuinamente feliz por estar no palco onde conquistou seus dois títulos mundiais. Foi o que ele revelou na conversa que tive com ele:

- Sempre é especial vir aqui. Cada vez que chego no aeroporto, no hotel ou aqui no paddock, me recordo daqueles momentos da conquista de um título. É algo que carregarei comigo sempre - admitiu.

Mas o discurso de Alonso sobre a possibilidade de ser campeão aqui no domingo é claro: o importante é minimizar a possibilidade para jogar toda a pressão para os pilotos que precisam correr atrás dos pontos.

- Talvez a chance de vencer aqui pareça maior do que realmente é porque estamos vindo de um resultado como o da Coreia, quando venci e os dois Red Bull abandonaram. Se invertêssemos essa corrida com a do Japão, quando eles fizeram uma dobradinha, todo mundo falaria que meus onze pontos de vantagem não significariam nada. A verdade é que eles seguem como favoritos - avaliou.

Se o piloto não quer pensar na chance de comemorar o tri em Interlagos, as tevês espanholas já se preparam para isso. São quatro emissoras que detém os direitos de transmissão e todas já foram para Interlagos ontem para preparar matérias especiais.

Na Espanha, a transmissão da corrida começa uma hora antes da largada, mas neste domingo ela terá início com duas horas de antecedência. E os satélites já estão reservados para funcionar horas depois da corrida, no caso de Alonso confirmar o título.

(Foto Ferrari)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A CONTA DE ALONSO

A questão dos motores vai acompanhar Fernando Alonso como uma sombra nas próximas duas corridas. O espanhol estreou sua última unidade “zero” em Monza e, no momento, tem apenas dois motores que fizeram duas corridas - todas as outras unidades que tem à disposição estão com três provas percorridas - e relativamente perto do limite de sua vida útil.

Conversando com gente que entende do assunto, deu para descobrir qual a filosofia do uso destas unidades. Em Interlagos, Alonso vai usar o mais rodado dos motores que fizeram duas corridas. A altitude de São Paulo atua como aliada, já que a menor pressão atmosférica causa um desgaste menor na unidade.

Já em Abu Dhabi, a unidade com menor quilometragem entra em jogo, já que o stress a que os motores são submetidos é maior ali. Além de estar no nível do mar, a baixa umidade afeta muito o funcionamento de todas as partes móveis, como pistão e afins. Normalmente, poupando os motores ao máximo, cada um deles faria essa prova a mais sem problemas. Mas é o momento de decisão de um campeonato e não dá muito para poupar giros e ver os adversários conquistarem melhores resultados. É uma equação complicada e a tensão vai aumentar com esse fator de incerteza na durabilidade, especialmente em Abu Dhabi.

Para se ter uma idéia, o motor de Vettel explodiu na Coreia com 1600 quilômetros, mesmo com vida útil estimada em 2500. E não vai faltar gente zicando as unidades de Alonso. “A gente torce para que ele também tenha uma quebra. Não é possível que todo o azar do mundo fique reservado para nós” disse Helmut Marko à rádio Ö3 depois da prova na Coreia.

(Foto Luis Fernando Ramos)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

TV BLOGO - INTERLAGOS

Já para entrarmos no clima do GP do Brasil, vale este vídeo feito pelo piloto de testes da Virgin Luiz Razia apresentando o traçado de Interlagos no game “F1 2010”. Não tinha visto o jogo ainda, os gráficos realmente são muito bacanas. A quem já jogou, como é a física do carrinho? As dicas de pilotagem do Razia são ótimas, mas o melhor é a luva para usar com o volante G25. Porque eu não pensei nisso antes?

terça-feira, 2 de março de 2010

TV BLOGO – PROPAGANDAS DO GP DO BRASIL 2010

Idéias simples, execuções excelentes. Pegar a turma da Fórmula 1 para murmurar o ronco dos motores (acima) ficou impagável. E colocar os gringos falando uma expressão em português ficou também divertido de se ver (abaixo). O alto astral que eles estão dá o charme final para as peças. A agência mandou muito bem aqui, parabéns!


Dicas do Kico Stone e do Bruno Americano.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

TV BLOGO – GPL BRASIL INTERLAGOS MOD69

Aqui está o vídeo que o Fabio Ferelli fez para a decisão do campeonato do Mod69 que o GPL Brasil fez no final do ano passado. A prova foi em Interlagos, mas quem fez a festa dentre os cinco pilotos que estavam na disputa foi justamente o nosso “gringo” José FierroFord, que ganhou a corrida e levou o título. Como prova do seu crescimento, a liga conta com alguns pilotos estrangeiros de Argentina e Portugal e vem há mais de um ano realizando provas em dois servidores, tamanho o número de interessados.

Neste
domingo, vamos começar uma nova temporada, agora com um campeonato do Mod65. Serão 14 provas com as dóceis baratinhas de motor 1,5 litro, a primeira acontecendo na pista sul-africana de East London. Além da participação estrangeira e da volta de um dos melhores pilotos do Brasil para a liga – o Felipe Gamper –, contamos também com a equipe de nome mais longo da história do automobilismo mundial: It's Us Racing Tiny Little Cars With The Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club Racing Team!

