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sábado, dezembro 27, 2014

BES-Angola, como me abotoei com dezenas de milhões? "isso é assunto do meu foro pessoal"

Os accionistas angolanos do BES-Angola, com os recorrentes Generais do regime à cabeça, disseram ao Expresso que querem que Álvaro Sobrinho revele para onde foram os créditos "desaparecidos" de 5,7 mil milhões de dólares. Há muitas dúvidas sobre a Akoya, entidade gestora de fortunas, com sede na Suíça, de que Sobrinho é sócio e Ricardo Salgado era cliente. A sociedade estava no centro das suspeitas de branqueamento de capitais no caso Monte Branco". O ex-presidente do BESA falou na Comissão de Inquérito do Parlamento, mas não disse grande coisa...

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e do meio do "não sabe nada" saiu a declaração mais bombástica: "o dinheiro emprestado pelo BES ao BESA nunca saiu de Portugal". Nunca saiu? a deputada Mariana Mortágua no diário que faz para acompanhar a Comissão de Inquérito ao BES aprofunda a questão: "Fugindo ao detalhe que a questão exigia, Sobrinho explicou que os 3.300 milhões de Euros emprestados ao banco angolano que geriu até 2012 estavam em Portugal por duas vias:
1. Porque 1500 milhões foram para o BESA comprar, em 2008, obrigações do tesouro angolano. O Estado angolano depositou o valor da venda numa conta em Portugal;
2. Porque o BESA prestou uma espécie de garantias aos importadores angolanos de produtos exportados a partir de Portugal e que, quando os importadores falharam, o BESA teve de respeitar essas garantias pagando, sem receber, essas verbas ao banco dos exportadores, quase sempre o BES. Vamos explorar aquilo que Sobrinho não explicou.
Angola Connection
Comecemos pelo primeiro ponto. No final de 2013, o BESA apresentava nas suas contas a exposição a títulos do governo angolano no total de 686 milhões de euros (em 2012 tinham sido 908 milhões). Mesmo que esse montante – ou até mais, como parece que acontecia – estivesse depositado em Portugal, as obrigações pertenciam, de facto, ao BESA. Essas obrigações eram usadas, pelo BESA, como garantia para ir buscar dinheiro emprestado ao BNA (Banco Central de Angola) e assim aumentar a sua capacidade de fazer créditos em Angola. No segundo ponto, Sobrinho referiu-se aos créditos documentários – uma espécie de garantia de pagamento ao exportador, usada quando não existe uma relação de confiança com o importador. Através destas operações o importador pede ao seu banco (no caso um comprador angolano que recorria ao BESA) que garanta perante o banco do exportador (um vendedor português, cliente do BES) que aquilo que está a comprar vai ser pago.

O que Sobrinho veio dizer é que uma grande parte do dinheiro emprestado pelo BES ao BESA serviu para o banco angolano pagar a exportadores portugueses e, assim, teria ficado em Portugal. Aceitando como verdade que todo o dinheiro que não tinha servido para comprar obrigações estava neste tipo de garantias, o BESA substituiu importadores angolanos incumpridores num montante não distante de 2.600 milhões de Euros. Para se perceber o exagero deste número temos de nos socorrer, novamente, das contas do BESA. A maior exposição do BESA em créditos documentário foi reportada no balanço de 2013. Era de 372 milhões de euros. Embora o balanço seja apenas uma fotografia em final de ano (ou seja, não mostra as operações que se fizeram ao longo do ano) é muito difícil conceber que uma carteira de créditos documentários desta ordem desse origem a perdas de 2.600 milhões de Euros. E se, de facto, deu, então temos de perguntar por que é que as provisões para créditos de cobrança duvidosa nunca atingiram valores superiores a 400 milhões de euros.

De qualquer das formas, seja a tese mentira – e o dinheiro tenha ido para outros lados, ou verdade – e a incompetente distribuição de crédito tenha gerado perdas deste montante o dinheiro foi sempre concedido a partir de Angola (se o gastaram, ou não, a importar de Portugal, ou o colocaram em offshores é irrelevante para esta história). Incompetência ou na mentira, ou uma combinação de ambas. O problema não é ter emprestado dinheiro a Angola. É ele ter sido gasto de forma potencialmente danosa e fraudulenta. A lista dos empréstimos abrangidos pela garantia do governo de Angola é, assim, uma peça fundamental para trazer a esta comissão de inquérito a verdade que Sobrinho não lhe dispensou". (Transcrição integral do blogue Disto Tudo, 23 de Dezembro)
relacionado

"Uma das principais causas da crise do BES resulta da concessão de empréstimos a dirigentes políticos angolanos da esfera do presidente Eduardfo dos Santos, numa lista interminável encabeçada por um crédito de 800 milhões autorizado a Marta dos Santos, irmã do presidente. Com este dinheiro, Marta dos Santos financia um empreendimento imobiliário em Talatona, que leva a cabo em parceria com o construtor José Guilherme... o tal que deu uma prenda de 14 milhões a Ricardo Salgado"

segunda-feira, dezembro 15, 2014

tamo bué de contente que nosso presidente compra a Tuga toda com o dinheiro roubado a eles

Álvaro Sobrinho, agora filantropo, elabora o seu curriculo (no original em inglês): "Comecei a minha carreira no Banco Espírito Santo Angola (BESA), trabalhando para me tornar o CEO e presidente do banco, durante uma década de júbilo ao leme durante a rápida ascensão da economia angolana. Durante o tempo do meu exercício, o BESA viu o seu lucro líquido subir de 3,2 milhões de dólares para cerca de 339 mil milhões e aumentou a concessão de crédito de 21 milhões para 5 mil milhões, e (1), como tal, fomos vencedores dos prémios "Melhor Banco de Angola" concedidos pelo World Finance e pela revista "Global Finance". Tendo estado fortemente envolvido no sector financeiro, em 2013 juntei-me como presidente executivo ao emergente "Banco Valor", que tem neste momento a mais rápido crescimento em Angola e - na minha opinião - é o banco mais ambicioso na região (...) Além dos meus interesses empresariais, encontro-me envolvido em várias e maravilhosas organizações de filantropia e caridade, particularmente nas áreas da ciência, educação e desenvolvimento juvenil." - no seu site Álvaro Sobrinho define-se como "homem de negócios" dedicado à filantropia em Àfrica. Desde 2012 patrocina o "Duke of Edinburgh International Award", fazendo companhia a Bill Gates na ajuda às gentes africanas, em particular em Luanda onde é o mecenas dos "Meninos de Mussulo" (alvaro-sobrinho.com) 
(1) Como é sabido, a quase totalidade dos empréstimos concedidos em Angola pela "jubilosa gestão de Sobrinho" num valor de quase a totalidade do crédito concedido nesse último ano pelo BESA veio a verificar-se ser fraudulenta, "dinheiro entregue a destinatários que não existem".

