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15.11.13

As Asas do Besouro

John Singer Sargent, Ellen Terry como Lady Macbeth (1889)
(Tate Gallery)
A Tate Gallery possui um quadro de John Singer Sargent que retrata a actriz Ellen Terry com um vestido em tons de verde, decorado com mil asas de besouro. É o vestido que ela usara no palco como Lady Macbeth e que ainda existe e foi recentemente a restaurar. Mil e trezentas horas e cinquenta mil libras depois, o vestido regressa a Smallhythe Place, a casa quinhentista onde Ellen Terry viveu e morreu, em 1928.

O Daily Mail conta a história

5.11.13

Crónica Londrina (por Jorge Rodrigues)

Much Ado About Nothing


Cá te envio, Paulo, mais um relato de uma viagem teatral relâmpago a Londres, desta feita para ver Vanessa Redgrave e James Earl Jones como protagonistas de uma divertida (mas, como sempre em Shakespeare, também abissal) guerra de amores – a peça “Much Ado About Nothing”,  que está em cena no Old Vic numa encenação de Mark Rylance.
Redgrave e Earl Jones  estão a representar pela primeira vez estes papeis e estão, simultaneamente, a estrear-se no Old Vic, que é um dos mais míticos palcos londrinos, aquele onde existe, segundo Laurence Olivier, “a mais poderosa relação actor / público do mundo”.
A produção nasceu do desejo dos dois actores de representarem juntos esta peça, e Mark Rylance (antigo director do Teatro Globe) assume que foi precisamente esse desejo o motor da sua encenação: “Esta produção nasceu da ideia de ter Beatrice e Benedick interpretados por James Earl Jones  e por Vanessa Redgrave. Eles foram não apenas a origem da inspiração, como permaneceram uma inspiração contínua durante os ensaios”. Creio não haver memória de estes dois papéis terem sido representados por um par de intérpretes tão avançados na idade, mas é essa precisamente a grande e comovente lição a tirar desta visão: Amor omnia vincit, até as barreiras do tempo. Isso terá, não duvido, causado estranheza a alguns poucos, mas  a maioria dos ingleses (talvez o povo que mais respire teatro no mundo) não é provinciana, e sabe bem que vale sempre a pena ir ao teatro para ver grandes actores. A recepção do público no final, aliás, foi a prova disso - aquilo parecia um concerto rock de contentamento!
E que prazer quase infantil foi para mim ouvir num teatro a “voz do Darth Vader” verbalizando versos confiados a Benedick, o apaixonado. E que contentamento, poder ouvir a voz de Vanessa Redgrave, que está no meu corpo incrustada devido ao cinema, impor-se sonoríssima na sala do Old Vic. 
A acção nesta encenação decorre em Inglaterra no Outono de 1944, numa casa de campo e numa aldeia próximos de uma base militar norte-americana. Claire van Kampen, responsável pela escolha musical, deu-nos um ambiente sonoro de Anos 40. Como a própria explica no programa, “a rádio abriu a porta para um novo som na Inglaterra da guerra, o que levou a uma fusão cultural que ecoa nesta produção”.
Os “ricos” são por vezes perdulários, e os londrinos, para além destes dois monstros sagrados, têm nesta produção um naipe de outros actores que fariam a inveja de qualquer teatro do mundo. Referirei apenas a soberba criação de Peter Wight num impagável Dogberry, e as de Beth Coole (Hero) e de Lloyd Everitt (Claudio) – e não refiro mais nomes porque esta produção foi pensada e construída para Redgrave e Earl Jones.
Nem sei, nem me interessa, o que disse a crítica (que não li, juro!, como sempre faço). Teatro, teatro, teatro – é o que se tem quando em palco se movimentam actores destes. O resto é conversa. O Old Vic continua cheio a abarrotar há semanas e para arranjar bilhetes há que penar.

