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quinta-feira, fevereiro 11, 2016

nunca o imperialismo alemão esteve tão bem explicado

"Encorajamos fortemente os nossos colegas portugueses a não se desviarem do rumo bem-sucedido que vinha sendo seguido", disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble (…) Portugal deve manter anterior rumo… estar bem ciente de que pode perturbar os mercados… e os Mercados estão já nervosos" e mais disse Schäuble: “Não estou preocupado com o Deutsche Bank... as acções do Deutsche Bank estão a derrapar porque os investidores não acreditam que o banco consiga pagar os cupões das obrigações” 
O ministro das Finanças da Alemanha não está preocupado porque sabe estar a gerir, em conjunto com o BCE e Wall Street, o sistema de criação de dívida que vai ser pago por outrem. No caso da Alemanha as possiveis derrapagens serão pagas pelos outros 27 membros do Eurogrupo. E ao nosso ministro Centeno deu-lhe vontade rir. O Deutsche Bank, o maior banco privado alemão e também da Europa, já perdeu 40% em Bolsa este ano. O seu valor de mercado é neste momento quase metade do que era há um ano, tendo perdido só em 2015 qualquer coisa como 6,89 mil milhões de euros, dos quais 2 mil milhões no quarto trimestre; e desde 2008 perdeu 90% do valor em Bolsa. O Deutsche Bank é o último dos grandes bancos europeus a operar uma reestruturação no sector da banca de investimento, desde que por ordem do sistema financeiro dos EUA as regulações se tornaram mais apertadas e a FED decidiu aumentar as taxas de juro; quer dizer, todos os residuos tóxicos que os Estados Unidos lhe enfiaram nos balanços ainda lá estão quase todos, na medida em que ainda não os conseguiram enfiar nas economias dos outros 27 Estados europeus da zona Euro; obviamente, a crise da Grécia e todos os bancos da periferia tem servido para ocultar a situação desde 2011-13. O próprio presidente da Comissão Europeia acha que isto é o principio do fim da União Europeia. Se olharmos para um gráfico comparado com o Lehman Brothers que despoletou a Grande Recessão que teve inicio em 2008 a situação do Deutsche Bank é similar. E a natureza da fraude continua a mesma, o mesmo esquema de Ponzi: os derivados financeiros do Deutsche Bank situam-se neste momento em 75 triliões de dólares, 20 vezes o PIB da Alemanha (3,95 Triliões) e cinco vezes o PIB de toda a Zona Euro (16 Triliões) e para pôr as coisas em perspectiva, a divida pública total dos Estados Unidos é menos de um terço da exposição a fundos tóxicos do Deutsche Bank. O colapso eminente do Deutsche Bank não será somente do banco alemão - o CitiBank nestes últimos dias caiu 25 por cento, o Bank of América, UBS e o Credit Suisse 23 por cento, o Goldman Sachs 20 por cento e o JP Morgan 18 por cento. Todo o sistema financeiro global adstricto ao Banco dos Bancos Centrais Privados está em queda livre. 
Tem a palavra o Proletariado da Alemanha: como é possivel deixarem-se governar por facinoras?
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quinta-feira, janeiro 28, 2016

de como os Rothschilds estão a fazer dos Estados Unidos (e seus vassalos) o quintal privado das fraudes fiscais globais na fuga aos impostos

O maior fundo financeiro (hedge-fund) do mundo foi apresentado pela primeira vez em 2012, uma pequena empresa de que ninguém tinha ouvido falar: a Braeburn Capital, que, no entanto, tinha mais dinheiro que o Ray Dalio Bridgewater, o maior hedge-fund mundial. Como tinha essa pequena empresa que opera num pequeno prédio de escritórios anónimos nos confins do Estado de Nevada conseguido saltar para a fama ao suplantar o valor de caixa de 200 mil milhões da maior e mais valiosa empresa do mundo, a Apple?- Apple??
em Deus a gente Confia
Talvez o mais notável seja o sitio onde a Braeburn Capital está fisicamente localizada: na cidade de Reno, a poucos quarteirões do conglomerado de casinos que fizeram a glória da Máfia nos seus anos de eldorado, onde se fizeram multimilionários que dali partiram para Miami, a seguir para o primeiro off-shore nas Bahamas para fugir a pagar impostos, depois para a colonizada Cuba, para toda a América Latina, agora para todo o mundo. É aqui em Reno que de novo se movem as fortunas dos ricos clientes estrangeiros em fuga dos cada vez mais visados paraísos fiscais, como as Bermudas, Cayman, etc sujeitos às novas exigências de divulgação internacional. Inserindo-se no Fundo do clã-Rothschild gerido no Nevada esses capitais estão isentos. Aqui a prevenção para fugir ao fisco é legal. Não se tratando de “conspiração”, uma vez que a aura de Reno foi trazida ao mundo por cortesia da reportagem da Bloomberg ao propor o debate sobre o “World’s Favorite New Tax Haven". No artigo o foco recai sobre uma empresa muito mais notória: os Rothschilds&Co. Em Setembro passado, num auditório com vista para a baia de San Francisco, Andrew Penney, diretor-gerente da Rothschild & Co. organizou uma conferência sobre o modo como elite multimilionária do mundo pode evitar o pagamento de impostos - a mensagem era clara: vocês podem ajudar os vossos clientes a transferir as suas fortunas para os Estados Unidos, livres de impostos e escondendo-as dos vossos governos”. Na gíria chamam-lhe agora a “nova Suiça”, ah, a ironia dos ricos: anos a fio desde a grande regressão de 2008 com a administração Obama a fingir que luta para destruir o modelo bancário suíço à base de sigilo, são os próprios Estados Unidos que assumem o papel de maior, senão o paraíso fiscal mais secreto do mundo. E o epicentro é aquele modesto prédio no Nevada.
um sitio que ninguém desconfia, com raizes no crime
Para os Suíços o assunto não é nada divertido. Depois de anos criticando outros países por ajudarem os americanos ricos a esconder o seu dinheiro offshore, os EUA estão a emergir como um paraíso fiscal e de sigilo levando para lá os estrangeiros ricos. Ao resistir às novas normas de informação globais, os EUA criam um novo mercado para esconder riqueza externa. Todos os escritórios de advocacia do mundo de antiga confiança dos bancos suíços principiam a colaborar no convite . "Ouve-se o som de uma sucção gigante - o som de dinheiro a correr para os Estados Unidos” escreveu um analista da Anaford AG de Zurique.
A empresa diz que a sua operação em Reno atende grandes depositantes de famílias internacionais atraídos pela estabilidade, confiança e regulamentação dos EUA e que esses clientes devem provar que cumpriram com as leis tributárias dos seus países de origem, “numa base de confiança” – além disso, "a Braeburn Capital não foi criada com o objectivo de explorar a situação dos EUA ainda não se terem inscrito para cumprir as normas internacionais” jura a porta-voz Emma Rothschild Rees. Vejamos, os escritórios da Rothschild Trust North America LLC criada em 2012 em Reno não são fáceis de encontrar. Estão no 12º andar do antigo edifício sede norte-americana da Porsche. O escritório do Procurador-Geral dos EUA é no sexto andar. No entanto, o directório do lobby não está listado com o nome de Rothschild. Em vez disso, o visitante deve ir para o 10º andar, aos escritórios do McDonald Carano Wilson LLP, uma firma de advocacia politicamente ligada aos governos. Vários ex-altos funcionários do Estado do Nevada trabalharam ou ainda trabalham ali, assim como os proprietários de alguns dos maiores casinos de Reno e Vegas e numerosos lobyistas registados. Um deles é Robert Armstrong gestor de grandes heranças ex-aquo com grandes propriedades do Estado, doravante também administrador da Rothschild Trust North America LLC. "Nós não oferecemos alojamentos legais aos clientes, a menos que estejamos absolutamente certos de que os seus assuntos fiscais estão em ordem; os próprios clientes e gabinetes de assessorias fiscais independentes devem confirmar-nos activamente que é esse o caso ", disse Rees. Como foi que diz que disse? Releia-se a frase novamente, e desta vez tente não se rir: Imagine um mundo em que ambos, clientes e consultores fiscais privados, que gerem tantos conflitos e são incentivados a mentir monetariamente, a confirmarem que eles e os seus clientes não são vigaristas na fraude aos impostos? Isso é quase tão bom como Wall Street fazer a regulação das suas próprias actividades financeiras.

