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segunda-feira, março 28, 2016

Estupefação face ao Acordo entre a União Europeia e a Turquia sobre a vaga de Emigrantes

Há duas semanas Angela Merkel foi forçada a realizar mais uma cimeira europeia sobre a questão dos migrantes para analisar uma proposta de acordo de iniciativa da Turquia, um país da NATO. Todos os líderes da União Europeia , depois de duras negociações, finalmente concordaram em aceitar sem grandes alterações as propostas do primeiro-ministro turco e doravante da Alemanha.

a esmagadora maioria de refugiados na presente crise são sirios, uns pela destruição das suas condições de vida, outros por comprometimento com o terrorismo na Síria. O mesmo para o caso do Afeganistão e Iraque sob tutela dos Estados Unidos. Outro tipo de problemática abrange o outro tipo de migrantes económicos das regiões tradicionalmente esvaziadas de recursos pelo imperialismo ocidental.
Pura lógica de relações de Força

O negócio é o seguinte: todos os migrantes ilegais que chegarem à Grécia serão devolvidos à Turquia, mas, para cada caso em que se trate de um sírio por cada refugiado na Turquia será acolhido outro sírio num país da UE, até ao limite de 72 000 vagas - a Turquia "compromete-se" a gerir o apoio ao fluxo de refugiados para a Europa mas exige contrapartidas políticas e financeiras inaceitáveis, a mais importante é a revitalização das negociações sobre a sua futura adesão à União Europeia. Como contrapartida Ankara obtém uma ajuda financeira adicional de 3 mil milhões de euros pagos pela União Europeia, e ainda, impõe aceitar a liberalizar da concessão de vistos para os cidadãos turcos para a Europa e acelerar o processo de adesão do país à UE. Ajudar a Turquia a gerir o enorme fluxo de migrantes não é uma ajuda significativa. Devolver à origem emigrantes neste país poderia ser uma forma de reduzir os fluxos que chegam à Grécia (cerca de um milhão de pessoas em 2015, 10% da população grega), o país que tem sido espremido pelos planos europeus por não se saber "dar ao luxo de gerir as falsas dívidas dos seus próprios cidadãos”.

Mas este infame acordo, (refugiado que não seja da oposição ao regime legal da Síria fica de fora) traz mais problemas que os que resolve. Ele mostra as mentiras do “espaço Schengen sem fronteiras internas”, livre para o capital mas de graves restrições e desigualdades económicas para os cidadãos europeus, contrasta com vinda de migrantes em massa pela Grécia, uma vez que é uma porta de entrada para toda a UE e para os países de livre escolha dos “refugiados”. Então será muito problemático um mecanismo de acoplamento automático de opositores ao regime sirio, impondo um mecanismo kafkiano de alocação de emigrantes a países pobres e endividados. Terá um custo para os trabalhadores dos países europeus cujos bolsos não estão cheios. A liberalização do movimento de 80 milhões de turcos dentro da União Europeia não pode realmente ser uma ideia aceitável num momento em que se gritam raios e coriscos sobre o “jihadismo global”, em tudo isto há uma inquietante contradição. Finalmente, é impressionante negociar a adesão da Turquia, cujo território em mais de 90 por cento geograficamente nem se situa na Europa.

Ao fazer este acordo, o directório neofascizante da EU revela que, para além de ser corrosivo para as democracias dos países europeus, impõe negociações exigindo o reinado dos mais fortes, os alemães e os turcos, que foram capazes de impor a sua solução aos outros países europeus. Angela Merkel continua a ser a agente do branding norte-americano na Babel europeia, obrigada a flutuar sobre um monte de problemas, como o que no ano passado ao apagar a lufada de ar fresco na Grécia, agravaram ainda mais a situação de crise. Em 2015 não havia dinheiro para libertar os fundos da Grécia retidos no BCE por oposição politica e agora já há 3 mil milhões para a Turquia que nem sequer é membro? Mais que provavelmente nada disto foi resolvido nesta Europa, como nada resolve em muitas Cimeiras sobre muitos outros assuntos, como a crise da moeda única. A montanha da crise dos “refugiados” o que pariu foi a certeza que o funcionamento da UE é totalmente disfuncional e que esta Europa além de criar problemas impede directamente a sua resolução.

a Macedónia, nos Balcãs, que não faz parte da UE permitiu que centenas de milhares de refugiados a cruzar o país da Grécia para ir para a Alemanha. País vizinho da Grécia, que faz parte da EU, a Macedónia fechou as suas fronteiras aos refugiados depois de ter descoberto 9000 passaportes falsos. Não são os próprios emigrantes que imprimem esses documentos, nem al-Assad, nem os sírios patriotas que combatem o terrorismo na sua pátria que organizam o transporte em massa. Tanto a Grécia como a Turquia são paises da Nato, portanto, o problema está noutro lado, em Bruxelas e no Pentágono, este último que pelo meio do espalhafato mediático “anti-terrorista” nem sequer é mencionado. Há agências norte-americanas por trás desses passaportes falsos! a Turquia foi directamente utilizada pelos EUA para introduzir terroristas na Siria visando derrubar o regime. Como estão a ser escorraçados pelos Russos fogem para a Turquia, voltando pelas centenas de quilómetros de galerias subterrâneas que os norte-americanos escavaram para infiltrar armas e provisões para o ISIS/Daesh. Tudo isto, a “oposição” na Síria, o terrorismo armado com armas de última geração, os falsos refugiados, foi criado pelos selvagens norte-americanos a partir do zero, mas as consequências do fracasso recaem sobre as vitimas do terrorismo e os povos europeus.
Exército sírio, apoiado pela Rússia, infligiu uma derrota esmagadora neste domingo ao grupo Estado Islâmico (ISIS/Daesh), ao recuperar o controle da cidade de Palmira, estando prestes a expulsar a organização extremista dos seus redutos na Síria. e o silêncio dos lideres ocidentais

terça-feira, fevereiro 23, 2016

11 de Setembro, uma evidência explosiva

"Quem tiver de anunciar uma grande boa nova (ou má nova) cala-se durante muito tempo. Quem algum dia tiver de produzir um relâmpago deverá primeiro ser nuvem durante muito tempo" - vem esta citação de Nietzsche a propósito da declaração do candidato republicano Donald Trump à presidência dos Estados Unidos: "posso provar com documentos secretos que tenho em meu poder que foram os Sauditas quem executou o ataque de 11 de Setembro de 2001 ao World Trade Center" sim, foram eles, e depois? quem são os mandantes? mais não disse Trump, "elegam-me a mim e farei com que seja divulgado quem realmente mandou abaixo as torres gémeas" - bastou esta declaração simples para provocar a demolição controlada, o colapso e a queda livre da candidatura do caçula da familia Bush na corrida à Casa Branca. No dia seguinte desistiu depois das corporações que o apoiam terem investido 157,6 milhões de dólares, ou seja, qualquer coisa como 2.800 dólares por cada voto em Jeb Bush, a sua quota parte do preço da "democracia" norte-americana.