Como já te disse, as idas a Londres são sempre oportunidade de, para além do teatro, se visitarem as magníficas exposições que a capital inglesa sempre propõe. Desta feita lá vi uma exposição temporária (“Facing the Modern – The Portrait in Vienna 1900”), patente na National Gallery, dedicada à Viena de que nos fala Stefan Zweig e que desapareceu na I Grande Guerra - a Viena de Freud, Mahler, etc.  Assim, ali estavam, para meu maravilhamento, quadros de Klimt, Kokoschka, Gerstl, Koller, Schiele, até Arnold Schoenberg. Mas não vamos falar disso aqui. Deixo-te apenas a reprodução do quadro magnífico de Schiele, talvez o que mais me marcou em toda a exposição. E já que de pintura estou a falar, confesso-te que fiquei pregado ao chão (isto já na Tate Modern) com um magnífico quadro da “nossa” Vieira da Silva, que me maravilhou depois de eu ter visto as salas Rothko e Gerhard Richter, o que não é dizer pouco!

Egon Schiele, Retrato de Albert Paris von Gütersloh

Tal como não mais esquecerei o verso d’O Sonho de Uma Noite de Verão que ouvi por Judi Dench há cerca de dois anos, e de que te falei aqui (“What angel wakes me from my flowery bed?”), também agora ficaram impressos em mim para sempre três versos de um dos diálogos entre Beatrice e Benedick na I Cena do IV Acto:

Bea: I love you with so much of my heart, that none is left to protest.
Ben: Come, bid me do anything for thee.
Bea: Kill Claudio
(Acto IV, Cena I)

O “Kill Claudio” foi impagável!

Jorge Rodrigues

7.2.13

15.12.12

A Música das Plantas



As plantas ouvem e também falam. O El País explica como é:
La obra consiste en un jardín de plantas que reaccionan a la presencia del público emitiendo sonidos. “Se trata de una bio-instalación, que invita a reflexionar sobre nuestro papel en relación a los demás seres vivos, basada en la sensibilidad de las plantas y en el aura electroestática de los seres humanos”, explican los artistas, que presentaron una de sus instalaciones bio-interactiva hace unos años en la última edición de la Bienal de Sevilla (Biacs). Para activar los sonidos hay que rozar suavemente las plantas y a veces la proximidad de una persona ya es suficiente para generar unas sonoridades, surgidas de una interfaz electrónica, que transforma las reacciones eléctricas de las plantas en sonidos.

20.11.12

O Jovem Van Dyck

Auto-retrato, Van Dyck, ca. 1615 (© Gemäldegalerie der Akademie der bildenen Künste, Viena)

Ora bem. Se puder ir a Madrid antes de 3 de Março de 2013, deverá não perder a exposição El joven Van Dyck no Museu do Prado.





9.10.12

Ver Vermeer em Roma

E quem for a Roma lá para o fim do mês, além da Gioconda de Elisabete Matos, pode ver também a exposição Vermeer. Il secolo d’oro dell’arte olandese, nas Scuderie del Quirinale.

La mostra delle Scuderie del Quirinale include, infatti, una preziosa selezione di opere di Johannes Vermeer - rarissime e distribuite nei musei di tutto il mondo, nessuna in Italia - e all'incirca cinquanta opere degli artisti olandesi suoi contemporanei.

Alegoria da Fé, de Vermeer, ca. 1670-72
(New York, The Metropolitan Museum of Art The Friedsam Collection,
lascito di Michael Friedsam, 1931 © Art Resource/Scala, Firenze)

8.7.12

Ensemble Berlin

Há dias que se transformam em tardes prodigiosas e é um privilégio estar neles e poder vivê-las. Comecemos pelo princípio: junto à estação de Sintra apanhámos um autocarro gentilmente disponibilizado pela organização do Festival que nos levou pela Estrada de Monserrate até à Quinta da Piedade, ao som de canções de Quim Barreiros e Marco Paulo.