Álvaro Sobrinho nem sequer foi ouvido na "investigação"
Na Comissão de Inquérito que decorre no Parlamento português a deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, quis saber porque não foi constituída uma garantia antes de 2013, uma vez que a situação de grandes volumes de crédito mal parado tinha sido já detetada em 2012 nas contas do BES-Angola que eram auditadas pela KPMG Angola. Só em 2013 foi feita a reavaliação das hipotecas dadas como garantia a esses créditos centrados no sector imobiliário, que levou à concessão da garantia pessoal de Luanda negociada directamente entre Ricardo Salgado e o presidente angolano José Eduardo dos Santos. As perdas relativas a Angola aproximam-se do valor da recapitalização feita através do Fundo de Resolução do BES, 4900 milhões de euros, ali colocados pelo Estado Português. Só depois de decidida a Resolução do BES é que Angola revogou a garantia (1) e as perdas foram assumidas na sua totalidade pelo banco mau. O crédito concedido pelo BES à filial angolana foi transferido para o Novo Banco a preço zero. Por sua vez o Novo Banco receberá o crédito mal parado em Angola (se vier a receber)  nas seguintes condições ditadas por Angola: 80% do capital emprestado, 2,8 mil milhões, "desaparecem" e os 20% remanescentes serão pagos em duas vezes, a 1ª tranche de 333 milhões é reduzida a capital do (BESA) agora renomeado em Angola por "Banco Económico" dentro de 18 meses; a 2ª tranche se 332 milhões será paga a 10 anos podendo ser reconvertida em capital do banco angolano, o que lhe dará uma participação de 9,9%, ou seja a não ter direito a nada no que toca a intervenção no Conselho de Administração. Entretanto o "Banco Económico (BESA)" já foi recapitalizado com novos acionistas angolanos, à revelia do BES o qual foi impedido de participar na Assembleia Geral de accionistas que ditou as condições. Enquanto isso (1), o fiador dos investimentos, o presidente Eduardo dos Santos, tinha-se posto ao fresco...
Como é sabido, em Portugal a "Auditoria Forense" não encontrou o rasto dos milhões (e mesmo que encontrasse, o Banco de Portugal apressou-se a informar que não os divulgaria) - o dinheiro saiu para a Suiça através da Eurofin e Ricardo Salgado só tinha uma conta no BES de 180 mil euros. Esta trama ao mais alto nivel deixa subentendido ser mais que certo ser «o mexilhão que vai pagar o calote da elite angolana». Para a caída do pano está guardado o facto  dos fundos financeiros internacionais lesados pela manigância da divisão do BES em dois avançarem para o tribunal europeu contra a chamada "Resolução do BES" cujo Fundo de Resolução não tem dinheiro


quarta-feira, dezembro 10, 2014

Cavaco afirma que matérias tratadas com Salgado "são reservadas"

O presidente Anibal da República escusou-se hoje a relevar que informações obteve nas suas reuniões com o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, afirmando que as matérias tratadas em todas as suas audiências são reservadas (...) nunca revelei aquilo que se passa nas reuniões, quer com políticos, quer com sindicalistas, quer com cientistas, quer com empresários". Ponto. Ora, ora, então com a máfia ao mais alto nivel é que nunca me iriam arrancar uma palavra, nem que fosse levado a passear para Juarez e torturado pela CIA. (em directo do México) ... ou seja, o Cavaco é uma puta virgem cuja subida ao trono foi financiada pelo BES 
(salvaguardado o respeitinho devido ao excelentíssimo dinossauro)
Na verdade existe um complot de partilha do espaço económico luso-angolano entre as mais altas esferas dos dois Estados, Portugal e Angola, um esquema liderado pelas duas máfias que usurparam os dois governos e têm garantido a miséria dos dois povos em beneficio das extirpes milionárias da nova ordem mundial. Como aqui e aqui se disse, o principio da crise do BES deve-se à golpada perpretada no BES-Angola.  É verdade o que disse ontem o banqueiro Ricciardi, as diversas facções na disputa pela hegemonia do roubo e saque aos dois povos, compram as noticias nod jornais a publicar no dia seguinte.  "Banqueiros, gestores e políticos dos mais diversos quadrantes foram referenciados na investigação à rede de lavagem de dinheiro (Operação Monte Branco). Em 2012 os jornais divulgaram diversos nomes de alegados suspeitos, escutados e clientes da rede de lavagem de dinheiro. Ana Bruno, administradora do Sol (propriedade de uma empresa-fantasma angolana) foi dada como tendo ligações ao cabecilha de um dos esquemas de branqueamento. Passaram dois anos e não aconteceu nada em termos de criminalização. Bom, na verdade aconteceu, a empresa do grupo Espirito Santo Escom (negociante de armas e correlativos) foi "vendida" a angolanos que pagaram 15% do contratado mas que a seguir questionaram o valor e nunca mais pagaram nada, e a Escom por lá anda com os mesmos administradores que tinha em Portugal não se sabe em que condições nem a fazer o quê... e v eem à baila o facto de Durão Barroso ter sido consultor do BES em Washington como padrinho das guerras do Império. Noutro esquema similar a tal empresa fantasma angolana, a Newshold, acrescentou ao semanário SOL a propriedade do jornal I, do pasquim Correio da Manhã e do Jornal de Negócios, manifestando ainda interesse na privatização da RTP, o que significa que a luta no bas-fond continua. E que ler jornais e ver televisão é cada vez mais uma trampa. Tanto mais que também em 2012 se tinha descoberto que o dono da Newshold é afinal Álvaro Sobrinho, o ex-administrador do BES-Angola que anda por aí à solta sendo responsável pela golpada dos "empréstimos" de 4,5 mil milhões de euros não se sabe a quem, mas com o aval do presidente de Angola, cuja palavra-des-honra vale tanto como o sacudir de água do capote de Cavaco Silva para consumo dos jornais e televisões. Áh, é verdade, todos os envolvidos nestes crimes, se é que há crimes (!), negam qualquer envolvimento.

domingo, novembro 09, 2014

o Coro da Gulbenkian comemora 50 anos

ao menos que dos dinheiros extraidos dos poços off-shore de petróleo, (de Angola por exemplo) se retire uns trocos para disfarçar com alguma coisa que pareça menos mal a desgraça alheia