 

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

nunca o imperialismo alemão esteve tão bem explicado

"Encorajamos fortemente os nossos colegas portugueses a não se desviarem do rumo bem-sucedido que vinha sendo seguido", disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble (…) Portugal deve manter anterior rumo… estar bem ciente de que pode perturbar os mercados… e os Mercados estão já nervosos" e mais disse Schäuble: “Não estou preocupado com o Deutsche Bank... as acções do Deutsche Bank estão a derrapar porque os investidores não acreditam que o banco consiga pagar os cupões das obrigações” 
O ministro das Finanças da Alemanha não está preocupado porque sabe estar a gerir, em conjunto com o BCE e Wall Street, o sistema de criação de dívida que vai ser pago por outrem. No caso da Alemanha as possiveis derrapagens serão pagas pelos outros 27 membros do Eurogrupo. E ao nosso ministro Centeno deu-lhe vontade rir. O Deutsche Bank, o maior banco privado alemão e também da Europa, já perdeu 40% em Bolsa este ano. O seu valor de mercado é neste momento quase metade do que era há um ano, tendo perdido só em 2015 qualquer coisa como 6,89 mil milhões de euros, dos quais 2 mil milhões no quarto trimestre; e desde 2008 perdeu 90% do valor em Bolsa. O Deutsche Bank é o último dos grandes bancos europeus a operar uma reestruturação no sector da banca de investimento, desde que por ordem do sistema financeiro dos EUA as regulações se tornaram mais apertadas e a FED decidiu aumentar as taxas de juro; quer dizer, todos os residuos tóxicos que os Estados Unidos lhe enfiaram nos balanços ainda lá estão quase todos, na medida em que ainda não os conseguiram enfiar nas economias dos outros 27 Estados europeus da zona Euro; obviamente, a crise da Grécia e todos os bancos da periferia tem servido para ocultar a situação desde 2011-13. O próprio presidente da Comissão Europeia acha que isto é o principio do fim da União Europeia. Se olharmos para um gráfico comparado com o Lehman Brothers que despoletou a Grande Recessão que teve inicio em 2008 a situação do Deutsche Bank é similar. E a natureza da fraude continua a mesma, o mesmo esquema de Ponzi: os derivados financeiros do Deutsche Bank situam-se neste momento em 75 triliões de dólares, 20 vezes o PIB da Alemanha (3,95 Triliões) e cinco vezes o PIB de toda a Zona Euro (16 Triliões) e para pôr as coisas em perspectiva, a divida pública total dos Estados Unidos é menos de um terço da exposição a fundos tóxicos do Deutsche Bank. O colapso eminente do Deutsche Bank não será somente do banco alemão - o CitiBank nestes últimos dias caiu 25 por cento, o Bank of América, UBS e o Credit Suisse 23 por cento, o Goldman Sachs 20 por cento e o JP Morgan 18 por cento. Todo o sistema financeiro global adstricto ao Banco dos Bancos Centrais Privados está em queda livre. 
Tem a palavra o Proletariado da Alemanha: como é possivel deixarem-se governar por facinoras?
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quinta-feira, janeiro 28, 2016

de como os Rothschilds estão a fazer dos Estados Unidos (e seus vassalos) o quintal privado das fraudes fiscais globais na fuga aos impostos

O maior fundo financeiro (hedge-fund) do mundo foi apresentado pela primeira vez em 2012, uma pequena empresa de que ninguém tinha ouvido falar: a Braeburn Capital, que, no entanto, tinha mais dinheiro que o Ray Dalio Bridgewater, o maior hedge-fund mundial. Como tinha essa pequena empresa que opera num pequeno prédio de escritórios anónimos nos confins do Estado de Nevada conseguido saltar para a fama ao suplantar o valor de caixa de 200 mil milhões da maior e mais valiosa empresa do mundo, a Apple?- Apple??
em Deus a gente Confia
Talvez o mais notável seja o sitio onde a Braeburn Capital está fisicamente localizada: na cidade de Reno, a poucos quarteirões do conglomerado de casinos que fizeram a glória da Máfia nos seus anos de eldorado, onde se fizeram multimilionários que dali partiram para Miami, a seguir para o primeiro off-shore nas Bahamas para fugir a pagar impostos, depois para a colonizada Cuba, para toda a América Latina, agora para todo o mundo. É aqui em Reno que de novo se movem as fortunas dos ricos clientes estrangeiros em fuga dos cada vez mais visados paraísos fiscais, como as Bermudas, Cayman, etc sujeitos às novas exigências de divulgação internacional. Inserindo-se no Fundo do clã-Rothschild gerido no Nevada esses capitais estão isentos. Aqui a prevenção para fugir ao fisco é legal. Não se tratando de “conspiração”, uma vez que a aura de Reno foi trazida ao mundo por cortesia da reportagem da Bloomberg ao propor o debate sobre o “World’s Favorite New Tax Haven". No artigo o foco recai sobre uma empresa muito mais notória: os Rothschilds&Co. Em Setembro passado, num auditório com vista para a baia de San Francisco, Andrew Penney, diretor-gerente da Rothschild & Co. organizou uma conferência sobre o modo como elite multimilionária do mundo pode evitar o pagamento de impostos - a mensagem era clara: vocês podem ajudar os vossos clientes a transferir as suas fortunas para os Estados Unidos, livres de impostos e escondendo-as dos vossos governos”. Na gíria chamam-lhe agora a “nova Suiça”, ah, a ironia dos ricos: anos a fio desde a grande regressão de 2008 com a administração Obama a fingir que luta para destruir o modelo bancário suíço à base de sigilo, são os próprios Estados Unidos que assumem o papel de maior, senão o paraíso fiscal mais secreto do mundo. E o epicentro é aquele modesto prédio no Nevada.
um sitio que ninguém desconfia, com raizes no crime
Para os Suíços o assunto não é nada divertido. Depois de anos criticando outros países por ajudarem os americanos ricos a esconder o seu dinheiro offshore, os EUA estão a emergir como um paraíso fiscal e de sigilo levando para lá os estrangeiros ricos. Ao resistir às novas normas de informação globais, os EUA criam um novo mercado para esconder riqueza externa. Todos os escritórios de advocacia do mundo de antiga confiança dos bancos suíços principiam a colaborar no convite . "Ouve-se o som de uma sucção gigante - o som de dinheiro a correr para os Estados Unidos” escreveu um analista da Anaford AG de Zurique.
A empresa diz que a sua operação em Reno atende grandes depositantes de famílias internacionais atraídos pela estabilidade, confiança e regulamentação dos EUA e que esses clientes devem provar que cumpriram com as leis tributárias dos seus países de origem, “numa base de confiança” – além disso, "a Braeburn Capital não foi criada com o objectivo de explorar a situação dos EUA ainda não se terem inscrito para cumprir as normas internacionais” jura a porta-voz Emma Rothschild Rees. Vejamos, os escritórios da Rothschild Trust North America LLC criada em 2012 em Reno não são fáceis de encontrar. Estão no 12º andar do antigo edifício sede norte-americana da Porsche. O escritório do Procurador-Geral dos EUA é no sexto andar. No entanto, o directório do lobby não está listado com o nome de Rothschild. Em vez disso, o visitante deve ir para o 10º andar, aos escritórios do McDonald Carano Wilson LLP, uma firma de advocacia politicamente ligada aos governos. Vários ex-altos funcionários do Estado do Nevada trabalharam ou ainda trabalham ali, assim como os proprietários de alguns dos maiores casinos de Reno e Vegas e numerosos lobyistas registados. Um deles é Robert Armstrong gestor de grandes heranças ex-aquo com grandes propriedades do Estado, doravante também administrador da Rothschild Trust North America LLC. "Nós não oferecemos alojamentos legais aos clientes, a menos que estejamos absolutamente certos de que os seus assuntos fiscais estão em ordem; os próprios clientes e gabinetes de assessorias fiscais independentes devem confirmar-nos activamente que é esse o caso ", disse Rees. Como foi que diz que disse? Releia-se a frase novamente, e desta vez tente não se rir: Imagine um mundo em que ambos, clientes e consultores fiscais privados, que gerem tantos conflitos e são incentivados a mentir monetariamente, a confirmarem que eles e os seus clientes não são vigaristas na fraude aos impostos? Isso é quase tão bom como Wall Street fazer a regulação das suas próprias actividades financeiras.