Pelo menos 1,6 triliões de fundos ilícitos são lavados através do sistema financeiro global a cada ano, de acordo com uma estimativa das Nações Unidas. Um banco suiço admitiu ter ajudado clientes norte-americanos a esconder rendimentos em offshores a partir do Internal Revenue Service e concordou em pagar uma multa de 11.500.000 dólares e encerrar cerca de 300 contas pertencentes a contribuintes norte-americanos num total de 794.000.000 dólares em activos. O nosso Andrew Penney que supervisiona o negócio de Reno, é um advogado de longa data dos Rothschild que antes trabalhou à sua maneira nas operações de confiança da empresa na pequena ilha britânica de Guernsey. O mesmo Penney da conferência de San Francisco é actualmente director-geral baseado na City de Londres da Rothschild Wealth Management &Trust, que lida com cerca de 23.000.000.000 de dólares de 7.000 clientes em escritórios por todo o mundo, incluindo Milão, Zurique e Hong Kong. Alguns anos atrás, foi eleito o "Agente Fiduciário do Ano" por um grupo de elite de gestores de riqueza do Reino Unido.

capital de risco? isso era antigamente
Embora nenhuma das acções descritas possa ser considerada como uma surpresa para quem vem acompanhando a evolução financeira deste 2008, mostram como o sector imobiliário dos EUA tem sido utilizado pelos oligarcas estrangeiros para branquear dinheiro ilegal. Para Jesse Drucker da Bloomberg averiguar quantos biliões (ou talvez apenas milhões - o governo dos EUA é uma prostituta muita barata) foram pagos por baixo da mesa pelos Rothschild e Companhia para subornar o governo dos Estados Unidos e permitir este tipo de circulação de capitais, incestuosamente legalizando a fraude fiscal em solo americano, e quanto o clã Rothschild irá recolher em milhares de milhões em honorários de consultoria financeira para dar um futuro radioso aos que descaradamente roubam aqueles que pagam os seus impostos: a classe média.

terça-feira, janeiro 19, 2016

patrão do Banco de Portugal é também ele um activo tóxico?

A confiscação rectroactiva sobre os detentores estrangeiros de acções tóxicas do Banco Espirito Santo retiradas ao enésimo dia do balanço do ressuscitado "Novo Banco" é já um "case-study" da actuação do Banco de Portugal no pântano dos mercados financeiros internacionais: numa segunda fase da anterior resolução do BES o Banco de Portugal impôs cerca de 2 mil milhões de euros em perdas aos accionistas estrangeiros do Novo Banco. 
Não levando em conta o valor nominal o valor nominal são apenas 5 fundos no total de 54. depois do arrastar do caso Banif até ao limite empurrando para uma má solução in extremis, a decisão de enviar umas quantas obrigações séniores para o regaço do banco tóxico do BES está a levantar um verdadeiro tsunami nos meios financeiros que gere o negócio da dívida. Depois das declarações que prestou ao Expresso, o director da PIMCO em Londres publicou um artigo de opinião no Financial Times. Que esperam as forças vivas do país para dizerem ao Mario Draghi que o homem ao leme da Banca em Portugal é também ele um ativo tóxico?

Transcrito do Financial Times: "Pouco mais de um ano desde que o Banco Central Europeu se assumiu como o regulador para os bancos sistemicamente importantes da Europa, estamos diante de uma situação em Portugal que põe em causa o Estado de Direito nesse país e na UE, levantando também questões muito sérias sobre a forma como o BCE pretende actuar como regulador bancário europeu.
Em 29 de Dezembro, Portugal chocou os mercados europeus de crédito quando o Banco de Portugal decidiu selectivamente e de forma retroactiva confiscar os bens dos obrigacionistas de cinco títulos seniores em Novo Banco e transferi-los para o chamado "Bad Bank" nascido da resolução do Banco Espírito Santo em Agosto 2014. Este efeito discrimina portadores de títulos estrangeiros em relação os interesses dos detentores de bónus portugueses.
Também discrimina explicitamente os detentores de obrigações institucionais em favor dos  investidores individuais de titulos seniores. O que está claro é que, no caso de Novo Banco, o próprio BCE concluiu que o banco era solvente e sem necessidade de nova resolução, não deixando nenhuma justificação legal e económica à radical acção efectuada pelas autoridades portuguesas. É importante ressalvar que não há aqui nenhuma nova resolução, bail-in ou processo de insolvência. Quando os bancos são considerados insolventes, então é correcto e adequado que os detentores de acções seniores devem ser chamados e assumir as perdas. Mas isso deve ser feito de uma forma justa e, de facto, de acordo com a lei. O BCE tem sido responsável pela supervisão regulamentar de Novo Banco desde Novembro de 2014. Ainda recentemente, em Novembro de 2015, ele realizou um teste de stress detalhado que concluiu que o Novo Banco era um banco comercial viável. Enquanto o banco foi obrigado a levantar 1,4 mil milhões de euros sob os cenários adversos dos testes de stress, a instituições nesta posição são tipicamente dados seis a nove meses para cumprir o seu défice de capital. No caso do Novo Banco, este déficit poderia facilmente ter sido coberto com soluções do sector privado, fossem eles a venda de activos, angariação de capital próprio e/ou aquisição parcial da dívida. Esta cartilha tem sido empregue de forma eficiente na recapitalização recente e muito mais desafiadora do sector bancário grego, o que levou a um agressivo, mas justo, bail-in aos credores seniores" (Financial Times)
adenda, 20 Janeiro 