©
A história da Quinta da Piedade ficará para sempre ligada a Olga Nicolis di Robilant Álvares Pereira de Melo, Marquesa de Cadaval, que nela viveu e nela recebeu muitos dos seus amigos artistas, principalmente músicos. Se Sintra tem um festival de música de prestígio internacional, deve-o essencialmente a Olga Cadaval. Foi ela quem o impulsionou.

É notável a lista de artistas que de algum modo estão relacionados com a Marquesa de Cadaval, quer porque ela os protegeu com o seu mecenato, quer porque eram seus amigos: Nelson Freire, Martha Argerich, Jacqueline Dupré, Daniel Barenboim, Benjamin Britten (compôs em sua honra a parábola religiosa "Curlew River"), Gabriele D’Annunzio, Marinetti, Giacomo Puccini, Cole Porter, Maurice Ravel, André Malraux, Coco Chanel, Arthur Rubinstein, Ygor Stravinski, Mstislav Rostropovitch, Ortega Y Gasset, Graham Green, Saul Bellow, Maurice Maeterlinck, Cosima Wagner, Olga Pratts, José Vianna da Motta, Vitorino Nemésio, Fernando Lopes Graça, Maria Germana Tânger... (leia-se o Historial da Marquesa de Cadaval

Detalhe da casa de fresco
A quinta parece ter sido criada a pensar no prazer da música, nos divertimentos para as tardes de Verão.
Quando passamos o portão, a casa do século XVIII fica à esquerda e à nossa frente, em baixo, avistamos o pequeno jardim de buxo e a casa de fresco ao fundo, com a fachada de azulejos barrocos.

À esquerda do jardim de buxo está o palco, ao qual os músicos acedem subindo alguns degraus e onde vemos mais azulejos do século XVIII e esculturas representando putti e outras figuras com instrumentos musicais. E foi o que ia passar-se aí que nos levou para os lados de Colares.

Antes do início, uma senhora da organização anunciou que os músicos pediam desculpa pelo facto de a bagagem de um dos colegas (o trompista Martin Owen) estar perdida e ele ter de se apresentar sem trajo de concerto, uma vez que tinha chegado a Portugal havia poucas horas. Posto isto, passou-se ao que verdadeiramente interessava: o Divertimento. Um belíssimo Divertimento para oboé, clarinete e fagote de Mozart, seguido de dois quintetos para piano e sopros, um de Beethoven e o outro de Mozart. Aos músicos do Ensemble de Berlim juntou-se o pianista Shai Wosner.

Ensemble Berlin (fotos da quinta © telemóvel do Miguel Jorge)

Uma formação de sopros não é à partida o que me atrai a um concerto, eu que sou mais de piano e cordas. Contudo, algo me dizia que este concerto havia de ser muito bom. Pois não foi. Foi apenas excepcional. Foi um grupo de amigos que resolveram vir de Berlim para tocar na Serra de Sintra e deixar-nos com pele de galinha e com os olhos húmidos. Foram muitos os momentos sublimes. Um deles, um dos mais sublimes de todos, foi o segundo andamento do quinteto de Beethoven, quando os instrumentos começam a conversar uns com os outros: o oboé pergunta, o fagote responde que sim, a trompa retorque, o clarinete conclui e o piano sublinha. O que fascina nestes músicos é a cumplicidade que os une, a interpretação perfeita - Beethoven é Beethoven e Mozart é Mozart -, a técnica irrepreensível. Com instrumentistas deste calibre, como não há-de a Orquestra Filarmónica de Berlim ser a melhor do Mundo, dei eu comigo a pensar.
Os passarinhos gostaram tanto que começaram a acompanhar a música com os seus sopros naturais do alto dos ciprestes.

No regresso a Sintra, uma agradável surpresa: não havia música no autocarro!