Pelo menos 1,6 triliões de fundos ilícitos são lavados através do sistema financeiro global a cada ano, de acordo com uma estimativa das Nações Unidas. Um banco suiço admitiu ter ajudado clientes norte-americanos a esconder rendimentos em offshores a partir do Internal Revenue Service e concordou em pagar uma multa de 11.500.000 dólares e encerrar cerca de 300 contas pertencentes a contribuintes norte-americanos num total de 794.000.000 dólares em activos. O nosso Andrew Penney que supervisiona o negócio de Reno, é um advogado de longa data dos Rothschild que antes trabalhou à sua maneira nas operações de confiança da empresa na pequena ilha britânica de Guernsey. O mesmo Penney da conferência de San Francisco é actualmente director-geral baseado na City de Londres da Rothschild Wealth Management &Trust, que lida com cerca de 23.000.000.000 de dólares de 7.000 clientes em escritórios por todo o mundo, incluindo Milão, Zurique e Hong Kong. Alguns anos atrás, foi eleito o "Agente Fiduciário do Ano" por um grupo de elite de gestores de riqueza do Reino Unido.

capital de risco? isso era antigamente
Embora nenhuma das acções descritas possa ser considerada como uma surpresa para quem vem acompanhando a evolução financeira deste 2008, mostram como o sector imobiliário dos EUA tem sido utilizado pelos oligarcas estrangeiros para branquear dinheiro ilegal. Para Jesse Drucker da Bloomberg averiguar quantos biliões (ou talvez apenas milhões - o governo dos EUA é uma prostituta muita barata) foram pagos por baixo da mesa pelos Rothschild e Companhia para subornar o governo dos Estados Unidos e permitir este tipo de circulação de capitais, incestuosamente legalizando a fraude fiscal em solo americano, e quanto o clã Rothschild irá recolher em milhares de milhões em honorários de consultoria financeira para dar um futuro radioso aos que descaradamente roubam aqueles que pagam os seus impostos: a classe média.

sexta-feira, outubro 09, 2015

Russos são recebidos em apoteose na Síria

Сирия сегодня - Спасибо России ! Друзья ! Смотрите видео и передайте дальше всем !

Росси́я - Российская Федерация 1 de Outubro de 2015
a Casa Branca espera um pedido de desculpas da Siria por ter convidado Putin a invadir o país. Zbigniew Brzezinski: "estão loucos? Obama deve retaliar os Russos imediatamente!" 

No seu discurso o conselheiro de Estado Brzezinski reconhece implicitamente que os Estados Unidos têm aliados entre os grupos terroristas que actuam na Síria e dirigindo-se a Vladimir Putin ameaçou: parem de atingir a nossa Al-Qaeda "ou teremos uma terceira guerra mundial" (VeteransToday)
Conselheiro ucraniano quer ajudar o "Estado Islâmico" a vingar-se dos soldados russos.

quarta-feira, outubro 07, 2015

marginalizada pelos russos, a "civilização ocidental" falha alvo sírio

O massacre de al-Ghouta em Agosto de 2013 perpretado por terroristas com armas quimicas que causou centenas de mortos foi reportado à ONU através de imagens obtidas por satélites russos, facto que não teve qualquer repercussão nos media ocidentais 
Esta semana um avião russo Su-30 foi acusado de entrar por apenas 2 minutos no espaço aéreo da Turquia (um país da NATO). Na verdade a Russia terá violado o espaço aéreo da Turquia porque este pais alterou as fronteiras para incluir os Curdos sob seu controlo. E também, em boa verdade, a razão porque a NATO concessionada a Erdogan pretendem uma zona de exclusão aérea é para que não sejam cortadas as linhas de abastecimento aos rebeldes terroristas do ISIS, criado e armado pelos Estados Unidos.  

Com este furtuito "incidente" elevam-se ameaças do inferno ficar à solta e este é
o pretexto final para uma guerra aberta entre a NATO e a Rússia pelo menos segundo a fanfarronice dos media ocidentais, porque no terreno a situação é outra e bem diferente
O maior e mais poderoso exército do mundo, assim proclamado pelo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, em conjunto com as forças aliadas da NATO, passaram à irrelevância pela entrada na Síria da força aérea da Rússia, uma intervenção legal ao abrigo do direito internacional (a pedido expresso das autoridades legitimas da Síria). Em menos de uma semana as forças armadas russas conseguiram fazer o que os exércitos dos Estados Unidos e da NATO não conseguiram fazer em ano e meio: desbaratar e pôr em fuga os terroristas do Estado Islâmico. Na verdade o plano do Ocidente era outro, onde interessava que os terroristas reinassem como reis e senhores, actuando para fazer da Síria mais um Estado falhado e à mercê do modelo imperialista neocolonial. Neste momento há apelos de 41 bandos de rebeldes a actuar na Síria (que os EUA classificam de "moderados") para que as potências regionais apoiadas pelo ocidente criem uma aliança contra a intervenção da Rússia e do Irão (e já agora podem pedir também contra a China)
Mas, dos diversos relatórios que os russos têm disponibilizado sobre o que se passa na Síria,
um dos mais chocantes é a descoberta que alegados"rebeldes moderados" montaram um 
a Turquia mostrou-se condescente sobre o incidente com o jacto russo, 
mas subitamente lembraram-lhe que era um país da NATO
In the NOW, 5 de Outubro de 2015

quarta-feira, setembro 02, 2015

Há novidades fashion no Malecon

O Índice de Desenvolvimento Humano de Cuba (IDH) é o mais elevado da América Latina. A educação é gratuita desde a primária ao grau académico mais elevado, os cuidados de Saúde são gratuitos, a habitação tem custos controlados pelo Estado quase insignificantes comparados com os salários, há eleições livres a todos os niveis politicos, desde a comunidade local que escolhe e apresenta os mais aptos a candidatos (e não um directório partidário) subindo na hierarquia, consoante as suas capacidades, até aos cargos mais importantes para a Assembleia Nacional Popular. Obviamente, quem se identifica mais com a mundivisão comunista e do internacionalismo proletário sobe mais depressa (e aqui não sobem os Loureiros, Relvas, Varas, Constâncios e Cavacos?).