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sábado, setembro 27, 2014

a Morte de mais um Palhaço

Inicialmente, na década de 60 os Manfred Mann já clamavam "Ah,ah, diz o Palhaço"; finalmente uma canção d`The Kinks" abate metaforicamente a risota. Quer dizer, já há duas gerações que os palhaços estão desmascarados, falta só a vontade politica da maioria dos espectadores defraudados para acabar com o circo.
Cavaco Silva: “a informação que me foi dada é que ele [primeiro-ministro] respondeu a todas as questões e prestou todos os esclarecimentos e no local próprio, que é a Assembleia da República (…) há limites à especulação dos meios de comunicação social, o Presidente não se guia pela agenda mediática." concluiu a mais alta múmia da nação, recusando comentar o caso Tecnoforma ou as questões relacionadas com os montantes que Pedro Passos Coelho terá recebido para suportar despesas de representação do CPC. Ora o CPC tinha o mesmo domicilio legal no mesmissimo escritório da Tecnoforma. As cópias das facturas que Passos Coelho entregou para ser reembolsado desapareceram. Mas a carta à AR a pedir os 60 mil euros da exclusividade como deputado existe (1).  O advogado da Tecnoforma não sabe quanto é que a empresa dava à ONG de Passos, mas o mesmo advogado diz que vai processar um jornal e o ministro que anda a bufar falsidades. Acontece porém que um antigo director-geral da Tecnoforma afirma que na organização existia uma companhia offshore que servia para depositar milhões de dólares vindos de Angola. "Funcionou como um saco azul" disse Luis Brito ao Expresso. Mais um para ser processado judicialmente. Mas na Tecnoforma, cuja objecto social foi sacar fundos para promover o Coelho até onde ele chegou (2), o actual primeiro ministro não auferiu salário, sobreviveu a comer cenouras (3). Tarefa concluida deram a Tecnoforma como falida, quer dizer, insolvência deliberada. A Tecnoforma tem atualmente 124 credores, entre eles o BES (4). Conta o mesmo Expresso: naqueles últimos dias antes de Passos ser eleito (5), “a sede do PSD é um reboliço. As entradas e saídas são tão frequentes que deixaram de poder passar despercebidas à pacata vizinhança. No palacete de São Caetano à Lapa entram banqueiros, embaixadores, deputados e jornalistas. Caras conhecidas, muita pompa de motoristas, que fazem rasantes às paredes do pátio, para encontrar uma nesga de estacionamento entre as altas cilindradas que se apinham. Dia após dia, em tom de nervoso miudinho. É óbvio que se cozinham ali muitas hipóteses de futuro para o país” – ora, para o Expresso, que é o órgão oficial do Clube Bilderberg para o protectorado português, ajudar à festança que é o actual streap-tease da canalha deste governo, é porque a sua missão está dada como concluída, esgotada, tornou-se urgente para a cáfila que manobra nos bastidores (6) preparar o senhor que se segue. Outro bonzo que não altere coisa alguma do que agora se acabou de fazer. Pela sensibilidade enganosa do povo, parece que vão apostar num dos “Antónios” (7) do Partido dito Socialista.


(1) Passos foi consultor da Tecnoforma enquanto esteve em exclusividade no Parlamento 


(4) Tecnoforma pediu insolvência em 2012, o que é contestado em Tribunal 
(6) Último patrão de Passos: se ele quiser voltar tem as portas escancaradas
(8) links para as canções do preâmbulo por cortesia do camarada João Manuel Ribeiro
 
 "Optei por curso de Economia enquanto TRABALHAVA na TECNOFORMA". Escrito pelo punho de Pedro Passos Coelho no seu livro "Mudar

terça-feira, setembro 02, 2014

o BES-Angola é um Banco Bom ou um Banco Mau?

não sabemos, porque o BESA, embora criado com capitais supostamente portugueses, está fora da jurisdição nacional portuguesa. 

Certo, certo, é que se o BES-Angola não pagar os supostos 3 Mil Milhões que deve é o Banco Mau que perde. E credores e accionistas recebem Zero.
E os credores, como se verá mais à frente, são afinal apenas um: é o "Banco Bom" português,  o que "é nosso", segundo a lógica da batata capitalista, dos contribuintes portugueses que serão obrigados a responsabilizar-se e ter orgulho pelas coisas boas da nossa banca comercial de investimento fora do interesse nacional.

desde o colapso da bolha das Dotcom no ano 2000, até à crise dos Subprime, passando pela crise Energética (a invasão do Iraque pelo petróleo), pela actual crise das Dívidas Soberanas e do novissimo colapso do Banco BES, as empresas portuguesas mais valiosas cotadas na Bolsa de Lisboa perderam 3,7 mil milhões em pouco mais de uma década. E desde 1974 o Banco de Portugal delapidou 483,5 toneladas de ouro das suas reservas, ouro que chegou a valer 6,5 vezes mais do que no período compreendido entre 2001 e 2009, data a partir da qual o actual vice-governador do BCE Vitor Constâncio o começou a transferir ao desbarato, trocando-o por swaps e afins. Ouro vendado que a preços de hoje teria um valor de 17 mil milhões.

A crise financeira que estourou em Portugal no passado dia um de Agosto, com a bancarrota do Banco Espírito Santo (BES), teve o condão de calar todos os nossos economistas, os quais perderam totalmente a coragem de avaliar o quadro político, económico, financeiro e social dramático onde está a mergulhar a sociedade portuguesa.

terça-feira, agosto 12, 2014

"Espiritos Santo: uma Quadrilha de Bandidos à Solta" (II)

“Enquanto o BES estrebuchava, a defunta administração ainda teve tempo de transferir três mil milhões de euros para o BES-Angola (BESA), também em iminência de falência, verba colossal que foi para ali transferida por Ricardo Salgado, na esperança de sacar ao presidente de Angola José Eduardo dos Santos o prometido mas nunca concretizado empréstimo de 5,9 mil milhões de euros, verba que, após a falência do BES de Lisboa, serviu para Dos Santos comprar o BESA, por apenas 2,9 mil milhões de euros, pois o quadrilheiro Salgado já havia enviado para Luanda a quantia de três mil milhões de euros (5,9 mm – 3 mm = 2,9 mm). A família de José Eduardo dos Santos é agora maioritária no capital do BES Angola. No negócio entre ladrões, o mais esperto é o que a final leva a melhor: e aqui, no caso do BES Angola, o ladrão mais esperto foi o angolano, que comprou, por 2,9 mil milhões de euros, um banco que tinha acabado de ver reforçado o seu capital com mais três mil milhões…(Luta Popular).

Entretanto, a somar à emissão de 1,4 mil milhões de euros em novas acções do moribundo BES autorizada pelo regulador Carlos Tavares, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, cujo valor social se volatilizou em dois dias... e depois do Banco Central Europeu ter fechado a torneira da liquidez e ainda antes da decisão do resgate com dinheiro do Estado, o Banco de Portugal emprestou 3.500 milhões ao BES... precisamente o mesmo valor que o BES havia declarado de prejuizo no exercicio anterior.... (fonte)

“Banco Espirito Santo, a história Angolana”, segunda parte do artigo publicado na Revista Forbes
O Banco Nacional de Angola (BNA), na sua qualidade de Banco Central funciona como emissor de moeda (irrelevante e condicionada pelos créditos e obrigações internacionais), pode optar por levar mais tempo para tomar medidas sobre o BESA. Mas o resultado deve realmente ser o mesmo que o que se passa no BES em Portugal. Os bons empréstimos vão formar o núcleo do banco reestruturado; os maus acabarão por ser liquidados e vendidos. Se o o dinheiro dos contribuintes tiver de recapitalizar o banco, que acontecerá aos accionistas existentes? O ideal seria que os investimentos dos actuais accionistas fossem completamente destruídos, deixando ao sector público a injecção de novos capitais como um prelúdio para vender o banco de volta para o sector privado. Mas não é assim que funciona em Angola. É improvável que alguém vá permitir que os accionistas angolanos existentes possam ser apagados – das mais variadas formas, eles são o "sector público".