Agora vou escrever aqui os nomes dos músicos para não me esquecer:
Christoph Hartmann, oboé
Andreas Ottensamer, clarinete
Mor Biron, fagote
Martin Owen, trompa
Shai Wosner, piano

E amanhã mais logo há Artur Pizarro em Queluz.

25.6.12

Bávaros a Nu


O Festival de Ópera de Munique já arrancou e traz com ele a nova produção d'O Anel do Nibelungo da Bayerische Staatsoper, assinada por Andreas Kriegenburg e dirigida por Kent Nagano. Para celebrar o acontecimento, Spencer Tunick despiu mil e setecentas pessoas, pintou-as de vermelho e dourado e instalou-as na Max-Joseph-Platz. Homens e mulheres, gordos, magros, novos e velhos, os Muniquenses mostraram as suas vergonhas nas ruas e nas praças de Munique.






Imagens © Bayerische Staatsoper (FB)








21.6.12

Hojotoho

Nos últimos dias, além do futebol, a exposição de Joana Vasconcelos em Versalhes tem dado bastante que falar (visita muito aconselhável). Das mais rasgadas loas às críticas mais ferozes, há de tudo. Em Le Figaro, para não irmos mais longe, encontramos três artigos que lhe são dedicados: 1, 2 e 3.

Pode-se gostar das obras de Joana Vasconcelos, ou não, ou de umas sim e de outras não. O que me parece muito o Portugal-dos-pequeninos do costume é o orgulho nacionalista exacerbado, por um lado, enquanto do outro lado da barricada os críticos demolem Joana Vasconcelos, a artista do regime. Sabemos que no futebol também é assim. Ora somos os maiores, ora Cristiano Ronaldo é uma fraude e José Mourinho não é tão bom como se apregoa por aí. A regra da pequenez repete-se e aplica-se quando se trata de pintores, de escritores, de músicos, de quase tudo e todos. Por muito sucesso que se tenha, nunca se é suficientemente bom, principalmente aos olhos de quem não é ninguém, nem nunca será.


Pérola de forma irregular

Lembra-nos muito bem o artdaily.org que o termo "Barroco" é de origem portuguesa. E barrocas são também as valquírias de Joana Vasconcelos, as douradas mais que as outras.

The work of Joana Vasconcelos can only resonate with the duality of the Versailles project itself, this ambivalence between the classical and the baroque styles made explicit by Louis Marin. Versailles is the result of a production, a construction that is at the same time real, symbolic and imaginary. “Imaginary” in that it reveals the “baroque”, fantastic and fanciful desire to show absolute power. There is a curious irony of history here if one remembers that the term “baroque” comes from the Portuguese “barroco” that means an irregularly shaped pearl.

"Valquíria Dourada" na Galeria das Batalhas (© artdaily.org)



























21.3.12

Árvores

Na Alte Nationalgalerie

Karl Friedrich Schinkel, O Amanhecer, 1813

Caspar David Friedrich, A Árvore Solitária, 1822

Caspar David Friedrich, Carvalho na Neve, 1829

Caspar David Friedrich, Ruínas do Mosteiro de Eldena, 1824-25

Caspar David Friedrich, Floresta ao Luar, 1823 a 1830

Auguste Renoir, Castanheiro em Flor, 1881

Claude Monet, Saint-Germain-L'Auxerrois, 1867

Claude Monet, Vista de Vétheuil-sur-Seine, 1880

20.3.12

Postal de Primavera

Van Gogh, Natureza-morta com rosas e flores silvestres, cerca de 1886

Havia dúvidas quanto à autoria do quadro, mas o recurso a uma nova técnica de radiografia permitiu aos investigadores visualizarem a pintura que se encontra por baixo destas flores e atribuírem-no a Vincent Van Gogh. Numa carta ao irmão, Vincent descreveu um quadro que tinha pintado, representando dois lutadores. Mais tarde, provavelmente por falta de dinheiro para comprar telas novas, como era costume, pintou-lhe uma natureza-morta em cima. Está no Museu Kröller-Müller, em Otterlo.