Subsiste no entanto um problema, Cuba não é autosuficiente, nem sequer no plano alimentar. É sobre este pano de fundo que o presidente Raul Castro é convidado desde 2009 para interagir com o Forum de Davos, onde se debatem e decidem as linhas económicas globais de desenvolvimento geoestratégico. Como corolário o secretário John Kerry e Raul Castro lá apertaram as mãos ao fim de 55 anos - o que não significa o fim do embargo que dura desde 1960, nem sequer a devolução da famigerada base militar de Guantanamo, mas uma tentativa de controlo da politica económica cubana por outros meios. Certo é os Estados Unidos dirigidos por oligarquias multinacionais e os seus protectorados têm mais aprender com Cuba que o povo cubano tem a aprender com  a irracionalidade dos mercados dirigidos pelo imperialismo dos Estados Unidos. Que não se criem ilusões, os Estados Unidos não mudaram a sua política externa em relação a Cuba, trata-se apenas de uma mudança da sua estratégia. E o objectivo dessa (“nova”) estratégia continua a ser a mesma: o domínio global – os EUA estão apenas a ensaiar uma nova táctica em Cuba.

segunda-feira, junho 15, 2015

perderam-se (e ainda bem) os "bons velhos tempos", quando os Estados Unidos ainda procuravam esconder a sua vasta criminalidade

Obama, o caniche imperialista dos banqueiros belicistas, o sanguinário e falso nobel da paz, tinha pedido carta branca ao Senado para fazer a guerra! e aí vai ela de vento em popa, repleta de operações encobertas. É o próprio Departamento de Estado que vem agora confirmar oficialmente que os EUA armaram, treinaram e financiaram  primeiro a inexistente al-Qaeda no Iraque de Bush para tentar derrubar o regime na Siria e treinam agora os terroristas do Estado Islâmico do Iraque e da Siria, ISIS, ao serviço da ideia do "grande Israel" (NewsWire)
 
A criação do autodenominado "Estado Islâmico da Síria e do Levante" (ISIS)  por parte dos Estados Unidos, passou por três etapas: A destruição de regimes seculares do Iraque de Saddam Hussein, que era corrupto mas estabilizador e agora da Síria com o apoio aos fundamentalistas sunitas contra Assad...  Até à invasão de 2004 com o governo de Saddam não havia Al Qaeda no Iraque e o Estado Islâmico está enraizado precisamente na Al- Qaeda. A terceira etapa da formação do Estado Islâmico veio quando o governo dos Estados Unidos juntamente com a Arábia Saudita e a Turquia se organizaram para financiar e apoiar os rebeldes na Síria", que já era um "pré-Estado Islâmico". A Arábia Saudita, professa como fé principal o Wahhabismo, uma das versões mais "virulentas e agressivamente anti-ocidentais" do Islão. Isso explica porque 15 dos 19 sequestradores terroristas do 11 de Setembro de 2001, eram sauditas assim como é essa a ascendência do próprio líder da Al Qaeda, o famoso e sempre útil até ser deitado ao lixo Osama bin Laden.

porque é que estes "Terroristas" nunca tencionaram atacar nem atacam Israel? porque estes grupos de "terroristas" existem para beneficio futuro de Israel
"nós Israelitas somo o povo escolhido por Deus, seus asquerosos goyim" - então e nós, "é suposto morrermos por estes gajos?"

sexta-feira, junho 05, 2015

O mundo bilderberguiano de Barroso

Dantes o clube era secretissimo, agora os facinoras económicos perderam a vergonha, já actuam às claras, em plena luz do dia.

O diário Público noticiou em primeira página, na quarta-feira da semana passada, 27 de Maio, que o representante permanente de Portugal no Grupo Bilderberg, o patrão dos Media eex-primeiro-ministro Pinto Balsemão, cargo que ocupa há 32 anos, convidou Durão Barroso para lhe suceder no "steering committee", o conselho director que organiza os encontros anuais do Bilderberg. Este núcleo duro é constituído por 33 filiados no clube, sendo presidido por Henri de Castries, o presidente executivo do grupo Axa, e tem o magnata norte-americano David Rockfeller como conselheiro. "Marcelo Rebelo de Sousa comentou a notícia na TVI. Reconheceu a sua própria participação no encontro Bilderberg de 1997, quando era líder do PSD, e considerou o convite a Barroso como o resultado da influência internacional deste último resultante do exercicio do cargo de presidente da Comissão Europeia. Mais importante, no entanto, é a indicação de que Barroso não será candidato a Belém, pois teria de recusar o lugar “senatorial” no Grupo Bilderberg".

Respigado do jornal "Oje", escrito pelo jornalista Frederico Duarte Carvalho: "Ao contrário do que dizia o artigo do Público, Durão Barroso não teve apenas duas participações em encontros dos chamados “Senhores do Mundo”. Disseram que só esteve nas reuniões de 2003 e 2005. Não. A primeira participação foi registada em 1994, quando Barroso ainda era ministro dos Negócios Estrangeiros, um ano antes de se candidatar, pela primeira vez, a líder do PSD. Esteve depois no encontro de 2003, no ano seguinte a ser eleito primeiro-ministro, e no de 2005, então como presidente da Comissão Europeia. No entanto, esteve igualmente presente no encontro de 2013, em Inglaterra, um ano antes de abandonar o cargo. A próxima reunião está prevista para os dias 11 e 14, na Áustria. Aposta-se que a atual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, poderá ser uma das convidadas (mas para melhor compreender a lógica dos poderes supranacionais ocultos) "é melhor "começar com o primeiro convite feito a um português, em 1956, ainda no tempo de Salazar. O poder de Bilderberg provocou o fim do Estado Novo e substituiu Salazar por Soares – Marcello Caetano foi um intervalo útil. Depois, a partir de 1983, quando Balsemão assumiu o cargo de membro permanente, o poder político em Portugal foi definitivamente privatizado e submetido aos interesses financeiros de particulares. Por isso, Durão Barroso sabe que o Presidente da República não conta para nada. O cargo pode hoje ser entregue a um Sampaio da Nóvoa ou até a pessoas como Rui Rio, Marcelo ou Santana Lopes. Para Barroso, o melhor e mais influente mesmo é poder ser membro permanente no clube dos “Senhores do Mundo” (artigo aqui)