Angola é um Estado de partido único da linha a imitar o comunismo herdado do capitalismo de Estado da ex-URSS - o Estado é dono de tudo, ou melhor -, na verdade – são os indivíduos dominantes no aparelho de Estado quem zela pelo nepotismo do aparelho de Estado . Então, praticamente tudo em Angola é de propriedade directa ou indirectamente da camarilha presidencial - a família dos Santos, o vice-presidente Manuel Vicente, o chefe do serviço de informações militar o general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior (que dá pelo apelido de Kopelipa) e o general Leopoldino Fragoso do Nascimento, mais conhecido como Dino – o BESA não é excepção a este regime. Este gráfico indica a extensão e complexidade dos interesses comerciais de Isabel dos Santos (de www cabinda.net.):
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Outros colunistas da Forbes têm feito investigação considerável sobre os interesses das empresas de Isabel dos Santos, por isso não é necessário entrar em mais detalhes aqui. Basta dizer que ela possui participações directas ou indirectas em muitos dos bancos de Angola e importantes e controversas ligações com a indústria de diamantes de Angola. Tem também vários outros investimentos angolanos, incluindo uma participação na empresa petrolífera estatal Sonangol - a empresa que adquiriu a Escom da holding do BES-Rioforte em 2011, mas que nunca foi totalmente paga: o montante não pago está na contabilidade do BES (agora no "banco ruim"), contabilizado como prejuizo do famoso crédito de 4,2 mil milhões concedido pelo BESA mas cujo rasto se desconhece.  

o BES é uma pequena parte da rede
Isabel parece funcionar sózinha, mas na realidade funciona como uma fachada do pai. Os outros três caçam de forma associativa. Rafael Marques descreve-os como o "triunvirato" que rege a política angolana - e quem governa a política angolana, governa Angola. Citando Rafael Marques: “Sectores-chave, como o petróleo, telecomunicações, banca, comunicação social e diamantes fazem parte do império empresarial construído por números enormes. As empresas envolvidas incluem a Movicel, Biocom, Banco Espírito Santo Angola, Nazaki Oil & Gás, o Media Nova, World Wide Capital e a Lumanhe”. Os leitores norte-americanos podem também estar interessados em saber que através da Nazaki, todas as três participações detidas pela empresa de exploração de petróleo “Cobalt Internacional Energy Inc.” actualmente enfrentam acções de execução judicial por parte do regulador (SEC) por práticas de corrupção nas suas operações angolanas.

Como é que a camarilha Presidencial chegou a proprietária do BESA? Bem, não é exactamente claro. Em Dezembro de 2009, o BES vendeu uma participação de 24% no BESA à “Portmill Investimentos e Telecomunicações de Angola” - a Portmill foi originalmente de propriedade do triunvirato, mas em Junho de 2009, eles tinham vendido as suas participações ao tenente-coronel Leonardo Lidinikeni, director da equipe de segurança do presidente e um subordinado directo de Kopelipa. Como Lidinikeni arranjou o dinheiro para fazer esta jogada é uma questão de conjectura...

... sendo certo que foi Ricardo Espirito Santo Salgado quem intermediou a transação: Rafael Marques sugere que o BESA pode ter-lhe concedido um empréstimo, seja directamente a ele ou ao triunvirato. Se assim foi, então a sua propriedade é fraudulenta. Mas, mesmo que a sua propriedade tenha sido legitimamente financiada por outras fontes, é difícil acreditar que o triunvirato não reteve o controle efectivo, provavelmente por obrigações de dívida não reveladas. A propriedade nominal pode estar em nome de Lidinikeni, mas a posse desse activo beneficia certamente o triunvirato. Mais de 19% do BESA é de propriedade do Grupo Geni, onde alegadamente a filha do presidente Isabel dos Santos é proprietária de uma parte. Ela nega possuir acções na Geni, mas isso não significa necessariamente que ela não detenha o seu controlo: Isabel dos Santos é conhecida por usar os seus familiares e colaboradores mais próximos para disfarçar o seu envolvimento pessoal em algumas de suas empresas. Novamente, foi o BES quem lhe concedeu o capital para o jogo, embora isso remonte a meados de 2004. Assim, 43% do BESA podem ser de propriedade ou controlados pela camarilha presidencial. Acabar com a participação de um Banco Português no BESA é uma coisa. Mas acabar com as participações da camarilha presidencial é outra coisa completamente diferente”. Os interesses da camarilha presidencial em BESA provavelmente serão protegidos. E os seus empréstimos também. Será que alguém realmente acha que aos "conselheiros" nomeados para promover a auditoria ao BESA será permitido rasgar a rede incestuosa dos empréstimos políticos e investimentos que unem não só o sistema bancário angolano, mas todos as suas grandes indústrias? Dificilmente. Os créditos concedidos vão sobreviver, assim como os bens adquiridos pelos seus proprietários. Será o povo angolano, por mais chocantemente pobre que seja, quem vai pagar os prejuizos.

foi vc que falou em ministros, governo e oposição?
Mas há ainda uma característica interessante para este conto. De acordo com Rafael Marques, a venda de parte da participação do BES à Portmill em 2011 foi feita ilegalmente, mesmo pelos padrões angolanos. Desde então, o banco tem de facto sido usado para a lavagem de dinheiro roubado ao Estado angolano pelo seu exército de corruptos. Ricardo Salgado está agora sob investigação pela polícia portuguesa por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão fiscal centrada na gestora de recursos suíça Akoya, de que o ex-administrador do BES-Angola, Álvaro Sobrinho, é membro do conselho administrativo. Sobrinho, quando ainda administrador do BESA, foi alvo de uma investigação de lavagem de dinheiro inconclusiva em 2011. A terminar, a revista Forbes, que mede o património dos ricos a nivel mundial, é optimista: “que tal investigação não seja susceptível de ocorrer no lado angolano é claro, mas talvez algumas personalidades nesta teia de mentiras e corrupção possam eventualmente ser levadas à justiça”.

segunda-feira, agosto 11, 2014

“Banco Espirito Santo, a história Angolana”, primeira parte do artigo publicado na Revista Forbes

Como se não bastasse ter prostrado aos joelhos de um conglomerado de propriedade familiar corrupto o maior banco comercial português (BES), o Estado português terá de enfrentar agora perdas adicionais devido ao fracasso da subsidiária angolana BESA

O BES detém 55% do segundo maior banco de Angola, o BES-Angola (BESA). Nos últimos anos, o BESA tornou-se extremamente dependente do BES para o financiamento por causa da sua relação extraordinariamente elevada do ratio de empréstimos /depósito numa carteira de crédito que se tem vindo a deteriorar. Quando o império ESG ruiu , o BES não tinha apenas uma participação, mas uma exposição creditícia ao BESA de cerca de 3 mil milhões de euros. Perante isso, o investimento Português em Angola faz sentido. Angola é produtora de petróleo e dispõem de enormes recursos em minérios e riquezas naturais, tendo experimentado um crescimento econômico acelerado nos últimos anos, apesar da sua economia recentemente ter abrandado devido à queda dos preços do petróleo. Como antiga potência colonial, Portugal tem fortes laços históricos e culturais com Angola. Mas o regime angolano é um dos mais corruptos à face da Terra e o seu povo está entre os mais pobres. Mais de 40% da população angolana vive com menos de 2 dólares por dia e a maioria têm pouco ou nenhum acesso a água canalizada, saneamento básico ou eletricidade. Mas o presidente de Angola é um dos homens mais ricos da África e sua filha mais velha, Isabel dos Santos, é a mulher mais rica da África, segundo a Forbes. Houve inúmeras alegações de que a família dos Santos enriqueceu sistematicamente a si e aos seus comparsas em detrimento do povo angolano, mas até agora não há sinais de instabilidade política e o regime parece bem entrincheirado. Fazer negócios em Angola é praticamente impossível sem o envolvimento directo de políticos do partido do governo angolano, o MPLA. Ou as empresas são "parceiras do Estado" ou não poderão funcionar e ser viáveis.

