Pensar e Falar Angola
domingo, 31 de março de 2013
Mystery of Desert
Pensar e Falar Angola
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Tempo do Kaparandanda
Pensar e Falar Angola
terça-feira, 29 de março de 2011
sábado, 17 de julho de 2010
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Famous People Painting
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Cuidado com as Fossas em Luanda - acidentes
Depois de termos acabado quase com todas as minas, agora temos que nos preocupar com estes buracos… E reparem bem no nome da igreja!!!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
(1) - Colecção de Livros Escolares
Esse plano de ensino gerou, o que foi assinalado pelo actual Ministro das Finanças do governo angolano, "a explosão escolar" nos anos 60-70 (Prefácio "Memórias de África", de Jorge E. Costa Oliveira, Ed. IPAD, 2005).
Terá sido também o mais determinante factor da expansão da língua portuguesa em Angola (depois aplicado nos outros territórios sob administração portuguesa), hoje reconhecida como "língua de dimensão nacional" e "factor da identidade nacional" (Presidente da República de Angola, comemorações dos 30 anos de independência).
Pensar e Falar Angola
quarta-feira, 28 de maio de 2008
MEDICINA TRADICIONAL ANGOLANA
A medicina tradicional angolana (MTA) tem aproximadamente cerca de 4000 anos de existência e tem origem na cultura dos Sam (hotentes) e bantu maioritariamente. Remonta às comunidades tribais da sociedade primitiva angolana. A sua teoria básica surgiu da observação empírica das relações do homem com o meio ambiente. O homem primitivo, observando os fenômenos que ocorrem na natureza conseguiu criar uma estrutura conceitual filosófica, que permeia até aos dias actuais a cultura angolana. Todo esse conteúdo filosófico foi transposto para o corpo humano, dando origem aos conceitos filosóficos da teoria básica da medicina tradicional angolana (MTA).
Antes da chegada dos europeus, ao território que, passou formalmente a chamar-se Angola, depois da Conferência de Berlim de 1884-85, que ocorreu (8 séculos depois da chegada dos bantu e quatro séculos depois da chegada de Diogo Cão), já habitavam ali vários povos: hotentotes, bantu entre outros. Esses povos, como todos os outros povos do mundo, também tinham problemas de saúde, desde pestes, epidemias, doenças incuráveis, doenças espirituais e emocionais, bem como tantas outras, que surgiam nas comunidades, pelo contacto com os estrangeiros que ali aportavam para melhorar as suas economias, com as riquezas de Angola.
Sem contar com apoio da ciência, da medicina ocidental e suas estruturas, fundos internacionais, formação universitária e sem pretensão ao exercício da medicina, os Imbanda (curandeiros), eram capazes de diagnosticar, prevenir, tratar e curar as doenças próprias da época, hereditárias ou não. Era obrigatória após o parto, a conservação do cordão umbilical na almofada do bebê, para mais tarde ser usado em tratamentos, caso surgisse alguma doença inesperada.
Obs: a palavra Imbamda, singular quimbanda, otyimbanda, significa curandeiros.
Para os desinformados, os Imbanda, não são feiticeiros. A diferença entre feiticeiros e Imbanda: os primeiros lidam com forças do mal que eles mesmo manipulam contra suas vítimas e são uma constante ameaça à população. Os segundos, são chamados de Nzambi (Deus) para salvar as vítimas dos feiticeiros e cuidar da saúde pública, através de métodos naturais e sobrenaturais, orientados pelos ancestrais divinizados. Durante 300 anos a maioria foi levada para a escravatura em vários países do mundo, e ali, dedicadamente, asseguraram a saúde aos escravos nas sanzalas, no Brasil e pelo mundo fora, onde os angolanos serviram como escravos.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
O Polícia Sinaleiro
Em 2004. Depois de ter ficado algum tempo sem estudar. Resolvi entrar para a Polícia de trânsito, onde fui aprovado nos testes psicotécnicos. Antes disso, fui professor de Biologia e dava algumas aulas particulares de Química. Sucede que, entre os meus alunos, alguns eram polícias e desafiaram-me a fazer os testes e cá estou até hoje. Quando, em 2002, terminei o ensino médio, não pensava que um dia seria polícia. Estava a espera de uma bolsa para estudar Medicina, em Cuba, mas acabei por não ser beneficiado. Na realidade o meu sonho é ser médico e ainda continuo a sonhar com isso e, assim que as condições forem boas entrarei numa universidade privada e estudarei Medicina.
Foi difícil adaptar-se?
Sim. Tive dificuldades com os testes físicos porque não estava preparado para aqueles exercícios, uma vez que antes a minha vida era apenas estudar.
Mas valeu o sacrifício?
Penso que sim. Tenho a especialidade de Legislação Rodoviária e um estatuto mais elevado que é ser um sinaleiro de trânsito. O meu trabalho, basicamente, é pôr ordem no trânsito de uma forma que chame a atenção dos utentes da via, quer os peões quer os automobilistas, no sentido de mudarem os seus hábitos.
As nossas vias estão quase sempre congestionadas e sinto que os condutores, vêem de casa já estressados. De uma forma profissional, e gosto pela profissão procuro ajudar a desanuviar o stress dos condutores, com um trânsito fluído. Ninguém nasce com o conhecimento e essa minha forma de trabalhar, é uma imitação de outro grande profissional da área, o Sr. Horácio, um antigo sinaleiro que exercia o seu trabalho de uma forma fabulosa. Antes de ser polícia fui fã deste senhor. Seguramente muita gente lembra-se dele. A conquista do título de Melhor Sinaleiro, é fruto deste empenho... (risos) No ano de 2007, tive o privilégio de ser eleito o melhor sinaleiro de trânsito, mas queria dizer que não sou o único que merece esta distinção, tenho colegas muito bons na sinalização. Mas o meu maior prémio é feito dos elogios que recebo das pessoas, em particular automobilistas. Existem pessoas que ficam tristes por mim porque não possuo nenhum grau e isso é uma das coisas que, as vezes, cria desânimo, mas decidi seguir esta carreira e tenho que aguentar as contingências.
Então o seu próximo objectivo é ser patenteado?
Sim, mas não baixo a cabeça. E, apesar das dificuldades, continuo a lutar porque sei que tudo tem o seu tempo.
Aceita a “gasosa”?
Não permito isso, porque sou um polícia que actua consoante a infracção e tenho carácter. Eu recuso-me veementemente aceitar este tipo de práticas. Gosto de dinheiro, mas não aquele que venha da corrupção.
E já poupou alguma autoridade?
O Código de Estrada é uma lei e, como tal, a lei é para todos, ninguém está isento dela e devemos respeitá-la, apesar dos cargos, somos todos cidadãos.
Partilha da opinião de que os taxistas são quem mais cometem infracções?
Penso que nas nossas vias não são apenas os taxistas que cometem, de uma forma geral todos cometemos e estamos sujeitos a cometê-las, até mesmo os peões têm comportamentos reprováveis.
Que infracções mais verifica no trânsito?
As infracções mais cometidas são as mudanças de direcção irregular e as paragens em estacionamentos proibidos causando obstrução na via.
Um homem que faz isto tem de estar de bem com a vida e consigo mesmo.
vídeo recebido por e-mail
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