quarta-feira, dezembro 30, 2015

na hora da despedida... (irrevogável?)

Em memória de Paulo Sacadura Cabral Portas, uma pequena lembrança. Para que o tom elogioso que se tem propagado pela imprensa seja contrariado e doseado com uma quantidade análoga de realidade. Memória histórica, exige-se.


quinta-feira, dezembro 24, 2015

Para ajudar ao inquérito parlamentar sobre o Banif

as ligações entre a TVI, o Banif, o grupo Prisa e o Santander... geridas por organizações não eleitas

sábado, julho 11, 2015

o Estado da Nação

Quais as consequências para o povo da adesão e entrada da “União” Europeia em Portugal?
quando foi criada, a UE tinha na sua génese três pressupostos fundamentais: 1) uma união sem barreiras alfandegárias nem fronteiras para pessoas e bens 2) ser uma associação de países como iguais 3) cada país mantinha a sua moeda própria como meio de tomada de decisões autónomas. Com as sucessivas revisões dos tratados e a adopção do Euro como moeda única as decisões politicas nacionais no quadro da UEM (União Económica e Monetária) as escolhas em economia-politica foram postas fora da equação. O que aconteceu de facto foi que a adopção do Euro trouxe a perda de soberania dos povos europeus. Portugal está hoje numa situação mais adversa que em 1580, quando perdeu a independência mas não a capacidade de emitir moeda soberana.

Desde a aceitação conjugada do memorando da troika pelos governos de bloco central Cavaco/Sócrates/Coelho mais de meio milhão de empresas faliram e foram encerradas. O programa de austeridade imposto significa de facto a nacionalização da dívida da banca e assumpção da descapitalização da economia. Na falência do BES o “Banco Bom” já custou ao erário público 4,3 mil milhões de euros, e os prejuízos do “Banco Mau” só serão conhecidos na sua totalidade daqui por muitos anos. O esquema fraudulento de endividamento do Estado custou ao país este ano cerca de 7,5 mil milhões de euros só em juros da dívida. Em 2016 serão 9 mil milhões, em 2020 esses juros (sem incluir o valor em dividanem que se peça mais dinheiro emprestado) atingirão o valor insustentável de 17 mil milhões de euros/ano.

Analisando o “estado da nação” visto pelo lado dos trabalhadores, existem neste momento 1 milhão e 400 mil desempregados, constando apenas 700 mil nas estatísticas oficiais manipuladas pelo governo. Da metade que não é ocultada, apenas 300 mil recebem subsidio de desemprego. Uma grande percentagem foi escondida em falsos programas de emprego, precários, em que pessoas trabalham gratuitamente para não serem expulsas da segurança social. Nestes últimos 4 anos 430 mil portugueses foram forçados a emigrar, juntando-se aos 5 milhões que já vivem no estrangeiro expulsos pelo salazarismo. Em 2014 devido aos cortes orçamentais o Serviço Nacional de Saúde registou menos 220 mil atendimentos. Na Educação, a essência da qualificação do tecido produtivo, para além de ser transformada num negócio privado, centenas de professores foram descartados e escolas encerradas, gerando uma situação calamitosa. Na justiça dezenas e tribunais foram encerrados. Nos transportes públicos o serviço regrediu e os custos de deslocação para os trabalhadores aumentaram para preços incomportáveis, quando num país desenvolvido o custo dos bilhetes e passes mensais não deve ser superior a 5% do salário mínimo nacional. Em resumo, o nível de vida dos portugueses em 2013 já tinha regredido para níveis de 1990.

sexta-feira, junho 12, 2015

O caso da privatização da TAP nestas condições seria impossivel se não existisse a Dívida Pública como forma corrupta de Roubar Património Público

Os trabalhadores da TAP tinham prevenido, entre os dois candidatos venha o diabo e escolha. E o Diabo veio e, aldrabão como só o mafarrico aprendeu, fez o contrário do que disse quando era santo: "a política de privatizações em Portugal será criminosa, nos próximos anos, se visar apenas vender activos ao desbarato.» (Pedro Passos Coelho, Fevereiro de 2010 e Junho de 2010). O outro acrescentou: «Não lançaremos a privatização a poucos meses das eleições legislativas» (António Pires de Lima, Julho de 2014) E vê-se: em boa verdade, por tal contrato quem verdadeiramente vai ser vendido não é a TAP – pois, como se vê pelos valores escandalosamente baixos, tendo sempre presentes os propositadamente esquecidos direitos de tráfego ou de operação para cerca de 50 linhas de que a Empresa é titular – a TAP está a ser oferecida. E de facto quem vai ser vendido são os seus trabalhadores! Ora, perante tudo isto, o que vão fazer os trabalhadores da TAP e os seus Sindicatos? Vão ficar calados e aceitar passivamente esta sua venda, ou vão erguer-se e vão lutar? (Luta Popular)
Para ex-auditora Maria Lucia Fattorelli convidada pelo Syriza para o Comité pela Auditoria da Dívida Grega com outros 30 especialistas internacionais. , o esquema da dívida pública como mecanismo de controlo político e económico é um instrumento de roubo do património público, como está agora a acontecer com a TAP. A dívida pública é um mega esquema de corrupção institucionalizado – o sistema actual destina-se a provocar o desvio de recursos públicos para o mercado financeiro. Para acabar com isto é necessário gente honesta no governo e a supressão do Artº 123 do Tratado de Lisboa. Para se compreender melhor o que se está passar com o boicote à Grécia, note-se que o problema começa há uma auditoria à dívida e não encontram contrapartidas reais. Que dívida é essa que não para de crescer e que leva cada vez mais uma boa fatia do Orçamento? Qual é a contrapartida dessa dívida? Onde é aplicado esse dinheiro? E esse é o problema.