Na suposta “luta de classes”, actual e praticamente inexistente em termos nacionais nos paises dependentes e tributários do Império, a questão principal é a dependência de toda a Europa do imperialismo norte-americano (via Alemanha, subjugada desde 1945 e onde persistem 179 bases militares dos EUA) sendo que essa "União" é o domicilio para negócios de uma infima casta transnacional que subjuga os povos. Mas todo este sistema se está a desmoronar, e a queda é a partir de cima, pela impossibilidade de gerar mais desenvolvimento face à lei da queda tendencial da taxa de lucro. O capitalismo está condenado (1), e traidores infiltrados como Durão Barroso, só poderão ser banidos pela força do povo armado

(1) Até os ricos, seguindo as directivas do Warren Buffet presentem a catástrofe inevitável. "Empresário alerta que ganância dos mercados e desigualdade de renda levarão à guerra ou revolução nos Estados Unidos. O bilionário Paul Tudor Jones diz que quer repensar o capitalismo. O primeiro passo é perceber que você tem um problema (...) Nos EUA, 1% da população recebe cerca de 20% da renda total do país. "O fosso entre os mais ricos e os mais pobres será fechado (...) seja através de revolução, impostos mais altos ou guerra", disse ele (Carta Capital)

terça-feira, junho 02, 2015

as Guerras Energéticas

2004. No auge da”guerra contra o terrorismo”, álibi para a invasão do Iraque. Invocando o “eixo do mal” George Bush insiste que não deve ser permitido ao Irão desenvolver armas nucleares. Então porquê, seis anos antes, a CIA entregou aos iranianos planos técnicos para a construção da bomba? James Risen, jornalista do New York Times e por duas vezes prémio Pulitzer, ao escrever “State of Wardeu a conhecer o escândalo. (veio no Guardian) denunciando: é preciso pagar qualquer preço para sustentar a ganância, o poder, justificar a “war on terror”, negócios de drogas, usar denunciantes e agentes infiltrados. O jornalista viria a ser condenado a 3,5 anos de prisão por se negar a revelar as fontes. (entrevista)

Risen, o autor do livro “Estado de Guerra, A História Secreta da CIA e da Administração Bush” (2006), produz inúmeras declarações sobre as actividades da Agência Central de Informações norte-americana. Afirma que a CIA realizou uma operação no ano 2000 (Operação Merlin) destinada a atrasar o alegado programa de armas nucleares do Irão, fornecendo projectos falsos para despistar os principais concorrentes, mas saiu-lhes o tiro pela culatra, podendo na realidade ajudado o Irão, na medida em que as falhas foram detectadas e corrigidas por um ex-cientista nuclear soviético durante a operação usada para fazer a entrega. No inicio de 2003 o New York Times negou-se a publicar a história, depois da intervenção da Conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice combinada com o editor executivo do NYT Howell Raines
Ao fazer as pesquisas para o livro, os e-mail, telefonemas, ligações e encontros de Risen com o ex-oficial de operações da CIA Jeffrey Alexander Sterling foram monitorizados pelo governo federal dos Estados Unidos. O governo obteve também registos de crédito e contas bancárias de Risen. Após a publicação o “Public Affairs Office” da CIA emitiu então um comunicado indicando que o livro de Risen contém erros graves em qualquer um dos capítulos. No entanto, os documentos da CIA divulgados em Janeiro de 2015 confirmam muitos dos detalhes sobre a Operação Merlin. No livro constam afirmações como a de que "vários dosagentes iranianos [infiltrados da CIA] foram presos e encarcerados, enquanto o destino de alguns dos outros, ainda hoje é desconhecido", depois que em 2004 um funcionário da CIA enviou a um desses agentes uma mensagem eletrónica criptografada, incluindo erroneamente dados que poderiam identificar "praticamente todos os espiões que a CIA tinha dentro do Irão". O iraniano era um agente duplo e entregou a informação aos serviços secretos iranianos. Isso também foi negado pelas autoridades norte-americanas. Risen também alega que o governo Bush é responsável pela transformação do Afeganistão num "narco-Estado", que supostamente vende 80% do fornecimento total de heroína do mundo.

Baseado nas escutas, Jeffrey Alexander Sterling começou a ser investigado durante a administração Bush. Em 2010 foi acusado, ao abrigo da Lei de Espionagem de 1917, um caso raro na história dos EUA, e punido pelo contacto com o jornalista pela alegada divulgação de segredos de Estado. Risen tinha sido intimado em relação ao caso em 2008. Lutou contra a intimação, e conseguiu que fosse arquivada no Verão de 2009. Mas, naquilo que o New York Times chamou de "um acontecimento excepcional" a administração Obama renovou a acusação em 2010. Em 2011 James Risen entregou um recurso, descrevendo detalhadamente as suas razões para se recusar a revelar as suas fontes, o impacto público do seu trabalho e as suas experiências com a administração Bush. Em Julho de 2013 o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que Risen fosse obrigado a testemunhar no julgamento de Jeffrey Sterling. Citando: "desde que a intimação é emitida em boa fé e com base em uma necessidade legítima de aplicação da lei, o governo não precisa fazer qualquer exibição especial da obtenção de provas de conduta criminosa de um repórter num processo criminal". O juiz Roger Gregory discordou, escrevendo: "a maioria exalta os interesses do governo, enquanto indevidamente vai atropelando os interesses da imprensa, e ao fazê-lo, colide severamente com a imprensa e o livre fluxo de informação na sociedade". Mas Risen ficou obrigado a declarar as fontes. Obviamente, a postura das sucessivas administrações dos Estados Unidos têm sido muito criticadas por infringir a liberdade de imprensa. O Supremo rejeitou o apelo em Junho de 2014, abrindo a porta à possibilidade de prisão de Risen, dependendo se os procuradores federais optassem por prosseguir com a exigência do seu testemunho. Risen continuou a recusar e afirmou estar disposto a ir para a cadeia.

Em Outubro de 2014, o procurador-geral Eric Holder, falando num evento de Washington, DC, declarou que "nenhum repórter ou jornalista vai para a cadeia, enquanto eu for procurador-geral". Em Janeiro de 2015 o New York Times noticiava que James Risen "não será chamado a depor em julgamento", pondo fim a uma batalha legal sobre se o jornalista poderia ser forçado a identificar as suas fontes confidenciais. Nesse mesmo mês Benjamin Netaniahu (na foto) veio fazer o seu número de circo à ONU sobre as probalidades do Irão já dispor da capacidade de fabricar bombas nucleares. Decorreram 9 anos entre a publicação do "Estado de Guerra" em 2006 e 15 anos sobre os factos relatados no livro, ninguém se lembrando mais do que se teria passado com o programa nuclear do Irão, que actualmente continua a ser “negociado”, mas apenas para fins pacíficos.

quinta-feira, maio 21, 2015

The Great Turan


Para, partindo dos pressupostos dos tribalismos e nacionalismos árabes, compreender o plano da CIA que explora a ideia do pan-Turanismo que tem vindo a ser congeminado para substituir a URSS/Rússia (1) como inimigo e principal competidor na Nova Ordem da Rota da Seda. O pan-turanismo assenta na ancestral origem comum dos povos da Ásia Central. É um termo originário da Pérsia (Irão) que remete para a ideia de uma grande confederação de Estados Islâmicos na Eurosásia, uma utopia politica que historicamente de facto nunca existiu, mas serve para, a partir do exxterior, dividir e prostar esses povos às mão dos invasores.