14.3.12

Panorama

Quem for a Berlim até dia 13 de Maio não deverá perder a exposição "Gerhard Richter: Panorama" na Neue Nationalgalerie, com uma extensão na Alte Nationalgalerie. A exposição foi organizada em colaboração com a Tate Modern e o Centre Pompidou e comemora o octogésimo aniversário do artista, que nasceu em Dresden a 9 de Fevereiro de 1932, viveu na antiga RDA até 1961 e conseguiu refugiar-se em Berlim Ocidental poucos meses antes do início da construção do muro.

A Helena também aconselhou a visita à exposição no 2 Dedos (aqui e aqui) e na Berlinda.




9.3.12

O Apogeu da Grécia

O apogeu da Grécia (Blick in Griechenlands Blüte), 1836, por Wilhelm Ahlborn (d'après Karl Friedrich Schinkl)
(Alte Nationalgalerie)

"(...) a Alemanha também já fez saber que este anúncio é um “passo histórico” em direcção a uma estabilização na zona euro." (Notícia no Público)

6.3.12

Sonetto XXIV

O Rapto de Ganímedes, d'après Michelangelo, no Kunsthistorisches Museum de Viena
(O desenho original, oferecido por Michelangelo a Tommaso de’ Cavalieri, perdeu-se,
mas a Royal Collection mantém uma cópia)


Pintor, escultor, poeta, arquitecto, engenheiro, Michelangelo Buonarroti nasceu a 6 de Março de 1475. Toda a gente conhece o David e a Capela Sistina, no entanto os seus poemas são menos populares.
Benjamin Britten terminou a composição de Sete Sonetos de Michelangelo em 1940, para Peter Pears, quando ambos viviam em Nova Iorque. Jonas Kaufmann também já os cantou.
O Soneto XXIV (Spirto ben nato) é o último do ciclo e traduz muito bem a sensualidade e a intensidade emocional dos "poemas de amor" de Michelangelo, tal como um outro dedicado a Tommaso de’ Cavalieri que termina assim:
Se vint’ e pres’ i’ debb’esser beato,
Maraviglia non è se, nud’ e solo,
Resto prigion d’un Cavalier armato.
Se, derrotado e cativo, sou afortunado,
Não é estranho que, indefeso e só,
Fique refém de um Cavaleiro armado.



Spirto ben nato, in cui si specchia e vede
Nelle tue belle membra oneste e care
Quante natura e 'l ciel tra no' può fare,
Quand'a null'altra suo bell'opra cede;
Spirto leggiadro, in cui si spera e crede
Dentro, come di fuor nel viso appare,
Amor, pietà, mercè, cose sì rare,
Che ma’furn’in beltà con tanta fede;
L’amor mi prende e la beltà mi lega;
La pietà, la mercè con dolci sguardi
Ferma speranz’al cor par che ne doni.
Qual uso o qual governo al mondo niega,
Qual crudeltà per tempo, o qual più tardi,
C’a sì bel viso morte non perdoni?

Noble spirit, in whom is reflected,
And in whose beautiful limbs, honest and dear, one can see
All that nature and heaven can achieve within us,
Excelling any other work of beauty;
Graceful spirit, within whom one hopes and believes
Dwell - as they outwardly appear in your face -
Love, pity, mercy, things so rare
And never found in beauty so truly;
Love takes me captive, and beauty binds me;
Pity and mercy with sweet glances
Fill my heart with strong hope.
What law or power in the world,
What cruelty of this time or of a time to come,
Could keep Death from sparing such a lovely face?

(Tradução para Inglês encontrada no YouTube)

20.12.11

O Vinho da Festa de São Martinho

Até dá vontade de ir já a Madrid para ver o resultado ao vivo. Elisa Mora conta como decorreu o processo de restauro do quadro de Bruegel, o Velho. Um trabalho fascinante.