corrupção no caso BES é muito mais grave do que se imagina
o BESA é, sem dúvida, um "parceiro do Estado" de Angola, mas não porque tenha investido de forma produtiva na economia angolana - não, é porque o banco faz a sua obrigação para com os angolanos-que-são-Poder . De acordo com o jornalista de investigação Rafael Marques de Morais no site MakaAngola.org, grande parte da carteira de crédito do BESA é composta de empréstimos aos interesses políticos angolanos, muitos deles directamente ligados com a família dos Santos. Como todos os bancos angolanos, o BESA concedeu empréstimos excessivamente nos últimos anos: a sua carteira de crédito duplicou de volume entre 2010 e 2012, deixando-a com um rácio de crédito/depósitos de cerca de 200% e a qualidade da carteira de crédito tem vindo a deteriorar-se rapidamente, levantando preocupações sobre a sua solvência e liquidez. A agência estatal de notícias angolana informou em dezembro de 2013 que os acionistas concordaram com recapitalizar o banco, no montante de 500 milhões de dólares. Ao mesmo tempo, o Estado soberano de Angola avalizou até 5,7 mil milhões de empréstimos contabilizados no BESA, embora a agência noticiosa oficial não faça menção a isso. O jornal português Expresso recentemente revelou documentos que procuram mostrar que a garantia foi concedida por insistência pessoal do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, após uma reunião com Ricardo Espírito Santo Salgado, então o administrador do BES. Seria bom que se soubesse se esta foi a mesma reunião em que Salgado comunicou ao presidente a necessidade de recapitalização dos bancos (segundo as normas acordadas na União Europeia), ou se talvez a garantia tenha sido uma contrapartida para a recapitalização dos bancos. De qualquer forma, se houve ou não alguma relação entre a oferta de Salgado e a garantia do presidente de Angola, a verdade é que, no momento do incumprimento da ESG, a exposição do BES ao BESA - equidade e financiamento - estava em vigor garantida pelo Estado soberano de Angola. Seguidamente , o Banco de Portugal entrou em cena. Na sexta-feira 1 de agosto dividiu-se o BES em dois bancos, o "bom" e o "mau", nacionalizando temporariamente o banco "bom" e deixando os detentores de dívida subordinados às perdas no banco "ruim". A parte angolana de investimentos do BES manteve-se no banco "ruim". Tal situação não caiu bem em Angola. Na segunda-feira 04 de agosto, o Banco Central de Angola (BNA), colocou o BESA sob administração e revogou a garantia soberana. O "Banco ruim" do BES teve uma perda imediata de cerca de 3 mil milhões de euros, a sua participação no BESA foi destruída e a concessão de empréstimos interbancários prejudicada. É claro que a razão oficial para a apreensão de BESA pelo Banco de Angola foi a carteira de crédito se ter deteriorado. Mas o Banco de Angola sabia disso por muito bom tempo. Por que esperou até ao dia 4 de Agosto para agir?

Uma razão pode ser a relação entre os dois Estados soberanos (!). O governo angolano concedeu uma garantia ao BESA que não foi explicitamente retribuída pelo Governo Português. Mas o governo angolano ainda poderia ter esperado que a sua garantia significaria que o BESA acabaria por ser suportado pelos contribuintes portugueses. Ao recusar o apoio aos investimentos do BES no BESA, o Governo Português denunciou portanto o seu lado do acordo. Diplomaticamente, isso poderia ser visto como o equivalente a retirar um embaixador. A retaliação seria inevitável. Mas há uma outra explicação também, que se pensa ser mais perto da verdade. Esta garantia não foi revogada totalmente. Ela foi “repensado”. De acordo com a agência de notícias angolana, o BNA irá injectar 5 mil milhões de dólares no BESA. Mas não está claro qual é a finalidade desse dinheiro, e o website do Banco de Angola não é esclarecedor. É o Banco Central que vai emprestar ao BESA ou vai recapitalizá-lo? O BNA diz que os fundos públicos não serão chamados "por agora", então isso é um indicio de que se trata de um suporte de liquidez de emergência ao invés da recapitalização. De qualquer forma, a garantia soberana já não é necessária. O Banco Central de Angola já está a fornecer o financiamento para apoiar a concessão de crédito. O Banco Central vai manter o BESA à tona por este ano, quando os "conselheiros" de supervisão (que em Angola não têm nome) sugerirem como reestruturar as suas carteiras de empréstimos.  

O Banco de Portugal foi obrigdo a lidar com uma situação semelhante no BES, agindo contudo muito mais rápido: dividindo a qualidade do capital em duas porções, "o bom" e "o mau" durante um fim de semana. Embora tivesse que agir rápido para evitar o colapso desordenado do BES, uma vez que o Banco Central Europeu tinha puxado as orelhas às autoridades portuguesas sobre o financiamento do EuroSistema que superintende o funcionamento do BES.” (continua)

A 3 de Agosto, dia em que foi anunciada oficialmente a intervenção no Banco, sabe-se agora que o BCE, do qual o Governador do Banco de Portugal Carlos Costa faz parte, retirou na sexta-feira (1 de Agosto) o estatuto de contraparte ao BES, suspendendo assim o acesso do BES às operações de política monetária. Além disso, o BES, empurrado a ser intervencionado pelo Estado português ficou ainda obrigado a “reembolsar integralmente o seu crédito junto do EuroSistema, de cerca de 10 mil milhões de euros” (Público)

segunda-feira, julho 28, 2014

“Portugal deixou a PIDE colaborar com o apartheid” – declarou recentemente em entrevista o ex-inspector da policia politica fascista Óscar Cardoso.

As declarações de um pide que há-de morrer pide, valem o que valem, mas impõe-se desmascarar algumas velhas “novidades”. O conflito armado entre angolanos pela libertação do país foi um reflexo da conjuntura da guerra fria por um lado, e por outro lado do confronto ideológico entre os reformistas da URSS e os revolucionários de tendência Maoista.
Contudo, não é verdade que a Unita tenha sido só apoiada pela República Popular da China. Após a adopção da Doutrina Reagan os Estados Unidos deram prioridade à Unita na cedência de meios financeiros; e não apoiavam o MPLA porque esse movimento de libertação era "comunista" . Depois da batalha do Cuito Cuanavale (um momento alto do internacionalismo proletário) que derrotou a possibilidade de se manter o apartheid, os EUA mudam radicalmente de posição; abandonam a Unita e começam a apoiar o MPLA. Quanto ao colaboracionismo com os racistas sul-africanos, em cada região militar havia uma delegação da PIDE que interrogava os “indígenas” detidos pela tropa colonial (“os turras capturados em combate” na gíria politico militar da época), mas essa era uma actividade secundária - a principal era a presença de meios militares sul-africanos no terreno, aviões, helicópteros e quadros militares sem insignias a actuar em paralelo com as tropas portuguesas. E mais importante ainda, a África do Sul contribuia com empréstimos financeiros a fundo perdido para que Portugal pudesse servir de tampão à guerrilha da Swapo na Namibia. Quanto ao "pacto" da Unita com Portugal nunca se soube ao certo se existiu... mas só entre 1969 e 1971 os guerrilheiros de Savimbi minaram por 52 vezes colunas militares no Cuando Cubango com destruição de camiões de abastecimento... ora se isto era "colaborar" era uma colaboração violenta... mas, se há alguma coisa de consistente a acreditar no diz o pide, é que a colaboração é um mito da propaganda disseminada pelo Movimento Popular de Libertação de Angola.