1300 anos da História Islâmica em 3 minutos

(1) Não por acaso, Zbigniew Brzezinski, um judeu da Grande Polónia originário do Cáucaso, ex-secretário de Estado e actual conselheiro de Barack Obama, autor ao anterior plano "The Grand Chessboard" que visou a implosão da URSS, vem agora afirmar que "a hegemonía mundial dos Estados Unidos tem os días contados", isto é, devido às novas capacidades, o plano anterior precisa ser substituido por outro que correspondda à actual correlação de forças (RussiaToday)

segunda-feira, maio 18, 2015

impuseram sanções contra nós mesmo, estúpidos

As sanções ocidentais contra a Rússia deveriam causar grandes danos ao país, mas afinal, não por acaso e falta de cretinisse dos politicos neocons euro-americanos, a economia russa está actualmente num estado bastante melhor que antes. A análise é de um especialista da Forbes, que não analisa que os combustiveis na Europa subiram14,75 por cento e o Euro se desvalorizou. Ao passo que o rublo se fortaleceu em 17% desde o início do ano e continua a valorizar-se enquanto o dólar permanece abaixo dos 50 rublos, pese que os especuladores ocidentais (p/e Goldman Sachs) para esse mesmo periodo tivessem previsto que os russos iriam precisar de 70 rublos para comprar 1 dólar. Enquanto isso, o mercado russo foi classificado pelo fundo "Market Vectors Russia" (RSX) de o melhor entre os países em desenvolvimento. Quer dizer, a Rússia nos novos mercados internacionais tornou-se favorita para os investidores. Consoante a entrada de fundos especulativos não é admitida, atualmente, a relação entre a Dívida e o PIB na Rússia é de um valor irrisório de 14 por cento. Enquanto os juros no crédito interno descem. No último ranking do "The Human Capital Report" produzido pelo Fórum Económico Mundial, a Rússia fortaleceu a sua posição, passando do 55º para o 26º lugar. Este "Índice de Capital Humano" é determinado tendo em conta as competências e habilitações da população relacionadas com as metas de produção. Neste ranking a Rússia, cujo modelo de capitalismo regressa à valorização do trabalho, ocupa um lugar acima de Israel, Itália, Grécia, Portugal, Espanha e Brasil, todas economias dependentes do valor financeirizado em papel impresso que os Estados Unidos decidirem dar-lhe, a bom proveito da casta que subjugou o Estado imperial global e as populações dos paises seus vassalos. (SputnikNews/Brasil)
"para me comprarem combustivel isso não é dinheiro. Rublos, dá-me Rublos"

segunda-feira, maio 04, 2015

Faz 70 anos o povo alemão foi forçado a deixar de seguir o seu lider

Até aí indiferentes à conquista de espaço vital pela Alemanha, (porque contra os comunistas da URSS) tecendo-se rasgados elogios ao milagre económico alemão do governo de Hitler, após o fiasco da social-democracia da república de Weimar.

A guerra a sério começaria quando Wiston Churchill tomou posse a 10 de Maio de 1940, face à intenção de Hitler invadir a Inglaterra. Havia o problema da dívida alemã a pagar à banca internacional na forma de indemnizações de guerra, herdadas da derrota de 1918, divida que a Rússia, governada pelos Bolcheviques, se tinha recusado a pagar, mas as negociações entre o ministro das finanças alemão e Wall Street duraram até às vésperas do inicio da guerra. Tudo se resolveria – em 1939 é convicção generalizada a Ocidente que a superioridade ideológica da Alemanha nazi irá destruir rapidamente o comunismo na União Soviética. Mas nas previsões não se inclui que se trata de um conflito alargado entre potências capitalistas que concorrem entre si pela hegemonia imperialista. E que a Alemanha iria também querer destronar a já mais avançada e industrializada Inglaterra, o maior império colonial à época. Em Junho de 1941 a Alemanha ataca a URSS sem qualquer declaração prévia de guerra.

Sois soldados de uma república de operários e camponeses. Ao entrar num país estrangeiro (no caso a Polónia) a vossa atitude não é a de agressores, lembrem-se que entram como libertadores”. Este velho principio formulado por Lenine manteve-se como código de honra na 2ª Grande Guerra Patriótica de Libertação dos Povos Russos

No primeiro semestre de 1944 na URSS fabricaram-se 16.000 aviões, 14.000 tanques, 26.000 canhões, 90 milhões de bombas, granadas e minas. Foi com o esforço heróico dos trabalhadores nas fábricas soviéticas que se começou a desenhar a vitória. Perante a hecatombe que se adivinhava as classes governantes da Alemanha, desejosas de conservar o domínio do capital monopolista, decidiram desembaraçar-se de Hitler antes da entrada do Exército Vermelho em solo alemão. O atentado contra Hitler foi perpretado a 20 de Julho de no quartel-general de Rastenburg, mas falhou. O que obrigou as SS a desviar esforços, em detrimento da frente de combate, para reprimir o seu próprio povo com ferozes represálias.

Estalinegrado, fotos de Giorgi Zelma
A grande reviravolta da guerra aconteceu entre entre Novembro de 1942 com o golpe assestado no 6º Exército do general Paulus em Estalinegrado, e atingiu o auge com a vitória na batalha de Kursk em Dezembro de 1943. A partir daí o comando nazi remeteu-se em definitivo à defensiva. Na frente Leste da Europa ficou aberto o caminho vitorioso até Berlim. Isto apesar de nessa altura não haver nenhuma frente de combate aos nazis a Ocidente. Nesse período de cerca de um ano as tropas soviéticas avançaram em combate 500 quilómetros na frente do Báltico e da Polónia e 1300 quilómetros na frente sul da Ucrânia. Nesses últimos dois anos (de Dezembro de 1941 a Dezembro de 1943) foram reconquistados 53 por cento do território perdido durante a invasão nazi de 1941 e 1942. Nesse período, só na frente germano-soviética, o Exército Vermelho derrotou 218 divisões nazis, 56 das quais foram aprisionadas e dissolvidas, 162 foram dizimadas, e os sobreviventes foram enviados para a rectaguarda para serem reagrupados, já em território alemão. No 1942 foram lançadas 30.000 toneladas de bombas sobre cidades e eixos industriais e de transportes alemães. A razia passou para 120.000 toneladas em 1943.