Quer
participar ou conhecer mais sobre o jogo? Entra no site ou no fórum que o pessoal te ajuda. E se você participa de um campeonato de outro simulador, divulgue o site ou o fórum dele nos comentários. O espaço é de vocês!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

TV BLOGO – INTERLAGOS 1940

São imagens que valem ouro e que tiveram o feliz destino de serem recuperadas e digitalizadas para apreciação nessa era de Internet. O vídeo da inauguração do circuito de Interlagos, em 1940, traz uma região ainda desabitada de São Paulo, um traçado com piso de terra, um Chico Landi sentando no carro com o cigarro no canto da boca e acelerando. É surreal, mas aconteceu, o que torna tudo mais emocionante ainda. Obrigado ao Dú Cardim pela dica e a quem disponibilizou esse material incrível para todos nós!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

GP DO BRASIL NÃO ENCERRA O MUNDIAL DE 2010

A minha felicidade em ver a corrida de Interlagos encerrando o Mundial do ano que vem de acordo com o pré-calendário divulgado em setembro vai acabar em breve. Pelo que eu pude apurar com gente do Brasil e da Europa, a FIA deve sacramentar o calendário final nesta ou na próxima semana, com o GP de Abu Dhabi sendo o último do ano. A troca de posições entre essas duas corridas se deve a uma série de fatores: um acordo dos árabes com a FOM, interesses comerciais de muitas equipes que tem seus patrocinadores por lá e até mesmo por algumas questões de logística.

Mas não será uma troca pura e simples de posição. A data de Abu Dhabi no pré-calendário é 31 de outubro, dia do segundo turno nas eleições brasileiras. O cenário que aparece como o mais provável faz com que as duas provas sejam empurradas uma semana para a frente: a do Brasil acontecendo em 7 de novembro, a de Abu Dhabi no dia 21.

Mas há ainda uma grande interrogação pairando sobre o GP da Coréia do Sul. Muita gente acredita que o circuito em Yeongam não ficaria pronto a tempo e que a corrida só deveria entrar no calendário em 2011. Se for este o caso, a prova brasileira assumiria essa data de 17 de outubro, com Abu Dhabi encerrando a temporada no dia 31. Assim que estes pontos forem esclarecidos, a FIA divulga a versão final.

Claro que não dá para afirmar que a mudança é uma desvantagem para os torcedores brasileiros. Afinal, a corrida desse ano decidiu o título, mesmo sendo a penúltima. Em 2005, Interlagos viu Fernando Alonso ser campeão na antepenúltima prova. É uma questão aleatória. Mas realmente não gosto da possibilidade de ver o título ir para a prova final em Abu Dhabi, uma pista que proporcionou uma corrida enfadonha. Neste ano nos livramos disso, embora ainda não soubéssemos...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

BIBERLE EM INTERLAGOS

As 17 pistas do calendário de 2009 da Fórmula 1 receberam com espanto aquele personagem. Sentado num bólido vermelho com desenho parecido aos charutinhos do final dos anos 60, Biberle passou por toda a rotina dos outros 20 pilotos da categoria: fez um pit-stop na Malásia, trocou pneus em Cingapura, encarou a Eau Rouge com respeito e acabou rodando numa zebra em Monza.

O
diminuto piloto num carrinho de brinquedo pertence ao alemão Achim Hofstädter, uma das figuras mais legais do paddock. O sempre bem-humorado fisioterapeuta de Rubens Barrichello na Brawn GP tem a fotografia como hobby, e usou “Biberle” como tema para criar imagens de bela plasticidade a cada circuito visitado. Ficaram tão boas que foram aproveitadas num feature no site oficial da equipe.

Eu sou um dos muitos que ficaram impressionados com o resultado. E faço questão de divulgá-lo. A partir de dezembro, Biberle terá endereço próprio na Internet: www.rennfahrer-biberle.com. Vale guardar o link para visitas futuras. Um preview do que estará lá aparece na imagem acima, uma première mundial que o Achim gentilmente ofereceu a este blog: Biberle em Interlagos (clique para ampliar)!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

ESPECIAL 2009 – OS DEZ MELHORES

Nada como um especial para celebrar um final de temporada, não é? Preparei um em três partes, começando com os dez melhores da temporada na minha opinião. Discorda de algum ponto? Faltou alguma coisa imprescindível? Dê a sua opinião! E amanhã tem mais especial, aguarde!