Na última década, a companhia aérea duplicou os lucros e baixou, desde 2008, uma dívida de 1,4 mil milhões para mil milhões, recorrendo apenas a recursos próprios - e ainda, desses 100 milhões dessa alegada "divida" cerca de 400 milhões são custos normais, operacionais, na gestão em leasing da frota de aviões. Desde 2009 que todos os anos a TAP dá lucro (183 milhões até 2013) e tem um volume de negócios de 2,8 mil milhões por ano. Mesmo assim, o governo entrega 61% do capital da TAP a troco de uns míseros 10 milhões de euros e um encaixe para a empresa de entre 354 a 488 milhões dependente de se o desempenho a partir de 2015 não passar a dar "prejuizo". “O negócio é sobre todos os pontos de vista um sucesso”, decretou o secretário de Estado dos Transportes (só um Airbus dos pequeninos custa 86 milhões e dos grandes 200 milhões). Como brinde, ao fim de 10 anos as rotas e a séde da companhia podem ser transferidas para fora de Portugal. Desde 2008 o Estado português conluiado com a Burguesia nacional e transnacional já vendeu ao desbarato 28 por cento do PIB... e o que é que os portugueses ganharam com isso?

segunda-feira, junho 08, 2015

a Fraude na Privatização da TAP

Argumentando que a TAP tem uma dívida impagável de mil milhões de euros que considera irá lançar irremediavelmente a empresa na falência, o Governo está disposto a pagar mais que esse prejuízo para entregar a TAP a um privado. Quer dizer, a região autónoma da Madeira tem uma dívida de 10 mil milhões e essa dívida pode ser reestruturada, segundo promessa (cumprida) do tipo que anda por aí fardado de 1ºMinistro; a dívida de mil milhões da TAP não pode ser renegociada pelo Estado...E para completar o triste espectáculo desta privatização, o Governo promete ajudar o novo dono da TAP a renegociar a dívida... (Dinheiro Vivo)


Para mais informações acerca do escândalo da venda da TAP, poderá consultar a página "Não TAP os Olhos" ou mercadosfinanceiros.org. 5 de Junho de 2015


Segundo alguém que no principio desta legislatura acreditava neste governo, “os dois senhores que estão a concurso [Efromovich e Neeleman] são trânsfugas, tentando resolver os problemas das empresas onde já estão instalados e não o problema da TAP. No universo dos dois candidatos a TAP é uma estrutura pesada que não está ao alcance de nenhum deles rentabilizar. E cada vez estou mais convencido de que não vai haver um candidato vencedor” disse José Roquette, pese a súplica do ministro para garantirem mais uns trocos” (Ionline)
«Estamos a ser aldrabados» afirma Carlos Paz, arrasando a privatização: “o processo de privatização foi desenhado por pessoas sem escrúpulos, foi aprovado por politicos desonestos, está a ser conduzido por corruptos e, apesar da existência da capa de uma comissão independente (ciosa da ribalta mediática), será concluido da forma que melhor servir uma enorme rede de interesses instalados. Sem qualquer respeito pelo País, pela empresa, pelos trabalhadores e pelos trabalhadores de TODAS as empresas cuja actividade depende directamente da actividade da TAP. Acima de tudo, sem qualquer respeito pelos portugueses!”. (ler aqui a fundamentação detalhada destas acusações). A 27 de Maio em comunicado da Comissão de Trabalhadores do grupo de acompanhamento ao processo de privatização da TAP transmitiu as suas preocupações relativamente a esse processo pela total falta de transparência e lisura. (ler aqui)
Finalmente, os detalhes da negociata dos interessados na TAP ainda não foram comunicados a Bruxelas, podendo as condições contratuais danosas vir a ser impugnadas mais tarde. Em caso de privatização as regras da Comissão Europeia são claras: “as autoridades nacionais devem garantir que a posse do capital accionista de uma companhia aérea sediada na Europa não pode ser detido em mais de 50% por um candidato ou empresa não-europeus, exigindo que o controlo efectivo permaneça em mãos europeias". Ora German Efromovich tem um passaporte manhoso passado pela UE segundo critérios vagos de ascendêndia judaica na Polónia três gerações atrás… e David Neeleman é apenas brasileiro, embora tenha um sócio português, mas minoritário. (Dinheiro Vivo)

domingo, maio 31, 2015

Contributo para a elaboração do programa do movimento anti-Capitalista

Nunca uma geração tinho dito peocupar-se tanto pelos seus filhos como esta; e nenhuma outra tinha destroçado tanto o mundo como este que lhe vão legar como herança(La Voz de Iñaki Gabilondo)

Os grandes banqueiros, especial ênfase posta nos Bancos Centrais e nos sindicatos bancários da Máfia Financeira, quiseram regressar às aulas. Não como alunos, dispostos a receber umas reguadas com uma barra de ferro, mas como mestres de uma bem publicitada catequese financeira à sombra do programa “Global Money Week”. Pretendem com a iniciativa promover a “Educação Financeira”, segundo os planos recomendados pela Comissão Europeia e pela OCDE, integrando a disciplina nos currículos das escolas, isto é, educar as crianças e adolescentes para aceitarem ser educadas para a Usura. Esta repentina vocação pedagógica dos banqueiros, dando aulas e patrocinando workshops com títulos tão sugestivos como “finanças para a tua vida” ou “endivida-te inteligentemente” quer fazer parecer que a culpa pela degradação do capitalismo foi dos cidadãos que não tinham suficiente cultura financeira. Só uma única individualidade, o Bernard Madoff no Verão de 2007, aquando do colapso das hipotecas de alto risco nos EUA, conseguiu a falência de milhares de cidadãos, a maior parte deles com larga experiência na “indústria financeira”. Sete anos depois a lógica irracional da ganância continua a produzir vítimas, vendendo algo que os bancos impingem como racional, como por exemplo no BES. Porém, os “mercados” não aprendem. É preciso educar as vítimas. E mercantilizar a educação de modo que sejam as vítimas a pagar um “ensino (tendencialmente) obrigatório”, ou seja, a completa submissão da Educação à economia neoliberal assente na economia das finanças especulativas. Ao Plano de Educação Financeira, “Finanças para Todos” é atribuída uma importância que situa a um nivel mais alto o pagamento o pagamento da prestação de hipoteca da casa que a a alimentação – all Money is a matter of belief, na teologia de Adam Smith, acredite, deixe de comer para pagar ao banco.