Enquanto isso, a Inglaterra continuava aberta a aceitar uma paz separada com a Alemanha. Intenção bem clara na Conferência de Casablanca realizada em Janeiro apenas entre Roosevelt, (em pleno empreendimento de keynesianismo militar), Churchill e DeGaule. Dali saiu a decisão de desembarcar tropas americanas no sul de Itália, o que viria a acontecer em Julho de 1943 na Sicilia com a colaboração dos laços familiares da Máfia nova-iorquina com raízes sicilianas. Mas o fracasso do regime nazi ao não conseguir aniquilar o regime comunista na URSS frustou-lhes os planos. Apesar das grandes perdas, privações e sofrimento, isso não provocou um divórcio claro entre a comunidade do povo alemão e Hitler. Preferiam um suicídio colectivo à sobrevivência às mãos do inimigo – e isso acontecia pelo terror incutido contra o bolchevismo. O conflito entre Leste e o Ocidente não surgiu só com o final da guerra em 1945. Ele teve a sua origem na Revolução Russa e 1917, a qual não foi reconhecida pelos Estados burgueses capitalistas. Nesse contexto, o Nazismo foi a melhor resposta encontrada.

Os Estados Unidos, sempre atentos às melhores oportunidades de negócio na exportação de capitais, só viria a intervir na frente Ocidental, quintiplicando o volume de bombas lançadas pela aviação aliada para 650.000 toneladas e intervindo no terreno em Junho de 1944, seis meses após a primeira fase da epopeia da URSS na guerra, com o desembarque na Normandia concertado de acordo com as novas alianças estratégicas, incluindo já os soviéticos visando a partilha da Alemanha após a derrota, decidida na Conferência de Teerão entre Churchill, Roosevelt e Estaline. Em Outubro os americanos chegam a Aachen. Em Dezembro está no auge a ofensiva aliada nas Ardenas. Em Janeiro de 1945 começou a grande ofensiva soviética na frente Leste alemã, originando a fuga em massa de alemães para ocidente. Em Fevereiro apuram-se pormenores na Conferência de Yalta na zona libertada da Crimeia.

A 26 de Abril de 1945 soldados soviéticos e americanos encontram-se em Torgau, perto do rio Elba na Saxónia. A 28 de Abril é libertado Dachau, o mais antigo campo de concentração do Reich, entre duas dezenas de outros. Até finais de 1944 tinham sido enviadas 7,5 milhões de pessoas para campos de trabalho no âmbito do enorme esforço de guerra cuja mobilização decorreu de ordens de Albert Speer, o único responsável nazi que viria a ser indultado pelo Tribunal especial montado em Nuremberga. a 29 de Abril de 1945 o Exército Vermelho combatia já casa a casa dentro de Berlim chegando ao final da tarde a 1 quilómetro e meio do Quartel General de Hitler. Em Itália, a 30 de Abril, Mussolini morre às mãos dos partiggiani e o seu cadáver é pendurado de cabeça para baixo na praça pública.

Nesse mesmo dia Adolf Hitler com a mulher Eva Braun, Josef Goebbels e alguns poucos fiéis fogem para o Führerbunker. Horas depois o silêncio é quebrado por um estampido. Os cadáveres são recolhidos pelo major Heinz Linge das SS, que, com a ajuda de Martin Bormann, os leva para o jardim da Chancelaria. Erich Kempka, o motorista do líder, empurra-os para uma cratera aberta pelas bombas soviéticas embebidos em petróleo, e queima-os. A 400 m do local o simbólico Reichstag estava também em chamas, alvo dos morteiros do Exército Vermelho. No dia 2 de Maio o general Weidling, comandante das forças de defesa de Berlim, informou o comando Soviético estar disposto a aceitar a rendição. Contudo, seriam ainda precisos mais alguns milhares de vítimas até se conseguir a rendição incondicional da Alemanha.

De nada valeu ao regime nazi a nomeação de um sucessor - o almirante Karl Dönitz. A capitulação da Alemanha na frente oeste deu-se a 7 de Maio em Reims e dois dias depois em Berlim, a 9 de Maio, pondo fim ao Império da Grande Germânia prometido para durar mil anos. Entre a ascenção de Hitler ao poder em 1933 e 1945 o sonho durara apenas 12 anos. Quando chegou a Berlim a 17 de Julho para a Conferência de Potsdam, o marechal José Estaline afirmou que Hitler tinha conseguido fugir. O mito do suicidio foi incutido depois, em paralelo com a diabolização da URSS que deu inicio à Guerra Fria. Perante a partilha da nação pelos aliados, a Oeste o fim da guerra foi vivido pelos alemães não como uma libertação mas como uma catástrofe. No dia 1 de Julho chegaram a Berlim as tropas americanas, britânicas e francesas para ocupar o sector ocidental da cidade. Em Setembro, na zona alemã de Ocupação Soviética iniciou-se a reforma agrária. Em 1947 tinha inicio a Guerra Fria, reavivando o espírito anti-comunista ocidental contra os regimes para lá da “cortina de ferro”, uma expressão cunhada por Churchill. Passados 70 anos, os líderes do Ocidente que integram o IV Reich põem Comunismo e Nazismo ao mesmo nível.

domingo, abril 05, 2015

Ascenção e Queda dos Impérios Globais (1400-2000)

A morte de Tamerlão em 1405 assinala um ponto de viragem na história mundial. Tamerlão foi o último de uma série de “conquistadores do mundo” na tradição de Átila e Gengis Khan que tentou colocar toda a Eurásia – a “ilha mundial” – sob o domínio de um único e vasto império (1) Cincoenta anos depois da morte de Tamerlão, os Estados marítimos do Extremo Ocidente euroasiático, com Portugal à cabeça, estavam a explorar as rotas marítimas que se tornariam os nervos e artérias de grandes impérios marítimos. Esta á a história do que aconteceu a seguir. Parece uma história conhecida, até a analisarmos melhor. A ascenção do Ocidente à primazia mundial através da via do Império e do predomínio económico é uma das pedras basilares do nosso conhecimento histórico. Ajuda-nos a ordenar a nossa visão do passado. Em muitas narrativas convencionais, parece quase inevitável. Foi a via principal da história: todas as alternativas eram caminhos secundários ou becos sem saída. Quando os impérios da Europa se dissolveram, foram substituídos por novos Estados pós coloniais, assim como a própria Europa se tornou parte do “Ocidente” – a coligação mundial sob liderança norte-americana. (2)  (Edições 70)

