Na estreia foi assim:
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18.5.14
16.5.14
Ainda La Gioconda #1
| (No FB do Teatro de São Carlos há mais) |
E a segunda noite foi mais um sucesso estrondoso, com uma Elisabete Matos arrebatadora.
14.5.14
La Gioconda em São Carlos
| Foto de ensaio (©) |
Uma breve nota sobre "La Gioconda" que ontem estreou em São Carlos: um sucesso estrondoso, como se esperava. Elisabete Matos esteve deslumbrante, num papel que parece ter sido talhado para ela. Desde o início, ela É Gioconda. E no IV acto, com um suicidio que traz a casa abaixo, consegue ultrapassar-se a si própria e é sublime. Porém, há um pequeno momento que é da mais pura filigrana: o seu Enzo adorato, ah, come t'amo! Inesquecível.
Parabéns a todos, orquestra, coro, maestro e restantes solistas, pelo feito notável de terem conseguido montar esta ópera com tão pouco tempo de ensaios.
Os mais renitentes à apresentação de óperas em versão de concerto que se cuidem. É que cantores de um certo calibre conseguem transmitir mais emoção cenicamente numa versão como esta do que muitos em versões encenadas.
8.5.14
8.11.12
La Gioconda em Roma
| Elisabete Matos, Ekaterina Semenchuk e Aquiles Machado |
Roma é eterna. Já correu muita água sob as pontes que atravessam o Tibre desde que o vi nos últimos dias de Outubro, mas as pedras da Roma imperial lá estarão a contar a História de sempre e Santa Teresa continuará em êxtase. As cúpulas erguem-se imponentes, poderosas, cobrindo as pinturas e as talhas mais assombrosas que olhos humanos possam admirar. As cores de Roma, as praças de Roma, as fontes de Roma, os pinheiros de Roma, as esculturas de Michelangelo nas igrejas de Roma, Roma.
Havia quase vinte anos que não se ouvia "La Gioconda" em Roma. A última Gioconda tinha sido Ghena Dimitrova; agora foi a vez de Elisabete Matos, que já antes cantara o papel em Tóquio, aí interpretar a personagem da cantora de Veneza que se suicida para não cair nas mãos do pérfido Barnaba. Ponchielli compôs a música para o libreto de Tobia Gorrio (pseudónimo de Arrigo Boito) baseado numa obra de Victor Hugo. A sinopse pode ser lida aqui.
Madre! Enzo adorato! Ah come t'amo!
Como convém, a acção desenrola-se num crescendo dramático de grande intensidade, com uma descontracção visual pelo meio, característica da Grande Ópera à francesa - a Dança das Horas -, culminando no IV acto com o anúncio do suicídio por Gioconda e, finalmente, a sua morte.
Talvez deva começar por dizer que o espectáculo, no seu todo, foi um sucesso enorme. A encenação de Pier Luigi Pizzi é tradicional, com cenografia e guarda-roupa simples e pouco aparatosos, mas eficazes e evocativos das pontes, das gôndolas e das festas da Veneza do século XVII. A orquestra, dirigida por Roberto Abbado, sobrinho de Claudio, soou sempre muito bem, afinada e certinha. No entanto, uma ópera como "La Gioconda", que anuncia o verismo, parece-me pedir uma leitura menos rígida e um pouco mais de emoção.
Tive a oportunidade de assistir a duas das quatro récitas do elenco principal, que se apresentou muito equilibrado e com cantores de grande nível. Elisabetta Fiorillo, no papel de La Cieca, tem uma voz de contralto profunda e enorme; Ekaterina Semenchuk, mezzo-soprano russa, dispõe de um timbre quente e penetrante e compôs uma belíssima Laura; Roberto Scandiuzzi, um baixo de voz nobre, com vários Filippo II e Boris Godunov no currículo, é um Alvise imponente; o barítono Claudio Sgura foi o vil Barnaba, impressionante tanto vocal como cenicamente; Aquiles Machado pode não ter o tipo de voz ideal para interpretar Enzo Grimaldo, mas vestiu muito bem a personagem e esteve em grande forma; dos papéis secundários, destaque para Enrico Iori - que foi Filippo II no "Don Carlo" de Lisboa - como Zuane.