10° lugar – Kamui Kobayashi

Em duas corridas, o japonês da Toyota trouxe uma (enorme) lufada de ar fresco para a Fórmula 1, mostrando agressividade, executando ultrapassagens e deixando marcas no conceito de muitos novatos (e veteranos, e mesmo do campeão do mundo).


lugar – Pole de Button em Mônaco

Seu desempenho nos treinos livres tinha sido bom, mas não excepcional. No Q2, Button ficara apenas em oitavo lugar e, no Q3, estava estacionado em posições intermediárias quando foi para sua última volta rápida. Um giro determinado, no limite e perfeito, que lhe garantiu uma pole position da qual jamais pareceu candidato.


lugar – Lewis Hamilton

Depois do chamado “escândalo da mentira” e de uma atuação triste na sua casa em Silverstone, o ano de Lewis Hamilton parecia fadado ao fracasso. Mas a McLaren soube lhe desenvolver um carro competitivo e o inglês retribuiu com duas vitórias e mais um par de grandes atuações. Acima de tudo, mostrou que o mais menino dos campeões mundiais está mais maduro do que nunca.


lugarCircuito de Suzuka

O pessoal do Mobility Land gastou um bom dinheiro na reforma de Suzuka e mostrou que mesmo uma pista tradicional pode atender aos padrões da Fórmula 1 moderna, com um paddock e boxes amplos e instalações confortáveis. E o traçado de John Hugenholtz provou mais uma vez ser um dos mais desafiadores do mundo. A nova geração da categoria que o diga.


lugar – Mark Webber

“Webbo” passou o ano de cama e a pré-temporada submetido a uma intensa fisioterapia, incluindo sofridas sessões em câmaras criogênicas (sim, aqueles ambientes gelados usados em bancos de esperma, por exemplo). O esforço foi recompensado com duas vitórias e um ritmo mais próximo de Sebastian Vettel do que muita gente imaginava, configurando sua melhor temporada na Fórmula 1.


lugar – GP do Brasil

Interlagos estabeleceu-se como palco de decisões, mas o Grande Prêmio do Brasil foi além disso. Seu traçado garantiu ótimas disputas, a dose habitual de confusão (o drama do sábado, Trulli e Sutil, Kobayashi e Nakajima) e a tradicional e inigualável paixão da torcida pela categoria, que faz do evento o favorito da maioria de seus personagens (pilotos, membros das equipes, jornalistas, etc).


lugar – Adrian Newey

Em sua quarta temporada na equipe Red Bull, o “engênieiro” inglês justificou cada centavo de seu amplo salário projetando o melhor carro da temporada. A mudança radical nas regras permitiu que ele exercesse sua criatividade; a confusão com a regra dos difusores impediu que sua criação dominasse o ano todo. Mesmo assim, Newey correu atrás do prejuízo e realizou com maestria as adaptações necessárias ao difusor duplo. As três vitórias no final do ano ficam como prova.


lugar – Giancarlo Fisichella em Spa

O mundo parecia girar ao contrário naquele final de semana de setembro. Giancarlo Fisichella colocou o carro na nanica Force Índia na pole position e não venceu a prova porque havia um inspiradíssimo Kimi Raikkonen em uma Ferrari com KERS para resistir à sua diabólica pressão durante umas 40 voltas. Com o melhor carro daquele final de semana, o italiano exibiu a melhor faceta do esporte, antes de fazer um dos “worst career moves” da história.


lugar – Sebastian Vettel

Está certo, ele cometeu a sua dose de erros, como a desnecessária e desastrada defesa de posição contra Kubica na Austrália, a batida oriunda de pura frustração em Mônaco ou o erro na primeira volta na Turquia. Mas como tudo na trajetória de Vettel é natural, ele aprendeu rapidinho e fez uma tremenda segunda metade da temporada. E deixou a impressão que, apesar das falhas, o título se perdeu mesmo nos problemas de motor que teve. E vê-lo como futuro campeão do mundo deixou de ser impressão. Virou certeza faz tempo.


lugar – Brawn GP

Um inverno de absoluta incerteza – a única certeza que tinham é que o carro projetado era excepcional – criou uma unidade poucas vezes vista em uma equipe de Fórmula 1. E foi esta união o principal segredo do sucesso da Brawn GP em 2009. Se Jenson Button deu o tom e praticamente garantiu o título na primeira metade do ano, Rubens Barrichello mostrou o caminho para a equipe manter a trajetória diante do crescimento dos adversários. E para a turma que sofreu como poucas nas duas temporadas de fracasso que culminaram com a saída da Honda, a dupla conquista de 2009 foi ainda mais saborosa. Numa temporada em que a “insurreição das pequenas” foi o principal fato, o sucesso da trupe mais fraterna e cúmplice, por tudo o que passaram, foi merecidíssima.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

FOTOS DO DIA – GP DO BRASIL DE 1975

Pouco antes de embarcar de volta à Europa recebi este belo presente da amiga Rosely Baccarin: fotos que captam a atmosfera do circuito de Interlagos em 26 de janeiro de 1975, pouco antes da largada do GP do Brasil. Imagens que devem ser ampliadas (clique nelas) para uma comparação de quem, como eu, esteve em Interlagos no último domingo. A quantidade de gente na beira da pista, o calor que deveria estar fazendo e a ampla visão que o circuito permitia são o que mais chamam a minha atenção. E para você?


Obrigado, Rosely! E quem tiver preciosidades como estas guardadas em casa, é escanear e mandar por e-mail que terei o maior prazer em publicá-las.