(1) A invasão dos Mongóis e a destruição de Bagdade provocou entre 200 mil e 1 milhão de pessoas assassinadas a golpes de espada. Numa época em que em todo o mundo existiam apenas pouco mais de 800 milhões de pessoas (ler mais)
(2) A famigerada guerra anti-terrorista (war on terror) desencadeada por Bush já ceifou 2 milhões de vidas em apenas 3 países. Ainda a procissão vai no adro; o mundo tem actualmente 7,3 mil milhões de pessoas expostas a sofisticadas tecnologias de destruição em massa. (world-metters)

terça-feira, março 31, 2015

Joan Baez, jovem para sempre

Nada e criada numa época de forte contestação social no interior dos Estados Unidos pelos direitos civis, liberdades e garantias, que hoje continuam apenas a ser palavras desligadas do racismo económico que se abate sobre os cidadãos, Joan Baez cedo se converteu numa fervorosa militante anti-guerra. Tanto quando como resposta às convulsões internas os Estados Unidos se viraram em definitivo para o ataque aos recursos externos para, usando os lucros obtidos, calar uma classe média cada vez mais instruida e reivindicativa. Joan Baez começou a sua luta como corista nas canções de Bob Dylan, aka Robert Allen Zimmerman, nascido de emigrantes judeus russos como Zushe ben Avraham, sendo ela própria também filha de emigrantes, no caso mexicanos - o Novo Mundo é isto, um caldeirão civilizacional onde se misturam o melhor e pior de todos os mundos



Passado o flirt inicial com Dylan, Farewell Angelina, na viragem para a década de 70, na região ponta de lança do expansionismo imperialista, o cenário no Vietname era dramático. Imagens do massacre de May Lai, um crime até hoje impune.
Entre os muitos milhares de contestários contra a guerra estava também o jovem John Kerry, que ainda hoje ainda anda como secretário de Estado envolvido noutras guerras. Aos 74 anos Joan Baez também anda. Dá hoje um recital show-bizz como cantora-folk  hoje no Porto e amanhã em Lisboa com o preço médio dos bilhetes entre 25 (visão reduzida) e 40 euros. Come From The Shadows, the Partizan. Obviamente, com saudades de todas essas coisas do passado

segunda-feira, março 30, 2015

Voo 9525 da Germanwings – O piloto teve “intenção” de precipitar avião com 150 pessoas e bebés a bordo contra uma escarpa nos Alpes?

Houve uma rapidez evidente no apuramento das causas e em encontrar um culpado: foi o co-piloto! um alemão que sofria de depressão, que se zangou com a namorada, que ganhava mal, que escondeu uma doença neurológica do patrão, que se converteu ao islão, que comeu um kebab e alugou uma barba postiça e pôs o comandante da aeronave a abrir uma porta de aço inviolável de machado em riste. (aqui)

Tudo isto foi decidido como sendo de tal gravidade, apesar das caixas negras demorarem algum tempo a ser encontradas, que justificou a presença no local do desastre de 3 chefes de governo, a Merkel, Rajoy e Hollande. Este último afirmou solenemente à imprensa que “a segunda caixa negra não continha conteúdos”. Só um presidente de república teria estatuto para afirmar tal impossibilidade, uma vez que uma caixa grava os dados técnicos do voo e outra os sons de cabina e ambas são praticamente indistrutiveis. Situam-se na cauda do aparelho e suportam várias centenas de vezes o peso do embate e temperaturas acima de 1000 graus. Como assim, a caixa dos sons tinha e a caixa dos dados técnicos não continha nada? Como habitualmente nestes casos enigmáticos, que se vão repetindo cada vez mais amiúde, os culpados que poderiam esclarecer os mistérios e dar a sua versão do acidente não o podem fazer, porque estão mortos… E acusar um único morto beneficia todos os intervenientes, já que se encontrou uma pessoa culpada e isso tranquiliza a opinião pública (não culpando todo um sistema exagerado de segurança que tranca portas irreversivelmente).

Consultando outras fontes, descobre-se outra versão. Segundo o Ministério da Defesa da Federação Russa de acordo com dados detectados pelo submarino Severomorsk da sua Frota Naval a operar frequentemente no Mediterrâneo a queda do voo 4U 9525 no sul de França foi o resultado directo de um exercicio de teste falhado da Força Aérea dos Estados Unidos integrada na NATO (1) com o Sistema de Defesa de Alta Energia Laser Liquida (HELLADS) que não atingiu a área onde seria suposto derrubar um missil ICBM simulando um ataque nuclear vindo da Rússia com a intenção de destruir a Base Aérea de Aviano em Itália. (fonte)

O ministério da Defesa russo observa ainda que a estrutura militar Estados Unidos-Reino Unido-União Europeia põe frequentemente em risco voos civis com os seus jogos de guerra sobre o continente, como no ano passado, quando cerca de 50 aviões desapareceram temporariamente de radares na Áustria, Alemanha, República Checa e da Eslováquia – “o desaparecimento temporário de aparelhos nos monitores de radar estão ligados a exercícios militares planeados que vão tendo lugar em várias partes da Europa, cujo objetivo é a interrupção das frequências de comunicação por rádio, conquanto os aviões continuem em contacto por rádio com os controladores de tráfego aéreo e o seu voo prossiga normalmente". O relatório do Severomorsk reporta anomalias eléctricas atmosféricas em áreas sobre o sul de França, Itália ocidental e sudoeste da Suiça. Aponta também ser essa a area de combate operacional do 510º Esquadrão da Força Aérea dos EUA que opera a partir da Base de Aviano, no norte de Itália. Concluindo, a probabilidade da opinião pública do ocidente ser informada do que realmente aconteceu com o voo 9525 da Germanwings, é quase o mesmo que o terem dito a verdade sobre a Malaysia Airlines voo MH17, que foi provado por fotos de satélite ter sido abatido por um caça da Ucrânia.

De volta a fontes ocidentais, um novo relatório divulgado pelo Serviço de Informações sobre o Estrangeiro (SVR) afirma que o presidente Barack Obama ficou tão furioso ao saber da incompetencia e ineficácia dos "jogos de guerra" da NATO que atingiram o avião da Germanwings que de tão chocado recusou receber em audiência o secretário-geral da Aliança Jens Stoltenberg apesar dos seus repetidos pedidos.

(1) O sistema tecnológico High Energy Liquid Laser Area Defense System” (HELLADS) integra a Strategic Defense Initiative do ressuscitado programa de Reagan "Guerra das Estrelas", um produto da fase final da Guerra Fria entre os EUA e a antiga URSS, podendo ser também entendido sob o ponto de vista da política interna dos EUA, como um projecto típicamente neoconservador, defendido pelo Partido Republicano dos Estados Unidos. Nos anos 2000 este programa foi reactivado pelo Governo Bush, sob o nome de "Escudo Anti-Mísseis", desta vez mais focado em sistemas de defesa anti-mísseis balísticos localizados em terra do que necessariamente no espaço. O programa gerou grandes polémica com a Rússia e a China, acabando por ser parcialmente paralisado na gestão do Presidente Barack Obama quando viu inviabilizado os seus esforços para o instalar nos países alinhados com a NATO no mar Báltico paredes meias com a fronteira da Rússia