Paralelamente, fala-se mais de conceitos empresariais que de humanismo, como se aprende um e se esquece o outro nas madrassas Católicas, da educação como “motor" que promove a competividade da economia. Aprendizagem imprescindível para (con)formar trabalhadores versáteis e submissos, preparados para a sua própria gestão de seguros de saúde, planos de reforma e demais serviços que o “Estado-de-Bem-Estar” jamais voltará a proporcionar. Estado de serviços minimamente máximos (Fisco, Policias e Justiça) dentro do espirito empresarial. Os “empreendedores” serão os heróis da próxima geração. Muitos milhares já partiram, globalizando-se, tendo sucesso a ganhar dinheiro, na realidade com a competência de extorquir dinheiro a outros. Os novos heróis têm um papel importante no forjar de um “novo mundo” (a New World Order). Trata-se, como sempre, historicamente, do último recurso para enganar a morte. Com a actuação dos novos Sísifos, tão astutos, “inteligentes” e usurários como essa figurar mitológica, agindo sobre um sistema que não tem outro remédio senão a morte. Face à culpa pela secular ignorância financeira da populaça, o castigo de levar às costas eternamente a grande rocha encosta acima. Resumindo, todos os que não aceitam legar aos nossos filhos um novo sistema esclavagista ordenados pelo chicote do grande Capital têm de restabelecer parâmetros sociais e económicos muito diferentes, que não a astúcia, a ganância e a esperteza curricular para a especulação.

domingo, maio 24, 2015

TAP - o problema é Pais do Amaral?

A privatização da TAP já o é antes de o ser. Por onde andará o ex-ministro Relvas? "Ainda que um dos três fundos norte-americanos que se juntaram a Pais do Amaral fosse especializado em aviação, o perfil do seu consórcio não é o mesmo dos de Efromovich e Neeleman, ambos empresários do sector, ambos com companhias regionais, ambas brasileiras. É no Brasil que a TAP tem a mina de ouro" (Dinheiro Vivo).

Portanto, usando uma simples regra de três simples, atendendo às ligações de Miguel Relvas e Gérman Efromovich vindas a público na última tentativa de privatização da TAP em 2012, já se sabe antecipadamente quem vai ter a oportunidade de ser promovido de regional a supranacional ao abocanhar o hub de Lisboa, passando a ser brasileiros a mandar em mais um sector estratégico para a economia que deveria ser dos portugueses. A imprensa brasileira disse então que Miguel Relvas estava a ajudar o empresário judeu colombiano-brasileiro e agora polaco pelas origens (para fugir aos impostos) a garantir a sua posição no negócio, para o que se socorria de consultoras brasileiras e portuguesas ligadas a José Dirceu, antigo chefe da casa civil de Lula da Silva. "O Globo", a 28 de Outubro de 2012, publicou um texto de Ancelmo Goes onde este dizia que “quem está ajudando o empresário Gérman Efromovich a comprar a TAP é o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares de Portugal, Miguel Relvas” que “tem amigos influentes no Brasil — inclusive, Zé Dirceu". Tinhamos então um caso grave de promiscuidade entre um escritório de advogados com ligações político-partidárias ao partido do Governo, que no caso da TAP está a fazer assessoria à Parpública, portanto ao Estado, e no caso da ANA está a fazer assessoria a um concorrente. É era este Governo que fazia a ligação entre os dois processos. Ora José Dirceu foi condenado há cerca de um mês a mais de 10 anos de prisão por envolvimento no caso Mensalão (com ligações a Portugal nunca investigadas). Pergunta-se: a convivência continuada com pessoas desonestas (assim declarada pela justiça brasileira) fazem delas honestas quando se trata da venda da TAP...? qual a verdadeira razão da privatização da TAP? será que ainda veremos Passos Coelho como gestor da TAP quando largar o esvaziado pote nacional?

domingo, abril 19, 2015

a imprensa mainstream pretende fazer crer que é coisa pouca, que todos se abotoam com "uns trocos" - e liga Rodrigo Rato a outros casos de corrupção no FMI. Não, não é só isso...

Foi ministro de Economía entre 1996 e 2004 ( melhor de sempre segundo Rajoy), 2ºvice-presidente no governo de Aznar (o das Lages) e como tal recompensado com o cargo de director do FMI entre 2004 e 2007. Posteriormente assumiu o cargo de presidente das instituições financeiras Caja Madrid e Bankia , em cuja gestão está implicado em diversos ilicitos. or exemplo, o DN relativiza a gravidade do caso ligando a noticia a outros três directores do FMI que também tiveram azar, incluindo Christine Lagarde implicada noutros crimes enquanto ministra em França. Repositório que é  todo um modo de vida e pretende safar o Rato de outras ratoeiras.
Grande esperança da direita neoconservadora espanhola, o Partido Popular de José Maria Aznar (2) viu-se agora na contigência de expulsar o seu ex-vice-primeiro ministro Rodrigo Rato, já indiciado por fraude, apropriação indevida, delitos fiscais, "improbidade", branqueamento de capitais e outros crimes financeiros. Rato e outros ex-directores do banco Bankia estão a ser investigados sobre a entrada do Bankia na Bolsa em Julho de 2011 e subsquente gestão que levou o banco à falência, obrigando a Espanha a recorrer... ao FMI (2). Ao todo, a Rodrigo Rato e a outros quatro imputados caberá pagar uma fatia de 133,3 milhões de euros conforme apurado no âmbito das investigações. Além de tudo isto, o Fisco pretende saber de onde provém e como foi legalizado o património de Rato calculado em 26,6 milhões de euros (3). Para principio de conversa com as autoridades, teria utilizado contas em nome de três filhos para ocultar cerca de 2,6 milhões de euros, através de uma sociedade sediada no off-shore de Gibraltar. Mas não só. Tal como no caso BES em Portugal o Rato espanhol tem uma rede empresarial e filiais off-shore que terão de ser quantificadas. Detido na tarde de quinta-feira, três horas depois foi libertado, porém à espera que prossigam as buscas de documentos na sua mansão El Molino.
Na abissal gruta neoliberal global, o Alí Babá espanhol passou por um gestor milagroso, quando existem 705 pessoas com exposição politica em altos cargos politicos e judiciais que estão também sendo investigados por corrupção e delitos graves contra o Erário Público, um número residual em relação aos 40.000 prevaricadores que em 2012 foram perdoados por uma Amnistia Fiscal (3). Mas na lista de nomes de delinquentes ficais que subsistem não estão referenciados nem autarcas nem empresários, pelo que o número de indiciados poderia ser enormíssimo (4). Poderia esta lista caso levada às últimas consequências remover em definitivo o cimento que alicerça o regime espanhol transmitido directamente do Fascismo para uma Monarquia corrupta em 1978?.