Tanto que o ex-pide, uma vez pide, pide para sempre, vive à sombra do actual regime de Luanda e dá a aqui citada entrevista ao Jornal de Angola, precisamente o órgão oficial do partido no poder. Omitido três factos fulcrais: 1. que a “libertação” de Agostinho Neto e a subsequente “fuga” de Lisboa nos anos 60 acontece por intercedência dos Estados Unidos que pretendiam garantir alguém à frente da luta pela libertação que lhes garantisse a impunidade das suas companhias petrolíferas então já a explorar as riquezas do território 2. o massacre de dezenas de milhar de pessoas falsamente acusadas de dissidência no golpe-de-Estado de 27 de Maio de 1977, o genocídio fundador do regime, tolerado e nunca investigado pela “comunidade internacional” (tal como prontamente se exigiu na Jugoslávia, Ruanda, etc) e 3. Que o corrupto MPLA substituiu os parcos indicios de socialismo da era da guerra civil pela corrupção generalizada que mantém a maioria da população na mais negra das misérias e ignorância, apesar de ser um país riquíssimo em recursos naturais.

segunda-feira, julho 07, 2014

o banco do branqueamento de capitais da ditadura angolana

As rela­ções políticas do MPLA com o PSD ganharam visibilidade logo desde Setembro de 1991, quando Cavaco Sil­va, então de visita a Angola como primeiro-ministro participou num comício partidário do MPLA na cidade de Luena.
A subsidiária Escom do grupo BES deteve a intermediação de todos os fornecimentos de armas ao MPLA durante a guerra civil (em paralelo com o mesmo exclusivo que sempre deteve no que respeita às Forças Armadas portuguesas). Outro notável do PSD, Durão Barroso é amigo pessoal da família Eduardo dos Santos.
E estes relacionamentos têm-se casado na perfeição com as ligações do MPLA à "Internacional Socialista".

Soares, dos Santos, Cavaco, 1987
Cavaco Silva em Dezembro de 2013 afirmou que "os tribunais portugueses não podem ser usados como instrumentos de luta política em Angola”. A declaração visava repudiar as denúncias de corrupção e branqueamento de capitais feitas por cidadãos angolanos contra dirigentes angolanos, mas que envolvem empresas portuguesas e o uso de Portugal como lavandaria para o branqueamento de capitais saqueados em Angola. Na sequência dessas denúncias, a justiça portuguesa abriu vários inquéritos preliminares contra dirigentes angolanos e seus familiares suspeitos de branqueamento de capitais, fraude e outros crimes financeiros. Processos que caíram como habitualmente no arquivo "cesto dos papéis" (...) As declarações de Cavaco Silva são alarmantes porque deliberadamente procuram misturar questões de foro judicial, como são as suspeitas de branqueamento de capitais, com as de natureza meramente política (...) Os angolanos devem resolver os seus problemas políticos no seu país. Os angolanos também devem usufruir das suas riquezas no seu país. Assim, Portugal deve repatriar os fundos saqueados ao Estado angolano e depositados em bancos portugueses, investidos em empresas portuguesas e em propriedades nesse país. A Angola o que é dos angolanos! (...) Por conseguinte, as riquezas e os investimentos em nome de Manuel Vicente (Sonangol), Isabel dos Santos, general Kopelipa e outros agentes intocáveis do Estado angolano, que se acham em Portugal, devem imediatamente ser retornados a Angola, para que as suspeitas de branqueamentos de capitais sejam um problema exclusivo da justiça angolana. (Rafael Marques)

O tráfico de influências do MPLA corrompeu políticos portugueses. Estão nessa situação 27 membros de governos portugueses, onze dos quais do PS, segundo o estudo publicado no livro “Os Donos An­golanos de Portugal”. São empresas de capitais angolanos (Fi­nertec, Banco Atlântico, BAI), de maioria ango­lana (Multitel) ou filiais angolanas de empresas portuguesas (Millenium, Mota Engil) ou brasilei­ras (Camargo Correa), que incluem no seu ca­pital “parceiros locais” angolanos. (William Tonet)

"Ricardo Salgado e o seu braço-direito, Morais Pires, estarão entre os beneficiários directos do pipeline do dinheiro do BES-Angola. Segundo o Expresso, entre o final de 2009 e Julho de 2011, o BES-Angola transferiu para contas suas no Crédit Suisse mais de 27 milhões de dólares. Ambos eram clientes da Akoya, gestora de fortunas em Genebra que esteve no centro do caso Monte Branco"

As primeiras informações sobre este escândalo surgiram no contexto de denúncias feitas por Duarte Lima, após a sua prisão, acerca de um esquema de fuga ao fisco e branqueamento de capitais entre Lisboa e a Suíça, envolvendo antigos quadros do UBS ligados a Portugal na Akoya. Quando é detido em Portugal, Michel Canals, da Akoya, faz o seu primeiro contacto legal com a advogada Ana Bruno. Nesta altura, além de ser testa-de-ferro de Álvaro Sobrinho à frente da Newshold (proprietária do jornal Sol), Ana Bruno representava dezenas de empresas, onde surgem membros das famílias Champalimaud e Horta e Costa (resort Vale do Lobo, Algarve) ou Hélder Bataglia, o presidente da Escom a quem Cavaco Silva atribuiu um dia a comenda da Ordem do Infante.

A Akoya, propriedade da parceria Escom (Helder Bataglia) e o BES-Angola (Álvaro Sobrinho) surge também referenciada no processo-crime sobre tráfico de informação privilegiada na privatizações da EDP e da REN em 2011. Foram noticiados também indícios de utilização de pelo menos 15 milhões de euros em negócios conduzidos por “pessoas próximas de intervenientes nos procedimentos de privatização” (Sábado , 25.10.2012).