Terminemos em grande, com a nossa Gioconda, porque é um privilégio ver e ouvir Elisabete Matos num dos papéis maiores do reportório de soprano dramático. A Gioconda exige uma cantora que detenha graves potentes, agudos cintilantes e um registo médio seguro. Em troca, oferece-lhe dificuldades técnicas várias, principalmente no IV acto. E foi aqui que Elisabete Matos conseguiu exceder-se a si própria. Depois de um Suicidio arrepiante, deu-nos mais uma série de momentos brilhantes na cena com Enzo e Laura (imagem no topo) e assim continuou, crescendo até ao encontro final com Barnaba (Ora posso morir).
Volesti il mio corpo, demon maledetto? E il corpo ti do!
(Si trafigge nel cuore col pugnale.)
Numa época em que pairam nuvens negras sobre os teatros (as de lá menos negras que as nossas) e em que o futuro se mostra incerto, e tendo em conta que não haverá dinheiro para grandes produções no Teatro de São Carlos, se me deixassem mandar, esta Gioconda viria a Lisboa, nem que fosse em versão de concerto.
20.10.12
La Gioconda
A estreia será já no próximo dia 23 e as récitas seguintes virão a 25, 28 e 30 de Outubro. No palco, com Elisabete Matos, estarão Ekaterina Semenchuk (Laura), Roberto Scandiuzzi (Alvise), Elisabetta Fiorillo (La Cieca), Aquiles Machado (Enzo adorato), Claudio Sgura (Barnaba), Enrico Iori (Zuane) e outros. A encenação é de Pier Luigi Pizzi e o maestro é Roberto Abbado.
23.8.11
Cielo e mar
Informa-nos o Intermezzo que Jonas Kaufmann vai ser submetido a uma cirurgia para extrair um nódulo no peito. Desejamos-lhe que tudo corra bem e que tenha uma rápida recuperação.
Cielo e mar, ainda há poucos dias na Waldbühne, em Berlim:
4.8.10
VI Festival de Ópera de Óbidos
Está aí, com uma récita de "O Barbeiro de Sevilha" e outra de "La Bohème" (ambas na Cerca do Castelo).
A encerrar o evento, a 21 de Agosto, um concerto com Elisabete Matos e este programa:
Primeira parte
Georges Bizet - Carmen, Abertura
Georges Bizet - Carmen, “L’amour est un oiseau rebelle”
Giuseppe Verdi - La Forza del Destino, abertura
Giuseppe Verdi - La Forza del Destino, “Pace, pace mio Dio”
Giuseppe Verdi - Nabucco, “Va pensiero”
Giuseppe Verdi - MacBeth, “Ambizioso spirto... Vieni t’affretta”
Pietro Mascagni - Cavalleria Rusticana, Intermezzo
Pietro Mascagni - Cavalleria Rusticana, “Inneggiamo, il Signor non è
morto”
Segunda parte
Giacomo Puccini - Suor Angelica, Intermezzo
Giacomo Puccini - Tosca, “Vissi d’arte”
Amilcare Ponchielli - Gioconda, “Suicidio!”
Giacomo Puccini - Manon Lescaut, Intermezzo
Giacomo Puccini - Edgar, “Addio mio dolce amor”
Giacomo Puccini - Turandot, “In questa reggia”
Elisabete Matos, soprano
Orquestra do Norte
Coro da Orquestra do Norte
Jose Miguel Pérez Sierra, maestro
Será no Braço do Bom Sucesso, aonde se chega do seguinte modo:
Pode adquirir o seu bilhete online.
Elisabete Matos na cena final de "La Gioconda", de Ponchielli, em Tóquio (2009):
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