notas
(1) Para entender os "passarões" do Partido Popular, o partido da Opus Dei.
(2) a presidente Cristina Kirchner comentou a performance de Rodrigo Rato no FMI: "um dos que nos vieram dizer a nós como teríamos de dirigir a nossa politica económica... está agora preso por lavagem de dinheiro (...) mesmo assim, atreveram-se a falar de corrupção na política argentina"
(3) No mesmo conferência de imprensa em que foi alvo da palhaçada da jovem Josephine Witt, no minuto seguinte, Mario Draghi avisou a Espanha que teria de aprofundar as reformas nas leis laborais, presumivelmente porque o dinheiro para pagar salários não abunda em Espanha
(3) A directora da Agencia Tributária que em 2012 se negou a investigar a corrupção na Amnistía Fiscal foi chefe de gabinete de Rato
(4) Governo de Mariano Rajoy sabia desde Setembro que a Agência Tributária tinha indiciado Rato

sábado, abril 18, 2015

Retoma de Portugal só vai criar sete mil empregos em 2015

Quando Mario Draghi anunciou "a Bazuca", o programa de compras em larga escala de dívida pública hoje parqueada nos bancos comerciais, e que, supostamente, os impede de dar crédito à economia para que esta possa crescer, a noticia foi: "BCE. As empresas estão no centro do dos 21 mil milhões disponiveis. Ganhará direito ao usufruto da "pipa da massa" (na expressão de Barroso) quem prometer crescimento baseado na exportação e emprego.
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Do bodo de papel impresso pelo BCE, 500 mil milhões a nivel europeu, Portugal (os bancos portugueses, entenda-se) é brindado com 25 mil milhões de euros. Na sequência da decisão do BCE o alegado "Plano Juncker" propunha um investimento para privados (outra vez os bancos) para reanimar a economia com os tais milhões e milhões de euros. Com esse fundo de investimento para a Europa a Comissão Europeia estimou uma criação de 1,2 milhões de empregos, menos papista que a Organização Internacional do Trabalho que disse seriam 2,1 milhões de postos de trabalho a criar. Baseado no estudo das Perspetivas Económicas Mundiais, ontem divulgado, a lider do Fundo Monetário Internacional Cristine Lagarde anunciou que na parte que nos cabe como "europeus"  a "retoma de Portugal" só vai criar sete mil empregos este ano.

Comprende-se, perante a perplexidade dos alemães do Bundesbank começaram rapidamente as manobras para mudar de azimute: "o que precisamos é de dinheiro nas carteiras dos consumidores", sugeriam influentes lobies. Consumo sim, Trabalho não - mais do mesmo. Comprem o que as multinacionais estrangeiras têm em capacidade de sobreprodução, vegetem comodamente quietinhos e desindustrializados, pesquem na prestação de serviços a turistas ricos - a tramóia do Tratado de Lisboa ofereceu-vos um cluster porreiro, pá.
um complexo gigantesco gerido por protozoários induzidamente improdutivos

sexta-feira, abril 17, 2015

pobres e mal agradecidos, beneficiam da cidadadania da potência mais rica do mundo

 Um relatório da UNICEF revela que os Estados Unidos estão entre as quatro nações do mundo dito "avançadas" com maiores índices de pobreza infantil. Portugal está acima apenas cinco posições nos 29 paises considerados. Os EUA com cerca de 300 milhões de habitantes tem 24,2 milhões de crianças pobres (2,5 milhões sem abrigo), mais 1,7 milhões que em 2008 no inicio da crise. Conforme observa Paul Buchheit da Alternet, no que respeita aos Estados Unidos "estes números são surpreendentes". Enquanto isso, o Partido Republicano pretende reduzir em 5,5 triliões de dólares os gastos em vários programas assistencialistas, incluindo a distribuição de senhas de alimentação nas escolas e à população carenciada das quais beneficiam cerca de 16 milhões de pessoas.(fonte)

sábado, março 07, 2015

Monsieur Lapin, die Reichen Clown, falando com conhecimento de causa



entretanto, a petição para a "Demissão imediata do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho" já ultrapassou largamente o número de assinaturas necessárias (venha daí mais uma) para ser presente ao que costumava ser na era proto-cavaquista a Assembleia da República. Veremos o que acontece. A avaliar pela qualidade da "oposição" colaboracionista o mais certo é Monsieur Lapin contar com o seu apoio tácito e ser reeleito.

quarta-feira, março 04, 2015

Bom dia...

... e porque o País está muito (mas muito, muito) melhor, acaba de ingressar com um honroso 10º lugar no ranking das economias mais miseráveis do mundo. Uma economia tão boa, tão boa, que os governantes não pagam impostos, enquanto lançam uma "enorme carga de impostos" sobre os contribuintes honestos... 
"do You Hear the People Sing?" nem por isso...
Se os apaniguados do caloteiro 1º Ministro e vigarista ex-funcionário da Tecnoforma  começaram a berrar suspiros de alívio pelo fim da crise, a Bloomberg vem chamar-lhes mentirosos e trafulhas: "Portugal está entre as economias mais miseráveis.O raking da agência económica foi publicado esta semana e teve por base a taxa de desemprego e da taxa de inflação previstas para este ano" 
Bloomberg: «The 15 Most Miserable Economies in the World»


o cartoon de António. o Homem das Euro-Finanças e a sua melhor Amiga

em paralelo, o governo montou uma campanha internacional de publicidade paga cujo objectivo é fazer chover "prémios & elogios sobre a excelência das actividades económicas relacionadas com o turismo em Portugal (a Alemanha ficou com a indústria, a Espanha com as pescas, etc); de modo que hoje ficou-se a saber que se vive melhor em Lisboa que em Nova Iorque (DN) a estória repete-se com o Alentejo com o felicidade dos portuenses com a nossa bela pinga com palácios com promoção em filmes com a melhor economia no golfe, enfim, com Portugal em peso.

segunda-feira, janeiro 05, 2015

mais uma trapalhada do Banco de Portugal com terroristas financeiros

Vem no Wall Street Journal: o banco Goldman Sachs Group Inc. afirmou que vai contestar em tribunal a decisão do Banco do Portugal de inverter inesperadamente a sua posição sobre o destino de um empréstimo de 835 milhões de dólares ao Banco Espírito Santo semanas antes do colapso.