Também em 2012, depois das notícias sobre investigações judiciais pela compra de seis apartamentos milionários no edifício Estoril Residence, Álvaro Sobrinho sai dos órgãos do banco, substituído no lugar de chairman por Paulo Kassoma, primeiro-ministro de Angola entre 2008 e 2010. Em Abril de 2014, o site Maka Angola, de Rafael Maques, noticia “graves problemas” no BES-Angola, com um buraco de 6,5 mil milhões. Três meses depois, a notícia chega ao Expresso e o governo de Angola acciona o resgate. Em Junho, o ex-ministro socialista Manuel Pinho, vice-presidente da holding BES-África (que inclui o BES-Angola), pede a reforma antecipada a Ricardo Salgado, mediante uma indemnização de 3,5 milhões de euros" (Jorge Costa)
o presidente, a filha do presidente e o chefe da casa militar do presidente

Adenda esquizofrénica: "Ricardo Salgado acaba de receber o grau de Doutor Honoris Causa pelas mãos do Reitor do ISEG por serviços prestados à cultura, à ciência e à economia. No discurso de agradecimento, reconhecendo-se enquanto ex-emigrante, aproveitou por elogiar Mário Soares por nos anos 80 ter reaberto o país à iniciativa privada, que permitiu o regresso da família Espirito Santo a Portugal. (Diário Económico)

sábado, outubro 26, 2013

Putas, Pretos e Parcerias estratégicas

a Polícia Federal brasileira desarticulou uma rede de tráfico internacional de mulheres e emitiu um mandado de captura contra o General (dito empresário) angolano Bento dos Santos 'Kangamba', sobrinho por afinidade do Presidente de Angola... acusando-o de chefiar uma rede de tráfico de mulheres brasileiras destinadas a Angola onde eram oferecidas a clientes de alto poder económico, e a outros centros de prostituição no estrangeiro. O General é dirigente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), o mesmo partido do Presidente, e tem influência no governo através da sua mulher, uma filha de Avelino dos Santos, irmão do Presidente".

Como noticia 'O Estado de São Paulo', esta não é a primeira vez que o nome do General Kangamba aparece nas páginas dos jornais internacionais, que o dão como envolvido em casos de polícia: em França, a 14 de Junho, segundo noticiou então o jornal La Provence, a polícia alfandegária francesa apreendeu perto de 3 milhões de euros encontrados no porta-bagagens de dois Mercedes de matrícula portuguesa, e deteve cinco indivíduos, de nacionalidade portuguesa, angolana e cabo-verdiana, acusados de branqueamento de capitais e crime organizado

Kwanzas are Welcome
Na sequência, transportados em automóveis saídos de Portugal com destino ao Mónaco quatro indivíduos apresentaram-se  na esquadra de Montpellier para libertar os ocupantes detidos na primeira viatura e recuperar o dinheiro, tendo sido também detidos - "O Bento [Kangamba] explicou-me que as apostas nos casinos do Mónaco são muitos elevadas e podemos chegar a gastar oito mil euros em cinco minutos", justificou-se o angolano José Francisco (conhecido na giria como o "Chico Kamanguista”) pelas elevadas quantias transportadas. A investigação acredita que os criminosos movimentaram cerca de 45 milhões de dólares (14,7 milhões de euros) com o tráfico internacional de mulheres, nos últimos seis anos. Na parte angolana do caso, as mulheres eram aliciadas em casas nocturnas de São Paulo pelos membros da rede, que ofereciam 10 mil dólares (7.290 euros) para que elas se prostituíssem por uma semana em Angola. Nesse mesmo mês o General Bento Kangamba passou quatro dias em Barcelona, Espanha, onde o presidente Eduardo dos Santos também se encontrava em visita privada, iniciada a 26 de Junho.

Após a sua saída precipitada do principado de Mónaco, onde se encontrava com uma corte de 20 amigos, o general e dirigente do MPLA regressou a Portugal (1). Entre os documentos apreendidos ao Chico Kamanguista, a polícia francesa encontrou documentos pessoais de transacções de diamantes entre Angola, Suiça e Israel. Nessa mesma ocasião, o "General" feito à custa de milhares de estropiados pela guerra em Angola com a qual enriqueceu, foi também noticia por ter comprado uma casa no mesmo condomínio privado do internacional português Ronaldo, em Madrid. Em Portugal o sobrinho de Eduardo dos Santos é o principal patrocinador do clube de futebol Vitória de Guimarães, que aliás tem as iniciais 'B K' estampadas nas camisolas de jogo, havendo um protocolo entre este clube e o Kabuscorp campeão nacional de Angola. Apesar do mandato accionar a Interpol, as autoridades brasileiras dizem não ter a menor esperança que o acusado e um outro comparsa (Carlos Silva, funcionário de Bento Kangamba em Portugal) venham a ser detidos, obviamente, nem no seu país, nem em "paises amigos". Mas será preso caso desembarque no Brasil. Portanto, por esta banda, a Máfia angolana estará também mal de "outras parcerias alternativas" a Portugal.

(fontes: Jornal brasileiro Estadão, Diário Digital e Maka Angola)

adenda:
(1) Bento Kangamba escapou-se à detenção em França invocando imunidade diplomática... na qualidade de membro da Casa de Segurança do Presidente da República, no gabinete dirigido pelo General Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa” (ler mais)

adenda II
O General Kopelipa, não é um angolano qualquer... é o nº2 do Regime... comprou vinhas no Douro, é accionista de vários bancos e gaba-se de possuir a casa mais cara do Algarve...

sábado, outubro 12, 2013

"O coro de calúnias que mancha o democrático regime angolano envergonha Portugal"

Não fora a produção da novela a meias entre a Radio Televisão Portuguesa ao tempo supervisionada pelo ex-ministro Relvas e a Televisão Pública de Angola, nunca saberiamos que a miséria em que sobrevive mais de 90% do povo angolano não passa de uma torpe mentira. Olhando a para a qualidade dos personagens, o fausto das habitações, o glamour da moda, os looks que tresbundam a progresso... não fosse alguns sintomas da filosofia nigger dos kimbundos quando lêem uma ou outra parte do script - por exemplo, "hoje é que eu vou matar essa matumba!" - e dir-se-ia que a Angola (independente) de hoje é o melhor dos mundos

"Jornal (oficial do regime) de Angola" volta a atacar, desta vez a maçonaria nacional: os deputados João Soares e Gabriela Canavilhas são apelidados de "traficante e pianista". Em Fevereiro de 2014 realiza-se uma cimeira Portugal -Angola.

sexta-feira, outubro 11, 2013

o M"PL"A ainda é um partido irmão do P"C"P?

É preciso ser-se corrupto para reconhecer outro corrupto! o Jornal de Angola volta a atacar as "elites portuguesas ignorantes e corruptas" exigindo reciprocidade de tratamento. Enquanto estas "teimarem em não reconhecer" a representatividade de José Eduardo dos Santos e do partido no poder desde a independência, Movimento Popular de Libertação em Angola (MPLA) - ler mais

A conspiração de Nito Alves

Um jovem adolescente de 17 anos, provocatoriamente, em nome do crime fundador do regime de Angola em 1977, baptizado pelos pais com o nome de Nito Alves, encontra-se detido sem acusação formal, numa cadeia de alta segurança, sem acesso a advogado. (uma espinha cravada nos mabecos do MPLA). Está preso, sem culpa formada, só porque estampou numa camisola "Fora Dos Santos, metes nojo"

"Há ministros portugueses "gestores dos interesses angolanos" empenhados em lavar fundos financeiros que estão a ser roubados ao povo angolano e enviados para Portugal". A propósito do caso Rui Machete, o jornalista angolano Rafael Marques sugeriu que há ministros portugueses que trabalham para ser gestores dos interesses de Angola em Portugal. A questão foi deixada, no dia 8 deste mês, na SIC Notícias, onde o jornalista voltou a denunciar o regime de Luanda, como sendo uma "cleptocracia", e onde a violência e a repressão sobre o povo, são uma constante! voltando a apontar o dedo à corrupção que vai pelas aquelas elites mafiosas que sugam o povo Angolano até ao tutano. O facto de Rafael Marques ainda estar vivo, é um verdadeiro milagre... decerto graças à Comunidade Internacional que tem interesses diferentes em Angola



Desfazendo o mito dos "investimentos angolanos", que mais não são que lavagens de dinheiro

sexta-feira, setembro 27, 2013

se a chamada Economia Paralela pagasse impostos, Portugal passaria a ter um Défice de 0,85%

Um estudo agora divulgado pelo Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF) dá conta que o peso da economia paralela voltou a aumentar em 2012 para 26,74% do PIB, o equivalente a cerca de 44 mil milhões de euros, ou seja, mais de metade do valor da "ajuda" a juros da Troika. "Se nada for feito, haverá nova subida em 2013" - sugerindo o Obervatório que sejam tomadas medidas através de uma justiça mais rápida e eficaz, criminalizando o enriquecimento ilícito, advogando o combate às empresas-fantasma que declaram contabilidades fraudulentas. (ler mais)

Não se pense contudo que a economia paralela é produto de pequenos intrujões que vigarizam o Estado e a sociedade pela via da fuga ao pagamento de impostos. Não são os biscateiros, os donos de tasca ou os pequenos empresários sempre na corda bamba que fogem a passar facturas. O Estado e a Sociedade são lesados pelos grandes vigaristas que usam e sugam os bens sociais mas fogem com os capitais para fora do país para não pagar impostos (praticamente todos os cotados do PSI20) - e a esses o Estado, no seu actual estado, conhece-os bem. Convive com eles, senão está subjugado por eles. A tal ponto que em 2010 o Estado fez aprovar uma Lei especial pela qual "os contribuintes que tinham posto dinheiro ilegalmente fora do país podiam trazê-lo de volta, sem perguntas incómodas e pagando um imposto de apenas 5%", ou seja, um autêntico perdão fiscal feito à semelhança de outros perdões concedidos por anteriores governos.Um dos grandes beneficiários do golpe foi o BES, que hoje, face às múltiplas indiciações em processos judiciais, vem dizer que "está tudo regular e esclarecido"

É neste contexto, e na disputa de influências e zanga de comadres entre o maior banco transnacional sediado em Portugal e os capitais angolanos refugiados fora do seu país, que chegam ao conhecimento público alguns dos sinistros meandros das economias paralelas a nivel global. E já agora, pretexto igualmente para uma lufada de ar fresco nos meios de comunicação mediáticos nacionais.

Parte do Editorial do Jornal "i" de 26 de Setembro

sexta-feira, junho 07, 2013

"isto é deveras engraçado até que alguém se magoa; depois disso torna-se hilariante"

O presidente de Angola, no cargo há 34 anos consecutivos, foi entrevistado pela SIC. E ninguém mais adequado para proceder ao "trabalhinho" que o repórter judeu-sionista Henrique Cymerman. A encenação foi tão divertida que logo mais ou menos ao principio do tempo de antena os dois, entrevistador e entrevistado, se descoseram a rir a bandeiras despregadas. Não era caso para menos. José Eduardo dos Santos durante a guerra civil perseguiu e assassinou todas as figuras da oposição com a ajuda de meios tecnológicos militares fornecidos por Israel com intermediação do grupo financeiro português BES através da subsidiária Escom, ajuda que incluiu o serviço in loco de pilotos israelitas ao serviço da aviação "angolana".

O dr. Durão Barroso, então Ministro dos Negócios Estrangeiros, se um dia fosse obrigado a explicar como foi, teria decerto um enorme conhecimento de causa para o fazer com a sua inegável competência e estatura moral.Entretanto, enquanto tal não acontece, fica a deixa de José Eduardo dos Santos:

as "relações com Israel são excelentes porque nos concertamos sobre questões essenciais" - como diria o humorista que nestas coisas não tinha piada nenhuma, "mais tarde ou cedo todos pagamos a epopeia de estarmos vivos com a morte; então, tudo o que se passa nesse periodo intermédio deveria poder acontecer de forma livre".
Mas para muitos milhares de angolanos, antes pela violência da imposição da ditadura, agora pela miséria endémica, passou-se e passa-se directamente ao estádio de morte sem qualquer espaço intermédio nem qualquer possibilidade de escolha.

domingo, janeiro 06, 2013

a Saga do Povo Angolano

Angola cresce a mais de 10% ao ano. Mas, por contraste, há fortunas que crescem mais de 10.000% ao ano


Reportagem de Regina Casé Programa Central da Periferia - TV Globo
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sexta-feira, dezembro 28, 2012

«Portugal à venda» é o grande «acontecimento» do Ano

««O Estado perde um importante instrumento de promoção do crescimento e do desenvolvimento do país, e de apoio à competividade das empresas portuguesas, sejam públicas ou privadas (...) Um Estado que sai da economia é um Estado fraco que estará sempre totalmente dependente e submisso aos grupos económicos», o que é extremamente grave. E alienar as empresas que «geram maior riqueza agrava o problema do défice e da dívida». Daí que, no fundo, seja «uma parte importante do país e do seu futuro que está a ser vendida e o seu controlo entregue a grupos económicos estrangeiros para quem os interesses nacionais não contam nada. Dramaticamente este é um Governo para quem o interesse e a dignidade nacionais parecem não existir» (Eugénio Rosa


Tradicionalmente os portugueses têm sido sempre enxotados para a emigração, expulsos de um acanhado território nacional ocupado por elites ociosas, labregas e falsamente vestidas por um luxo vendido de fora a bom preço. As «grandes conquistas» da chamada 1ª Globalização pelos gurus neoliberais, não foram nada mais que isso, um decalque atamancado de vias de exploração do original: em Luanda (do dialecto banto lu-ndandu) quando os portugueses chegaram, não é verdade que não existisse nada. Nunca devemos esquecer que a História tem sido escrita pelos vencedores. Mas há outras versões. Na Lu-ndandu do Reino do Congo existia uma imensidão de sanzalas de indígenas cujos chefes tradicionais se dedicavam por séculos ao negócio de caçar pretos no interior  e pô-los ao serviço dos ricos régulos do litoral como escravos. Esse seria, portanto, o principal "motor" do desenvolvimento trazido pelos portugueses, que se limitaram a ampliar o negócio com a exportação da escravatura para o Novo Mundo. Mas o negócio foi efémero, em breve o fogacho da expansão ultramarina foi conquistado por holandeses, ingleses e até, mais tarde, por alemães, cuja actividade assenta em sociedades capitalistas, mas organizadas em torno da atribuição de um valor justo ao Trabalho

sob ameaça do neo-esclavagismo laboral no século XXI os Portugueses mais abnegados voltam a ser expulsos do seu território - que acontecerá aos aos outros insigne-ficantes?