O empréstimo concedido ao BES em finais de Junho foi organizado pelo Goldman Sachs através de um veículo de financiamento chamado Oak Finanças Luxembourg SA foi de seguida compensado pela emissão pela Oak Finanças do mesmo valor de 835 milhões dólares em acções sobre a dívida, sendo de seguida recomprados por um conjunto de investidores do Goldman incluindo vários hedge-funds e fundos de pensões. Esse valor tinha sido transferido em Agosto para o Novo Banco, o "Banco Bom" ultrapassadas que aparentemente tinham sido as alegações de fraude. (Mas vá-se lá saber porquê) na semana passada, o Banco de Portugal decidiu que a transferência foi um erro, e que o empréstimo deve permanecer de vez no "Banco Mau", o qual mantém o nome Banco Espírito Santo e incorpora os activos tóxicos. A decisão significa que o Goldman Sachs e seus clientes poderão perder centenas de milhões de dólares de investimentos em titulos "Oak Finanças" investidos no empréstimo, porque os "activos" que o falido BES-Banco-Mau tem para liquidação um valor estimado em menos 100 milhões de dólares. Contudo, o Novo Banco já cumpriu com o primeiro pagamento do empréstimo Oak Finanças, no valor de 52,9 milhões dólares, em 25 de Dezembro, segundo diz o prospecto Oak Finance. Removendo os activos "Oak Finance" que impulsionou o balanço inicial do Novo-Banco (Bom), o valor a pagar no processo de busca de comprador aponta para 667,9 milhões de dólares, de acordo com uma declaração de 23 de Dezembro do Novo Banco em que informou haver pelo menos quatro empresas interessadas". Pudera. Considerando que o Estado acorreu com 4.9 mil milhões para acudir à falência... para os interessados é só fazer as contas. (fonte)

trapaça relacionada com a trapalhada: ex-alto quadro do BES e ex-ministro de Estado "Manuel Pinho exige 7,8 milhões de euros ao Novo Banco em tribunal" (é preciso ter lata)

quinta-feira, dezembro 25, 2014

uma prendinha para os vendilhões do governo

Nove sindicatos dos que agregam os trabalhadores de elite da TAP, entre eles o dos pilotos, anunciaram em véspera de natal a desconvocação da greve marcada para os póximos dias. Os três sindicatos que mantêm a greve representam mais de metade dos trabalhadores da Transportadora Aérea. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil, o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), afeto à CGTP e o Sindicato Nacional dos Pessoal de Voo da Aviação Civil, afecto à UGT, dizem, no entanto, que vão acatar a requisição civil. As críticas da CGTP são agora direcionadas para aqueles que se opunham até há bem pouco tempo à privatização da empresa, mas que agora cedem às posições do governo e aceitam o processo de privatização mudando de opinião em apenas duas semanas. A traição acontece numa altura de forte mobilização popular de apoio aos grevistas, uma situação que poderia bem inverter a luta a favor dos que defendem os interesses dos portugueses, quiçá conseguir colocar os bastardos do governo no olho da rua. Assim sendo, mais um bom anos para todos, é o desejo dos que à miséria estão condenados... e a real puta que pariu aos privatizados.

sábado, dezembro 20, 2014

Um país que entrega tudo à iniciativa privada, fica privado de iniciativa.

Os portugueses dispõem de uma empresa que funciona bem e prestigia o país, que garante a manutenção do HUB em Lisboa, que, com uma frota diminuta, a TAP compete com os gigantes europeus (70 aviões, contra 240 da Air France, 420 da Lufhtansa e 230 da British Airways), que ganhou, por mérito próprio, um papel de liderança absoluta no Atlântico Sul e um papel importante em África, que é uma alavanca de negócios no mercado brasileiro (como aconteceu com a GALP ou PT, graças à entrada da TAP em rotas estratégicas, ou mais recentemente na Colômbia e no Panamá), que, enquanto transportadora aérea, é rentável, que dá trabalho a quase 12.000 pessoas e paga 200 milhões de euros de impostos por ano (...) É esta empresa que é nossa, onde o Estado não investe um cêntimo há quase vinte anos, que o Governo quer agora entregar em mãos estranhas ao interesse nacional, e mesmo estrangeiras, uma operação cujo encaixe, além do mais, poderia ser igual a zero. (Não TAP os olhos, assine o Manifesto)

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Em 2011 Garcia Pereira já alertava que "a privatização da TAP só serve os interesses particulares de meia dúzia de capitalistas, vai provocar despedimentos e privar o país de uma empresa de bandeira com relevantes serviços prestados às regiões autónomas e às comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo" e à indústria turistica nacional. (ver aqui)

Sobre a greve marcada para a última semana deste ano e a requisição civil, Garcia Pereira em entrevista à TSF arrasa o lingrinhas que actualmente é secretário de Estado e por tabela o ministro das falências cervejeiras: "Esta greve não tem nada a ver com privilégios, não tem nada a ver com aumentos salariais, não tem nada a ver com interesses corporativos, esta greve é uma greve democrática e patriótica que visa salvar a TAP. Isto é o primeiro ponto. Segundo ponto: As declarações que eu acabei de ouvir do senhor Secretário de Estado, são de uma gravidade extrema. Porquanto, esta requisição civil, e ele não pode razoavelmente pretender ignorar isso, é completamente ilegal. Na verdade, nos termos da lei (artigo 541º, nº 3 do Código do Trabalho) constitui condição “sine qua non” para o decretamento de uma requisição civil, primeiro que haja uma greve já em execução, e segundo que nessa greve já em execução não estejam a ser prestados os serviços mínimos que tenham sido regularmente definidos (...) E um governante, um titular de um cargo político, que sabendo que está a actuar contra a lei e contra a Constituição, e mesmo assim adopta essa conduta para tentar destruir ou inutilizar um direito fundamental, não está apenas a tomar uma posição politicamente errada, está a cometer um crime, um crime previsto e punido pela lei dos crimes da responsabilidade dos titulares de cargos políticos, um crime de atentado ao Estado de direito que é punível com pena de prisão de 2 a 8 anos.

É Inteiramente Legítimo Resistir Contra a Ilegal e Inconstitucional Requisição Civil dos Trabalhadores da TAP
Portanto, se nós tivéssemos no nosso país um ministério publico a sério, neste momento até já estava instaurado processo-crime contra o dr. Sérgio Monteiro e seus colegas de governo por estarem a praticar não apenas uma ilegalidade e uma patifaria do ponto de vista político porque a privatização que eles querem impor à viva força apesar de saberem que são um governo a prazo vai levar à destruição da TAP, não apenas isso como a prática consciente e dolosa de um crime. Ora, um comando que é ilegal e inconstitucional, a esse comando não é devida obediência. E se não for possível recorrer à força pública, à autoridade pública, exactamente porque o governo apoia o serviço da ilegalidade, a Constituição da República diz o que é que resta aos cidadãos fazerem, quando são confrontados com ordens e comandos ilegítimos que ferem direitos fundamentais. E o que resta é o direito de resistência. Portanto, os trabalhadores que não cumpram com esta requisição civil ilegal e inconstitucional não podem ser sancionados. Quaisquer sanções que venham a ser aplicadas serão nulas e de nenhum efeito. E a persistência no caminho da ilegalidade só tornará ainda mais grave a responsabilidade laboral cível e criminal dos membros do governo que assim actuem. Volto a insistir que a jurisprudência sobre a matéria que não pode haver requisições civis preventivas nem pode haver requisições civis destinadas a inutilizar o direito à greve é uma jurisprudência absolutamente pacifica ao nível do Supremo Tribunal Administrativo porque é nesse que resulta claramente a lei da Constituição. E um governante que se arroga a agir conscientemente, reiteradamente, descaradamente, contra a lei e a Constituição não está cá a fazer nada e deve ser pura e simplesmente posto na rua" (comunicação publicada no Luta Popular e que pode ser ouvida aqui)

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Cavaco afirma que matérias tratadas com Salgado "são reservadas"

O presidente Anibal da República escusou-se hoje a relevar que informações obteve nas suas reuniões com o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, afirmando que as matérias tratadas em todas as suas audiências são reservadas (...) nunca revelei aquilo que se passa nas reuniões, quer com políticos, quer com sindicalistas, quer com cientistas, quer com empresários". Ponto. Ora, ora, então com a máfia ao mais alto nivel é que nunca me iriam arrancar uma palavra, nem que fosse levado a passear para Juarez e torturado pela CIA. (em directo do México) ... ou seja, o Cavaco é uma puta virgem cuja subida ao trono foi financiada pelo BES 
(salvaguardado o respeitinho devido ao excelentíssimo dinossauro)
Na verdade existe um complot de partilha do espaço económico luso-angolano entre as mais altas esferas dos dois Estados, Portugal e Angola, um esquema liderado pelas duas máfias que usurparam os dois governos e têm garantido a miséria dos dois povos em beneficio das extirpes milionárias da nova ordem mundial. Como aqui e aqui se disse, o principio da crise do BES deve-se à golpada perpretada no BES-Angola.  É verdade o que disse ontem o banqueiro Ricciardi, as diversas facções na disputa pela hegemonia do roubo e saque aos dois povos, compram as noticias nod jornais a publicar no dia seguinte.  "Banqueiros, gestores e políticos dos mais diversos quadrantes foram referenciados na investigação à rede de lavagem de dinheiro (Operação Monte Branco). Em 2012 os jornais divulgaram diversos nomes de alegados suspeitos, escutados e clientes da rede de lavagem de dinheiro. Ana Bruno, administradora do Sol (propriedade de uma empresa-fantasma angolana) foi dada como tendo ligações ao cabecilha de um dos esquemas de branqueamento. Passaram dois anos e não aconteceu nada em termos de criminalização. Bom, na verdade aconteceu, a empresa do grupo Espirito Santo Escom (negociante de armas e correlativos) foi "vendida" a angolanos que pagaram 15% do contratado mas que a seguir questionaram o valor e nunca mais pagaram nada, e a Escom por lá anda com os mesmos administradores que tinha em Portugal não se sabe em que condições nem a fazer o quê... e v eem à baila o facto de Durão Barroso ter sido consultor do BES em Washington como padrinho das guerras do Império. Noutro esquema similar a tal empresa fantasma angolana, a Newshold, acrescentou ao semanário SOL a propriedade do jornal I, do pasquim Correio da Manhã e do Jornal de Negócios, manifestando ainda interesse na privatização da RTP, o que significa que a luta no bas-fond continua. E que ler jornais e ver televisão é cada vez mais uma trampa. Tanto mais que também em 2012 se tinha descoberto que o dono da Newshold é afinal Álvaro Sobrinho, o ex-administrador do BES-Angola que anda por aí à solta sendo responsável pela golpada dos "empréstimos" de 4,5 mil milhões de euros não se sabe a quem, mas com o aval do presidente de Angola, cuja palavra-des-honra vale tanto como o sacudir de água do capote de Cavaco Silva para consumo dos jornais e televisões. Áh, é verdade, todos os envolvidos nestes crimes, se é que há crimes (!), negam qualquer envolvimento.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Corrupção, Bloco Central, Enriquecimento licito, etc e Tal

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A grande "noticia" do dia é que "Sócrates tinha viagem marcada para o Brasil". Mas não é pelas parangonas da publicidade paga pelos dois gangs do Bloco Central que devemos formar opinião - não é por aí; não devemos ir atrás da imprensa tablóide que é usada para distrair as pessoas do que é importante: o homem tinha viagem marcada porque era consultor numa empresa brasileira; vejamos, o empresário da banca Ricardo Salgado deu um golpe de mais de 20.000 milhões, pagou 3 milhões e anda à solta (o total do dinheiro que o Estado mete para tapar a fraude não estará certamente quantificado nos tempos mais próximos) ; o pobre larápio do ex-primeiro ministro apareceu com uma miserável conta de 25 milhões e está preso com fanfarras à porta de uma cadeia de alta-segurança (com todo o escândalo que isso gera na opinião pública em termos de eleitoralismo); e a interrogação que fica é: "as acusações a Sócrates serão mais pesadas e graves do que as que recaem em Ricardo Salgado?"

... ou como se vai dizendo por aí, pior que ter um ex-primeiro ministro preso é ter o actual primeiro-ministro à solta, ambos assessorados pela cáfila de capangas bem conhecidos por todo o português "frugalizado" - foi este o novo-termo utilizado na entrevista de ontem para substituir "austeridade" pelo actual gestor que anda a vender o nacionalizado Novo Banco/Velho BES limpo de prejuizos a privados.